sexta-feira, 27 de março de 2026

GP DO JAPÃO 2026

GP da China teve nova dobradinha da Mercedes. Mas o maior problema está no gerenciamento de energia dos novos sistemas híbridos introduzidos este ano.

            A Fórmula 1 chegou a Suzuka para a terceira etapa do campeonato, e o que vimos até aqui, em termos de disputas e competitividade, no novo ordenamento técnico que a categoria máxima do automobilismo, ainda é recheado de incertezas, tirando o favoritismo da Mercedes na competição. A corrida da Austrália, apesar dos duelos iniciais entre Charles LeClerc e George Russell, pode até ter sido interessante, mas não foi o suficiente para sustentar as expectativas de um campeonato melhor, com corridas melhores.

            Na China, o panorama foi ligeiramente diferente, mas mesmo assim, não tão animador quando poderia ser, com o agravante, por parte dos críticos, que a prova, por ter sido um pouco mais “animada”, motivou a direção da F-1 a “postergar” momentaneamente mudanças nas regras visando corrigir problemas apontados pelos pilotos, achando que o público gostou mais da prova de Shangai, com um pouco mais de disputas, e que, dessa maneira, todas as críticas dos pilotos teriam sido um pouco exageradas.

            Será mesmo? Teoricamente, com mais rodagem, times e pilotos podem pegar mais a mão de como reagir aos novos sistemas e ao comportamento dos novos carros. E, curiosamente, as novas regras técnicas trouxeram de volta algo que era muito mais comum antigamente na competição: quebras e abandonos dos carros. Com o advento de inúmeras regras estabelecendo duração extremamente elevada para vários componentes dos carros, visando economia de custos da competição, os carros foram adquirindo uma fiabilidade nunca vista antes, e como resultado, abandonos passaram a se dar mais por acidentes ou percalços de pista do que por problemas mecânicos dos bólidos. Na China, quatro carros foram a nocaute inicialmente… Até aí, isso não seria um problema, exceto pelo fato de que eles enguiçaram… Antes mesmo de conseguir largar… Antigamente, os abandonos por problemas mecânicos assim ocorriam durante a competição, como resultado da fiabilidade menor, entre outros detalhes. Mas, quando os carros vão para o abandono antes mesmo da corrida começar, e não estamos vendo isso em apenas uma prova, isso significa que as novas regras técnicas demandam muito mais cuidado e verificação.

            Tanto na Austrália quanto na China, a corrida foi disputada com desfalques no grid, e antes mesmo da largada. No Albert Park, Nico Hulkenberg, da Audi, não largou com problemas no seu carro. Oscar Piastri, quando se dirigia para o grid, sofreu um acidente devido a uma entrada de potência repentina que fez o australiano perder o controle do carro e bater, ficando de fora da prova. Em Shangai, os dois carros da McLaren deram xabu na hora de saírem para o grid, e sem conseguirem resolver o problema, Oscar Piastri e Lando Norris ficaram de fora da corrida. Gabriel Bortoleto viu seu carro apagar e dar adeus à prova de maneira similar ao que ocorrera com seu parceiro de time da Audi na Austrália, e outro que ficou sem conseguir sair dos boxes foi Alexander Albon, da Williams, de modo que tivemos uma corrida com apenas 18 carros desde o início. E, no curto prazo, já podemos contar com a Aston Martin sem chegar ao fim dos GPs, diante do tormendo proporcionado pelas unidades de potência da Honda, que está vibrando tanto que afeta o carro todo, e pode até comprometer a integridade dos pilotos. Alonso abandonou a corrida chinesa porque não conseguia sentir as mãos, de tanta trepidação no carro, ocasionada pela unidade de potência.

A Ferrari tem um arranque impressionante nas largadas, e isso até tem ajudado a disputar com as Mercedes no início das corridas, mas por enquanto os carros prateados ainda são muito superiores.

            Mas, até a favorita Mercedes tem tido alguns perrengues. George Russell por pouco não conseguiu sair para disputar o Q3 da classificação em Shangai, mas a equipe conseguiu acertar o carro, e o inglês foi para a pista, e ainda conseguiu a 2ª posição no grid, e na corrida, terminou em uma confortável 2ª colocação também, depois de duelar com a dupla da Ferrari por parte bem considerável da prova chinesa. A Mercedes fez duas dobradinhas nas duas provas, e até aqui, vem dominando a competição. Mesmo que seja cedo para afirmar que o time alemão vai deitar e rolar em toda a temporada, a verdade é que as novas regras técnicas, de início, não trouxeram o equilíbrio esperado, e o novo sistema híbrido de potência tem sido o pivô do descontentamento até agora.

