sexta-feira, 28 de setembro de 2018

DIXON PENTACAMPEÃO

Com uma atuação segura e sem afobação, Scott Dixon foi 2º em Sonoma e venceu seu 5º título na Indycar.

            Com uma semana de atraso, falo nesta coluna sobre o campeão da temporada 2018 da Indycar, Scott Dixon. Ou melhor, dizendo, o pentacampeão Scott Dixon, que em Sonoma, averbou o seu 5º título no certame, o que o coloca, nas estatísticas das categorias Indy, abaixo apenas do lendário Anthony Joseph Foyt Junior, mais conhecido como A.J. Foyt, que averbou em sua carreira na F-Indy original nada menos do que 7 títulos, o que faz do estadunidense o maior mito das categorias Indy até hoje, e que muitos consideravam inalcançável. Bom, Dixon está chegando perto... Se ele vai superar Foyt, ainda é preciso esperar para ver, mas o neozelandês tem plenas condições de chegar lá... Basta ter paciência, e um carro competitivo à sua disposição, porque dentro da pista, Scott se garante como poucos.
            E basta ver como ele chegou ao título neste ano, defendendo seu time de longa data, a Chip Ganassi, que já não dispõe mais da força de outrora, quando era o grande nome da categoria, ao lado da Penske. Encolhendo a olhos vistos, Ganassi concentrou a maioria dos recursos disponíveis no carro Nº 9 de Dixon, que tratou de fazer a sua parte na pista, mantendo-se sempre entre os melhores lugares pontuáveis, e vencendo quando a oportunidade aparecia, derrotando seus adversários quando eles menos esperavam. E, acima de tudo, também tendo muita sorte de não se envolver em confusões, ou pelo menos sair delas com um mínimo de problemas, como ocorrido na etapa de Portland, onde por pouco não entrou no rolo ocorrido logo na primeira volta entre vários carros. Dixon conseguiu evitar de bater, voltou à pista, e ainda por cima, terminou a corrida à frente de seu principal adversário, Alexander Rossi. Se deu sorte, por outro lado, sempre manteve um ritmo forte, com um time que não deveria estar disputando o título pelas performances vistas com o outro piloto, Ed Jones, que nem de longe chegou a acompanhar o ritmo de seu colega de time.
            Com isso, Dixon chegou para a etapa final, em Sonoma, com 29 pontos de vantagem sobre Rossi, que poderia ser tudo, ou nada, visto que a última corrida tinha pontuação dobrada. O piloto da Ganassi partiu para o ataque, largando à frente, e de certa forma, Alexander sentiu o baque, cometendo um erro crasso logo na primeira volta, ao tocar no carro de Marco Andretti, e cair para o último lugar na pista, tendo de ir ao box trocar o bico do carro, e torcer por uma série de fatores que, por incrível que pareça, acabaram ocorrendo, como uma bandeira amarela, e estar na posição certa para recuperar a volta perdida, e entrar de novo na briga. E Rossi veio forte, passando muitos adversários na pista, e ficando até mesmo com Dixon à vista. Conseguiria o piloto da Andretti, que andou muito forte em várias provas, alcançar Scott e conseguir chegar ao título? Ele bem que tentou, mas não deu.
Alexander Rossi (acima) bem que tentou, mas vacilou no início da corrida e perdeu a chance de superar Dixon em Sonoma. Já Josef Newgarden (abaixo) queria chegar ao bicampeonato, mas não conseguiu ter o mesmo brilho de 2017 com a Penske.
           Dixon correu para chegar, e com Rossi atrás de si algumas posições, mesmo que poucas, ele se concentrou em receber a bandeirada, e não tentar nenhuma manobra tresloucada para tentar vencer a corrida, que acabou ganha por Ryan Hunter-Reay. Com o 2º lugar, Dixon mais do que garantiu seu 5º título, com678 pontos, enquanto Rossi, com o 7º lugar, foi o vice-campeão com 621 pontos. Will Power, com uma temporada de alguns altos e baixos, fechou o pódio, e salvou um pouco a honra da Penske, que dominou os últimos dois anos, mas não conseguiu repetir o feito nesta temporada, mesmo que alguns de seus pilotos tivessem chances matemáticas, eles nunca estiveram em posição de garantir o resultado necessário para chegar ao título. Power foi o 3º colocado na prova e no campeonato, com 582 pontos. Com o triunfo em Sonoma, Hunter-Reay superou o campeão de 2017, Josef Newgarden, que não conseguiu lutar pelo bicampeonato como gostaria. Ryan foi o 4º, com 566 pontos, contra 560 de Josef. E, ao menos, Hunter-Reay não deixou que Rossi fosse a única estrela da Andretti na temporada, garantindo pelo menos 2 vitórias, contra 3 de Alexander.
A pista de Sonoma despediu-se do calendário da Indycar com pole e vitória de Ryan Hunter-Reay, da equipe Andretti.
            Mantendo seu padrão de categoria bem mais equilibrada do que a F-1, a temporada teve 8 pilotos vencendo corridas, sendo que os que triunfaram mais não foram além de 3 vitórias no ano. Scott Dixon, Alexander Rossi, Will Power e Josef Newgarden foram os maiores vencedores, e a dupla da Penske, os últimos dois, só não disputaram o título a fundo porque não conseguiram manter a constância e ainda tiveram alguns abandonos. Ryan Hunter-Reay foi o único a vencer duas corridas, ficando os triunfos individuais com Sébastien Bourdais, James Hinchcliffe, e Takuma Sato. Nove pilotos largaram na pole-position no ano, sendo que Newgarden e Power, com 4 poles cada um, foram os mais rápidos em 2018. Rossi averbou 3 poles, enquanto Hunter-Reay, Ed Carpenter, Robert Wickens, Sébastien Bourdais, e Marco Andretti largaram na frente em uma corrida. Dixon também teve uma pole, concedida a ele por estar liderando o campeonato, em Gateway, onde o treino de classificação acabou cancelado pela chuva.
