sexta-feira, 29 de maio de 2026

DUELO ACIRRADO À VISTA?

Uma hora iria acontecer: Andrea Kimi Antonelli e George Russell andaram se estranhando nas corridas do fim de semana do GP do Canadá...

            Andrea Kimi Antonelli segue arrepiando na temporada 2026 da Fórmula 1, e em Montreal, o atrevido italiano de apenas 19 anos da Mercedes fez história ao conquistar sua quarta vitória consecutiva, feito inédito para pilotos vencedores na categoria máxima do automobilismo. Mas, diferente das vitórias anteriores, esta prometia ser dura e custosa. Não que a vitória em Miami, no início do mês, tenha sido fácil, mas esta agora teve um componente inédito no ano: o duelo contra o próprio companheiro de equipe, George Russell, e a disputa prometia ser brava.

            O piloto inglês, sem subir ao pódio nas duas últimas corridas, viu Antonelli não apenas assumir a liderança do campeonato, como começar a assumir o favoritismo claro na disputa pelo título da F-1 em 2026, um papel que, em teria, todos imaginavam ser apenas de Russell, tal a dominância da Mercedes no ano, reconquistando seu status de força principal do grid, como vimos na década passada. E George pareceu começar a balançar nesta disputa. Se em Shanghai e no Japão houve fatores alheios a seu controle que ajudaram a impedir que o inglês vencesse como havia feito na Austrália, em Miami Russell pareceu estar fora de ritmo, apenas sendo superado por Andrea com facilidade. Seria isso um efeito de ver o parceiro assumir o protagonismo que deveria ser dele, e que poderia comprometer o seu desempenho?

            Já houve ocasiões no passado onde Russell manifestou extremo desconforto quando superado na pista pelos companheiros de equipe. Nos três ano em que dividiu a Mercedes com Lewis Hamilton, nas ocasiões onde o heptacampeão se destacava, era nítida a irritação de George com a situação, e quando houve disputas acirradas entre eles, então, nem se fala… Era compreensível, pois Russell precisava “construir” sua força no time, e impedir ser superado por Hamilton era requisito indispensável. E quando Hamilton partiu para a Ferrari, o inglês herdou por méritos próprios a liderança da Mercedes na pista, ainda mais tendo um novato tão jovem como Antonelli no ano passado. Claro que a teoria se confirmou, e Russell fez uma temporada excelente com o que a Mercedes podia oferecer no ano passado. Mas, nas poucas vezes em que Antonelli o superou em 2025, voltou a aparecer aquele incômodo no inglês por ficar atrás, e agora, pior ainda, ser superado, mesmo que esporadicamente, por um novato, em seu primeiro ano na competição da F-1.

George Russell tratou de mostrar quem manda na Mercedes e fez a pole para as duas corridas do fim de semana em Montreal. Foi duro com Antonelli e venceu a corrida sprint, mas no domingo, as coisas não saíram como o inglês esperava...

            Havia uma atenuante: o carro da Mercedes, apesar de conseguir vencer corridas, não era um carro capaz de disputar o título, e mesmo as vitórias eram ocasionais. Mas, e agora em 2026, quando o time alemão voltou a ter o melhor carro, e motor, e até o presente momento, é a escuderia a ser batida, tendo vencido todas as corridas da temporada (sprints não contam)? Era óbvio que, em algum momento, ambos poderiam disputar a vitória numa corrida. Na China e no Japão, as circunstâncias ajudaram Antonelli a se sobressair, sem questionar os méritos e a esplêndida performance do jovem italiano. E em Miami, quando a concorrência pareceu em posição de quebrar a hegemonia alemã, eis que novamente Antonelli conseguiu manter o domínio da Mercedes. Cheguei a escrever, se Antonelli agora era o grande favorito ao título. Mas, logicamente, apesar de confirmar isso, também fiz uma ressalva: ainda era muito cedo para dar isso como certeza, pois ainda temos a imensa maioria do campeonato a ser disputada, e o panorama poderia mudar.

            O óbvio seria admitir que Russell não ficaria entorpecido em definitivo, a exemplo do que ocorreu em 2025, onde Oscar Piastri bagunçou o favoritismo de Lando Norris na McLaren, e por um bom tempo, dominou o campeonato, e parecia quase inevitável o título do italiano, que no final, se apagou na reta final, e permitiu a reação de Norris, que no fim, foi o campeão. Então, Antonelli que aproveitasse o momento, pois mais dia, menos dia, o clima iria engrossar dentro da Mercedes. E isso já começou em Montreal. George Russell, que venceu ali no ano passado, veio forte, e conquistou tanto a pole-position para a corrida sprint quanto para a prova de domingo. Mas a sprint já mostrava que o inglês vinha com tudo: ele liderou firme a corrida curta, e fechou Antonelli em todas as tentativas de ataque do italiano, que chegou até a sair da pista em suas investidas, e por pouco não exagerou na dose, se acidentando. O resultado foi uma vitória de Russell na sprint, irretocável. As defesas do inglês na pista foram dentro do regulamento, o que não impediu que Antonelli, claro, chiasse, chegando a levar uma reprimenda velada de Toto Wolf de que aquilo não era assunto para discutir no rádio, indicando que o assunto deveria ser tratado a portas fechadas. E Russell deu o recado: se Antonelli quiser ser campeão, deverá passar por ele.