            Se por um lado foi um acerto retirar o sistema de recuperação de energia térmica, ampliar ao nível atual o sistema elétrico com recuperação de força nas frenagens poderia ter sido bem-vindo, desde que não tivessem reduzido a potência do propulsor V-6 turbo, a fim de apresentar uma dispensável proporção meio a meio de potência e energia elétrica. Tem sido ridículo vermos os carros não poderem acelerar até o fim das retas, reféns que ficaram dos sistemas de regeneração de energia, uns melhores que outros, independentemente do que o piloto possa fazer a respeito. As ultrapassagens podem até ter ficado um pouco mais frequentes, mas se o pessoal já achava o DRS artificial, este novo procedimento, que fica mais dependente da quantia de energia disponível e de como o piloto consegue gerenciar o sistema, não ajuda muito. Os pilotos querem chegar ao limite de seus carros, mas agora este limite ficou refém do sistema de gerenciamento de energia, até mais do que seria necessário.

            Mas a FIA parece ainda ter certo bom senso, e com a união dos times, foi possível efetuar uma mudança para a classificação em Suzuka, reduzindo a potência elétrica disponível em pelo menos 0,3 Kw/h, passando de 2,5 Kw/h para 2,2 Kw/h. O objetivo é permitir que os pilotos possam chegar mais próximos do limite da performance de seus carros. A mudança foi baseada no feedback fornecido pelos pilotos, e em teoria, deve permitir uma performance mais real dos carros. A mudança era estudada para a prova de Miami, mas a FIA decidiu de última hora implantar isso já aqui no Japão. Uma nova reunião da entidade com os times e pilotos deve ocorrer após a prova japonesa para um balanço, e discussão de possíveis mudanças adicionais a serem implementadas. Segundo a FIA, a intenção é fazer um ajuste “mais fino” nas regras, de modo a aprimorar algumas arestas possíveis, sem efetuar alterações mais drásticas nas regras técnicas como um todo.

Desgraça pouca é bobagem: além de feroz crítico das novas regras técnicas, Max Verstappen vê a Red Bull menos competitiva que Mercedes, McLaren e Ferrari...

            Com o espaço de pouco mais de um mês até a próxima corrida agora, com o cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita devido à guerra no Oriente Médio, os times terão um tempo potencialmente útil para tentar trabalhar nos carros e resolver potenciais problemas que possam estar tendo. Mas seria ainda mais útil se pudessem voltar à pista. Neste ponto, seria produtivo se pudessem realizar pelo menos um novo teste conjunto na Europa, de preferência em algum circuito não utilizado para a temporada, como por exemplo Portimão, Istambul, ou Paul Ricard, para novos testes de adequação e desenvolvimento dos carros ao novo regulamento técnico. Seria uma mão na roda, especialmente para os times que estão enfrentando mais dificuldades com seus carros. Infelizmente, até o presente momento, nada neste sentido foi confirmado, restando às escuderias tentar resolver tudo com o trabalho na fábrica, que não é irrelevante, mas testes reais de pista sempre são muito mais produtivos do que testes em simuladores.

            Mas temos uma corrida pela frente, e a pista nipônica, no ano passado, não apresentou uma corrida das mais empolgantes. Max Verstappen, surpreendendo a então favorita dupla da McLaren, conseguiu vencer praticamente de ponta a ponta, sem que a dupla do time de Woking, que andou perto do holandês a corrida inteira, esboçasse uma disputa mais sólida pela vitória na corrida. A pista de Suzuka é de alta velocidade em boa parte de sua extensão, e isso deverá colocar ainda mais à prova a necessidade de gerenciamento de energia das novas unidades de potência. Será que, com isso, teremos mais disputas na pista, ainda que na base da administração dos sistemas de carga elétrica? Fiquemos no aguardo por uma corrida que pelo menos seja melhor, e que vença o melhor na pista. Será que a Mercedes continuará o seu domínio atual na competição? A conferir...

 

 

As etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, enfim, não serão realizadas, diante da guerra que eclodiu no Oriente Médio entre os Estados Unidos e Israel, contra o regime teocrático do Irã. O Bahrein, infelizmente, está muito próximo dos locais de conflito, e já foi alvejado pela artilharia iraniana que disparou a torto e a direito contra todos os vizinhos por ali. Jeddah, no Mar Vermelho, por estar do outro lado do país, na Arábia Saudita, até poderia oferecer mais segurança, mas diante do fato dos iranianos estarem bombardeando até instalações sauditas a essa distância, fazendo o país considerar até entrar em guerra contra o regime dos aiatolás, a direção da F-1 fez o mais prudente, que foi cancelar, na prática, as duas corridas. Em outros tempos, a solução seria o adiamento, mas com o calendário tão cheio que a categoria implantou nos últimos anos, não há datas potenciais que poderiam ser avaliadas para corridas substitutas ou adiamento dos GPs propriamente. Mesmo assim, por motivos contratuais, as duas corridas são confirmadas como “adiadas”, embora na prática, tenham sido mesmo canceladas. E isso não diz respeito somente à F-1: as etapas do WEC e da MotoGP, que ocorreriam na região, também foram canceladas.