            Um dos destaques do ano foi o novo kit aerodinâmico universal, utilizado por todos os times, em substituição aos aerokits utilizados nas últimas temporadas fornecidos por Chevrolet e Honda. Com um visual mais limpo, inspirados nos carros da Indy original nos anos 1990, o novo carro, com menos downforce, promoveu boas disputas nos circuitos de rua, e mistos, mas nas etapas nas pistas ovais, o resultado acabou sendo o oposto, com a perda de downforce complicando sobremaneira as disputas de posição, uma vez que os pilotos não conseguiam embutir nos carros à frente, perdendo pressão aerodinâmica, e tendo muitas dificuldades para tentarem uma ultrapassagem, a ponto de ser necessária uma revisão no pacote, de modo a melhorar as condições de disputa neste tipo de pista. Algumas melhorias foram feitas durante a temporada, mas com resultados inconclusivos. Isso acabou deixando as provas nos ovais muito menos disputadas do que eram, e até mesmo a Indy500 sentiu os efeitos disso, com os duelos na pista sendo muito menores e mornos este ano do que os do ano passado, sem mencionar que o baixo downforce também deixou os carros meio ariscos na Brickyard Line, o que acabou fazendo alguns pilotos rodarem ao não conseguirem segurar seus bólidos, felizmente sem nenhum acidente de monta.
Robert Wickens sofreu um forte acidente em Pocono e teve sorte de sair inteiro, mas mesmo assim sofreu muitos ferimentos, e demandará um bom tempo na sua recuperação.
            Aliás, em termos de acidente, impossível não mencionar o forte acidente sofrido pelo canadense Robert Wickens no superoval de Pocono, onde seu carro decolou de leve no toque com Ryan Hunter-Reay e atingiu o alambrado, destroçando-se com o impacto, numa série de rodopios impressionante. Wickenss, que vinha sendo o novato sensação da temporada, e cotado para vencer corridas a qualquer momento pelo seu time da Schmidt/Petterson, escapou com vida, mas sofreu diversos ferimentos, sendo necessário passar por várias cirurgias, e ainda sem ter uma data para receber alta e poder voltar às pistas, uma vez que o piloto por pouco não ficou tetraplégico. O novo chassi mostrou sua resistência e segurança em acidentes, mas melhorias já estão sendo estudadas para reforçar ainda mais a segurança que ele oferece ao piloto. Da mesma forma, a Indycar continuou levando a efeito os testes visando à introdução do windscreen como novo dispositivo para aumentar a segurança dos pilotos, a exemplo do halo introduzido na F-1. Deveremos ter novidades nesta área na pré-temporada de 2019.
            O campeonato continuou “espremido” entre março e setembro, com o temor da Indycar em bater de frente com outros certames esportivos, o que gera reclamações pelo número de corridas por vezes muito próximas umas das outras. A pista de Portland, um dos circuitos favoritos de times e pilotos na F-Indy original, fez sua estréia na Indycar este ano, e foi muito bem recebido tanto pelo público como pelos competidores. Sonoma, por outro lado, não deixará saudades, sendo substituída no próximo ano por outro circuito muito afamado nos tempos da Indy original, Laguna Seca, que irá encerrar a competição em 2019, onde se espera poder oferecer melhores corridas do que foram realizadas em Infineon. Outra novidade para o próximo ano é a estréia do Circuito das Américas no calendário, em substituição a Phoenix.
            Para os brasileiros, foi um ano de poucos resultados. Hélio Castro Neves foi remanejado por Roger Penske para o seu novo time no certame do IMSA Weather Tech Sportscar, e o tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis só esteve presente nas etapas da capital de Indiana, onde infelizmente abandonou a prova da Indy500, e foi apenas o 6º colocado na corrida no circuito misto. Comandando a reorganização do time da Foyt, Tony Kanaan viveu um ano de muitos baixos e quase nenhum alto, finalizando a temporada em 16º lugar, com 312 pontos, tendo um 6º lugar em Toronto, um 7º numa das corridas de Detroit, e dois 8ºs lugares como melhores resultados no ano. Matheus Leist, novato na competição, acabou também sentindo tanto o noviciado, quanto o momento de reorganização do time da Foyt, terminando em 18º lugar, com 253 pontos. Pietro Fittipaldi tencionava fazer um ano mais positivo, mas o acidente sofrido no WEC na etapa de Spa-Francorchamps, onde machucou as duas pernas, por pouco não o fez perder todo o ano. O neto de Émerson retornou nas provas finais da competição, e foi 9º em Portland, seu único resultado decente na competição, já que nas outras provas que pôde correr acabou sempre lá atrás, e ainda acabou colhido no rescaldo do forte acidente de Wickens em Pocono. Pietro finalizou em 26º lugar, com 91 pontos.
            Em termos de transmissão, a Bandeirantes até que manteve o padrão visto nos anos anteriores, embora o novo narrador escalado para a transmissão ainda precise melhorar bastante, depois que a emissora resolveu dispensar o competente Téo José. Ao menos, Felipe Giaffone esteve mais uma vez presente nos comentários na maioria das corridas, ajudando a dar bom embasamento técnico aos assuntos discutidos sobre os acontecimentos na pista e fora dela. Mas, se a categoria não dá mais audiência, a culpa é da própria Bandeirantes, que não dá a devida atenção e divulgação da competição, mesmo em seus telejornais no canal aberto, o que poderia ter sido muito mais bem-feito. Mas, se levarmos a situação da emissora em si, podemos dizer que os fãs até que puderam comemorar termos tido mais uma temporada transmitida para o Brasil, e que deve ser mantida em 2019, até nota afirmando o contrário, no presente momento.
            A Indycar encerrou suas atividades neste ano. Agora, só em 2019. Uma longa espera, e que tomara venha a ser frutífera...