            E foi novamente o que vimos na corrida de domingo, onde o italiano foi para cima do companheiro, mas com um pouco mais de cuidado, mas ainda assim agressivo e decidido a brigar firme pela vitória. E ambos chegaram a trocar de posição, até ambos errarem e as posições se reverterem. O duelo prometia ir fundo até a bandeirada, e todos imaginavam como seria o trabalho de box da Mercedes para ambos. Só que o destino resolveu interferir, e George Russell amargou o pior de todos os resultados possíveis: o abandono, e a entrega da vitória a Antonelli. E não por algo errado que ele tenha feito: o carro simplesmente quebrou, e o inglês ficou possesso com o azar que o atingiu, chegando a sair do carro até atirando a proteção do cockpit no meio da pista, tão irritado estava. Mas ruim mesmo foi ver Andrea vencendo de novo, e ver a desvantagem de pontos subir para 43 pontos, algo que, em condições normais, vai demorar para ser revertida, pelo menos 6 corridas, se a Mercedes fizer dobradinhas com a ordem Russell-Antonelli, e isso se nada acontecer, o que certamente, vai ocorrer.

Andrea Kimi Antonelli pilotou forte, e saiu na sorte na corrida de domingo, conquistando a 4ª vitória consecutiva, e que fique preparado: se quiser o título, terá de passar por cima de George Russell, com ou sem sorte...

            Antonelli pode não ter sido enfim melhor que George Russell em Montreal, mas acabou bafejado pela sorte, a sorte que faz campeões, e capitalizou o resultado máximo, vendo o parceiro de time e maior ameaça, ir a nocaute. Mas que o episódio lhe sirva de lição: Russell não vai facilitar daqui para a frente, e novos embates virão, com retomada do controle do inglês, que mostrou que não vai mais aceitar passivamente o que ocorreu entre Shangai e Miami. E ele tem como fazer isso. Não havia como confirmar quem sairia vitorioso na disputa da corrida domingo no Canadá. Ambos estavam muito próximos, e mesmo com uma performance ligeiramente superior, superar Russell estava sendo difícil para Andrea, com ambos indo aos limites, e por isso mesmo, cometendo alguns erros na pilotagem, entre perseguição e defesa de posição.

            Outro ponto importante que Antonelli precisa aprender é como se portar no rádio, e também controlar seus impulsos. Ficou nítido que o rapaz se sentiu contrariado com as defesas de posição de Russell na corrida sprint, que sim, foram duras, mas dentro do limite do regulamento. Russell já está mais calejado neste tipo de situação, e justamente aí mora o perigo de uma armadilha que o italiano precisa saber como evitar cair, que é justamente se desestabilizar numa disputa roda a roda com George. Pelo menos no domingo, ele já se mostrou mais cuidadoso, e não se ouviu reclamações pelo rádio quando Russell foi novamente duro na defesa de posição. E nem assim ele aliviou, indo para cima do companheiro de equipe, mais decidido do que nunca. É o que ele precisa fazer. O que deve priorizar é manter a cabeça fria, o foco na pilotagem, e evitar ficar irritado quando os esforços não dão resultado, pois é em cima disso que Russell, muito mais experiente, vai tentar construir sua vantagem sobre o italiano, ainda mais agora na desvantagem em que se encontra na pontuação. E se Antonelli ceder às provocações, ele certamente poderá ceder à pressão que irá sofrer nas disputas, e perder o controle da situação que conseguiu assumir nesta temporada, surpreendendo a todos.

            Isso me lembra quando, em 1987, Nélson Piquet, sentindo as sequelas do acidente ocorrido na curva Tamburello, em Ímola, perdeu parte de sua noção de profundidade, e como ele mesmo admitiu, ficou ligeiramente mais lento. Com o time apoiando implicitamente Nigel Mansell na Williams, o brasileiro passou a ser mais estratégico, apostando na constância, e no pouco equilíbrio emocional do inglês, e ambas as estratégias funcionaram, com Mansell a cometer estripulias que o deixaram em desvantagem perante Piquet, que tão logo assumiu a liderança do campeonato, que não largaria mais e o levaria ao título naquele ano, mexeu ainda mais com os brios de Nigel, que começou a cometer mais erros, resultando em sua derrota no campeonato. Russell sentiu o golpe dos triunfos de Antonelli, e precisava reagir, antes que isso o afetasse ainda mais, um risco a ser evitado. Ele vinha fazendo o que era necessário em Montreal, até o carro lhe deixar na mão. Um percalço sem culpa do inglês, que não foi responsável por nenhum comportamento de pilotagem que pudesse desencadear isso. Mas agora, o golpe do abandono apenas amplifica uma situação que ele tentava reverter, dificultando ainda mais o seu trabalho. E, com a imensa maior parte do campeonato ainda por vir, plenamente recuperável, desde que Russell faça o seu trabalho, e consiga escapar dos azares que surgirem pelo caminho.