 

 

Depois de exibir, no canal aberto, apenas a corrida da Austrália ao vivo, eis que a Globo confirmou que irá exibir, além da etapa do Japão, a corrida, também o treino de classificação no canal aberto. De fato, ajuda o horário ser na madrugada no Brasil, mas os critérios da emissora parecem duvidosos, se lembrarmos que, mesmo sendo na madrugada, a emissora carioca não mostrou a prova da China ao vivo no canal aberto, de modo que quem quisesse ver a corrida no horário teria que sintonizar no SporTV, ou pelo aplicativo F1TV. Não deixa de ser uma boa notícia, mas mesmo assim, mostra uma cobertura inferior à praticada pela Bandeirantes em termos de sinal aberto. E se levarmos em conta que as corridas seguintes, Miami e Canadá, só estarão disponíveis ao vivo no SporTV e F1TV, isso só mostra como o fã que só dispõe de TV aberta foi menosprezado no Brasil. A classificação começa às 03:00 Hrs. da madrugada de sábado, com a corrida tendo a largada programada par as 02:00 Hrs., portanto, fiquem ligados.

 

 

A etapa do Japão já foi muito badalada pelos fãs japoneses da velocidade. Lembro-me dos tempos em que havia tanta procura pelos ingressos que estes eram sorteados entre o público que se candidatava para comprar os ingressos, uma vez que capacidade era limitada a 200 mil pessoas. As conquistas da Honda na competição, com os títulos conquistados entre 1987 a 1991 por Nélson Piquet, Ayrton Senna, e Alain Prost, deixaram os japoneses alucinados pela F-1. O sucesso, porém, foi curto. A Honda deixou a competição ao fim de 1992, e a Toyota, quando fez parte da competição, fez muito furor e entregou muito pouco. As empreitadas da Honda, quando de seu retorno oficial em 2006, e depois, em 2015, foram de fiascos e frustrações, e os japoneses só foram poder comemorar novamente uma conquista em 2021, quando Max Verstappen foi campeão com a Red Bull impulsionada pelos propulsores da Honda, situação que se repetiu em 2022, 2023, e 2024. No ano passado, Verstappen ainda foi vice-campeão, trazendo mais louros para a Honda, ainda que o propulsor tenha passado oficialmente a ser rotulado pela Red Bull Powertrains, nova empresa criada pelo time dos energéticos para conceber suas unidades de potência, tendo adquirido as propriedades intelectuais dos motores japoneses, e agora, operando sob colaboração com a Ford, uma vez que os nipônicos agora estão associados à Aston Martin. E, infelizmente, os torcedores japoneses não terão boas perspectivas para este GP, visto os problemas que o time inglês vem tendo com seu novo carro, cujo maior problema é, a exemplo do que ocorreu com a McLaren na década passada, justamente a unidade de potência japonesa, que está falhando em todos os parâmetros: potência, fiabilidade, eficiência. E ainda causando uma trepidação tamanha que compromete até a saúde dos pilotos, além de danificar componentes do bólido, com os sistemas de baterias e regeneração de energia. Esforços intensos foram feitos desde o fim dos testes da pré-temporada, onde os problemas se apresentação com força tal que fizeram do time inglês o último colocado dos testes, e o que menos rodou, tentando minimizar os problemas. Eles estão conseguindo progressos, mas a situação está longe de ser aceitável, e por isso mesmo, não se pode esperar nada de relevante para esta corrida. Uma situação bem diferente do ano passado, quando Verstappen, com a Red Bull impulsionada pelos propulsores japoneses sob preparação da RBPT, levaram a vitória na corrida, apesar do então favoritismo da McLaren naquele momento.

 

 

Ninguém esquece a frase “motor de GP2” proferida por Fernando Alonso na década passada, para ilustrar a frustração do bicampeão com o desempenho do propulsor japonês frente aos concorrentes, proferida em pleno GP do Japão, na casa da Honda, Suzuka, e não se podia questionar: Alonso, mesmo em aceleração máxima, era ultrapassado com facilidade pelos concorrentes, sem ter como se defender até, tamanha era a discrepância de performance para as outras unidades de potência do grid. O desempenho era tão ruim que ficava difícil até mesmo mensurar se o carro da McLaren tinha competitividade ou não. Algo similar ao que ocorre hoje, onde os problemas causados pela nova unidade e potência da Honda são tamanhos, que o time nem consegue averiguar se o seu novo modelo AMR26 é de fato competitivo ou não…

O desempenho das novas unidades de potência da Honda tem sido desastroso neste início de temporada, e não dá para esperar nenhuma melhora em Suzuka, justo na casa da própria Honda...