A.J. Foyt, maior vencedor das categorias Indy, estreou na F-Indy original em 1957, disputando suas primeiras corridas pela equipe Hoover. O piloto permaneceu em atividade como piloto até 1993, quando pendurou o capacete, já como dono de sua própria escuderia de competição, a Foyt Enterprises. Nestes 37 anos de competição, venceu nas temporadas de 1960, 1961, 1963, 1964, 1967, 1975, e 1979. Disputou 369 corridas, vencendo 67 delas, marcou 53 poles, e subiu ao pódio em 117 provas. Dixon estreou na F-CART em 2001, pela equipe PacWest, onde venceu sua primeira e única corrida na Indy original. Em 2002, ele já passou a integrar a Chip Ganassi, e no ano seguinte, com a vinda do time para a Indy Racing League, Dixon veio junto, e onde está até hoje, contabilizando, nas duas categorias, 304 provas, com 44 vitórias, 29 poles, e 105 pódios, em 18 temporadas completas, tendo sido campeão em 2003, 2008, 2013, 2015, e neste ano.


Nascido em Brisbane, na Austrália, Scott Ronald Dixon é filho de pais neozelandeses, e assim, quando eles retornaram a seu país, ele se naturalizou neozelandês, passando a viver em um subúrbio de Auckland, capital do pequeno país. Em 1994, ele iniciou sua carreira nas competições de monopostos, disputando categorias locais, até 1998, quando venceu o campeonato australiano de pilotos, além da Fórmula Vee neozelandesa. Seu novo rumo seria a Indy Lights, nos Estados Unidos, no ano seguinte, onde estreou pela equipe do ex-piloto Stefan Johansson, terminando a temporada de estréia em 5º lugar. No ano 2000, agora na equipe PacWest da Indy Lights, sagrou-se campeão, e no ano seguinte, ele seria promovido ao time da F-CART, onde terminou o ano em 8º lugar, mas já tendo uma vitória no currículo. Ele permaneceu na escuderia de Bruce McCaw ainda em 2001, mas com o fechamento desta depois de algumas provas, ele conseguiu um lugar no time de Chip Ganassi, onde fechou o ano, ficando em 13º lugar. Com a mudança para a Indy Racing League em 2003, tanto a escuderia quanto o piloto “chegaram chegando” na nova categoria, sendo campeão logo de cara. Desde então, Dixon nunca mais pilotou para outro time na categoria. Seus piores anos foram em 2004 e 2005, onde ficou em 10º e 13º. Dali em diante, com exceção de 2016, quando foi 6º colocado, sempre terminou as temporadas em 1º, 2º ou 3º lugares, vencendo corridas em todos os anos. Em termos de vitórias, contabilizando as categorias Indy, Dixon já é o terceiro piloto mais vitorioso, atrás apenas de A.J. Foyt (67) e Mario Andretti (52). Em títulos, estava empatado com Mario Andretti, Dario Franchiti, e Sébastien Bourdais, com 4 títulos, que acabou de superar com o seu 5º título. Aos 38 anos, Dixon ainda tem muita lenha para queimar, e certamente terá chance de igualar, ou até superar o número de títulos de Foyt. Falta, claro, combinar com a concorrência. Mas, se ele tiver carro, podem estar certos de que buscará essas marcas, ao menos de títulos. De vitórias, pode ser um pouco mais difícil superar Foyt, mas Mario Andretti está ao seu alcance. Veremos até onde o neozelandês conseguirá ir nos próximos anos...
Scott Dixon na sua temporada de estréia na F-CART, pela equipe PacWest (acima). Já na temporada seguinte, iria para a Ganassi, e depois para a IRL, onde sua ligação com o time de Chip Ganassi e o patrocínio da Target forjaram uma identidade difícil de ser igualada ou esquecida (abaixo).



