quarta-feira, 17 de abril de 2013

ARQUIVO PISTA & BOX – JUNHO DE 1996 – 07.06.1996



            Trazendo mais um antigo texto na seção Arquivo, eis aqui minha coluna escrita para o dia 07 de junho de 1996, relatando a performance excepcional promovida por Michael Schumacher no GP da Espanha daquele ano, que marcou sua primeira vitória pelo time de Maranello. Ninguém esperava que a Ferrari vencesse tão cedo quando contratou o então bicampeão alemão a peso de ouro, mas apesar da característica excepcional da prova, disputada debaixo de forte chuva, Michael conduziria a “rossa” de fato de volta às primeiras colocações, e se naquele ano ficou de fora da luta pelo título, dali em diante, com raras exceções, o time vermelho nunca mais deixou de figurar entre os favoritos a um GP, e Schumacher se tornaria o maior vencedor de todos os tempos ao volante dos carros de Maranello, feito que irá demorar muito para ser sequer igualado, mesmo contando atualmente com outro piloto tão capacitado quando o alemão, Fernando Alonso. De quebra, alguns comentários sobre a F-Indy e outros detalhes do momento da F-1 naquela semana. Uma boa leitura a todos...


BAILE NA CHUVA

            O Grande Prêmio da Espanha, disputado no último domingo no excelente circuito de Barcelona, serviu para ratificar o que a F-1 já sabe desde a morte de Ayrton Senna: Michael Schumacher é o melhor piloto da categoria desde então. Depois de alguns desempenhos fracos no início da temporada, o piloto alemão pode ter iniciado sua corrida rumo ao título de 1996 na prova espanhola. E, para mostrar sua força, Schumacher só não cruzou a linha de chegada com mais vantagem porque não precisava de tanto, mas o recado foi dado: a Williams que se cuide, se isso se confirmar, o que ainda é muito cedo para afirmar.

            O temporal que caiu sobre o circuito da Catalunha foi a salvação do piloto da Ferrari, que nos treinos foi batido por Damon Hill e Jacques Villeneuve de maneira sistemática. Só o improvável poderia inverter a situação em favor de Michael, e foi o que aconteceu. Nas temíveis condições climáticas, Schumacher lembrou Ayrton Senna em seus melhores dias, quando nosso campeão humilhava a concorrência em dias de chuva. E como lembrou: Schumacher chegou a andar cerca de 4s mais rápido que seus perseguidores mais diretos, Jean Alesi e Jacques Villeneuve. Qualquer recordação que lembre o show de Senna no GP da Europa de 1993 não será mera coincidência...

            A Ferrari ficou exultante. Quando todos acreditavam que lutar por vitórias, segundo o cronograma inicial da equipe, seria algo para a segunda metade da temporada, Schumacher apressou o processo de forma incrível. É verdade que, se as condições de corrida fossem normais, o resultado seria outro, mas o ritmo da escuderia italiana já está chegando perto da Williams, e é bom que seus pilotos se previnam, pois apesar de ainda não estar perto, que ninguém duvide que o bicampeão alemão busque o tricampeonato já nesta temporada. O talento de Schumacher fala por si, e tudo já indica que a Ferrari segue melhorando. Damon Hill e Jacques Villeneuve que se preparem.

            Enquanto Schumacher dava um baile na chuva, seus perseguidores ficavam pelo caminho ou escorregando pela pista. Alesi, confirmado como um bom piloto de chuva, ficou devendo mais, ficando boa parte da corrida trancado atrás de Villeneuve, que por sua vez, ainda é novato nas corridas na chuva. Damon Hill cometeu seus erros, e acabou rodando, mas depois do que Schumacher fez em Mônaco, qualquer erro de Hill em Barcelona é até certo ponto desculpável. Rubens Barrichello fez uma excelente corrida, chegando a ficar em 2º lugar, e estava na briga com Alesi e Villeneuve por um lugar no pódio até seu Jordan deixá-lo novamente na mão com um problema de embreagem. Triste fim de uma corrida fulgurante: o melhor tempo de Barrichello foi quase 2s mais rápido que os melhores tempos de Alesi e Villeneuve.

            E os demais? Neste baile comandado por Schumacher, ficaram mesmo a ver navios. A maioria ficou sem música para dançar, observando a valsa do alemão e sua Ferrari. Outros erraram seus ritmos e o restante mostrou que ainda precisam aprender como se procede nesta situação...





David Couthard foi sondado por Jackie Stewart para ser o primeiro piloto de sua equipe de F-1, que irá estrear em 1997, mas o escocês não parece disposto a aceitar a parada. O próximo nome da lista do tricampeão escocês é seu piloto favorito: Gil de Ferran. O piloto brasileiro ainda não deu uma resposta à proposta feita por Stewart.





A Penske mudou de projetista. Depois de inúmeras temporadas na equipe, Nigel Benett saiu para cuidar de “negócios particulares”. Em seu lugar, entra John Travis. Algumas fofocas dizem que Roger Penske estaria insatisfeito com o desempenho dos carros de 95 e 96, depois da temporada vitoriosa de 94. Outros dizem que a Penske está planejando construir um carro para competir na F-1, e Benett estaria se dedicando a este trabalho a partir de agora. A Penske já competiu na F-1 na década de 1970, mas desistiu diante da falta de resultados.