Depois de se estranhar na corrida sprint no sábado, o duelo se repetiu no domingo, com Antonelli indo para cima de Russell. Uma hora o clima vai azedar entre os dois...

            Da mesma maneira, Antonelli que se prepare para o duelo. Ele deu muita sorte no abandono de Russell, e não venceu apenas por isso, mas claro que, ficar sem o principal rival foi de grande ajuda. Talvez ele vencesse mesmo com George na pista, em disputa direta. O alerta foi ligado: ele pode até ser favorito ao título neste momento, mas terá de suar o macacão se quiser levantar a taça no final do ano. O primeiro aviso sério foi minimizado a seu favor, mas sua sorte pode não durar sempre, e uma hora, ele vai ter azar. Cumpre a ele evitar isso o máximo que puder, dentro do que ele consiga controlar. E, pelo menos nas declarações, o jovem italiano parece bem consciente disso, dizendo que é muito cedo para pensar em título, mesmo com a grande vantagem aberta. Ele prefere manter a cautela, e se concentrar em uma corrida por vez, e fazer o melhor, e claro, continuar vencendo. Para a torcida, é a promessa de uma temporada que até prometia muito, mas está entregando um ano de domínio de apenas um time, enquanto as disputas se concentram mais atrás. Se a dupla do time prateado se engalfinhar na briga pelo título, ótimo, pois o torcedor quer ver briga, disputa, e se o circo “pegar fogo” no meio disso, melhor ainda. Só Toto Wolf terá uma dor de cabeça daquelas se precisar gerenciar essa situação, como precisou fazer nos tempos em que Lewis Hamilton e Nico Rosberg disputaram títulos entre 2014 e 2016.

            O melhor de tudo é não saber quem irá vencer de fato, pelo menos, neste momento. Antonelli, ou Russell? Cada um tem suas preferências e suas torcidas. Alguém vai comemorar no fim do ano, enquanto o outro lamentará… Vejamos quem irá definir essa disputa…

 

 

A temporada nem chegou na metade e parece que já temos um piloto potencialmente em risco no grid. E acredite, com a saída de Helmut Marko e Christian Horner da Red Bull, não é nenhum dos pilotos das duas escuderias da marca de energéticos que está em perigo, com todos eles, em especial os titulares da Racing Bulls, não precisando mais serem fuzilados publicamente pelo polêmico e irascível dirigente, felizmente. Mas quem está em perigo é Valtteri Bottas, na Cadillac, cujo desempenho até agora está deixando a desejar. Sergio Perez vem sobrepujando o finlandês com relativa facilidade, e até agora, mesmo com todos os percalços da escuderia novata, é o mexicano quem tem mostrado mais resultados. Não que a estratégia de escolher pilotos veteranos tenha sido equivocada: para um time iniciante, contar com nomes de experiência comprovada, com passagens relativamente satisfatórias por escuderias de ponta, era uma maneira de minimizar os problemas potenciais de qualquer escuderia nova na competição. O problema é que Bottas está deixando até demais a desejar, pois a performance de ambos está muito discrepante, e não parelha, como esperavam, na melhor das possibilidades. Bottas teve uma passagem bem satisfatória na maioria das temporadas em que defendeu a Mercedes, mas seu rendimento decaiu em 2021, ficando incapaz de acompanhar o ritmo de Lewis Hamilton, que brigou pelo título até o fim, e perdeu em uma decisão polêmica em Abu Dhabi. O finlandês, que nos tempos em que defendeu a Williams foi considerado até um piloto com potencial de ser campeão, perdeu sua vaga para George Russell na Mercedes, que o realocou na então Alfa Romeo (Sauber), onde Bottas até teve uma temporada razoável em 2022. Porém, nos campeonatos de 2023 e 2024, o desempenho de Valtteri despencou, sendo que no último ano, terminou o ano zerado, com Guanyu Zhou tendo obtido os únicos pontos da escuderia, que para 2025 preferiu renovar sua dupla, contratando Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto. Bottas ficou como piloto reserva de seu antigo time, a Mercedes, então. E assinou contrato para defender a Cadillac este ano. Com o baixo rendimento, a posição de titular de Bottas está a perigo, e a dúvida é até quando ele fica no time. Para 2027, ninguém tem dúvidas de que Colton Herta, que trocou a Indycar pela F-2, é o nome escolhido pelo time para ocupar uma das vagas, mas o californiano ainda não tem os pontos necessários para a superlicença, que depende de quão boa será a sua posição final na temporada da categoria de acesso logo abaixo da F-1, de modo que, na pior das hipóteses, a Cadillac precisa de um plano B para qualquer eventualidade… Isso pode manter Valtteri por mais algum tempo na escuderia, pelo menos este ano, mas para o ano que vem, certamente não, a menos que ocorra algum imprevisto, ou Bottas consiga virar o jogo a seu favor, recuperando seu desempenho... Mas claro que a Cadillac se manifestou dizendo que estes rumores são completamente infundados, e que o finlandês não está com seu lugar em risco... Pode ser, mas na F-1, onde tem fumaça, costuma ter forço, então, não se pode ignorar as possibilidades de Bottas ser dispensado, mas muito mais provável ao menos para 2027.