A Fórmula 1 entra novamente na pista hoje, para a disputa do Grande Prêmio da Russia, em Sochi. Na pista, a expectativa fica para ver se Sebastian Vettel e a Ferrari conseguirão dar uma resposta à altura à Mercedes e Lewis Hamilton, para tentarem diminuir a vantagem conquistada pelo piloto inglês. A confiança do time de Maranello, contudo, já não é a mesma, depois das derrotas vividas em Monza e Marina Bay, onde tinha tudo para conseguir vencer, e acabou batida pela rival, cometendo erros na pista (Vettel em Monza) e fora dela (estratégias erradas em Cingapura). O time rosso procura manter a calma, ciente de que ainda tem o melhor conjunto na pista. O problema é que a Mercedes não está parada, e algumas melhorias introduzidas na última corrida aparentemente foram positivas, de modo a tornar o carro prateado mais competitivo. E o time de Brackley sabe que tem de manter-se no ataque, então, não vai dar mole na etapa russa. E a Ferrari precisa manter a cabeça fria, e encaixar todos os seus fatores, para não ser novamente superada. Outra derrota poderá sacramentar a perda do título de pilotos e de construtores, além de desencadear uma crise dentro da escuderia, que já não vive dias muito calmos. E Sebastian Vettel certamente não terá dias tranquilos se não conseguir pelo menos começar a diminuir a vantagem de Hamilton na classificação. Se isso vai se traduzir numa boa corrida, não levo muita fé, já que desde sua estréia, este GP nunca foi pródigo de oferecer boas disputas. Mas, por ser uma pista onde os pontos de ultrapassagem não são fáceis, devemos ver outra grande luta pela pole-position neste sábado. Façam suas apostas!
A F-1 disputa do GP da Rússia neste final de semana. Será que a Ferrari acerta o seu rumo nesta prova?

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA – SETEMBRO DE 2018


            E o mês de setembro já está indo embora, e outubro se aproxima rapidamente. E fim de mês é hora da tradicional Cotação Automobilística, fazendo uma avaliação de alguns dos acontecimentos que rolaram no mundo do esporte a motor neste mês, sempre com minhas devidas considerações e comentários a respeito, que como sempre falo, fica a critério de todos os leitores concordarem ou não com minhas posições sobre os assuntos dissertados. Sei que não dá para agradar a todo mundo, e do mesmo modo, não dá para tratar de todos os assuntos que tivemos nestas últimas semanas, mas espero que possam pelo menos apreciar o texto, que segue abaixo no esquema tradicional de sempre das avaliações: EM ALTA (caixa na cor verde); NA MESMA (caixa na cor azul); e EM BAIXA (caixa na cor vermelho-claro). Uma boa leitura a todos, e até a próxima edição da Cotação Automobilística no mês que vem, com as avaliações dos acontecimentos do mês de outubro:



EM ALTA:

Lewis Hamilton: O tetracampeão inglês da equipe Mercedes conseguiu duas vitórias categóricas nas etapas da Itália e de Cingapura, desbancando a favorita Ferrari, e abrindo uma vantagem de 40 pontos na dianteira do campeonato, rumando firme para o seu 5º título mundial de F-1, o que o colocaria atrás somente de Michael Schumacher, com seus 7 títulos. Mas o inglês sabe que não pode comemorar antes da hora, e tem sido impecável nas últimas corridas, aproveitando-se de falhas e erros do rival Sebastian Vettel e da Ferrari para construir uma grande vantagem e derrubá-los psicologicamente, e está conseguindo. Se mantiver esta toada, não vai demorar para comemorar a conquista de mais um título, e consolidar o seu nome entre os maiores mitos da história da categoria máxima do automobilismo, e talvez tornar-se até mesmo o maior de todos eles...

Scott Dixon: O piloto da Chip Ganassi chegou ao pentacampeonato na Indycar, escrevendo seu nome como um dos maiores vencedores da história das categorias Indy, ficando atrás somente do mito A. J. Foyt, com 7 títulos nos anais do automobilismo norte-americano. O neozelandês foi praticamente perfeito durante a temporada 2018, e mesmo com um carro e uma equipe que já não tem a força de outrora, fez uma temporada constante e sem erros, lutando sempre pelas melhores colocações possíveis, e sem se meter em confusões que resultassem em abandonos. E, no momento da decisão, em Sonoma, manteve sempre a cabeça fria e focada, o que o ajudou a levar o título da temporada 2018, enquanto seu principal rival Alexander Rossi acabou se envolvendo em confusão logo no início da corrida, e ficando quase fora de combate. Aos 38 anos, Dixon é o nome de maior destaque da Indycar, e mostrando que, se tiver um carro competitivo, estará disputando vitórias e mais títulos. Será que ele consegue se igualar a Foyt? Com mais alguns anos de carreira, terá chance de tentar isso, desde que a Ganassi consiga lhe dar um carro decente, pois na pista Scott se garante.

