quarta-feira, 26 de novembro de 2025

COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA – NOVEMBRO DE 2025


            E quem diria, já estamos fechando o mês de novembro, e prestes a entrar no último mês de 2025, dezembro, e assim nos aproximando cada vez mais de 2026. Alguns campeonatos já encerraram suas disputas deste ano, como a MotoGP e suas categorias de acesso, o WEC, entre outros. A F-1, bem como a Stock Car, entre alguns outros, ainda seguem firmes e com muitas disputas, enquanto a nova temporada da Formula-E se aproxima, no primeiro final de semana de dezembro, aqui em São Paulo. E, mais uma vez, como já é praxe por aqui no blog, chegamos à hora de mais uma edição da Cotação Automobilística, com uma avaliação de alguns dos principais acontecimentos e nomes do mundo da velocidade, com o tradicional esquema de sempre: EM ALTA (cor verde); NA MESMA (cor azul); e EM BAIXA (cor vermelha). Uma boa leitura a todos, e até a próxima Cotação Automobilística, já no final de novembro, com as avaliações dos acontecimentos do mundo do esporte a motor do próximo mês...

 

EM ALTA:

 

Max Verstappen: O tetracampeão holandês entrou definitivamente na briga pelo título da temporada 2025 da Fórmula 1. Subindo ao pódio sempre nas últimas corridas, mesmo quando o carro não proporcionava boas classificações, Max se manteve na aproximação paulatina da dupla da McLaren, e com a vitória em Las Vegas, aliada à desclassificação da dupla do time inglês pela vistoria do skidblock, e com duas provas para fechar o campeonato, Verstappen se tornou uma ameaça real no retrovisor de Lando Norris, que se bobear, pode ver sua chance de ser campeão evaporar se surgir qualquer percalço inesperado. Max joga no ataque e não tem nada a perder, e ele raramente perde uma oportunidade, ainda mais quando parece cair no colo dele, diante da incompetência dos rivais, que parecem não saber o que fazem e tem oferecido várias chances ao piloto da Red Bull de virar o jogo na disputa pelo título da temporada da categoria máxima do automobilismo mundial. Seria uma conquista até mais apoteótica do que o primeiro título conquistado pelo piloto holandês, em 2021, em cima de Lewis Hamilton. No ano passado a McLaren reagiu muito tarde e não conseguiu ameaçar efetivamente Max na luta pelo título, mas este ano, tendo tudo a seu favor, não só permitiu a aproximação como Verstappen sabe como ninguém farejar oportunidades, e ele vem aproveitando todas elas como todos sabem...

 

Lando Norris: o piloto inglês fez grandes apresentações nas etapas do México e do Brasil, dominando o fim de semana começando pelo mais importante: as classificações. Arrancou uma pole inesperada na Cidade do México, e soube se manter firme na dianteira para vencer a prova mexicana e reassumir a liderança do campeonato quando mais importava, perto do seu final. Repetiu a dose no Brasil com autoridade, dominando tanto a corrida sprint quanto da corrida de domingo, e em Las Vegas, apesar do vacilo na largada, quando acabou entregando de bandeira a liderança da prova para Max Verstappen, minimizou o prejuízo com um bom segundo lugar, até sofrer a desclassificação que mudaria o panorama do campeonato para as duas corridas finais da temporada. Norris cresceu quando precisava crescer, se impondo como deveria, e o modo como assumiu a liderança não cometendo erros tanto no México quanto no Brasil mostrou como o piloto entendeu a necessidade e partiu para o ataque para se mostrar como efetivo candidato ao título da competição, enquanto Oscar Piastri vinha caindo pelas tabelas, desperdiçando oportunidades e chances de ainda se manter como candidato ao título. Lando ainda pode manter o controle da situação, mas agora será exigido como nunca, porque Max Verstappen está em seu encalço, e se ele não se cuidar, poderá perder um título que finalmente estava fazendo por merecer nas últimas corridas.