 

 

Depois de passar pelo Brasil, a MotoGP desembarca no Circuito das Américas, em Austin, no Texas, para mais uma etapa da temporada 2026. O canal pago ESPN transmite tudo ao vivo, assim como o Disney+, com a corrida sprint neste sábado, e a prova principal, no domingo, com largadas programadas para as 17:00 Hrs. cada uma. Marco Bezzecchi é o homem a ser batido na competição, e Austin é uma pista onde Marc Márquez costuma andar muito forte. Será que a “Formiga Atômica” voltará a se impôr?

 

 

E a Indycar vai para sua primeira corrida em circuito permanente misto em 2026, na pista de Barber Motorsport, no Alabama. Tivemos até o presente momento três corridas, em dois circuitos urbanos e um oval, com três vencedores diferentes. A escrita se manterá nesta nova etapa? Candidatos à vitória não faltam, mas é preciso combinar com os rivais. A prova terá transmissão ao vivo pelo canal pago ESPN, bem como pelo Disney+, mas a Bandeirantes não vai exibir a corrida, passando apenas um VT no rídiculo horário da madrugada de domingo para segunda-feira, marcando o primeiro tropeço da Bandeirantes em relação aos tocedores e fãs da velocidade com este planejamento de exibição...

quarta-feira, 25 de março de 2026

COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA – MARÇO DE 2026


            O ano de 2026 parece ter acabado de começar, mas já estamos indo para o mês de abril, ou seja, já estamos encerrando o primeiro trimestre deste ano. Os principais campeonatos do desporto da velocidade já tiveram início, enquanto outros ainda não deram suas primeiras aceleradas, seja por seus certames começarem mais tarde, seja por percalços alheios ao seu controle. Mas o mundo segue em frente, e por isso mesmo, chegamos à hora de voltar com a Cotação Automobilística, a primeira deste ano, com uma avaliação de alguns dos principais acontecimentos e nomes do mundo da velocidade neste mês de março, com o tradicional esquema de sempre: EM ALTA (cor verde); NA MESMA (cor azul); e EM BAIXA (cor vermelha). Uma boa leitura a todos, e até a próxima Cotação Automobilística, já no próximo mês de abril. E esperemos que 2026 seja muito melhor do que o ano passado em muitos aspectos. Portanto, até o mês, pessoal, e cuidem-se bem...

 

EM ALTA:

 

Marco Bezzecchi na MotoGP: O piloto italiano faz o início de temporada dos sonhos na temporada atual da classe rainha do motociclismo. Apesar de um erro próprio na sprint da Tailândia, Marco reafirmou sua capacidade, extraindo tudo de uma surpreendente Aprilia para vencer as duas corridas principais da competição, e se lançar à luta pelo título, abrindo uma vantagem moral que será muito importante para manter frente aos rivais, e principalmente à Ducati, que ainda parece ter o favoritismo maior do campeonato, apostando na possível constância superior das motos da marca de Borgo Panigale. Só que esta era a impressão inicial ao iniciar a competição, e mesmo assim, eis que Bezzecchi veio com tudo, para vencer as duas corridas, e assumir a dianteira da classificação como ninguém esperava. Depois de tentativas promissoras que não se sustentaram em temporadas anteriores, a Aprilia parece enfim pronta para tentar dar o bote decisivo e conquistar um campeonato na MotoGP, e com Marco Bezzecchi, já devidamente renovado com o time oficial de Noale até 2028, pronto para capitanear a empreitada. Vale lembrar que já são quatro vitórias consecutivas do piloto italiano, que venceu também as duas corridas finais da temporada de 2025, quando terminou em 3º lugar, mostrando uma Aprilia melhor do que nunca, e que se mantém neste início de temporada de 2026, com o piloto italiano dando o seu melhor como nunca se viu. E os rivais que tratem de correr atrás...

 

Equipe Mercedes na F-1: A escuderia alemã confirmou as expectativas da pré-temporada e surge de fato como a grande favorita para o campeonato da categoria máxima do automobilismo mundial. O time de Brackley conseguiu um carro veloz, e construir um sistema de recuperação de energia integrado ao propulsor turbo V-6 que parece ser mais estável e eficiente do que os demais equipamentos do grid, tanto em ritmo de classificação quanto em corrida. Foram duas corridas e duas vitórias, três se contabilizadas também a corrida sprint na China, e com vitória de seus dois pilotos. George Russell venceu em Melbourne, e Andrea Kimi Antonelli debutou com seu primeiro triunfo na F-1 em Shangai. Mas o domínio não tem sido sem alguns percalços. A Ferrari apresentou uma forte disputa, pelo menos na primeira metade dos GPs, possuindo o melhor arranque do grid nas largadas, e sabendo otimizar o sistema de gerenciamento de energia a ponto de causar problemas para os carros alemães, que só puderam dominar a corrida depois de algumas disputas de posições acirradas para superarem os carros vermelhos. E dali em diante, com um ritmo de corrida mais eficiente, começar a abrir vantagem devagar, mas firme, a ponto de triunfarem com autoridade e sem questionamento. E isso mesmo depois que Russell teve um forte susto na classificação na China, onde quase ficou fora do Q3, mas ainda assim, conseguiu largar em 2º, e terminar na mesma posição, com Antonelli aproveitando os percalços de George para vencer a corrida. Ainda pode ser cedo para afirmar que a Mercedes é favorita disparada ao título, mas o modo como venceu as duas primeiras corridas indica que eles tem boas chances, se a concorrência, em especial a Ferrari, não conseguir promover uma reviravolta técnica durante a temporada.