A equipe PacWest viveu um drama na corrida de Milwaukee da F-Indy: os integrantes da escuderia tiveram de comer à base de lanches quando estavam no autódromo. O motivo: o motorhome da equipe pegou fogo quando saía do circuito de Michigan depois da disputa da US 500 semana retrasada, e enquanto é consertado, a escuderia está usando o reserva, que tem tudo o que o veículo titular tinha, exceto um item: cozinha!





Hiro Matsushita, conhecido como o retardatário mais perigoso da F-Indy por suas estripulias na pista, quando vai dar passagem aos líderes, foi o piloto mais lento da corrida de Milwaukee este ano: até a volta 61, só tinha completado metade do percurso. Alguns pilotos ironizaram o assunto: “Parecia que ele (Hiro Matsushita) estava em toda parte da pista”., declarou Émerson Fittipaldi, que perdeu a conta de quantas vezes ultrapassou piloto japonês na pista.





Pedro Paulo Diniz conseguiu em Barcelona o seu primeiro ponto na F-1, e encheu o moral da equipe Ligier, que pontuou pela segunda vez consecutiva. “Este ponto foi o mais difícil. Os próximos deverão ser bem mais fáceis.”, declarou o piloto brasileiro. Quem também pontuou pela segunda vez consecutiva foi a Sauber, com Heinz-Harald Frentzen, e a equipe já acumula 10 pontos e passou à frente da Jordan.





Com o fraco desempenho até o momento na atual temporada, correm boatos de que profundas mudanças ocorrerão na equipe Benetton para 1997, começando pela troca de pilotos, que segundo Flavio Briatore, não são bons o suficiente para a escuderia. De frisar que a equipe já se tornou notória por descartar seus pilotos quando eles não mostram resultados na pista, de acordo com o humor, por vezes instável, de Briatore. Roberto Moreno, Jos Verstappen e Johnny Herbert são bons exemplos...





A F-Indy começa agora sua fase de circuitos mistos do campeonato deste ano. Dos circuitos ovais, o único que resta é Michigan, onde serão disputadas as 500 Milhas de Michigan. Todos as outras provas daqui para frente serão em circuitos mistos e/ou de rua. E a primeira parada já é neste final de semana, no GP de Detroit, que será disputado em um circuito urbano montado no Belle Isle Park.
 



sexta-feira, 12 de abril de 2013

AUDI X TOYOTA: O GRANDE DUELO DO WEC 2013



Audi VS Toyota: Quem leva o título da Endurance este ano?