 

Álex Márquez: O filho mais novo da família Márquez fez sua melhor temporada na MotoGP, e conquistou o vice-campeonato com todos os méritos, sendo que, durante boa parte da primeira metade da temporada, dava até briga renhida com o irmão mais velho, que claro, sendo não apenas mais talentoso, mas dispondo de uma moto relativamente melhor, fez valer suas vantagens para conquistar o título de forma inequívoca, mas sem apagar o brilho da temporada do irmão caçula, que venceu suas primeiras corridas na classe rainha, e chegou ao melhor resultado possível na competição, deixando até o bicampeão “Pecco” Bagnaia nas cordas, e fazendo a temporada 2025 da MotoGP parecer uma disputa particular da família Márquez. O resultado é o reconhecimento por parte da Ducati do esforço de Álex, premiando-o com uma moto oficial de fábrica na próxima temporada, colocando o piloto em teórica igualdade técnica de condições com os pilotos do time oficial de fábrica, uma conquista que certamente não deve ser desmerecida, e quem sabe lhe proporcione as condições para poder lutar efetivamente pelo título mundial da competição com mais chances do que contando apenas com o apoio do time satélite de Gresini, e uma moto defasada, mesmo de qualidade comprovada.

 

Marco Bezzecchi: o piloto italiano iria começar a temporada 2025 sob a sombra do novo campeão da MotoGP, o espanhol Jorge Martin, que bandeou-se das asas da Ducati e da Pramac para em tese comandar o processo de reconstrução da Aprilia na competição, visando se tornar uma rival mais efetiva da compatriota Ducati. Mas os azares e percalços de Martin, que se acidentou logo no início da pré-temporada fizeram com que Bezzecchi tivesse de assumir na prática a liderança da Aprilia na pista, e Marco cumpriu muito bem a tarefa na ausência de Martin, chegando a vencer corrida quando a marca ainda capengava na primeira metade da temporada, para vencer as duas últimas corridas e alcançar o TOP-3 da competição, ficando atrás apenas dos irmãos Márquez na classificação da temporada, tendo vencido tantas provas quando o mais novo dos irmãos Márquez, e superando até com alguma folga o bicampeão “Pecco” Bagnaia, e ajudando efetivamente no desenvolvimento e crescimento da Aprilia na competição, enquanto Jorge Martin se envolvia em novos azares e ainda por cima inda se envolvia em um litígio com o time querendo rescindir seu contrato para 2026 mostrando não ter mais fé na escuderia italiana como deveria. Bezzecchi, por outro lado, não baixou os braços e lutou com as armas de que dispunha para terminar o ano em alta, e pronto para manter o posto de líder da Aprilia no próximo ano, mesmo com o retorno de Jorge Martin.

 

Grid maior na Formula-E: A categoria de carros monopostos 100% elétricos encolheu no grid para a próxima temporada, com a perda da McLaren, que resolveu investir no Mundial de Endurance, deixando com apenas 20 carros para o próximo campeonato, mas a nova era dos carros Gen4 promete tempos mais promissores, com a declaração da Stellantis de ter um segundo time no grid, provavelmente com a marca Opel, além da Porsche, que já possui um time oficial, também ter declarado que irá ter uma segunda equipe no grid, o que elevaria o número de competidores para 24, com 12 times completos, o limite permitido pelo regulamento do FIA para a categoria, restabelecendo o número de equipes presentes antes da saída da Techeetah e agora da McLaren, mostrando que, mesmo com percalços recentes na eletrificação motorizada mundo afora, a Formula-E ainda tem se mostrado um laboratório altamente atrativo para as montadoras envolvidas, que veem na próxima geração de carros a chance de desenvolver ainda mais a tecnologia dos trens de força elétricos, que evoluíram consideravelmente na última década, mesmo com um processo de desenvolvimento controlado para evitar a explosão de custos, mantendo a categoria bem acessível, e proporcionando excelentes corridas na maioria das vezes.

 

 

 

NA MESMA:

 

Franco Colapinto segue na Alpine: O time francês anunciou a renovação do contrato com o piloto argentino para a próxima temporada, e tudo indica que, apesar de o piloto ainda seguir sem pontos na competição, o aporte de patrocínios do piloto foi mais decisivo do que sua performance na pista. Não deixa de ser uma grande conquista para Franco, que até agora não mostrou a que veio em sua nova oportunidade na F-1, ainda que tenha começado a andar mais próximo, e algumas vezes, até melhor que Pierre Gasly nas corridas, mas infelizmente o carro péssimo do time francês não tem ajudado muito a estabelecer um parâmetro de comparação mais exato da condução do argentino, que ganhou uma sobrevida na categoria para 2026, ou pelo menos, até seus patrocínios aguentarem o tranco no caso de acidentes ou possível falta de performance. O fato é que, com Flavio Briatore fungando no cangote, Colapinto que trate de aproveitar a oportunidade se o carro do próximo ano foi competitivo, para fazer o seu cartaz de forma mais merecida para manter o seu lugar no grid, no caso do dirigente italiano ficar novamente indócil ou outro piloto com mais cobres financeiros surgir pela frente, o que poderia fazer Colapinto dançar em prol de outro piloto se ele não se cuidar direito...