Marc Márquez: A “Formiga Atômica” continua arrepiando na MotoGP, e seguindo cada vez mais firme rumo ao pentacampeonato mundial na classe rainha do motociclismo. Superado na etapa de San Marino, o piloto da Honda travou um duelo acirrado com Andrea Dovizioso em Aragón durante toda a corrida, superando o rival da Ducati nas voltas finais para vencer mais uma prova, e aumentar para incríveis 72 pontos a sua vantagem na dianteira do campeonato, com apenas 125 pontos ainda em jogo nas 5 provas restantes do calendário, o que faz prever que ele encerrará a luta pelo título com muita antecedência, se nada de anormal acontecer. A Ducati, com Andrea Dovizioso, parece ter recuperado a forma de 2017, mas muito tardiamente para conseguir reverter a desvantagem na classificação, e mesmo assim, Marquez ainda está na luta pelas vitórias, como se viu em Aragón, onde não só não deixou Dovizioso escapar como ainda deu o bote final nas últimas voltas, e sem dar chance de um revide, como havia acontecido entre ele e Andrea algumas vezes durante a corrida. E a diferença de Marc para seu companheiro Dani Pedrosa chega a ser absurda, com o espanhol ocupando apenas a 11º posição com meros 87 pontos, enquanto seu compatriota lidera o certame com 246 pontos. Melhor os concorrentes começarem a pensar em 2019, porque 2018 já era...

Alexander Rossi: O piloto da equipe Andretti pode ter errado logo no início da etapa decisiva, em Sonoma, e facilitado as coisas para Scott Dixon na disputa pelo título, quando acertou o pneu traseiro do carro de seu companheiro de time Marco Andretti, e por pouco não viu sua corrida terminar ali mesmo. Mas o americano conseguiu voltar à corrida, e ajudado por uma bandeira amarela, voltou a ter chances de estragar a festa do neozelandês, o que não conseguiu, afinal de contas. Mas Rossi fez uma bela temporada, e conseguiu desbancar os favoritos da Penske, Josef Newgarden e Will Power, e foi o único que colocou em real perigo o favoritismo de Dixon na reta final da competição, podendo levar o time de Michael Andretti de volta à conquista de um título, depois de alguns anos eclipsado por Penske e Ganassi. O jovem piloto já se destacou em seu ano de estréia na competição vencendo nada menos do que as 500 Milhas de Indianápolis, e este ano firmou-se de vez como um piloto de ponta, lutando sempre pelas melhores posições em boa parte das corridas, e dando muito trabalho para ser superado na pista. Mas Dixon, macaco velho que é, não abriu brechas que permitissem a Alexander tomar a dianteira da competição, apesar de ter ficado com seu favoritismo em perigo nas corridas finais da competição. Mas Rossi fechou apenas o seu terceiro ano completo de competição na Indycar, e tem tudo para vir mais forte ainda em 2019, e tentar novamente ir busca do sonhado título. Por isso, é bom os concorrentes ficarem de olho nele, para não serem surpreendidos novamente. E eles garantem que não serão. Resta saber se conseguirão domar a nova fera da categoria...

Felipe Drugovich: E o Brasil tem um campeão no automobilismo internacional em 2018, com o título da Euroformula Open conquistado pelo brasileiro Felipe Drugovich, que defendendo a equipe RP Motorsport, conquistou o campeonato deste ano por antecipação ao vencer as duas provas da rodada dupla de Monza, e chegar a 301 pontos na classificação, 126 pontos a mais que o vice-líder, o espanhol Bent Viscaal, que tem 175 pontos. O brasileiro venceu praticamente 10 das 12 corridas disputadas até aqui, e ainda restam as rodadas duplas em Jerez de La Fronteira e Barcelona, com um total de 108 pontos em jogo. Felipe só não venceu a segunda corrida da rodada dupla no Estoril, e também a segunda corrida na rodada dupla de Silverstone. Em contrapartida, as rodadas duplas em Paul Ricard, Spa-Francorchamps, Hungaroring e Monza ouviram duas vezes o hino nacional brasileiro no alto do pódio. Em que pese o carro competitivo da RP, o piloto de Maringá sobressaiu-se imensamente sobre o companheiro de equipe, o também brasileiro Guilherme Samaia, que até o fim da rodada dupla de Monza, ocupava a 8ª colocação no campeonato, com 62 pontos, muito distante dos resultados do compatriota. E o time ainda tem os italianos Kaylen Frederick e Leonardo Lorandi, que estão ainda mais atrás, mas sem efeito de comparação, por não terem disputado todo o certame. Resta ver agora os próximos passos de Drugovich, e esperar que possa manter o mesmo sucesso no seguimento de sua carreira.