            Começa neste fim de semana o Campeonato Mundial de Endurance (World Endurance Championship – WEC), em um dos mais tradicionais circuitos do mundo da velocidade, Silverstone, na Inglaterra. Criado no ano passado para reviver os bons tempos do Mundial de Esporte-Protótipos, o WEC mostrou-se um sucesso, e todos apostam no crescimento do campeonato, composto por corridas de longa duração, neste segundo ano de disputa. Ainda que sejam poucas as corridas – apenas 8 etapas em 2013, o campeonato já está causando grande expectativa pelo duelo de duas gigantes do mercado automobilístico mundial: a alemã Audi e a japonesa Toyota.
            Multivencedora nas 24 Horas de Le Mans, tendo sido a primeira marca a vencer na competição utilizando um motor movido a diesel, e no ano passado, também a primeira a vencer com um carro híbrido (o modelo R18 E-Tron, equipado com um sistema de Kers similar ao usado na F-1) a Audi é o time a ser batido no campeonato, na principal divisão do WEC, a LMP1, e os alemães já estão se prevenindo para a forte disputa que terão em 2013 contra a Toyota, que no ano passado chegou mostrando força em sua primeira incursão em um campeonato automobilístico TOP depois do fiasco do projeto de competir na F-1, onde participou por quase uma década, sem conseguir resultados à altura do elevado investimento.
            Os japoneses mostraram que entraram para ganhar, e se em Le Mans, onde fizeram sua estréia, foram batidos pela falta de fiabilidade de seu modelo, eles enfim venceram justamente em São Paulo, e depois averbaram mais dois triunfos, ao vencerem as provas do Japão e da China. Não fossem terem entrado apenas a partir de Le Mans, o triunfo do time das quatro argolas no título do campeonato poderia ter tido outro dono. E este ano, mais do que nunca, os japoneses vêm preparados para destronar a Audi das primeiras colocações. Ambos os times correrão com dois carros durante todo o certame. Na Audi, os trios serão formados pelos pilotos André Lotterer/Marcel Fässler/Benoît Tréluyer em um carro, e contando com o trio Tom Kristensen/Allan McNish/Loïc Duval no outro protótipo. Pelo lado dos japoneses, alinharão os pilotos Alexander Wurz/Nicolas Lapierre, e Anthony Davidson/Sébastien Buemi/Stéphane Sarrazin. Em Le Mans, principal prova da competição, a Audi irá alinha um terceiro carro também.
            Neste domingo, nada menos do que 31 carros e 99 pilotos estarão na pista, se revezando durante as 6 horas de competição. Além dos protótipos da LMP1, ainda teremos os carros da categoria LMP2, da GTE, GTE AM, e GTE Pro. No grid, além dos nomes tradicionais das corridas de longa duração, ainda teremos nomes que já passaram pela F-1, como o português Pedro Lamy, os italianos Giancarlo Fisichella e Vitantonio Liuzzi, e o japonês Kamui Kobayashi. Kobayashi, que perdeu seu lugar na Sauber por não trazer patrocinadores, vai competir na categoria GTE Pro pela equipe AF Course. Outro egresso da F-1 é o austríaco Alexander Wurz, que integra o time da Toyota.
            Apesar do crescimento da categoria, o certame de 2013 já acumula uma baixa: a Starworks, time que foi campeão da categoria LMP2 no ano passado, está fora do campeonato deste ano. O motivo, como não poderia deixar de ser, são falta de patrocinadores, mostrando que mesmo bem-sucedida, o campeonato de Endurance também está sofrendo os efeitos da crise econômica mundial. Mesmo com os bons resultados de 2012, o time de Peter Baron não conseguiu fechar o orçamento para disputar o campeonato, e optou por se retirar da competição.
            Para os torcedores brasileiros, haverá 3 representantes do Brasil no grid em Silverstone. Confirmados para disputar a temporada completa estão os dois pilotos que competirão na categoria GTE Pro: Bruno Senna, que irá correr pela Aston Martin, que nesta etapa de abertura da competição terá como colegas de equipe os pilotos Darren Turner e Stefan Mücke (o brasileiro fará parceria com Frédéric Makowiecki e Rob Bell nas demais provas); e Fernando Rees, que defenderá a equipe Larbre, campeã da GT em 2012. O brasileiro irá competir com um Corvette, em parceria com os pilotos Patrick Bornhauser e Julien Canal em todas as oito corridas do campeonato. Tanto Bruno quanto Fernando estão em bons times, e ambos já entram na pista pensando alto já nesta etapa inaugural, visando nada menos do que a vitória na respectiva categoria. Outro brasileiro que também estará na pista é o amazonense Antonio Pizzonia, que irá conduzir um protótipo na categoria LMP2 da equipe Delta-ADR, em companhia de Tor Graves e James Walker na escuderia, que aliás venceu a etapa inglesa na categoria no ano passado. Pizzonia só deverá disputar esta etapa pelo time oficial da Nissan, uma vez que está disputando o campeonato da Grand-Am nos Estados Unidos, mas se mostra aberto para oportunidades futuras que surgirem.
            E ainda é preciso lembrar que Lucas Di Grassi ainda vai correr no campeonato, pelo principal time da categoria, a Audi. Lucas por enquanto está confirmado para alinhar nas provas da Bélgica e de Le Mans, mas é bem provável que dispute outras etapas, como a do Brasil, onde aliás fez uma bela corrida no ano passado, terminando em 3° lugar. A Audi, entretanto, ainda não confirmou o brasileiro para disputar mais corridas até o momento.
            Disputado até o início da década de 1990, o campeonato de Esporte-Protótipos era bem popular, e atraía grandes multidões aos autódromos onde se apresentava. E o Brasil teve até um campeão na categoria: Raul Boesel, que venceu o certame em 1987. O feito de Raul, contudo, acabou ofuscado pela conquista do compatriota Nélson Piquet, que no mesmo ano faturou o tricampeonato na F-1, correndo pela equipe Williams. Com a FIA sob a direção de Max Mosley, o campeonato das provas de longa duração perdeu sua importância, acabando por ser extinto. Sobrou apenas as 24 Horas de Le Mans, prova com prestígio e história próprias. O campeonato acabou sendo recriado no ano passado, e se mostrou uma aposta mais do que bem-sucedida da FIA.
            As provas de longa duração tem sua própria metodologia de competição, onde o mais importante é a constância e resistência, e não apenas a velocidade pura. E os pilotos fazem rodízio na prova, sendo mais do que nunca uma competição de equipe. E é um campeonato que vem se mostrando extremamente atraente, com a participação de grandes marcas, mostrando que nem só de F-1 vive o mundo do automobilismo. Aliás, para algumas delas, como a Audi, a categoria máxima da FIA é totalmente desinteressante, preferindo concentrar seus esforços nas provas de Endurance, cujo campeonato e regras são muito mais flexíveis e apresentando um retorno muito melhor. E a Toyota, que já competiu na F-1 sem conseguir o retorno desejado, está mais do que feliz na nova competição. E, melhor de tudo, com muita disputa em suas diversas categorias.