 

Competitividade da Indycar: A temporada da Indycar chegou com tudo, e com três corridas realizadas até o presente momento, a competitividade que costuma caracterizar o principal certame de monopostos dos Estados Unidos mostra a que veio, com três vencedores diferentes até aqui: Álex Palou, Josef Newgarden, e Kyle Kirkwood, em uma temporada que começou sob a ameaça de manutenção do domínio de Álex Palou sobre a competição, mas mostrando que este ano a concorrência parece estar muito mais disposta a engrossar a parada contra o novo tetracampeão da categoria. Palou deu um show de competência em São Petesburgo, vencendo com a categoria com a qual se acostumou a dar show na Indycar, mas cometeu um erro crasso em Phoenix, abandonando a prova, enquanto Josef Newgarden veio com tudo na reta final da prova no pequeno oval do Arizona disposto a mostrar que 2026 não será uma repetição de 2025, quando tanto o piloto quanto a Penske ficaram apáticas durante boa parte da temporada. E, em Arlington, nova pista que estreou no calendário, tivemos muitas disputas, que culminaram com um triunfo mais do que merecedor de Kyle Kirkwood, que superou as adversidades para obter seu primeiro triunfo no ano, e ainda por cima assumir a liderança do campeonato. Com os cinco primeiros colocados separados por 41 pontos, não dá para prever quem vai se destacar, mas todos os primeiros classificados podem despontar e ir para a liderança, a depender dos próximos resultados e das circunstâncias de cada corrida do calendário, que ainda tem muito chão pela frente, com mais 14 corridas a serem realizadas, e todas com promessas de muitas disputas e duelos.

 

Felipe Nasr no IMSA: O piloto brasileiro inicia mais um ano no campeonato norte-americano de endurance com força total. Compartilhando o carro Nº 7 da equipe Penske/Porsche, junto com os pilotos Laurin Heinrich e Julien Andlauer, Felipe já havia vencido mais uma vez as 24 Horas de Daytona, no final de janeiro, coroando mais uma marca histórica em sua carreira, como neste domingo, durante as 12 Horas de Sebring, segunda prova do campeonato do IMSA, venceu novamente, desta vez travando um acirrado duelo com o carro Nº 8. Já são duas vitórias em duas provas, repetindo o cenário do início da temporada passada, quando o brasileiro faturou as três primeiras corridas, e foi campeão ao fim da competição, cenário que parece estar em boas vias de se repetir novamente, se Nasr e seus colegas de carro mantiverem essa performance que, claro, tem participação decisiva do piloto brasileiro no resultado geral do trio de pilotos, sendo algo amplamente conferido pela própria escuderia, que tem destacado a performance de Felipe em seus stints de condução do bólido. Tricampeão do IMSA, Nasr pode vir a conquistar o tetracampeonato este ano, e consolidar ainda mais sua carreira, desde que se voltou para o automobilismo norte-americano, após perder sua vaga na F-1, que certamente perdeu um grande piloto. Sorte do pessoal norte-americano, que vai vendo o brasileiro escrever história no IMSA, que pode ir muito, muito longe...

 

Competitividade na F-E: Outro campeonato em que a competitividade está em alta é a Formula-E, que com seis provas realizadas até o presente momento, já tem 4 pilotos, de 4 times diferentes, vencendo na competição. Jake Dennis, da Andretti, iniciou o certame vencendo em São Paulo. Na Cidade do México, o triunfo ficou por conta de Nyck Cassidy, da nova equipe Citroen. Mith Evans, da Jaguar, faturou a vitória em Miami. Em Jeddah, Pascal Wehrlein, da Porsche, venceu a primeira corrida, com Antonio Felix da Costa vencendo a segunda prova, com a Jaguar, e repetindo o feito neste último final de semana em Jarama, na Espanha. Com os quatro primeiros colocados no campeonato separados por 19 pontos, a temporada está longe de apresentar um favorito destacado na disputa pelo título. Porsche e Jaguar tem sido as maiores forças da competição, mas o triunfo de Cassidy no México mostra que surpresas podem vir pelo meio do caminho, e embora ainda não tenham apresentado a mesma eficiência até aqui, a Nissan ainda pode vir para a briga, com o atual campeão Oliver Rowland, se equipe e piloto conseguirem resolver os percalços que os tem afligido nesta primeira metade do campeonato de carros monopostos totalmente elétricos, que promete fazer uma temporada de despedida da era Gen3 com todos os méritos. E prometendo muita briga ainda nas corridas restantes do certame.

