quarta-feira, 3 de abril de 2019

FLYING LAPS – MARÇO DE 2019


            E começaram alguns dos mais importantes campeonatos do mundo do esporte a motor de 20198 neste mês de março, como a MotoGP, Indycar, a F-2, e a Fórmula 1. Por isso mesmo, é hora de mais uma postagem da sessão Flying Laps, com alguns tópicos sobre alguns acontecimentos de alguns destes campeonatos ocorridos neste último mês, que não deu tempo de citar e dissertar nas colunas regulares, sempre com os tradicionais comentários e observações. Infelizmente, nem deu tempo de acompanhar tudo o que andou acontecendo em outras categorias, mas espero que possam apreciar o texto. Então, uma boa leitura a todos, e até a sessão Flying Laps do próximo mês...
 

O campeonato da Formula-E continua mais equilibrado e imprevisível do que se imaginava. Na etapa de Hong Kong, foi Edoardo Mortara, da equipe Venturi, quem acabou enfim comemorando a vitória, mas isso depois que Sam Bird, da Virgin, acabou punido em virtude de um toque dado no carro de Andre Lotterer, da Techeetah, na parte final da corrida, quando Lotterer defendia a liderança dos ataques do inglês, que tentava fazer a ultrapassagem, estando mais veloz, e acabou dando um toque que resultou num pneu furado no bólido do piloto da Techeetah, arruinando sua prova. A direção da corrida acabou punindo Bird, que acabou sendo reclassificado na 6ª posição, perdendo o triunfo. Com o resultado da punição, Lucas Di Grassi, da Audi ABT, que havia terminado em 3º, ficou com a 2ª colocação. Logo atrás, vieram Robin Frijns, da Virgin; Daniel Abt, da Audi ABT; Felipe Massa, da Venturi; Bird; Mith Evans, da Jaguar; Gary Paffett, da HWA; Oliver Turvey, da Nio; e Antonio Félix da Costa, da BMW Andretti, fechando a zona de pontuação. A corrida teve uma interrupção com bandeira vermelha logo no seu início, quando o carro de Felipe Nasr, da Dragon, com problemas, acertou o muro numa curva fechada, e acabou sendo atingido pela dupla da Mahindra que vinha logo atrás. Os carros ficaram parados, bloqueando a pista, motivando então a interrupção da prova, para ser feita a retirada dos monopostos e liberar o traçado. Jerôme D’Ambrosio e Pascal Wehrlein acabaram ficando sem pontuar nessa etapa, com a Mahindra ficando zerada na pontuação. Mesma situação vivida pela Nissan e.dams, que também viu seus dois pilotos ficarem pelo meio do caminho.


O ePrix de Hong Kong, apesar do resultado ruim de ter sido decidido fora da pista, pela aplicação posterior de punição ao inglês Sam Bird, teve uma nota importante: foi a 50ª prova da Formula-E, desde que a categoria disputou sua primeira corrida, em 2014, lá mesmo, na China, em um circuito montado nas ruas da capital chinesa, Pequim, que acabou sendo vencida pelo brasileiro Lucas Di Grassi. Muitos achavam que a categoria de carros de competição monopostos inteiramente elétricos não vingaria, mas está firme, e atraindo muitas atenções da indústria, mais até do que da Fórmula 1, no momento, e tendo até mais times disputando. E com mais duas fábricas chegando na próxima temporada, a Mercedes e a Porsche, com a perspectiva de um grid de 12 times e 24 pilotos na pista. A categoria ainda tem vários pontos onde precisa melhorar, mas ninguém pode negar que, nesta 5ª temporada, as coisas andam bem mais equilibradas e inesperadas, e passada metade do quinto campeonato, não temos um favorito destacado na luta pelo título, o que mostra como tudo está mais emparelhado este ano. Há muito o que evoluir, mas também há muito o que comemorar, e isso não é pouca coisa...