NA MESMA:

Kimi Raikkonen: O piloto finlandês enfim não estará mais ao volante da Ferrari na próxima temporada da F-1. Kimi acabou substituído pelo novato sensação Charles LeClerc, que dividirá o time com o alemão Sebastian Vettel. Mas o finlandês ganhou um grande prêmio de compensação, que será continuar na F-1, como piloto titular do time em que estreou na categoria máxima do automobilismo, em 2002: a Sauber. O time suíço vem recebendo muitos recursos técnicos e financeiros de Maranello, ostentando agora o logo da Alfa Romeo, e o time suíço melhorou bastante de produção no primeiro semestre, dando condições ao jovem LeClerc, que lá corre, de mostrar o seu talento. Com a chegada de mais recursos técnicos e melhor aporte financeiro ainda este ano, a próxima temporada é vista como muito animadora por todos no time, e ter um piloto do cacife de Raikkonen para capitanear o desenvolvimento da escuderia é visto com muito bons olhos por todos que lá se encontram, e também apresentar um ambiente mais relaxado e familiar, onde o piloto finlandês tem tudo para render mais do que no ambiente tradicionalmente carregado de Maranello, onde ainda não conseguiu voltar a vencer desde que retornou à equipe. Ainda é dúvida sobre quanto Kimi poderá render na Sauber Alfa Romeo, mas a presença do “Homem de Gelo” é comemorada pela sua personalidade única no grid atual, que sem a presença de Fernando Alonso, terá no finlandês o único remanescente da primeira década desde século na Fórmula 1 atual, e isso faria muita falta no ambiente da categoria. Então, continuaremos a ter Kimi no grid por pelo menos mais dois anos, antes do que deverá ser sua despedida definitiva da F-1...

Equipe Yamaha na MotoGP: O time dos três diapasões quebrou um recorde negativo na etapa de Aragón, na Espanha. Com uma performance pífia, onde Valentino Rossi largou em 18º, e lutou muito para terminar em um minguado 8º posto, sendo que Maverick Viñales terminou em 10º, a corrida foi a 23ª prova sem vitórias da Yamaha desde o triunfo de Valentino Rossi em Assen, na Holanda, no ano passado. De lá para cá, o time japonês não conseguiu mais voltar ao degrau mais alto do pódio, embora tenha conseguido subir várias vezes em 2º ou 3º lugares de lá para cá, mas em poucas ocasiões em condições efetivas de vencer uma corrida. Já no final da temporada do ano passado, o time de Rossi e Viñales sequer conseguiu entrar na disputa pelo título, e este ano, apesar de Valentino seguir entre os primeiros no mundial graças à sua constância e sorte em alguns resultados, em performance o time já ficou atrás até mesmo da Ducati, que demorou um tempo até se aprumar a meio da primeira metade da temporada, mas agora tenta ir, meio sem conseguir, à caça de Marc Márquez, deixando novamente o “Doutor” e Maverick virarem coadjuvantes na luta por vitórias. O time luta para não terminar o ano em branco, sem pole ou vitória, mas pelo andar da carruagem, digo, da moto, parece que é melhor irem se acostumando ao pior, e torcer para conseguirem dar a volta por cima em 2019...

Dupla da equipe Hass em 2019: O time de Gene Hass vem fazendo uma boa temporada em seu terceiro ano competindo na F-1, e só não está melhor por causa dos azares e cacetadas dadas por sua dupla de pilotos em várias etapas da temporada atual, a maior parte delas na conta de Romain Grosjean, que só foi conseguir finalmente pontuar a meio do campeonato, enquanto seu companheiro de equipe Kevin Magnussen foi bem mais regular, e já marcou pontos em várias provas. Mas, tirando a etapa inicial, na Austrália, onde a dupla de pilotos ficou fora de combate por culpa dos pit stops mau realizados pelos mecânicos, nas outras etapas os próprios pilotos acabaram em determinados momentos perdendo a chance de obterem resultados muito melhores do que os obtidos. A paciência da escuderia com seus pilotos, contudo, já anda em baixa, e para muitos, a perspectiva de o time entrar em 2019 com uma dupla de pilotos completamente nova já vem rondando os bastidores do paddock há algum tempo. Se Grosjean parou de bater tanto, o piloto ainda tem suas recaídas, enquanto Kevin Magnussen, se até aqui até pontuou com boa regularidade, bem batendo boca diversas vezes na pista e fora dela, com atitudes que deixam seu time preocupado com possíveis exaltações que possam ocorrer. Escuderia altamente visada, pela boa temporada e competitividade exibida atualmente, não seria difícil eles arrumarem novos pilotos, se os atuais continuarem se comportando de modo potencialmente danoso ou inconsequente, na visão da direção da escuderia. Grosjean e Magnussem que fiquem atentos e comportados, senão quiserem engrossar a fila dos desempregados em 2019...