CALENDÁRIO DO MUNDIAL DE ENDURANCE 2013

DATA
PROVA
CIRCUITO
14.04
6 Horas de Silverstone
Silverstone
04.05
6 Horas de Spa-Francorchamps
Spa-Francorchamps
22 a 23.06
24 Horas de Le Mans
Le Mans
01.09
6 Horas de São Paulo
Interlagos
22.09
6 Horas do Circuito das Américas
Austin
20.10
6 Horas de Fuji
Fuji
10.11
6 Horas de Shanghai
Shanghai
30.11
6 Horas do Bahrein
Sakhir


A F-1 chegou à China para a terceira etapa do campeonato. No ano passado, a Mercedes obteve aqui suas primeiras (e únicas) pole e vitória desde que retornou à categoria como time oficial. Será que conseguirá repetir a performance este ano, onde demonstra estar muito melhor preparada? A conferir...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

ARQUIVO PISTA & BOX – MAIO DE 1996 – 31.05.2013



            De volta com a seção Arquivo, trago esta coluna lançada em 31 de maio de 1996, tendo como tema de discussão a possível volta da “Tríplice Coroa” da F-Indy, que havia existido até 1989 naquele campeonato, com a disputa de 3 corridas de 500 Milhas em circuitos superovais, em Indianápolis, Michigan, e Pocono. Para 1997, os planos eram de reunir numa nova Tríplice Coroa as 2 corridas de Michigan, e a nova etapa que seria disputada em Fontana, na Califórnia. Era uma tentativa de restabelecer o prestígio das corridas de 500 milhas da categoria, que havia perdido a Indy500 pela briga esdrúxula de poder promovida por Tony George ao criar o seu próprio campeonato, a Indy Racing League. Infelizmente, os planos não deram certo, e este ano, a própria IRL está tentando recriar a Tríplice Coroa, mas sem o mesmo charme, pois apenas a prova de Indianápolis será de 500 milhas, ficando as corridas de Fontana, e a estréia de Pocono no certame, apenas de 400 milhas.
            Fiquem agora com o texto e boa leitura...


A VOLTA DA TRÍPLICE COROA

            A F-Indy faz planos ambiciosos para o seu futuro. Ainda mais depois da constatação do sucesso da US 500, disputada no último domingo, e que mostrou, apesar da falta de charme e tradição de Indianápolis, todas as emoções e disputas da F-Indy em seus melhores dias de sempre.

            E o que a CART anda planejando para aumentar ainda mais o sucesso e prestígio de sua categoria? Muita coisa. Boa parte delas ainda são só idéias momentâneas, mas há outras de maior quilate e interesse. Para começar, a CART planeja a volta em grande estilo da Tríplice Coroa da F-Indy. Para quem não sabe, este era o nome dado pela categoria às suas 3 principais provas do calendário, sendo todas etapas de 500 milhas de percurso. Atualmente são disputadas apenas 2 provas de 500 milhas por ano.

            A Tríplice Coroa da F-Indy existiu até 1989. As etapas eram as 500 Milhas de Indianápolis, as 500 Milhas de Michigan, e fechando a tríade, as 500 Milhas de Pocono. Esta última corrida foi disputada pela última vez em 1989, e sua extinção a partir de 1990 marcou o fim da Tríplice Coroa. Uma característica marcante destas provas era o desafio que representavam aos seus competidores. Além da resistência dos carros serem postos à prova, o acerto dos bólidos era muito particular para cada tipo de circuito, e estes, todos da categoria superspeedway, ou ovais gigantes, eram completamente diferentes. Indianápolis tem uma forma bem retangular, quase um quadrado; Michigan já é bem ovalado, e é considerado o circuito oval mais rápido do mundo; já a prova de Pocono, que era disputada no Pocono International Raceway, em Long Pond, na Pensilvânia, era feita em um traçado tri-oval de alta velocidade, com cerca de 2,5 milhas de extensão.

            Em toda a história da F-Indy, apenas um piloto venceu, em uma mesmo ano, todas as provas da Tríplice Coroa: Al Unser, em 1978, quando faturou as corridas de Indianápolis, Ontário e Pocono. Ontário sediava uma prova de 500 milhas antes da entrada de Michigan. Disputada de 1971 a 1989, as 500 Milhas de Pocono tiveram como último pole-position o brasileiro Émerson Fittipaldi, e a prova foi vencida por Danny Sullivan. A corrida de Pocono saiu do calendário da F-Indy devido às más condições da pista e de segurança do circuito.

            Agora para 1997, a intenção da CART é ressuscitar a Tríplice Coroa. Com as 500 Milhas de Michigan e a nova US 500 asseguradas, falta estabelecer uma 3ª prova, e a maior possibilidade é que seja na Califórnia, onde Roger Penske, que já dono do autódromo de Michigan e de Nazareth, está construindo um novo circuito oval similar ao Michigan International Speedway. O novo oval, localizado em Fontana, poderá abrigar não só sua prova de 500 Milhas, como a própria US 500, se for constatado que a corrida na Califórnia terá mais charme e prestígio do que se for realizada em Michigan. Há quem comente que a 3ª prova poderia até ser o GP do Brasil de F-Indy, já chamado de RIO 500 a partir de 97, mas com o detalhe de que serão 500 quilômetros e não milhas. A prova brasileira, que deve ser disputada em março ou em abril, apesar de sua menor extensão de percurso, seria tão difícil quanto às outras, devido ao forte calor brasileiro, e ao fato do circuito Émerson Fittipaldi possuir a maior reta entre todos os autódromos do calendário, com cerca de 1,1 Km de extensão.