 

 

A Cadillac, contudo, antes de pensar na possibilidade de rifar Valtteri Bottas, precisa olhar para si mesma. O time, novato na F-1, depois de todos os problemas para aceitar sua inscrição, sempre procurou mostrar ter uma preparação decente para entrar na categoria máxima do automobilismo mundial de forma satisfatória, a exemplo do que sua compatriota, a Haas, fez há dez anos atrás. O carro é o pior do grid, e mesmo com todos os seus problemas, até a Aston Martin começa a apresentar alguma melhoria, ainda que tímida, enquanto o time estadunidense mostra que tem muito a aprender, e a melhorar em seu bólido. Não é isentar Bottas pelo seu desempenho no presente momento estar muito inferior ao de Sergio Perez, apenas ressaltar que a própria escuderia precisa também mostrar serviço, e não já ficar pensando em achar que trocar piloto resolverá todos os problemas. E olhe que em Montreal, Perez até vinha forte, pelo menos, para que o time vinha apresentando, quando sofreu um dano na suspensão, que quebrou sozinha, forçando o abandono do mexicano, o que mostra que a escuderia precisa ter também melhor confiabilidade nos sistemas do carro...

 

 

Sergio Perez, aliás, saiu chamuscado da Red Bull, com sua imagem arranhada, diante mais do carro complicado do time dos energéticos do que por falta de performance, e isso ficou patente no ano passado, quando o time “queimou” Liam Lawson com apenas duas corridas, antes de devolvê-lo ao time da Racing Bulls, e depois, também vitimou Yuki Tsunoda, que viu seu sonho de defender a Red Bull, um time de ponta, virar pesadelo por quase todo o restante da temporada... E, pelo menos até o presente momento, o mexicano vem dando mostras de que mantém sua forma, só não indo mais longe mesmo diante das possibilidades pouco competitivas do carro da Cadillac...

quarta-feira, 27 de maio de 2026

COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA – MAIO DE 2026


            O ano de 2026 avança, e eis que já encerramos o segundo mês do segundo trimestre, chegando quase ao meio do ano. E como de costume, maio foi um mês bem cheio, não apenas pela volta da F-1, mas também pelo seguimento de outros vários campeonatos. E o mundo, assim como a vida, segue em frente, e por isso mesmo, como é costume todo fim de mês, é hora de mais Cotação Automobilística, com uma avaliação de alguns dos principais acontecimentos e nomes do mundo da velocidade neste mês de março, com o tradicional esquema já conhecido de sempre: EM ALTA (cor verde); NA MESMA (cor azul); e EM BAIXA (cor vermelha). Uma boa leitura a todos, e até a próxima Cotação Automobilística, no próximo mês de junho, encerrando a primeira metade de 2026. Portanto, até o próximo mês, pessoal, e cuidem-se bem...

 

EM ALTA:

 

Andrea Kimi Antonelli: O jovem piloto italiano conquistou em Montreal sua quarta vitória consecutiva, assumindo cada vez mais o posto de favorito para o título da temporada 2026 da F-1. Ainda é cedo para comemorar, contudo, e depois de conquistar triunfos desde a etapa da China, aproveitando os percalços do companheiro de equipe, Andrea ainda contou com a sorte do carro de Russell ter enguiçado na etapa canadense, depois de ser derrotado na prova sprint pelo piloto inglês, com quem estava travando um duelo intenso pela liderança e vitória no circuito Gilles Villeneuve. Ainda há muito chão pela frente na temporada, e George Russell, mesmo tendo ido a nocaute no Canadá, tem tudo para engrossar a disputa e vir para cima, colocando o jovem italiano sob pressão extrema quando a hora da decisão do título se apresentar, mas até aqui, apesar de um percalço ou outro, Antonelli vem mostrando a que veio, e cada triunfo é uma vitória incontestável a favor do jovem piloto, que cada vez mais vem se firmando na liderança da competição, e principalmente, desestabilizando George Russell de uma forma completamente inesperada pelo inglês. O momento é de Antonelli, mas ele precisa saber manter esse momento. Mas cada corrida com vitória é um tempo adicional que ele ganha para aprender a manter o controle neste tipo de situação quando a pressão chegar com tudo...