E mantendo seu equilíbrio, a sexta etapa da 5ª temporada da F-E trouxe uma nova pista para a competição, na cidade de Sanya, na China. E desta vez, quem levou a vitória foi o atual campeão, Jean-Éric Vergne, da Techeetah, que travou um renhido duelo com o pole Oliver Rowland, da e.dams, numa briga onde os dois dispararam na frente, deixando todos os demais para trás. Pouco depois da metade da prova, o francês atacou firme e conseguiu a ultrapassagem sobre Rowland, que acabou por terminar em 2º lugar. Antônio Félix da Costa fechou o pódio, e com isso, reassumiu a liderança do campeonato, com 62 pontos, 1 a mais que Jerôme D’Ambrosio, da Mahindra, que terminou a corrida em 6º lugar, logo à frente de seu companheiro de time Pascal Wehrlein. E, a exemplo das duas corridas anteriores, esta também teve uma interrupção com bandeira vermelha, desta vez motivada para se efetuar a remoção do carro de Alexander Sims, da BMW Andretti, que acabou tocado e acertando o muro, ficando com o carro em posição perigosa, e sem ser resgatado com eficiência. Quem acabou também ficando sem pontuar foi Lucas Di Grassi, após ser atingido por Robin Frijns, que por sua vez, havia sido tocado por Sébastien Buemi, numa tentativa de ultrapassagem que acabou por tirar o piloto da Audi e da Virgin da prova a duas voltas do final. Buemi acabou tomando uma punição por isso, o que o deixou em 8º lugar. Com a vitória, Vergne assumiu a 3ª posição no campeonato, com 54 pontos, empatado com Sam Bird, também com 54. Lucas Di Grassi vem a seguir, com 52 pontos, também empatado com Edoardo Mortara. Felipe Massa acabou em 10º, e Nelsinho Piquet acabou batendo sozinho em sua última corrida pela categoria de carros elétricos. O brasileiro e seu time, a Jaguar, rescindiram de forma “amigável” o contrato, e o novo companheiro de Mith Evans a partir da próxima corrida, em Roma, será Alex Lynn.


A MotoGP iniciou mais uma temporada com uma corrida pra lá de disputada na pista de Losail, no Catar, e o que vimos foi uma reprise do duelo roda a roda travado entre Marc Márquez, da Honda, e Andrea Dovizioso, da Ducati, ocorrido em 2018. E deu Dovizioso novamente, após uma troca de posições com Márquez nas voltas finais, com o pentacampeão da Honda conseguindo tomar a ponta na volta final, para Dovizioso retomar a liderança em plena entrada da reta de chegada, e conseguir manter a posição na linha de chegada por míseros 0s023. Cal Crutchlow, da LCR, completou o pódio, após um duelo onde vários pilotos andaram juntos durante toda a corrida, com vários deles trocando de posições constantemente, até serem superados pelo piloto do time satélite da Honda. Alex Rins, da Suzuki, fez uma grande prova neste bolo, cruzando na 4ª posição, seguido de Valentino Rossi, da Yamaha, um dos destaques da corrida, por ter largado do meio do grid, em 14º lugar, e ir escalando o pelotão até chegar perto dos líderes. Danilo Petrucci, estreando pela Ducati, foi um bom 6º lugar, enquanto Maverick Viñalez foi apenas o 7º, depois de largar na pole-position, e ficar para trás logo no arranque da largada. Quem também não teve a estréia esperada foi Jorge Lorenzo, novo companheiro de Marc Márquez no time oficial da Honda. Lorenzo largou apenas em 15º, para terminar em 13º lugar, fazendo uma corrida completamente apagada, em que pese afirmar que ainda estava se recuperando das sequelas de um tombo onde precisou submeter-se a uma operação. Uma prova de como a corrida foi bem disputada reside no fato dos 7 primeiros colocados terem cruzado a linha de chegada a menos de 2s5 de diferença para o vencedor Andrea Dovizioso. E durante toda a corrida, apesar de estar na liderança, em nenhum momento o piloto da Ducati disparou na frente, sendo seguido de perto pelos demais pilotos, com Marc Márquez a desafiar o vice-campeão das duas últimas temporadas apenas na parte final da corrida, depois de se desvencilhar dos outros pilotos.


