quarta-feira, 2 de agosto de 2017

FLYING LAPS – JULHO DE 2017



Mais um mês se inicia. Já estamos em agosto, seguindo firme pelo segundo semestre de 2017, com vários campeonatos começando a entrar em suas retas finais, ou iniciando a segunda metade de seus calendários. Portanto, como já é costume aqui no blog, todo início de cada mês, é hora de mais uma sessão Flying Laps, com notas sobre alguns dos acontecimentos do mundo do esporte a motor deste mês de julho que acabou de findar, sempre com alguns comentários rápidos a respeito de cada assunto. Uma boa leitura a todos, e vamos adiante pelo segundo semestre de 2017, sempre em altíssima velocidade, característica mais do que marcante do mundo da velocidade...
 

A prova mais badalada do campeonato nacional da Stok Car, a Corrida do Milhão, foi disputada este ano no circuito de Pinhais, na cidade de Curitiba, e o grande vencedor foi Daniel Serra, que continuou com o astral em alta após sua bela performance nas 24 Horas de Le Mans, onde venceu na classe LMGTE-Pro com a equipe oficial da Aston Martin. O piloto da equipe RC largou na pole-position e não deu chance aos rivais de aprontarem para cima dele do início ao fim da corrida. Thiago Camilo, da A. Mattheis, até que tentou frustrar os planos de Daniel, perseguindo o piloto durante toda a corrida, chegando inclusive a conseguir chegar à liderança, mas sem conseguir mantê-la, até porque acabou tendo problemas em seu carro e abandonou a 2 voltas da bandeirada, perdendo um 2º lugar certo. Com a quebra de Thiago, a equipe Cimed fez a festa, com Marcos Gomes assumindo a 2ª colocação, com Cacá Bueno em 3º lugar. Gabriel Casagrande foi o 4º colocado, à frente de Rubens Barrichello, que fechou a corrida na 5ª posição. A prova também teve a estréia do “Hero Push”, o “botão de ultrapassagem”, como ficou conhecido, sendo um sistema de interação dos fãs com os pilotos similar ao “fanboost” usado pela Formula-E. Os pilotos mais votados pelo público ganham o uso do dispositivo, que concede uma potência extra durante alguns segundos, oferecendo ao piloto contemplado a chance de efetuar uma ultrapassagem, ou defender sua posição. Na Corrida do Milhão, por ser um evento especial, seis pilotos foram agraciados com o Hero Push: Rubens Barrichello, Bia Figueiredo, Felipe Fraga, Átila Abreu, Cacá Bueno e Thiago Camilo. Nas demais etapas, apenas 3 pilotos poderão contar com o uso do dispositivo, na votação do público. A exceção será a etapa final do campeonato, em Interlagos, onde seis pilotos serão novamente contemplados após a votação dos torcedores.


Depois da Corrida do Milhão, a Stock Car visitou novamente o autódromo de Curvello, em Minas Gerais. Daniel Serra chegou à pista de Cristais decidido a manter a sua boa fase na competição, mas Felipe Fraga, que até então vinha tendo uma performance mediana no campeonato, resolveu mostrar que a história seria diferente, e arrebatou a pole-position para a primeira corrida do fim de semana, de onde largou bem, e comandou a corrida com autoridade, se bem que Daniel foi uma sombra no seu para-choque traseiro durante toda a corrida, terminando a prova em 2º lugar. Ricardo Mauricio fechou o pódio com o 3º lugar. Ricardo Zonta e Max Wilson vieram na sequência, em 4º e 5º lugares. Na segunda corrida, Daniel Casagrande aproveitou o fato de largar na frente e lá ficou a prova inteira, conquistando a vitória. Thiago Camilo, que tinha sido apenas 8º na primeira corrida, bem que tentou estragar a festa, mas teve mesmo que se conformar com a 2ª posição, à frente de Átila Abreu, em 3º lugar. Felipe Fraga fez outra prova combativa, para chegar na 4ª posição, enquanto Daniel Serra, cada vez mais líder do campeonato, foi o 6º colocado. Com 11 provas disputadas, Daniel Serra lidera a competição, com 178 pontos. Na perseguição ao piloto da equipe RCM vem Thiago Camilo, da A. Mattheis, com 157 pontos. Em 3º lugar, está Max Wilson, da RC, com 148 pontos. Átila Abreu, da TMG, é o 4º, com 136 pontos. Ricardo Mauricio, da RC, é o 5º colocado, com 129 pontos; Felipe Fraga, o atual campeão, é o 6º colocado, com 123 pontos. A Stock Car volta a se reunir no primeiro final de semana de agosto, na pista do autódromo de Velocitá.