E, para prestigiar ainda mais os eventos da Tríplice Coroa, deverá haver também premiações especiais para quem se sobressair em todas elas, como por exemplo quem conquistar todas as poles nas 3 provas, ou conseguir vencer as 3 corridas no mesmo ano, como havia antigamente.

            O novo calendário da categoria deve ser divulgado já na próxima semana, durante o GP de Detroit. Deverão ser 17 etapas, contra as 16 desta temporada. Como a CART já descartou qualquer possibilidade de as 500 Milhas de Indianápolis voltarem a seu calendário, o mês de maio, que era ocupado apenas por esta corrida, deverá ter mais provas, a fim de equilibrar melhor a maratona do campeonato, que começará em março e terminará no início de setembro.





Diante do processo que Tony George move contra a CART pelo uso, segundo ele, indevido, do nome “Indy”, já começam a aparecer sugestões de como a categoria deverá se chamar futuramente. Até agora, as sugestões apontam para F-CART e F-USA. Alguém aí tem um nome melhor?





As 500 Milhas de Indianápolis deste ano não tiveram o charme dos anos anteriores, mas no quesito premiação o dinheiro correu solto: Budy Lazier, que venceu a corrida, ganhou cerca de US$ 1,367 milhão de dólares pela vitória. No total, cerca de US$ 8,5 milhões em prêmios foram distribuídos.





Em homenagem ao piloto Scott Brayton, que morreu durante os treinos para as 500 Milhas de Indianápolis, os pilotos da F-Indy que disputaram a US 500 em Michigan colocaram em seus carros um adesivo com os dizeres “Em memória de Scott Brayton.”





Eis aí uma nova piada sobre a Honda na F-Indy, dizendo que, até nos piores momentos de seus pilotos, os motores japoneses contribuem para o show da categoria. De fato, quando o motor do carro de Alessandro Zanardi, que liderava a US 500, quebrou, foi uma senhora quebra: a fumaça do propulsor estourado encobriu toda uma arquibancada do autódromo...





Detalhe: A US 500 foi a melhor corrida dos pilotos brasileiros no campeonato da F-Indy deste ano depois do GP do Brasil: dos 12 pilotos que chegaram na zona de pontuação, a metade era brasileira. No pódio, nossos pilotos foram maioria: Maurício Gugelmim e Roberto Moreno, em 2º e 3º lugares, fizeram companhia a Jimmy Vasser, o vencedor da etapa...





A largada da US 500 mostrou o maior “strike” do ano na F-Indy: 13 carros foram envolvidos na carambola desencadeada por Jimmy Vasser na hora da bandeira verde. As equipes tiveram muito trabalho para recolocar os carros em ordem. Já alguns pilotos, como Gil de Ferran e Maurício Gugelmim, não tinham carros reservas, e seus bólidos tiveram que ser remontados na base do sufoco.





Enquanto todos os pilotos da US 500 saíram praticamente ilesos da corrida que disputaram no Michigan International Speedway, em Indianápolis, na Indy 500, alguns concorrentes foram parar no hospital. Nas voltas finais, Roberto Guerrero sofreu um forte acidente com seu carro e acabou levando junto Alessandro Zampedri e Eliseo Salazar. Lyn Saint James, única mulher presente na competição este ano, também acabou hospitalizada em virtude de uma forte pancada com seu carro.





Neste fim de semana, mais velocidade em dose dupla: pela F-Indy, haverá as 200 Milhas de Milawukee; pela F-1, será a vez do Grande Prêmio da Espanha, a ser disputado no veloz circuito de Barcelona, na Catalunha. Preparem-se para torcer...
 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ACELERANDO NAS DUAS RODAS...



A MotoGP 2013 entra em ação para mais um campeonato...