 

 

 

NA MESMA:

 

Álex Palou: O piloto espanhol, tetracampeão da Indycar, começou a temporada com a corda toda, vencendo em São Petesburgo, e mostrando que vai brigar por mais um título na competição. Palou pode ter cometido um erro crasso em Phoenix, mas em Arlington o espanhol da Ganassi poderia ter vencido, não fosse um impressionante Kyle Kirkwood surpreendendo na parte final da corrida e arrancando a vitória para a Andretti com categoria. O espanhol pode não estar dominando como se esperava, o que é ótimo para a competição, mas que ninguém fique de bobeira: ele segue por ali, e a qualquer momento, pode voltar ao topo do pódio, e à liderança da competição. A temporada pode até ser mais disputada, mas isso não elimina as chances de Álex averbar mais um título na competição. Ele está afinado, e a Ganassi tem sido competente nas estratégias de corrida com seu piloto, que pode até não vencer com a mesma facilidade demonstrada no ano passado, mas que ele está na briga, ele está. Os rivais e concorrentes que fiquem atentos ao espanhol, pois ao menor vacilo, ele pode atacar com tudo, e deixá-los novamente comendo poeira...

 

Felipe Drugovich: O piloto brasileiro continua zerado no campeonato da F-E, e as cobranças não deverão tardar a chegar, se continuar nessa toada. É bem verdade que o piloto deu azar em Jarama com uma estratégia de corrida do time que não foi a melhor, mas Felipe também errou na classificação, largando em último, o que comprometeu qualquer estratégia mais adequada, e mesmo assim, não conseguiu reagir, algo que começa a comprometer a imagem do brasileiro de piloto de potencial na competição. Some-se a isso ao erro ocorrido em Miami, onde brigava pelo pódio, e talvez, até pela vitória, e jogou fora tudo num acidente na parte final da prova, Drugovich vai vendo o companheiro de equipe Jake Dennis, com dificuldades e tudo, marcando seus pontos, enquanto Felipe segue sem pontos. Por mais que a Andretti tenha tido seus problemas no campeonato, ela venceu a primeira corrida, onde Drugovich, apesar da desclassificação, tinha terminado em 5º lugar na prova, uma performance sólida, o que não vem conseguindo apresentar agora, pelo menos, em termos de resultados. O brasileiro até tem andado forte, mas não tem conseguido converter em resultados, e uma hora, isso será cobrado dele, certamente.

 

Equipe Prema: O time da Prema, em situação financeira delicada, vem cumprindo o que se imaginava, não tendo conseguido participar da temporada 2026 da Indycar. Havia a expectativa de a escuderia, que ainda estaria tentando angariar recursos para disputar o campeonato, ficar de fora da primeira corrida, o que se com firmou, e até da prova de Phoenix, realizada no fim de semana seguinte. Deu a lógica, mas a Prema também não esteve presente em Arlington, a terceira corrida, e até o presente momento, também não há expectativas de que irá estar presente no próximo GP, em Barber, no Alabama. Desse modo, o grid da Indycar está “reduzido” a 25 carros, o que não é um número ruim, claro, mas mostra que o entusiasmo com que a Prema foi recebida pela categoria no ano passado infelizmente não se manteve, e pior, tendo recusado a participação de equipes americanas potencialmente mais estruturadas que tinham interesse em ingressar na categoria, que inclusive instituiu o seu sistema de charters. Talvez na melhor das hipóteses, a Prema apareça apenas nas 500 Milhas de Indianápolis, mas a esta altura, nem isso é ventilado, e não se tem a mínima idéia se a escuderia faliu de vez, ou ainda tentará voltar ao grid, diante das dificuldades econômicas que atravessa.

 

Honda e Chevrolet seguem na Indycar: Com contratos que venceriam no fim deste ano, Honda e Chevrolet, as fornecedoras de propulsores da Indycar, finalmente assinaram contratos mantendo os vínculos e o fornecimento de motores para os times da competição, inclusive para as novas regras técnicas dos propulsores da categoria, que serão adotados a partir de 2028, quando o certame também terá um novo carro. A decisão garante a estabilidade do fornecimento de motores para os times da Indycar, que corriam o risco de ficarem apenas com a Chevrolet, já que a Honda vinha demonstrando insatisfação com a categoria, sob alegação de que os custos não estavam compensando, e que os novos sistemas híbridos adotados recentemente só tinham aumentado os gastos com a produção e fornecimento dos propulsores aos times. A Chevrolet também confirmou a sua permanência, embora a marca de Detroit nunca tenha manifestado desejo de deixar a competição. Assim, pelo menos a Indycar garante o seu suprimento de motores para os próximos anos, em que pese a dificuldade de atrair um novo fornecedor persista, algo que nunca é exatamente bom, porque mostra que o certame não se mostra interessante ou atrativo para outros fabricantes potenciais que poderiam ter interesse em adentrar a competição.