Rivalidade Lucas Di Grassi/Nelsinho Piquet: os dois pilotos já não fazem muita questão de serem amigos, e volta e meia, acontece de surgir alfinetadas de um ou outro lado, e a mais recente aconteceu nesta semana, quando Lucas criticou declarações de Nelsinho em uma entrevista onde o filho do tricampeão Nélson Piquet alegou que trazer a Formula-E para correr no Brasil, em virtude do péssimo momento da economia, e onde o impulso aos carros elétricos em nosso país é extremamente reduzido, seria um grande contrassenso. Divergência de opiniões à parte, onde Di Grassi afirmou, corretamente, que é preciso mesmo dar apoio às iniciativas de carros elétricos (afinal, correram no Chile, e não me parece que lá estejam melhores do que o Brasil nesse quesito), a fim de impulsionar essa opção de motorização veicular, o vice-campeão da F-E da última temporada alegou também que Nelsinho “não deve querer correr de Fórmula E no Brasil pra não passar a mesma vergonha que passa na StockCar na frente dos brasileiros...”. Para alguns, Di Grassi foi deselegante, e poderia ter expressado sua opinião sem precisar cutucar Piquet dessa maneira. Outros já dizem que Nelsinho também não é nenhum santo, enquanto outros ainda o crucificam pelo ocorrido no GP de Cingapura de 2008, quando bateu de forma proposital a mando de Flavio Briatore para fazer Fernando Alonso ganhar aquela corrida. E há aqueles que criticam o politicamente correto, e defendem o direito dos pilotos falarem o que quiserem, doa a quem doer. Geralmente, prefiro essa última opção, pois costuma render comentários muito mais sinceros e honestos. Mas claro que nunca vai dar para agradar a todo mundo... E, obviamente, o relacionamento entre os dois pilotos também não precisa ser de amiguinhos, só porque ambos são brasileiros...

Zica de Cacá Bueno com comissários da CBA: Não é de hoje que o piloto Cacá Bueno tem uma certa indisposição com a Confederação Brasileira de Automobilismo e seus comissários, que já puniram o filho do locutor Galvão Bueno em algumas oportunidades, e nem todas elas de forma correta. A coisa só piorou quando mensagens de Whatsapp foram reveladas de um grupo de comissários de pista falando abertamente de prejudicar o piloto, em algo que deveria ter sido investigado devidamente, mas parece não ter dado em nada. E agora, na etapa de Velo Citá, o piloto acabou sendo chamado aos boxes sob a justificativa de que sua luz de freio não estava funcionando. Reparada, o piloto teria voltado à pista, e novamente obrigado a voltar aos boxes, sob alegação de que o reparo não havia sido feito. Os procedimentos acabaram com as chances de um bom resultado do piloto na etapa. Se na primeira vez Cacá não refutou sobre o ocorrido, vendo que o problema existia, o piloto não gostou nem um pouco da segunda chamada, alegando que o sistema da luz havia sido consertado, e que outra parada praticamente arruinaria sua prova. A CBA pronunciou-se posteriormente sobre o assunto, mas obviamente alegou que tudo foi feito dentro do regulamento, de modo que as reclamações do piloto não tem fundamento, e desmentindo que haja algum tipo de “perseguição” a ele. Mas não é de hoje que a CBA volta e meia mete os pés pelas mãos, e a falta de apoio adequado e maior incentivo às categorias nacionais também tem culpa da entidade, que não age como deveria para promover de fato o automobilismo em nosso país. E deixar tretas acontecerem com um dos pilotos mais vitoriosos da Stock Car nos últimos anos, de forma a deixar dúvidas sobre o que realmente ocorreu não ajuda em nada, a não ser deixar a paciência do piloto ainda menor com possíveis baianadas nestes momentos...



EM BAIXA:

Transmissão da F-1 no SporTV: A Globo, provavelmente para cortar custos, resolveu acabar com a transmissão “alternativa” da F-1 das provas nos domingos. Lito Cavalcanti e Sergio Mauricio ficarão agora restritos às transmissões dos treinos livres, enquanto a prova do domingo continuará a ser mostrada, com as devidas exceções de horários conflitantes com o futebol, ao vivo no canal aberto da Globo. Mas a transmissão da corrida no SporTV a partir da corrida de Cingapura passará a ser apenas um VT da transmissão da Globo, que no caso da prova de Marina Bay, teve narração de Luís Roberto, e comentários de Reginaldo Leme e Luciano Burti. Quem curtia mais o time de transmissão do canal pago agora só os verá durante as transmissões dos treinos livres e de classificação. Mais um golpe baixo da Globo na qualidade de suas transmissões das etapas da categoria máxima do automobilismo...