 

Equipe McLaren: O time de Woking voltou a exibir uma excelência técnica invejável na atual temporada, possuindo o melhor carro do grid, mas continua com uma gestão problemática em vários aspectos, e neste momento de definição do título de pilotos, o time não pode se permitir erros e percalços. A desclassificação em Las Vegas foi um golpe potencialmente fatal para o time no que tange ao campeonato de pilotos, ainda que tenha uma vantagem que permita alguma administração de resultados nas provas que faltam. Mas, quando o inimigo é Max Verstappen e uma Red Bull renascida, a McLaren não pode dar margem a quaisquer erros que possam surgir, e o resultado obtido em Nevada era altamente confortador para liquidar a fatura com relativa tranquilidade, mas que agora fica em tremendo risco, podendo até mesmo sofrer uma reviravolta completamente inesperada para quem viu o início arrasador da McLaren na primeira metade do campeonato, uma situação completamente impossível de acontecer nos anos de ouro da escuderia, onde o pulso forte da direção do time sabia minimizar as chances destes erros acontecerem. Com uma dupla de pilotos que até aqui não mostrou firmeza em momentos de disputa renhida contra um adversário potencialmente perigoso como Verstappen nos extremos, descobrir a resposta se eles podem de fato vencer esse duelo em possível igualdade de condições pode ser um risco potencial que a McLaren tinha tudo para evitar de acontecer, mas não soube se precaver. Agora, terá de mostrar a fibra dentro e fora da pista, se não quiser repetir panorama similar ao de 2024, quando até poderia ter vencido, mas não conseguiu aproveitar o seu potencial a pleno. Conseguirá evitar isso este ano?

 

Yuki Tsunoda: O piloto japonês continua sua via cruccis na Red Bull, onde mesmo com a melhora do desempenho do modelo RB21, o desempenho, mesmo tendo melhorado, ainda se vê com tudo dando errado para ele. Depois de dois resultados encorajadores, com 6ºs lugares, Yuki ficou novamente zerado nas últimas três provas, enquanto Verstappen seguia no pódio, e agora, com o triunfo em Las Vegas e a desclassificação da McLaren, entra na briga pelo título. O adiamento da Red Bull em anunciar seus pilotos poderia indicar que a permanência do japonês pode estar sendo considerada, ou um rebaixamento de volta para o time B, onde Tsunoda vinha cumprindo um bom papel até sua promoção, mas nada caminha neste sentido. Com a Aston Martin se tornando o time oficial da Honda em 2026, e a saída de Felipe Drugovich para competir na F-E, torna-se cada vez mais plausível a possibilidade do nipônico ocupar a vaga de piloto de testes, já que a marca japonesa é quem lhe dava mais respaldo para sua manutenção no grupo Red Bull. O japonês viu como suas pretensões de ir para o time principal viraram um verdadeiro bumerangue, pelo fato do carro da equipe ser complicado para pilotos “comuns”, onde a prioridade máxima é Max Verstappen, e o segundo carro tem virado uma cadeira elétrica para quem vier a ocupá-lo. O destino de Yuki agora ainda segue em suspenso, onde o mais provável é que ele saia do grid mesmo no próximo ano...

 

Stints novamente limitados na prova da F-1 em Losail: A Pirelli e a FIA voltaram a determinar stints obrigatórios para a corrida da F-1 no Qatar este ano. O mote, mais uma vez, é a preocupação com o desgaste excessivo dos compostos dos pneus utilizados pela categoria, em razão da segurança, a mesma justificativa usada na prova de 2023, ainda que, naquela época, a razão eram algumas zebras no traçado do circuito catari que provocaram danos nos pneus, obrigando a FIA até a modificar o traçado levemente em uma curva para prevenir o problema. Curiosamente, no ano passado não houve maiores problemas em relação aos pneus na corrida, e que estranhamente voltam a complicar a corrida deste ano, o que não deveria acontecer teoricamente, já que a Pirelli, fornecedora oficial dos pneus da competição, deveria se prevenir para evitar este tipo de complicação. Isso obrigará os pilotos a terem de fazer dois pit stops durante a prova catari, sendo que a corrida sprint não deverá ter tal problema, diante de sua duração inferior ao limite das 25 voltas. E deveria demandar uma solução mais robusta por parte do fabricante para evitar este tipo de complicação, e também, deixar que a prova de Losail tivesse regras diferenciadas para o restante do campeonato. Se lembrarmos que a F-1 tem tido problemas também com seus pneus de chuva, é um acinte que este tipo de situação, numa categoria que costuma se orgulhar de seu desenvolvimento e tecnologia, continue sem apresentar soluções mais efetivas para isso.