 

Hélio Castro Neves garantido na Indy500: sócio minoritário da equipe Meyer Shank, o brasileiro Hélio Castro Neves está com sua inscrição garantida na edição deste ano das 500 Milhas de Indianápolis, a mais famosa corrida do continente americano. Será a única participação de Helinho na temporada, tal como já vem acontecendo nos últimos dois anos, onde o brasileiro tentará, mais uma vez, vencer a icônica corrida, e solidificar-se como maior vencedor da prova, alcançando o que seria uma inédita 5ª vitória na Brickyard Line. Com quatro triunfos, Helinho está empatado com os maiores vencedores da corrida em seus mais de 100 anos de existência, como A. J. Foyt, Al Unser, e Rick Mears. Resta ver se ele terá sorte, e a Meyer Shank conseguirá proporcionar-lhe um carro competitivo para a corrida. Seu último triunfo, em 2021, foi justamente em sua estréia em seu novo time, numa vitória surpreendente discutida até a última volta com Álex Palou, da Ganassi, na reta final da corrida naquele ano, que foi também a primeira, e única vitória da escuderia até agora na Indycar. Se conquistar o triunfo, Hélio será o piloto mais velho a triunfar na icônica corrida do traçado oval de Indiana. Hélio venceu as edições de 2001, 2002, e 2009 também, todas correndo pela Penske.

 

 

 

EM BAIXA:

 

Honda na F-1: Em 2015, em seu retorno à F-1, a Honda veio cheia de expectativas na reiteração de uma combinação que havia sido extremamente vencedora entre 1988 e 1992, com a McLaren, mas que acabou sendo desastrosa, tanto para os japoneses quanto para o time de Woking, que romperam a parceria e procuraram outros caminhos. Depois de finalmente alcançarem o título, agora com Max Verstappen e a Red Bull, em 2021, os japoneses decidiram pular fora de novo, mas o sucesso obtido com o time dos energéticos motivou uma permanência e um retorno meio atrapalhado da marca nipônica à competição de modo oficial e independente, já que a Red Bull partiu para a fabricação de suas próprias unidades de potência, primeiro com o apoio dos japoneses, mas a partir deste ano, com a Ford. O trabalho foi reiniciado no Japão para a nova parceria com a equipe Aston Martin, que tendo um carro projetado pelo mago das pranchetas, Adrian Newey, claro que ficou com muita expectativa. Mas eis que a Honda acaba revivendo o momento dramático, e potencialmente fracassado da década passada, que ninguém esperava rever. As vibrações do propulsor tem sido tamanhas que chega não apenas a danificar os demais componentes da unidade de potência híbrida, como a causar danos no chassi, e sendo até prejudicial à saúde dos pilotos, que não puderam completar as corridas até aqui pelos desconfortos excessivos, além do comprometimento da fiabilidade do monoposto, que ficou até sem peças sobressalentes dos sistemas híbridos, e com um déficit de performance assustador em relação aos concorrentes. A Aston Martin está tentando recuperar a sua parte, mas e a Honda? Os japoneses conseguirão recuperar-se do início catastrófico de sua nova parceria na F-1, e evitar de virarem piada no meio, com o risco de arrastarem tanto a marca japonesa quanto o time inglês para o fundo do poço na temporada atual?

 

Novas regras da F-1: Estreando um novo regulamento técnico, a categoria máxima do automobilismo esperava criar um equilíbrio maior na competição, com mais disputas, mais duelos, mais show. Só que as novas regras estão apresentando problemas adicionais, ou que pelo menos, as equipes e pilotos ainda não conseguiram solucionar todos os problemas, ou surgiram percalços inesperados. O sistema de gerenciamento de energia assumiu importância desconfortável para muitos pilotos, para os quais as ultrapassagens viraram uma disputa de energia das baterias, com muitas trocas de posição que, para o público, podem até parecer legais, mas que não estão deixando os pilotos confortáveis ou gostando da sensação, para não mencionar a frustração de não poder manter a aceleração plena nas retas, pela necessidade de gerenciamento de energia, incapaz de manter a carga durante toda a volta com a força total. Fora isso, o mesmo sistema de energia já deixou alguns carros fora de combate, quebrando ou apresentando defeito sem aviso prévio. Não que os carros de F-1 devam ser inquebráveis. Mas geralmente víamos quebras durante as corridas, e agora, os carros estão quebrando antes mesmo de largar, o que não é bom para o show. Fora isso, os carros ficaram mais espaçados no grid em termos de diferença de tempo, e a Aston Martin, ainda por cima, está com dificuldades extremas para resolver seus problemas com sua nova unidade de potência da Honda, que mais uma vez, parece ter subestimado as dificuldades que enfrentaria, e parece ter todas as chances de ser o mico do ano. Se isso vai melhorar o show, até agora os resultados não foram conclusivos, mas no que depender dos pilotos, a situação não começou muito bem...