 

Felix Rosenqvist: O piloto sueco não vem fazendo uma temporada exatamente empolgante na temporada 2026 da Indycar, mas já praticamente “ganhou” o ano por vencer a corrida mais importante de todas: as 500 Milhas de Indianápolis, numa disputa roda a roda com David Malukas nas voltas finais, e conquistando o triunfo pela menor margem histórica da Indy500 em 110 etapas realizadas desde 1911. Ainda que Felix tenha brigado pela vitória em Long Beach, tendo perdido a prova na última parada nos boxes, sendo o único resultado de desempenho relevante até então, tudo muda de figura agora que venceu a Indy500, uma conquista que, para muitos, vale mais até do que o próprio campeonato da Indycar. E o sueco andou forte durante toda a corrida, de modo que seu triunfo não foi um mero acaso, mas resultado de uma performance consistente, e de uma boa estratégia e trabalho de box da Meyer Shank, que conquista assim, sua segunda vitória na Indycar, sendo que a primeira, e até então única, veio justamente com Hélio Castro Neves, em 2021. Foi o segundo triunfo do piloto sueco, que estreou em 2019 na Indycar, pela equipe Ganassi, onde teve sua melhor classificação no campeonato, em 6º lugar. Ele venceria sua primeira corrida e única corrida até então em 2020, pela escuderia, na segunda corrida de Road America. E claro, agora, viverá seu momento de maior glória.

 

Felipe Drugovich: O piloto brasileiro da equipe Andretti finalmente desencantou na F-E, na rodada dupla disputada pela categoria de carros monopostos elétricos no Principado de Mônaco, pontuando nas duas provas. Felipe conseguiu efetuar a estratégia de corridas nas duas provas, e esteve sempre entre os primeiros colocados nas duas corridas, comprovando sua expectativa de bons resultados em Monte Carlo. De ressaltar que Drugovich tinha devendo na competição, pois após o bom 5º lugar na estréia aqui em São Paulo, antes de ser punido por ter feito uma ultrapassagem em bandeira amarela, o desempenho do mais novo brasileiro no certame não vinha empolgando como se esperava, mesmo tendo um carro teoricamente competitivo. Mas, Felipe conseguiu enfim marcar os primeiros pontos na rodada dupla de Berlim, onde pelo menos, apesar da pontuação modesta – um 9º lugar, tirou parte da pressão de estar zerado na classificação até então. E em Mônaco, o brasileiro correspondeu às expectativas, terminando a primeira corrida com um excelente 5º lugar na pista, que depois se converteu em um 4º lugar, devido a punição de outro piloto, mas altamente válido para Felipe. E na segunda corrida ele foi ainda melhor, chegando até a disputar a vitória, que acabou com Oliver Rowland, mas classificando-se no final em 2º lugar, algo extremamente positivo para a imagem de Drugovich, e mais importante ainda porque Jake Dennis, o grande nome da Andretti, terminou a rodada dupla zerado, diante dos vários percalços sofridos no fim de semana, ajudando a realçar ainda mais o feito de Felipe, que quem sabe, a partir de agora, com menos pressão, consiga finalmente mostrar a que veio na F-E, e fazer o seu nome na competição.

 

Fabio Di Giannantonio: O piloto italiano da VR46 é o grande destaque da esquadra da Ducati na MotoGP este ano. Enquanto o time oficial de fábrica teve desempenhos abaixo do razoável, e ainda enfrentou desfalque com acidente de Marc Márquez, Fabio parece ter se entendido perfeitamente com a Desmosédici GP26, moto oficial do ano, pelo acordo que a Ducati mantém com seu time satélite VR46. E o italiano também tem tido sorte, o que tem faltado a alguns pilotos, o que também não desmerece o seu desempenho na atual temporada, em especial o que aconteceu em Barcelona, onde Giannantonio acabou se acidentando como efeito colateral do acidente sofrido por Álex Márquez, cujo pneu dianteiro voou para a pista, atingindo de leve a moto de Fabio, e levando-o ao chão e saindo da pista na curva seguinte. Fabio conseguiu largar no reinício da corrida, paralisada pelo acidente do piloto da Gresini, e fez uma corrida e tanto, assumindo a liderança e vencendo a corrida catalã, e reafirmando sua 3ª colocação no campeonato, atrás apenas da dupla do time de fábrica da Aprilia, que vem comandando o campeonato. O bom desempenho do italiano, além de divergências de renovação contratual do time de Valentino Rossi já motivaram sua saída para 2027, onde deverá defender o time de fábrica da KTM. E nada como fazer uma excelente temporada para mostrar presença quando chegar em seu novo time, o que até o presente momento ele vem conseguindo com categoria.