            Começam hoje os treinos oficiais que dão início ao campeonato 2013 da MotoGP, no circuito de Losail, no Catar, primeira prova das 18 corridas que compõem o calendário da competição para este ano, e todo mundo está animado para ver como será a disputa entre as duas mais poderosas equipes da motovelocidade na categoria principal. Honda e Yamaha devem monopolizar as atenções, e todos esperam que seus pilotos proporcionem os maiores duelos do ano. Se a categoria perdeu Casey Stoner, que disse estar de saco cheio da MotoGP e resolveu procurar outros caminhos, um dos principais atrativos deste ano é o retorno do grande campeão Valentino Rossi à Yamaha, onde terá novamente um equipamento de ponta, após passar os últimos dois anos em um desafio de tentar transformar a Ducati novamente num time campeão, no que acabou fracassando.
            Outra expectativa é ver o que o mais novo astro da categoria, o jovem Marc Márquez, que será o novo companheiro de Dani Pedrosa na Honda, e é considerado o maior talento potencial entre os novatos. Num paralelo entre o que aconteceu com Lewis Hamilton em sua estréia na McLaren na F-1 em 2007, Márquez tem tudo para “explodir” na categoria, ainda mais que terá à sua disposição aquela que é considerada no momento a melhor moto do grid, o modelo RC213V da Honda, no time oficial da fábrica. Isso pode significar encrenca para Dani Pedrosa, que evoluiu muito no ano passado, e tem nesta temporada a sua melhor chance de finalmente ser campeão na MotoGP. Se seu jovem companheiro Marc resolver colocar as garras de fora, a equipe Honda poderá ter uma forte briga interna, e se todos sabem que Pedrosa quer desencalhar de vez com um título, Márquez quer chegar “chegando”, e podem apostar que não hesitará em “atropelar” o próprio companheiro de equipe. Se isso acontecer, Pedrosa pode ter que lutar mais do que pensava para enfim chegar ao seu tão ambicionado título, o que não significa que não tenha capacidade para isso. O que ninguém sabe exatamente é até que ponto Márquez pode surpreender em sua estréia na MotoGP.
            Mas, se a expectativa é de duelo dentro da Honda, não se espera nem um pouco menos na Yamaha. De volta ao time onde venceu pela última vez, Valentino Rossi, dono de nada menos do que 7 títulos na motovelocidade, tem um desafio duplo pela frente: mostrar que não desaprendeu a vencer nos dois anos difíceis que passou tentando levantar a Ducati; e provar que ainda pode domar seu velho companheiro de equipe, o espanhol Jorge Lorenzo, tarefa que não será das mais fáceis. Se antes já era duro bater o espanhol, agora que Lorenzo é bicampeão da MotoGP, o páreo será ainda mais duro. Lorenzo aliou constância e regularidade às suas performances, e como vimos em 2012, se não vence, procura sempre chegar logo atrás do vencedor, e assim enquanto os líderes das provas podem ficar até se revezando, o espanhol ia rumando para o título, sem deixar de vencer também. Rossi, por sua vez, mesmo aos 34 anos, tem tudo para mostrar que ainda é o “Doutor”, e quem sabe, aumentar ainda mais sua lista de títulos. É nos momentos de maior pressão que o piloto italiano costuma sempre surpreender, e vamos ver se sua motivação e ímpeto continuam os de sempre.
            Com tamanha briga nestas duas equipes, parece sobrar pouco para o restante do grid. Mesmo times como a Ducati, e as escuderias satélites dos times oficiais parecem ter pouco a oferecer, uma vez que não apenas os melhores equipamentos estão na Honda e na Yamaha, mas também por contarem com os pilotos potencialmente mais talentosos. E, se levarmos em conta o desempenho mais modesto das motos CRT, introduzidas no ano passado, o grosso da disputa deve ficar mesmo restrito às fábricas nipônicas, com alguma surpresa ocasional aqui e ali.
            A Espanha, apesar da forte crise econômica, ainda é o país com mais provas a sediar: haverão 4 etapas da categoria, ocupando os circuitos da Catalunha, Ricardo Tormo, Jerez de La Fronteira, e Aragón. Logo em seguida, são os Estados Unidos o país com maior número de provas: teremos as etapas de Indianápolis, Laguna Seca, e a nova prova em Austin, no Texas. Quem dançou foram Portugal e Argentina, que ficaram sem suas corridas.
            Uma das principais novidades da MotoGP este ano será o sistema de “pontuação” das más condutas dos pilotos, que se aprontarem na pista, levarão “pontos na carteira”, como acontece com os motoristas no Brasil. Os pilotos que acumularem estes “pontos negativos” irão sofrer penalidades que vão desde serem obrigados a largar em último lugar, ou até serem suspensos da corrida seguinte. Além deste novo sistema de punição, continuam as medidas disciplinares habituais do regulamento, como advertências, multas, perdas de posição nos grids de largada, ride-through, acréscimos de tempo ao resultado final da corrida, desclassificação, perda dos pontos da classificação, suspensão e exclusão. Os comissários irão decidir quantos pontos cada piloto que cometer infração ou conduta antidesportiva na pista vai receber. Quem for indisciplinado vai ter encrenca pela frente...
            A MotoGP também passará a adotar um novo formato de classificação. O treino será dividido em duas etapas: os 10 pilotos mais rápidos no combinado dos 3 treinos livres irão disputar a sessão principal do treino de classificação, enquanto os demais pilotos irão participar de uma sessão onde os 2 mais rápidos se credenciarão a participar da sessão decisiva, ficando os classificados restantes definidos na 13ª posição para trás. Ambas as sessões terão 15 minutos de duração. Os treinos livres de sexta continuam no mesmo esquema, assim como o 3° treino livre na manhã de sábado. No início da tarde, antes das sessões de classificação, os pilotos terão agora um 4° treino livre, que não terá seus tempos computados para a sessão de largada.
            Na categoria Moto2, o piloto Pol Espargaró desponta como o principal favorito, mas a disputa no certame logo abaixo da MotoGP promete ser dos mais acirrados, e não dá para afirmar como a disputa pode ser desenhar. E, na categoria de acesso, a Moto3, a KTM deve continuar possuindo os melhores equipamentos, mas ao mesmo tempo há expectativa de bons duelos pelo título, uma vez que no ano passado esta divisão teve 7 pilotos diferentes vencendo corridas.
            Na TV brasileira, os campeonatos da MotoGP continuarão sendo transmitidos pela TV paga, dentro dos canais do SporTV, que deverá mostrar todas as corridas, revezando-se em seus 3 canais, dependendo da grade de eventos do fim de semana. Neste final de semana, as 3 corridas serão transmitidas ao vivo pelo SporTV2, que iniciará a veiculação às 13 horas de domingo, com a apresentação da prova da Moto3, seguindo às 14:20 Hrs. pela prova da Moto2, e finalizando às 16 horas com a corrida da categoria máxima, a MotoGP. Vale lembrar que a corrida inaugural do campeonato será disputada á noite no circuito de Losail, o que dá um charme extra à corrida.
            Então, é hora de se preparar a torcida, e ver como vai se dar a briga nas provas de duas rodas pelo mundo agora. E, claro, vamos ver quantos tombos o pessoal vai levar durante a temporada, pois competir de moto é algo muito mais desafiador do que de carro, e ver o pessoal fazendo as curvas quase deitados com suas motos sempre é algo excitante de se ver, e por isso mesmo, sempre existe o perigo de se levar um tombo. Que venha a largada...