A disputa no Mundial de Rali está enfim pegando fogo nesta temporada. Após9 etapas na competição, Thierry Neuville assumiu a liderança da competição, desbancando o líder até então favorito, Sébastien Ogier. Na verdade, ambos estão empatados com 160 pontos, mas por ter uma vitória a mais (3 contra 2), Neuville assume a primeira colocação no critério de desempate. Neuville venceu o rali da Polônia, com Ogier em 3º lugar. Mas o belga marcou mais 11 pontos no rali da Finlândia, enquanto o francês ficou zerado nesta etapa, e assim, pela primeira vez em muito tempo, não sente o gosto de liderar o mundial de rali. Com quatro etapas ainda por serem disputadas, todo mundo se pergunta se finalmente a “dinastia Sébastien” vai ser encerrada. Afinal, foi praticamente uma década com Sébastien Loeb, e depois, mais alguns anos com Sébastien Ogier. Será que Neuville vai ser aquele que dará fim ao reinado de ambos os pilotos franceses? Ainda é cedo para comemorar, mas a disputa será a mais dura dos últimos tempos, já que tanto Ogier quanto Loeb costumavam trucidar os concorrentes nos anos de seus títulos na principal competição do off-road mundial, e agora poderemos ver um duelo homem-a-homem pelo título. Na 3ª colocação do campeonato vem o estoniano Ott Tanak, com 119 pontos, que venceu o rali da Sardenha. Mas, antes de pensar em tentar se intrometer na briga entre Neuville e Ogier, Tanak tem que se preocupar mesmo é com Jari-Matti Latvala, uma vez que o finlandês está em seus calcanhares, com 114 pontos, e uma vitória na competição este ano, na Suécia, e isso prenuncia uma luta interessante para ver quem será o 3º colocado ao final da competição. No duelo das equipes, a M-Sport lidera com 285 pontos. A Hyundai é a segunda colocada, com 251 pontos. A Toyota é a 3ª classificada, com 193, enquanto a Citroen é a última colocada, com 135 pontos. A próxima etapa da competição será o Rali da Alemanha, nos dias 17 a 20 de agosto.


A MotoGp encerrou sua primeira metade da temporada 2017 com uma vitória de Marc Márquez na etapa da Alemanha. Mas o atual tricampeão mundial teve que suar o macacão para garantir mais um triunfo na pista de Sachsenring, tendo de duelar primeiro com seu parceiro de time Dani Pedrosa, e depois com Jonas Folger, que fazia uma exibição fulgurante com a Tech3/Yamaha, que chegou a tomar a liderança da “Formiga Atômica”, e até a abrir um pouco de vantagem, mas sem conseguir manter o ritmo por muito tempo. Márquez conseguiu retomar a liderança, mas não conseguiu tirar Folger da sua traseira. Mais atrás, Pedrosa, já distante da dupla da ponta, garantia uma vantagem segura sobre quem vinha atrás de si, onde os duelos comiam soltos, com Valentino Rossi, Maverick Viñales, Andrea Dovizioso, Álvaro Bautista e Aleix Spargaró trocando posições em disputas acirradas. Por fim, Viñales acabou levando a melhor, e o 4º lugar, com Rossi em seus calcanhares na 5ª posição. Bautista garantiu um ótimo 6º lugar para a Aspar/Ducati, enquanto Espargaró, com seu 7º posto, fazia o mesmo pela Aprilia. Andrea Dovizioso não conseguiu manter a performance das etapas anteriores, e fechou apenas em 8º. Quem também andou um pouco menos na etapa alemã foi Johann Zarco, apenas o 9º colocado. Jorge Lorenzo teve outra prova sem brilho com a Ducati, e terminou em 11º. Com o resultado da etapa alemã, a MotoGP partiu para suas férias de meio de temporada, a exemplo do que faz a F-1, com um panorama de relativo equilíbrio: Em nove corridas, cinco pilotos diferentes venceram provas. Maverick Viñales foi quem triunfou mais, com 3 vitórias; Marc Márquez e Andrea Dovizioso receberam a bandeirada na frente em duas oportunidades, enquanto Daniel Pedrosa e Valentino Rossi venceram apenas uma corrida. Em termos de vitórias por equipes, apenas Honda, Yamaha e Ducati venceram, mas a Tech3, time satélite da Yamaha, em alguns momentos chegou a eclipsar o time principal da marca dos três diapasões. Marc Márquez, apostando na constância, lidera o campeonato, com 129 pontos, mas Viñales está logo atrás do compatriota, com 124 pontos. Maverick, por sua vez, está com Andrea Dovizioso em sua cola, com 123 pontos, numa surpreendente 3ª colocação. Posição que pode não durar muito, com Rossi logo atrás em 4º, com 119 pontos. Dani Pedrosa vem um pouco mais longe, com 103 pontos, na 5ª posição. Johann Zarco, uma das sensações da temporada, é o 6º colocado, com 84 pontos. Nem Honda, Yamaha ou Ducati conseguiu apresentar uma performance estável nesta primeira metade de campeonato, com hora um, hora outro time, se destacando nas etapas. A competição tem tido bons duelos, esse o número de vencedores ainda não possui a mesma variedade do ano passado, ao menos não temos um favorito destacado ao título, e os primeiros colocados na pontuação estão relativamente próximos, onde basta um fim de semana positivo ou negativo para tudo mudar de posição. Tudo indica que a segunda metade da temporada pode ter disputas bem apertadas na luta pelas vitórias e pelo título. A MotoGP retoma a competição no dia 6 de agosto, com a etapa da República Tcheca, no circuito de Brno.