 

Cobertura da Globo na F-1: A TV Globo retornou às transmissões da F-1, após cinco anos de ausência, e a grosso modo, apesar de alguns esforços, a transmissão das corridas iniciais não mostrou nada digno de muita nota. A audiência foi maior, mais pelo hábito inato do brasileiro de ligar no canal, do que por um interesse significativo da transmissão da corrida. Mariana Becker, tentando se achar em sua nova função de comentarista, pelo menos se mostrava à vontade no paddock, enquanto o repórter Guilherme Pereira tentava se achar no lugar da transmissão, mostrando certo noviciado. Luciano Burti precisa desenferrujar depois de tanto tempo longe das transmissões da F-1, e até Everaldo Marques precisa caprichar um pouco mais. E só o fato de a Globo não ter transmitido a prova chinesa, em plena madrugada, já joga contra a emissora, que parece que vai condenar cada vez mais torcedores a migrarem para o F1TV, ou assinar o Globoplay, ou terem o canal pago SporTV, onde pelo menos, transmitiu tudo. Por mais defeitos que o pessoal pudesse ter das transmissões da Bandeirantes, é inegável que ela deu à F-1 um espaço televisivo ímpar nos últimos tempos, e que o torcedor mais ferrenho terá de reconhecer que o empenho da Globo, mesmo não sendo de se ignorar, parece não ter o mesmo entusiasmo. É verdade que ainda é o reinício dos trabalhos, e se espera que o entrosamento e a sinergia, bem como nos acostumarmos ao novo time de transmissão, vão melhorando conforme a temporada avance, e possa proporcionar uma experiência melhor para os fãs da velocidade.

 

GPs no Oriente Médio: O conflito no Oriente Médio, deflagrado pelos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, deixou a região inteira num panorama de instabilidade, com o Irã prometendo arrastar todo mundo em volta para o conflito, com consequências imprevisíveis. Pelo sim, pelo não, a F-1 já cancelou as etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, programadas para o mês de abril, nas pistas de Sakhir e Jeddah. O Mundial de Endurance, que faria sua estréia da temporada 2026 no Qatar, também por causa dos conflitos. Com quase um mês de confrontos, o clima segue instável, ora menos turbulento, ora mais perigoso. Até mesmo corridas que serão disputadas no fim do ano, como o GP do Qatar de F-1, está em pendência, a depender de como ficarão os acontecimentos no decorrer dos próximos meses, a saber… Tudo pode ficar razoavelmente bem em algum momento, mas com o perigo de degringolar logo a seguir, e como as categorias automobilísticas lidam com logísticas combinadas com grande antecedência, não dá para se arriscar a realizar um GP, e correr o risco de comprometer tudo de última hora.

 

Francesco Bagnaia: O bicampeão italiano teve em 2025 sua pior temporada na competição, levando-se em consideração que ficou longe de disputar o título, enquanto seu companheiro de equipe, Marc Márquez, foi campeão com sobras. A expectativa para 2026, especialmente depois dos bons rendimentos da pré-temporada, era de pelo menos retomar a velha forma. Só que “Pecco” parece ter voltado a levantar com o pé esquerdo nas corridas. Na prova de início da temporada, na Tailândia, Bagnaia já teve um rendimento aquém do esperado, e aqui no Brasil, em Goiânia, a situação foi ainda pior, com direito a abandono. E não se pode dizer que a moto virou um desastre, quando teve um piloto da VR46, Fabio Di Giannantonio, terminando em 3º lugar, com Marc Márquez finalizando em 4º, com atuações melhores do que as do bicampeão, que corre o sério risco de perder sua vaga em um dos times mais cobiçados do grid, com o boato rodando que a Ducati já teria preferido substituí-lo pelo promissor Pedro Acosta, atualmente no time de fábrica da KTM, boato que ainda não foi confirmado por ambas as partes. Mas, se não retomar as boas performances, com a Ducati tendo decaído ou não, o destino de “Pecco” certamente será perder sua posição no time italiano, e ter de buscar outro lugar no grid. Ele mesmo vê que precisa melhorar, sabendo que está devendo. Mas será que consegue? No ano passado, não conseguiu, então...