CALENDÁRIO DA MOTOGP 2013

DATA
PROVA
CIRCUITO
07.04
GP do Catar
Losail
21.04
GP das Américas
Austin
05.05
GP da Espanha
Jerez de La Fronteira
19.05
GP da França
Le Mans
02.06
GP da Itália
Mugello
16.06
GP da Catalunha
Barcelona
29.06
GP da Holanda
Assen
14.07
GP da Alemanha
Sachsenring
21.07
GP dos Estados Unidos
Laguna Seca
18.08
GP de Indianápolis
Indianápolis
25.08
GP da República Tcheca
Brno
01.09
GP da Inglaterra
Silverstone
15.09
GP de San Marino
Misano
29.09
GP de Aragón
Aragón
13.10
GP da Malásia
Kuala Lumpur
20.10
GP da Austrália
Phillip Island
27.10
GP do Japão
Motegi
10.11
GP da Comunidade Valenciana
Valência

quarta-feira, 3 de abril de 2013

FLYING LAPS – MARÇO DE 2013



            E o mês de março, que é palco tradicional de início de alguns campeonatos mundiais de competição, já ficou para trás. E é hora de listar aqui algumas notas rápidas sobre alguns acontecimentos que ocorreram neste mês. Uma boa leitura a todos, pessoal, e até a edição do Flying Laps do mês que vem...


O campeonato 2013 da Indy Racing League começou com mais uma expectative de domínio do piloto australiano Will Power, que não deu chances aos adversários na classificação para a corrida, disputada em São Petesburgo, no Estado da Flórida. A prova, contudo, não foi das mais felizes para o piloto da Penske, que apesar de liderar a fase inicial da corrida, acabou superado numa das relargadas por Hélio Castro Neves, que dava pinta de repetir a vitória obtida na mesma pista em 2012. O brasileiro, contudo, perdeu levemente a freada no fim da reta dos boxes, sendo superado pelo canadense James Hinchcliffe, da Andretti, que vinha fazendo uma bela corrida desde o início. Hinchcliffe e Helinho iniciaram um breve duelo nas voltas seguintes, mas o canadense ficou firme na posição, vencendo sua primeira corrida na categoria. Outro destaque da prova foi a suíça Simona de Silvestro, que fazendo sua estréia na KV Racing, andou sempre entre os ponteiros, e estava próxima de conseguir seu primeiro pódio na IRL, até ficar sem pneus nas voltas finais, sucumbindo à pressão de Marco Andretti, e sendo superada também por Tony Kanaan e Scott Dixon, terminando apenas em 6º lugar. Quanto a Power, depois de perder a liderança para Hélio, vinha tentando se recuperar, e terminaria entre os primeiros, até ser atropelado por J.R. Hildebrand, que literalmente passou por cima do carro do australiano após errar uma freada em pleno período de bandeira amarela. Se Hildebrand abandonou ali mesmo, Power ainda conseguiu ir aos boxes e reparar o carro, voltando à pista, mas terminando apenas em 16º lugar. A próxima corrida do campeonato é na pista do Alabama, primeiro circuito misto da temporada.


Em seu retorno à IRL, Bia Figueiredo não teve um final de semana feliz em São Petesburgo. Com um contrato feito de última hora com a equipe Dale Coyne, uma das mais modestas da categoria, e por enquanto garantida apenas para as corridas de São Paulo e Indianápolis, a prova na Flórida não podia ter sido pior: a brasileira não conseguiu se entender com o carro da escuderia, e andou sempre nos últimos lugares, até levar um toque e ser forçada a abandonar a prova. Bia ainda está tentando angariar mais apoio financeiro para conseguir disputar mais corridas neste campeonato, mas a situação está difícil, e o mau desempenho em São Petesburgo certamente não ajudou. Mas Bia é batalhadora, e vai dar duro para superar as adversidades. Infelizmente, os patrocínios andam escassos, e para piorar, a Dale Coyne não é um time competitivo, mas tem condições de propiciar um resultado melhor, visto que Justin Wilson, seu companheiro de equipe, terminou a corrida na 9ª colocação.