 

Yamaha na MotoGP: A fábrica dos três diapasões viveu mais um ano complicado na classe rainha do motociclismo. Apesar de ter voltado a contar com uma equipe satélite, com a mudança da Pramac da Ducati para a moto nipônica, isso não ajudou o fabricante a conseguir melhores performances no cômputo geral, e a Yamaha terminou o ano no último lugar do campeonato de construtores da competição, perdendo até da Honda, que também não teve um ano lá dos mais inspirados. Fabio Quartararo até conseguiu impressionar com algumas poles-positions, mas o ritmo em corrida não conseguiu ser mantido, de modo que o piloto raras vezes conseguiu se manter no pelotão da frente, despencando para trás, conforme a corrida progredia. A introdução do novo motor V4 já para 2026, no último ano do atual regulamento técnico, não garante resultados imediatos, mas como a Yamaha já anda defasada neste aspecto desde as últimas temporadas em que Valentino Rossi ainda defendia o time, é um sinal de que a fábrica japonesa tem de atacar o problema desde já, visando colher frutos para o novo regulamento técnico que entrará em vigor em 2027, e que até lá, o jeito é tentar trabalhar duro para sair da lanterna na classificação, e pelo menos tentar brigar pelo pódio com alguma regularidade, e acima de tudo, oferecer condições a Quartararo de melhores condições de competição, antes que o campeão de 2021 resolva se bandear para a concorrência, o que já ameaçou mais de uma vez com sua impaciência diante da falta de resultados...

 

 

 

EM BAIXA:

 

Francesco Bagnaia: O bicampeão mundia da MotoGP teve uma temporada irreconhecível em 2025, e passou longe da disputa pelo título, mesmo tendo a melhor moto do grid em teoria. O parâmetro de comparação é com seu companheiro de equipe, Marc Márquez, que foi o campeão, e vencendo nada menos do que metade das corridas da temporada, enquanto Bagnaia só teve um desempenho irretocável no ano, em Motegi, no Japão, e venceu apenas duas corridas. Mas, problemas à parte com o comportamento da moto, quando parecia que ia engrenar, e pelo menos lutar pelo vice-campeonato, tudo pareceu dar para trás novamente, a ponto do italiano ficar zerado na reta final da temporada, vendo não apenas a disputa pelo vice-campeonato ir para o vinagre, como perdendo até a 3ª e 4ª posições na classificação da temporada evaporarem, e terminar apenas em 5º lugar no campeonato. Muito longe de qualquer previsão mais pessimista, ainda mais se levarmos em conta que Bagnaia não teve nenhum problema catastrófico durante o ano, como um acidente ou punição de alguma natureza, ao contrário de Jorge Martin, que viu seu ano de defesa de seu título mundial virar uma desgraça completa pelos acidentes e erros cometidos durante o ano. Resta esperar que Bagnaia se aprume e corrija seu rumo para a próxima temporada, se não quiser perder seu cobiçado lugar no time de fábrica da Ducati.

 

Sérgio Sette Câmara fora da Nissan: O piloto brasileiro, que havia perdido seu lugar como titular na Formula-E quando foi dispensado da reformulada equipe Kiro, passou a última temporada como reserva do time da Nissan, e até teve chance de disputar duas corridas substituindo Norman Nato, mas a equipe referiu renovar com Nato ao invés de promover Sérgio a titular para a próxima temporada, o que fez que o brasileiro saísse a campo para tentar novas oportunidades e retornar ao posto de piloto titular em alguma outra escuderia, mas ele acabou se dando mal, pois além de não encontrar nenhum posto vago, a Nissan contratou Sam Bird para o posto de piloto reserva na nova temporada, deixando Câmara fora da função, e até o presente momento, sem ter uma ocupação efetiva para a próxima temporada dos carros monopostos 100% elétricos que começa agora em dezembro. O brasileiro agora deve se voltar para procurar efetuar negociações envolvendo os novos times que deverão entrar na nova era Gen4 no fim do ano que vem, onde certamente pilotos com suas credenciais certamente poderão ser requisitados para ajudar no desenvolvimento das novas escuderias na competição.