 

Mith Evans: De saída para a nova equipe da Opel que estreará na próxima temporada da Formula-E, o neozelandês parece se encontrar firme na posição de favorito para enfim conquistar o título da categoria de carros monopostos elétricos, e fazer a Jaguar sair da fila de espera, mesmo tendo um equipamento dos mais competitivos do grid da categoria. Mith venceu duas vezes na temporada, e após a rodada dupla em Mônaco, assumiu a liderança da competição, com 19 pontos de vantagem para o atual campeão, Oliver Rowland. A vantagem de equipamento é da Jaguar no momento, enquanto a Nissan não mostra a mesma desenvoltura do ano passado, e a Porsche, a única que parece ter equipamento mais competitivo para desafiar a Jaguar, levou um tombo feio na rodada dupla do Principado. Com sete corridas ainda pela frente, contudo, Mith não pode dar nada por consumado, e precisa se concentrar em ampliar sua vantagem, o que significa ser constante, evitar confusões, e dar sorte de estar no lugar certo no momento certo. Ele já viu o momento ideal chegar, e ver tudo se perder no apagar das luzes, seja por erro próprio, ou de sua escuderia, levando a derrotas onde tudo caminhava para a vitória e conquista do título. E a temporada atual da F-E tem mostrado uma disputa ferrenha e com altos e baixos de vários times e pilotos, armadilhas que Evans precisa tentar evitar a todo custo, se quiser partir para seu novo time na condição de campeão mundial da competição...

 

 

 

NA MESMA:

 

George Russell: O piloto inglês ensaiou uma reação no GP do Canadá, depois de ver o parceiro de time ganhar 3 corridas consecutivas, enquanto ele nem foi ao pódio nas duas últimas provas, dando mostras de estar incomodado com a situação, algo já conhecido do piloto, de quando ele era superado por Lewis Hamilton nos três anos em que foram companheiros de time. Mas Hamilton era heptacampeão mundial, tinha uma história, currículo, portanto, ser superado não parecia ser exatamente um demérito, muito pelo contrário, realçava quando Russell superava o compatriota. Mas agora, George vem sendo superado por um garoto de 19 anos, que estreou no ano passado, e que ainda não tem um histórico “campeão” na F-1, e certamente isso tem deixado Russell meio desnorteado, embora o inglês não tenha cometido erros crassos tão comprometedores assim. Desse modo, Russell foi milimétrico conquistando a pole tanto da prova sprint quanto da corrida principal. Depois de uma luta ferrenha onde foi duro com Antonelli, Russell venceu a corrida curta, e mostrava que a partir dali, o clima na Mercedes seria outro, e de fato, enquanto esteve na pista, na corrida de domingo, foi mesmo, mas sem conseguir domar o jovem colega de equipe, que brigou pela liderança, e chegou a trocar de posição com Russell. A luta, porém, acabou com o problema no carro de George, que o fez abandonar, e pior, ainda ver a quarta vitória consecutiva de Andrea, que abriu 43 pontos de vantagem. Resumindo, o drama de Russell continua, mas depende apenas dele voltar ao jogo, e torcer para que o companheiro de equipe também tenha alguns azares pelo caminho, do contrário, periga George ver Antonelli levar um título que, a princípio, tinha tudo para ser dele...

 

Aston Martin: O time de Silverstone continua com uma performance muito baixa na atual temporada. Embora os problemas com a unidade de potência da Honda pareçam ter diminuído, o desempenho do bólido continua abaixo da crítica, sendo que em Miami, eles conseguiram a proeza de serem mais lentos até que os carros mais rápidos da F-2, tendo largado por concessão especial da FIA, por terem se classificado acima dos 107% regulamentares do tempo do pole-position. No Canadá, apesar de alguns brilhos ocasionais de Fernando Alonso, mais uma vez o espanhol ficou pelo meio do caminho, enquanto Lance Stroll só não terminou em último porque a Cadillac teve um fim de semana horrível, resultado similar ao visto em Miami, pelo menos com relação a Valtteri Bottas, embora na cidade da Flórida Alonso tenha conseguido um honroso 15º lugar, que dava esperanças de um passo em frente, ainda que tímido. O resultado de Montreal, contudo, volta a mostrar que será preciso muito esforço e trabalho para salvar a temporada da equipe inglesa, pelo menos para atingir um mínimo aceitável, inclusive com a permissão da FIA para a Honda poder reprojetar inteiramente sua unidade de potência para 2027, uma vez que, mesmo com o uso das permissões de desenvolvimento previstas em 2026, os chamados ADUOs, podem ser insuficientes para dar um desempenho satisfatório ao carro da escuderia sediada ao lado do autódromo de Silverstone.