A F-Truck deu início ao seu campeonato de 2013 no circuito de Tarumã, no Rio Grande do Sul, e a prova acabou vencida por Wellington Cirino, que venceu a corrida praticamente de ponta a ponta, depois de largar na pole-position. O piloto da ABF Mercedes ainda fez a volta mais rápida da prova, e resistiu firme às investidas de seu companheiro de equipe Geraldo Piquet, que pressionou fortemente o líder nas voltas finais, tendo terminado a corrida em 2º lugar, com apenas 0s786 de desvantagem. Na 3ª posição ficou Paulo Salustiano, completando uma trinca do time ABF Mercedes, que praticamente monopolizou o pódio no circuito gaúcho. A segunda corrida do campeonato é no dia 7 de abril, em Londrina, no Paraná.


Na etapa do Mundial de Rali disputado no México, e sem a participação do multicampeão Sébastien Loeb, a vitória acabou ficando com outro Sébastien, Ogier, que dominou a etapa mexicana do campeonato, e com o resultado, disparou na classificação do campeonato, com 74 pontos. Mesmo sem ter participado desta etapa, Loeb ainda é o 2º colocado no mundial, com 43 pontos. A disparada de Ogier estaria motivando a Citroen a tentar convencer Loeb a participar de mais etapas do Mundial de Rali, sob a alegação de garantir pelo menos o título de construtores para a marca francesa. No México, o time ainda ficou em 2º lugar com Mirko Hirvonen, mas Mirko está com apenas 30 pontos no campeonato, 44 atrás de Ogier, e a expectativa de que ele não consiga tirar a diferença para o piloto da Volkswagen começa a preocupar a direção do time francês. Parece que Loeb já está fazendo mais falta do que se imaginava, e quando todos esperavam que sem o eneacampeão a disputa seria mais equilibrada, eis que parece ter surgido um novo piloto dominador, que pode até encerrar a disputa do título antes do previsto. Se Loeb estivesse disputando a fundo o campeonato, a disputa poderia ser mais equilibrada entre ambos os pilotos.


O Campeonato de Turismo Alemão, o DTM, vai ganhar em breve uma versão americana. Foi anunciado neste mês de março um acordo entre a IMSA, a Grand-Am, e a ITR, para a criação de um campeonato da modalidade de Turismo nos Estados Unidos. A previsão é de que o primeiro certame da nova categoria seja em 2015, ou no máximo, em 2016. Os planos iniciais são de um campeonato com pelo menos 8 corridas, e as grandes marcas alemãs presentes no DTM – BMW, Audi, e Mercedes, já manifestaram total apoio à nova empreitada. Agora é esperar que todos os pormenores sejam resolvidos para se viabilizar completamente o primeiro campeonato DTM fora da Europa. Os fãs americanos de corridas, certamente, agradecem pela oportunidade de mais um campeonato na terra do Tio Sam...


O piloto Kyle Busch teve um final de semana para piloto nenhum botar defeito na etapa do campeonato da Nascar disputado no circuito de Fontana, na Califórnia, nos dias 23 e 24 do mês passado. No sábado, correndo pela Nationwide, o piloto venceu a corrida, e no dia seguinte, agora correndo na categoria principal, a Sprint Cup, repetiu novamente a vitória, depois de uma batida envolvendo os pilotos Denny Hamlin e Joey Logano. Hamlin acabou se machucando no acidente, ao atingir o muro da pista, lesionando a vértebra L1, o que o fará ficar afastado das pistas por pelo menos 5 corridas.


Sem lugar na IRL em 2013, o piloto Ryan Briscoe, rifado da equipe Penske, já teve seu momento de redenção neste início de ano, ao vencer as 12 Horas de Sebring, na categoria LMP2, competindo pela equipe Level 5, ao lado dos pilotos Scott Tucker e Marino Franchitti. A vitória serviu para reanimar as expectativas de Briscoe, que tem planos de tentar disputar a Indy500, e até as 24 Horas de Le Mans. Para esta última, o australiano depende ainda de acertos a serem feitos pelo time Level 5. Para as 500 Milhas de Indianápolis, contudo, as negociações ainda são incertas. Seu ex-time na IRL, a Penske, já confirmou que terá um 3º carro na prova mais famosa dos Estados Unidos, mas ele será pilotado pelo americano A. J. Allmendinger, que disputará pelo time de Roger Penske também a 2ª prova do certame da IRL, no circuito do Alabama.


Na abertura do campeonato do WTCC, no circuito de Monza, o piloto Yvan Muller simplesmente ignorou a concorrência na pista, e venceu as duas etapas disputadas no famoso circuito italiano. Na primeira corrida, sob forte chuva, o piloto da RML Chevrolet aproveitou-se da pole-position conquistada nos treinos para simplesmente disparar na liderança, enquanto seus adversários tinham que se preocupar com o spray que seu carro deixava para trás. Muller teve o companheiro de equipe Tom Chilton na 2ª posição nesta primeira corrida. A segunda corrida, disputada no dia seguinte, domingo, foi mais tranqüila em termos de clima, mas na pista a briga foi mais ferrenha, mas nem por isso Muller deixou barato, e largando na 10ª posição, foi para cima dos oponentes, assumindo a primeira posição e lá ficando até o final, cruzando com quase 3s para o segundo colocado, o dinamarquês Michel Nykjaer.