Estratégias da equipe Ferrari: Considerada favorita para as provas da Itália e de Cingapura de F-1, a equipe de Maranello acabou se enrolando nas estratégias para as duas corridas, saindo de ambas completamente derrotada pela rival Mercedes, que fez muito melhor aproveitamento das circunstâncias das provas para abater as expectativas da rival. Se na Itália tudo ainda ficou mais complicado com o erro de Sebastian Vettel na primeira volta, o time não soube se planejar para permitir que Kimi Raikkonen vencesse a corrida, caindo na armadilha da Mercedes sem saber mudar sua tática de corrida. Em Cingapura, o time não apenas errou quanto à escolha dos pneus para começar a corrida como ainda parou Vettel cedo de mais, deixando-o preso atrás de pilotos mais lentos na pista, e depois, ainda calçando-o com os compostos errados para tentar fazer todo o resto da corrida sem novas paradas. Isso permitiu à Mercedes abrir vantagem tanto nos campeonatos de pilotos como de construtores, e se não corrigir o rumo, passará mais um ano na fila para voltar a ser campeã...

Jorge Lorenzo: O piloto espanhol finalmente começou a andar forte na Ducati, como sempre se esperou desde que foi contratado pelo time italiano no final de 2016, e depois de passar toda a temporada de 2017 na sombra de Andrea Dovizioso, enfim desencantou com o time de Borgo Panigale e venceu suas primeiras corridas, quando já se acertou para pilotar para a Honda em 2019. Mas, depois de uma escalada rumo às primeiras colocações, a sorte de Lorenzo parece um verdadeiro bumerangue, pelo menos nas últimas duas corridas do mundial da MotoGP, quando Jorge conseguiu a pole-position tanto em Misano quanto em Aragón, e acabou terminando ambas as provas no chão, jogando fora todo o esforço do fim de semana, e vendo Marc Márquez, e principalmente seu companheiro de equipe Dovizioso escapar na pontuação do campeonato, cuja diferença já chega a 44 pontos, o que machuca bastante o ego do espanhol, que já andou batendo boca com Andrea nos bastidores do time italiano, e agora, com a queda em Aragón, disparou contra seu futuro companheiro na Honda, Márquez, acusando-o de causar sua queda, logo nas primeiras curvas da etapa em solo espanhol. O piloto, que estava até começando a deixar a Ducati arrependida de perdê-lo, pode acabar saindo por baixo, se não tomar cuidado, enquanto Dovizioso tem tudo para ser vice-campeão pelo segundo ano consecutivo.

Stoffel Vandoorne: O piloto belga era tido como grande revelação nas categorias de base, e quando chegou à McLaren, substituindo Fernando Alonso, lesionado em uma corrida, pontuou logo de cara, mesmo com o carro pouco competitivo da equipe de Woking. Natural que se tornasse titular no ano passado, dividindo o cockpit com o bicampeão espanhol. Mas, este ano, com um carro inicialmente promissor que foi ficando para trás à medida que a temporada avançava, Stoffel acabou ficando para trás junto, incapaz de acompanhar o ritmo de Alonso, que tirava leite de pedra com o monoposto pouco competitivo, de modo que sua reputação como piloto começou a ficar abalada. Com a saída do espanhol, Vandoorne até poderia permanecer no time, mas o assédio em cima de outro piloto apoiado pela McLaren, Lando Norris, acendeu o sinal de alerta na escuderia britânica, que resolveu dar uma chance ao piloto, ante a perspectiva de perde-lo para algum rival. E alguém haveria de ser sacrificado nesta dança de cadeiras, e acabou sendo o piloto belga, que agora terá de procurar um lugar para competir em 2019, mas sem muitas credenciais para exibir desta temporada, devido ao desempenho ruim da McLaren. E assim, Stoffel pode ser mais um bom piloto “queimado” em sua até então curta passagem pela F-1...

Esteban Ocon: O piloto francês foi favorecido em sua entrada na F-1 pelo apoio da Mercedes, e quando muitos esperavam ver Pascal Wherlein promovido à equipe Force India, foi Ocon o escolhido, tirando a sorte grande, pelo fato do time sediado em Silverstone ser razoavelmente competitivo, permitindo a Esteban boas chances de mostrar o seu talento. Infelizmente, as finanças claudicantes da escuderia, mal gerida por seus proprietários, acabou levando ao seu colapso financeiro, o que deu início ao processo de salvação por um grupo de empresários capitaneado por Lawrence Stroll, que objetiva dar um dos cockpits a seu filho, Lance, atualmente pilotando para uma Williams em crise e pouco competitiva. E Ocon, a quem muitos consideram até mais talentoso que Sérgio Perez, o outro piloto do time, é quem será rifado, tendo perdido a luta “política” no time para o mexicano, que se mostrou mais audaz em garantir o seu lugar para o próximo ano com a nova direção, tendo se posicionado contra os antigos proprietários. E, curiosamente, o fato de ser um piloto da Mercedes agora tornou-se um ônus, pois os times não tem interesse em contratar um piloto ainda vinculado à marca alemã, que deseja manter o piloto em suas prioridades. Graças a isso, até o presente momento o piloto francês encontra-se sem lugar para a próxima temporada, graças a um apoio que, até pouco tempo atrás, era visto como uma grande vantagem para competir na categoria máxima do automobilismo. E assim, vemos a F-1 provavelmente crucificar a carreira de mais um piloto talentoso, desta vez por motivos comerciais, sobrepondo-se à capacidade do piloto em si... Uma pena a categoria máxima do automobilismo caminhar nessa direção.