Para a segunda corrida da MotoGP, na única etapa realizada na América do Sul, em Termas do Rio Hondo, na Argentina, Marc Márquez tratou de mostrar que não estava para brincadeira. O pentacampeão largou na pole, e foi-se embora, fazendo uma corrida praticamente à parte, enquanto os demais pilotos digladiavam-se atrás dele na busca pelas melhores posições. E no duele pela vice-liderança da corrida, Valentino Rossi e Andrea Dovizioso batalharam como nunca, com o “Doutor” dando o bote na parte final da corrida, e garantindo o 2º lugar depois de trocar algumas vezes de posição com seu compatriota da Ducati, que fechou o pódio, em 3º, tendo que se contentar com a derrota tanto para Márquez quanto para Rossi. Jack Miller, da Pramac, fez uma bela corrida para finalizar em 4º, logo à frente de Alex Rins, que teve de fazer uma bela prova de recuperação, tendo largado em 16º para terminar em 5º. Danilo Petrucci repetiu o 6º lugar de Losail. Já Maverick Viñalez mais uma vez largou na primeira fila, e de novo, caiu para trás, tendo de recuperar várias posições perdidas, e acabou se enroscando com Franco Morbidelli, da SRT, na última volta, com os dois pilotos caindo ao chão e ficarem fora dos pontos. E Jorge Lorenzo largou em 12º, para terminar... em 12º. Lorenzo caiu para último na largada, ao que afirmou ter acionado acidentalmente o limitador de velocidade de sua moto no momento do arranque, além de ter perdido o revestimento de espuma de um dos lados do guidão de sua moto, o que comprometeu parte de seus movimentos na condução da moto. Pode ser verdade, mas já começam os comentários de quando Lorenzo irá se adaptar enfim à Honda, e mostrar porque foi contratado pelo time campeão do mundo da classe rainha do motociclismo. Tricampeão pela Yamaha, Jorge era um dos nomes mais conceituados do grid, e sua passagem pela Ducati não foi o que ele esperava, tendo sido superado na grande maioria das vezes por Andrea Dovizioso. Ao mudar para a Honda, Lorenzo esperava voltar a disputar as primeiras colocações com mais facilidade, mas ao que parece, vai tendo novamente alguns problemas que certamente darão muitas razões a seus desafetos para criticá-lo. E enquanto isso, Márquez assume a liderança do campeonato com 45 pontos, contra 41 de Dovizioso, e 31 de Rossi. Lorenzo é o 14º colocado, com 7 pontos. Alex Rins, da Suzuki, é o 4º colocado, com 24 pontos, enquanto Petrucci é o 5º, com 20 pontos. A MotoGP terá sua próxima corrida no Circuito das Américas, em Austin, onde Marc Márquez é o rei da pista, tendo vencido todas as corridas por lá desde que estreou na MotoGP. E a “Formiga Atômica” está decidido a manter a escrita... Quem vai conseguir pará-lo?


Colton Herta venceu a corrida da Indycar realizada no belíssimo Circuito das Américas, em Austin, e se tornou o mais jovem piloto a vencer uma corrida nas categorias Indy, com a idade de 18 anos, 11 meses, e 22 dias. Por mais que seu triunfo tenha sido ajudado por uma bandeira amarela decorrente do toque entre James Hinchcliffe e Felix Rosenqvist, que prejudicou Will Power e Alexander Rossi, que estavam à sua frente na corrida, o piloto da equipe Harding mostrou um ritmo forte durante toda a corrida, distanciando-se do restante do pelotão em pista, e mantendo sempre Power e Rosenqvist na sua mira. Quando a bandeira amarela foi retirada, Herta pistou fundo para deixar os outros pilotos para trás, impedindo qualquer reação que colocasse sua liderança em risco, e cruzando a bandeirada com uma vantagem de 2s7 para Josef Newgarden, da Penske, que acabou ficando em 2º, logo à frente de Ryan Hunter-Reay, da Andretti. Herta havia feito sua última parada de box pouco antes da bandeira amarela ser deflagrada, e quando Will Power e Alexander Rossi puderam ir para os boxes, voltariam no final do pelotão, tendo de recuperar as posições frente a quem havia tido a sorte de parar antes. Mas o carro de Power enguiçou no pit stop, tirando o australiano, que até então liderava a prova, da corrida. Rossi conseguiu voltar ainda no meio do pelotão após sua parada, e tentou recuperar o que dava, mas terminou em 9º lugar. Tony Kanaan, depois de largar na última fila, conseguiu fazer uma prova bem satisfatória, terminando em 12º lugar. Já Matheus Leist teve sorte um pouco menor: conseguiu largar no meio do pelotão, mas também acabou prejudicado na bandeira amarela, e acabou em 17º. Com o resultado da corrida de Austin, Josef Newgarden, que havia vencido a corrida inaugural, em São Petesburgo, manteve-se na liderança do campeonato, com 93 pontos. Colton Herta, com a vitória, é o vice-líder, com 75 pontos. Scott Dixon, 13º em Austin, e 2º em São Petesburgo, vem em 3º lugar, com 57 pontos. Alexander Rossi é o 4º colocado, com 53 pontos. Tony Kanaan, com 33 pontos, é o 16º; Matheus Leist, com 21 pontos, é o 23º colocado na classificação.



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