Mudança na liderança do campeonato da Indycar 2017. O piloto da Ganassi Scott Dixon bem que vinha resistindo à escalada do quarteto da Penske na luta pelo título, mas o neozelandês caiu de produção nas etapas de Toronto e Mid-Ohio, e como consequência, acabou perdendo a dianteira na classificação, ainda que por poucos pontos. Mas o novo líder não é Hélio Castro Neves, que vinha em ascenção na classificação, mas Josef Newgarden, que arrematou duas vitórias e é o novo líder da competição. Se em Toronto Newgarden viu a liderança da prova cair no seu colo devido a uma bandeira amarela no exato momento em que fazia sua parada nos boxes, o que jogou os então líderes da prova para o pelotão intermediário, arruinando suas performances, em Mid-Ohio o americano foi impecável, partindo para o duelo com Will Power desde o início da corrida, e assumindo a ponta após uma ultrapassagem decidida, e indo embora, sendo o primeiro piloto a vencer três corridas no ano. Restando quatro provas para o encerramento do campeonato, Pocono, Gateway, Watkins Gleen e Sonoma (sendo que esta prova terá pontuação dobrada, por ser a última etapa), a disputa pelo título da temporada está mais do que aberta. Newgarden lidera com 453 pontos, mas Hélio Castro Neves está logo atrás, com 446 pontos, 1 a mais do que Scott Dixon, que não pode ser subestimado em nenhum momento. O atual campeão da categoria, Simon Pagenaud, é o 4º colocado, com 436 pontos, seguido por Will Power, com 401 pontos. Na 6ª colocação vem Graham Rahal, com 395 pontos, e que já venceu 2 corridas no ano. Em 7º lugar, Takuma Sato é o melhor piloto da equipe de Michael Andretti, com 381 pontos, embora o japonês não tenha brilhado muito fora da etapa da Indy500. E vale lembrar que a próxima corrida, no trioval de Pocono, é uma prova de 500 milhas, onde muita coisa pode acontecer. Não dá para cravar nenhum favorito para a disputa do título, embora seja difícil que a taça seja conquistada por alguém de fora do quarteto da Penske, e de Scott Dixon. Ainda tem muito chão pela frente, e as disputas estão longe de acabar. Vamos ver quem vai se dar melhor nesta reta final da competição.


A Honda pode perder o time de Michael Andretti na Indycar em 2018. Sem conseguir resultados mais condizentes nos últimos campeonatos, apesar das duas vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis em 2016 e 2017, o time capitaneado pelo filho de Mario Andretti estaria considerando seriamente mudar de propulsor para o próximo ano. Se isso acontecer, Takuma Sato, que tem apoio do fabricante japonês, provavelmente terá de achar um novo time para correr em 2018, que poderia acabar sendo a escuderia de Bobby Rahal, que também usa os motores da Honda, e deve mantê-los para o próximo ano.

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