 

Álex Palou: O piloto espanhol pode não ter tido o mês de maio perfeito, mas continuou assustando a concorrência, ao marcar a pole para as duas corridas em Indianápolis, tanto na prova do circuito misto, quanto na lendária Indy500, e em alguns momentos, deu a entender que venceria as duas provas. Felizmente, para o bem da competição, Palou não conseguiu triunfar nas duas provas, ficando até mesmo fora do pódio nas duas provas, em que terminou em 5º no circuito misto, e em 7º na Indy500. Só que isso não bastou para desalojar o espanhol da equipe Ganassi da liderança do campeonato, que ocupa com uma vantagem de 37 pontos para o vice-líder, indicando que os rivais ainda precisam trabalhar muito mais se quiserem impedir o possível pentacampeonato de Palou na temporada atual da Indycar. E agora, com a volta aos circuitos “tradicionais” em ruas e pistas mistas, os rivais que se cuidem, porque Álex certamente não vai deixar barato os reveses de resultados obtidos neste mês de maio. A disputa ainda não está perdida, e tudo está em aberto, porém, os sinais de perigo continuam acesos, e a concorrência que fique atenta, se não quiser ser atropelada de novo...

 

Lucas Di Grassi: o piloto brasileiro, que já foi campeão da Formula-E, anunciou sua aposentadoria das pistas ao fim do atual campeonato da categoria de carros elétricos. Infelizmente, sua temporada final na competição não vai ser nada memorável, uma vez que a Lola/Yamaha continua com um desempenho muito inferior aos demais carros do grid, permitindo ao brasileiro sonhar apenas com resultados excepcionais para conseguir pontuar adequadamente. Isso ocorreu em Mônaco, onde o brasileiro chegou à zona de pontuação após muita luta na corrida propriamente, mas teve um bônus adicional de ganhar mais posições por punições que ocorreram com alguns pilotos à sua frente na bandeirada. Pelo histórico de Lucas na competição, ele merecia mais. Talvez até valesse a pena esperar por mais uma temporada, para conferir o que poderia apresentar com os novos carros Gen4, mas ele tomou sua decisão de encerrar a carreira, e tendo estado na F-E antes mesmo da categoria ter sido lançada, em 2014, participando dos testes de desenvolvimento e tudo o mais, foram 12 anos de competições que certamente marcaram sua carreira profissional de piloto. Que ele possa fazer uma despedida de carreira digna, apesar de tudo...

 

Equipe Red Bull: O time dos energéticos pareceu ter encontrado melhorias significativas com evoluções que implantou em seu carro a partir da etapa de Miami, quando Max Verstappen brigou pela pole position, e não fosse uma rodada do piloto logo no início da corrida, ele teria brigado mais à frente. No Canadá, Max conseguiu o primeiro pódio do ano, após uma luta intensa com Lewis Hamilton pelo 2º lugar, o que confirmou que, sim, o carro melhorou. Mas ainda mostra também faltar algo mais para permitir ao tetracampeão disputar vitórias, levando em consideração que a prova canadense viu o abandono de George Russell e tentativa de estratégia maluca da McLaren, que arruinou a prova de seus pilotos. É verdade que a diferença para Andrea Kimi Antonelli, o vencedor da prova, foi a menor do ano, mas sem Russell a pressioná-lo na luta pela vitória, o italiano foi conservador, mantendo o ritmo apenas. O melhor desempenho serviu para deixar Verstappen mais animado, e se eles continuarem evoluindo, é possível que consigam surpreender ainda este ano, se não para disputar o título, talvez para alguma vitória em alguma corrida.

 

 

 

EM BAIXA:

 

Brasileiros na Indy500: Este foi mais um ano onde os brasileiros não tiveram o que comemorar na principal corrida do automobilismo americano. Hélio Castro Neves vinha esperançoso de buscar a 5ª vitória na Brickyard, e se tornar o recordista absoluto de vitórias na prova, mas em nenhum momento conseguiu brigar pela ponta, mesmo tendo um carro que parecia ter condições de lutar pelo triunfo. O resultado foi uma prova mediana, e o abandono já perto do final, por problemas mecânicos, adiando por mais um ano o sonho do penta na Indy500. Já Caio Collet vinha fazendo uma boa prova, e lutando pelo TOP-10 na corrida, com chances de tentar chegar mais à frente, depois de uma corrida de recuperação por ter sido obrigado a largar na 32ª posição, por erro do time na preparação do carro, e ter sido punido por irregularidades que fizeram com que perdesse a 10º posição de largada inicial, o que já tinha sido um resultado muito bom para largar na famosa corrida. Mas, perto do final da prova, Caio infelizmente bateu no muro de proteção, e forte, destruindo a lateral do carro, e os sonhos de um bom resultado em sua estréia na Indy500, mas pelo menos saindo ileso, e pronto para a próxima corrida, já neste final de semana, em Detroit. Melhor sorte no ano que vem...