 

Oscar Piastri: O piloto australiano viu seu favoritismo ao título da temporada 2025 da F-1 praticamente desmoronar nas últimas corridas. Além de ter resultados pífios com azares e erros, ele ainda viu Lando Norris tomar a liderança da competição com duas performances de respeito nas etapas do México e do Brasil, e também teve desempenho inferior a Max Verstappen, que começou a colocar até mesmo o provável vice-campeonato em perigo, mas depois da desclassificação sofrida em Las Vegas, Piastri agora ficou empatado em pontos com o holandês, e podendo perder até mesmo a vice-liderança nas duas provas que faltam, uma vez que Oscar vem sendo sistematicamente batido pelo piloto da Red Bull, sem conseguir reagir como deveria fazer se fosse um candidato efetivo ao título, o que vinha mantendo até a prova da Holanda, quando venceu pela última vez. Com a perspectiva de Lando Norris ser campeão, e com Verstappen se tornando uma ameaça efetiva nas provas finais, Piastri pode se ver reduzido ao papel de escudeiro do piloto inglês

 

Ferrari: O time de Maranello já tinha dado provas inequívocas de que errou na concepção de seu carro para 2025, abandonando uma evolução que já tinha se mostrado bem-sucedida na parte final do ano passado, ainda mais levando em conta que o regulamento mudará em 2026, e portanto, dando de ombros para a estratégia mais lógica e coerente possível. Mas, quando parece que o time vai melhorar seu desempenho, tudo parece conspirar para mostrar que o time italiano precisa mesmo é desandar na temporada atual. A etapa do Brasil foi desastrosa para a Ferrari, e em Las Vegas, apesar dos esforços de LeClerc, eles nunca estiveram sequer em vista de brigar pelo degrau mais baixo do pódio, e ainda vermos Lewis Hamilton largando em último, e sem conseguir avançar além do 10º posto indicam que é uma temporada realmente complexa de frustrante para o time e principalmente para seus pilotos. Como desgraça pouca é bobagem, eis que John Elkann, presidente do Grupo Ferrari, ainda bem desancar seus pilotos, alegando que eles deveriam falar menos e pilotar mais, esquecendo que eles certamente falariam muito menos se o carro fosse mais competitivo, porque eles responderiam da melhor maneira que gostariam, na pista, e não fora dela, tentando por vezes justificar o injustificável, que o carro não é bom o suficiente, e o desempenho não consegue ser consistente. A Ferrari errou feio para este ano no seu carro, e agora, ainda ficando atrás até da Red Bull no campeonato de construtores, só não pode comemorar porque os demais times estão sem condições de ameaçar o time italiano, o que não é alívio algum.

 

FIA com novas idéias estúpidas: A FIA parece gostar de propor idéias estapafúrdicas, e voltou novamente à carga com a idéia de obrigar as corridas da próxima temporada da F-1 a contarem com dois pit stops obrigatórios para ver se consegue dar uma chacoalhada em algumas provas no próximo campeonato. Embora o martelo não tenha sido oficializado pra valer, mostra como a entidade parece querer atirar para todos os lados tentando levantar o interesse das corridas, esquecendo que, com a adoção do novo regulamento técnico na próxima temporada, seria mais prudente ver o resultado das novas regras antes de proporem este tipo de mudança. A regra de duas paradas obrigatórias foi vista em Mônaco, como uma tentativa de alterar a dinâmica da prova, conhecida por ter se tornado uma “procissão” nos últimos anos, sem alterações das mudanças de posição dos pilotos, mas não conseguiu evitar a corrida de ser novamente previsível e maçante como tem sido de costume, mostrando que este recurso pode não ser prático, apenas mais uma invencionice ainda mais artificial tentando dar emoção às corridas. Não que discutir alternativas seja errado, muito pelo contrário, apenas parece que, ao invés de focar em detalhes e posturas que poderiam ser mais promissores, parecem se concentrar em idéias que na prática podem não resultar em nada positivo de fato.

 


 

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