 

Alexander Albon: O piloto anglo-tailandês vem tendo uma temporada abaixo da crítica em 2026 na F-1. Se é verdade que o carro da Williams decaiu em relação ao ano passado, por outro lado é verdade também que Alexander tem tendo um azar danado, e ele se manifestou novamente em Montreal, onde sua corrida terminou após ser abalroado por Oscar Piastri, quando o piloto da McLaren, tentando se recuperar de uma estratégia desastrosa de seu time, perdeu a freada no grampo e atingiu a Williams. A Williams tem feito um grande esforço para melhorar o carro, que até teve pontuação com seus dois pilotos em Miami, evidenciando uma reação, mesmo que tímida no campeonato. Mas, sem sorte, os esforços não aparecem: Carlos Sainz já marcou pontos em 3 corridas, e vem consistentemente superando o companheiro de equipe. Veremos até onde a má sina de Albon vai persistir, mais pelo lado do carro, obviamente, mas sem poder esquecer os percalços fora do controle na pista...

 

Equipe Porsche na F-E: O time oficial da marca alemã teve uma rodada dupla em Mônaco para esquecer quase completamente. Não fosse o 6º lugar de Nico Muller na segunda corrida, o time teria saído completamente zerado do Principado, que viu Pascal Wehrlein sair sem pontos nas duas provas, completamente, sendo que em uma delas, Pascal acabou tocado pelo próprio companheiro de time, Muller, em um entrevero de corrida, que pode certamente azedar o clima dentro da escuderia, tão louvado recentemente pelo próprio Wehrlein, defenestrando o antigo colega de time Antonio Felix da Costa, ao alegar que, com Muller, a Porsche voltava a ser um “time de verdade”. Com 10 provas disputadas, a escuderia venceu apenas 2 vezes, uma com cada piloto, e após a etapa de Mônaco, viu Pascal Wehrlein despencar da liderança para a 4ª posição na classificação, nenhum desastre capital ainda, desde que o time se aprume, e volte aos eixos, o que tem teimado em não acontecer, diante dos resultados parelhos que a competição tem entregando, mesmo que a Porsche tenha o melhor trem de força do grid, com rival à altura somente na Jaguar, que já venceu 4 provas, e tem conseguido capitalizar melhor os resultados. Será que a marca alemã vai entregar o campeonato novamente, como já ocorreu antes?

 

Josef Newgarden: O piloto norte-americano da equipe Penske vive um inferno astral. Com boatos começando a correr de que pode perder seu lugar na equipe de Roger Penske, Josef precisa de resultados para mostrar que ainda pode ser a referência do time, que no presente momento vem sendo ocupada por David Malukas, recém-chegado ao time. Uma boa performance na Indy500 seria crucial para convencer a equipe de que ele ainda pode brigar pelo título, contudo, o azar bateu mais uma vez à sua porta, e ele viu seus esforços irem para o brejo com uma batida no muro. Depois de um resultado satisfatório na prova da pista mista de Indianápolis, Newgarden vinha com performance alta na Indy500, e podia claramente brigar pela vitória, mas o muro entrou no seu caminho, e então, lá vai Josef de novo para ocupar a última posição entre os pilotos da Penske no campeonato, com um modesto 8º lugar, enquanto Scott McLaughlin é o 6º colocado, e Malukas ocupa a vice-liderança da classificação. Se Newgarden não conseguir se safar desta espiral negativa que ameaça tragá-lo, seu lugar no time teoricamente mais poderoso da Indycar estará seriamente ameaçado de fato.

 

Direção da MotoGP: A organização da classe rainha do motociclismo levou várias críticas pelo modo como deu seguimento ao GP da Catalunha, que teve três largadas, e vários acidentes, o pior deles com Álex Márquez, que acertou a KTM de Pedro Acosta de raspão, e perdeu o controle, saindo da pista, com sua moto capotando espetacularmente, e felizmente não caindo em cima do piloto, que precisou passar por cirurgia e deve ficar algum tempo de molho. O perigo foi grande porque o pneu dianteiro da moto de Álex ainda voltou para a pista, atingindo Fabio Di Giannantonio, que foi ao chão, mas que poderia ter sido atingido com força pelo pneu, que voou feito um projétil, mas que felizmente, não ocasionou danos piores além do forte susto que todos sofreram logo em seguida ao susto do acidente do piloto da Gresini. E não foi só ele: Johaan Zarco também se acidentou feio, machucando a perna, e foi feita uma nova largada. As críticas já vinham em relação à pista de Barcelona, que em alguns pontos, não possui áreas de escape adequadas para provas de moto, e a sensação não melhorou com os acidentes ocorridos. Francesco Bagnaia, tendo levado pancada na queda que teve com Zarco, admitiu que se sentiu meio zonzo, mas mesmo assim largou. Pedro Acosta também relargou, mas não se sentia motivado para isso, e ainda acabou caindo na curva final. Os pilotos cobram, mas ao mesmo tempo, também não se uniram para exigir melhores providências ou cobrar o fim da prova, mesmo antecipadamente. Felizmente, o pior não ocorreu, mas poderia ter. Mas, tal como a F-1 já mostrou em diversos momentos, o show não pode parar, pelo menos enquanto for possível evitar o pior...