sexta-feira, 31 de julho de 2026

BALANÇO DA HUNGRIA E DO ANO

McLaren: primeira pole do ano, e  primeira vitória. Vem reação da equipe por aí?

            A Fórmula 1 encerrou praticamente metade da temporada, e vai para as férias de verão com muita coisa a ser avaliada e analisada. A Mercedes não ganhou em Hungaroring, com a McLaren obtendo sua primeira vitória na temporada, e só não fez dobradinha porque Oscar Piastri teve uma quebra de câmbio. Max Verstappen fez uma prova consistente, e conseguiu mais um pódio, e Andrea Kimi Antonelli, em uma corrida onde o time de Brackley não conseguiu se impôr, ainda arrancou o 3º lugar, e com isso, ampliou ainda mais sua vantagem na liderança do campeonato, indo para as férias de verão mais tranquilo do que nunca, e confirmando que é o grande favorito ao título.

            Pela segunda corrida consecutiva, George Russell teve um percalço sério: desta vez, foi o sistema antistall que disparou quando o inglês tentou largar, e ele ficou quase parado no grid, vendo todo mundo passar por ele, e começando a prova húngara praticamente ocupando a 21ª posição ao fim da primeira volta. No final, remou bastante, e só não foi mais longe, porque a pista travada é um pesadelo para quem vem de trás. Diante disso, o 7º lugar até que não foi tão ruim, exceto pelo fato de Antonelli ter terminado em 3º lugar, e com isso, a diferença na pontuação entre os pilotos da Mercedes ter subido para 59 pontos a favor do italiano. Azares à parte, é impressionante como George passou a favorito a zebra no campeonato. Por mais que ainda falte praticamente metade da competição, muitos começam a ver como cada vez mais improvável uma reação do piloto inglês, que todos imaginavam que nadaria de braçada rumo ao título, por possuir o melhor carro da competição. Nem tudo está perdido, claro, mas tudo caminha no sentido de que Antonelli será campeão. Talvez com mais folga do que poderíamos imaginar, contrariando as previsões...

            Mas, como vimos no ano passado, tudo pode mudar. Até a etapa da Holanda, Oscar Piastri parecia caminhar isolado para o título, e o que vimos depois foi uma inversão completa das expectativas, onde não apenas o australiano perdeu o título, como nem conseguiu ser vice-campeão, tendo sido superado na reta final por um inspirado Max Verstappen e uma Red Bull que, apesar dos trancos e barrancos, conseguiu responder às necessidades do holandês. Só que tal reviravolta este ano parece muito menos possível por parte do time dos energéticos, que tem problemas substanciais a resolver em seu carro deste ano, o que deixa o tetracampeão refém de obter resultados que podem não ser exatamente ruins, mas para o que ele acha minimamente aceitável, não basta. Os resultados da nova unidade de potência são elogiáveis, de modo que o time sabe onde precisa concentrar suas forças, e no primeiro bólido concebido totalmente após a saída de Adrian Newey do time, é natural que eles estejam enfrentando problemas, ainda mais diante do novo regulamento técnico. E isso faz voltar as especulações de uma possível troca de equipe para o holandês, com fofocas indicando que a McLaren poderia ser o novo lar do tetracampeão, mas com algumas fofocas até revitalizando as chances na Mercedes, acredite quem quiser...

A sina de George Russell: mais uma corrida complicada por percalços no carro da Mercedes...

            Se a Mercedes, apesar de tudo, ainda é a grande força da temporada, a Ferrari ainda se mantém, no geral, como a rival mais próxima, mas parece também depender de alguns momentos pontuais para conseguir se impôr com mais força. Se o time italiano conseguiu um ritmo de corrida que pelo menos lhes possibilitou brigar pelo pódio, ficando próximos de vencer, se algo inusitado ocorresse – o que não aconteceu, por outro lado, na Hungria, onde tinha tudo para enfim brigar firme pela vitória, as esperanças de uma classificação forte não correspondeu ao que vimos na corrida, onde a estratégia de corrida acabou complicada na disputa com Verstappen, foram um desgaste de pneu que surpreendeu o time de Maranello, relegando-o a ficar fora do pódio.

            Como desgraça pouca é bobagem, eis que a McLaren renasceu na Hungria, e fica a expectativa se isso foi mais pelas circunstâncias e características da pista magiar, ou se o time de Woking vem mesmo para a briga. Não podemos esquecer que, nos últimos anos, a equipe de engenharia do time promoveu upgrades que incrementaram de forma considerável a performance dos carros, colocando-os na briga por vitórias, e até pelo título, mesmo quando a temporada, no início, prenunciasse um ano complicado para a escuderia inglesa. Se a McLaren agora, mais uma vez, conseguiu desbloquear o seu potencial, ela certamente virá para a briga, e mesmo que o título possa escapar, vai certamente balançar a relação de forças na competição, obrigando a Mercedes a ter que jogar firme para defender sua posição, para não mencionar que a Ferrari pode ficar em xeque, se acabar sendo superada na pista, sem conseguir responder à altura como é necessário. Lando Norris conseguiu sua primeira vitória na condição de campeão mundial, e se o time realmente conseguir disputar vitórias a partir daqui, é sua chance de recompor sua imagem de campeão na temporada atual. O inglês ainda deve neste quesito, até por causa de sua condução irregular no ano passado, sendo inicialmente superado por Piastri com muita facilidade, e mesmo depois quando retomou o protagonismo no time, ainda assim quase perdeu o título para Verstappen.

            Lewis Hamilton, no cômputo geral, conseguiu pontuar em todas as etapas da temporada até aqui, e com desempenhos bem satisfatórios, e algumas performances excelentes. O que atrapalha é que o heptacampeão vem colecionando uma série de punições que certamente tem atrapalhado a obtenção de melhores resultados, ainda que isso dificilmente o faria ser um desafiante para brigar pelo título com Antonelli, mas que certamente faria sua dianteira frente a Charles LeClerc ser mais robusta. O monegasco, mesmo tendo vencido em Silverstone, ainda está devendo em relação a Hamilton na maioria das corridas, enfrentando uma situação bem diferente da do ano passado, quando deitou e rolou em cima do inglês no time, enquanto este ainda sofria para se adaptar à escuderia de Maranello e estava tendo performances abaixo do esperado.

            Na turma intermediária, a Racing Bulls consolida-se como “melhor do resto”, com Liam Lawson a fazer uma temporada muito boa, conseguindo evitar de ser sombreado por Arvid Linblad, que surgiu no time disposto a botar pra quebrar, e até agora, vem mostrando pelo menos muito talento e velocidade que Lawson tem conseguido igualar e impedir que seja passado para trás. A competição entre os dois tem um motivo óbvio: se Verstappen debandar da Red Bull, Lawson ou Lindblad poderão ocupar um dos carros, enquanto Isack Hadjar deverá ser mantido. Lindblad surpreendeu, é verdade, mas Lawson conseguiu equilibrar a disputa, e está à frente na pontuação do campeonato com 20 pontos a mais que o colega de equipe. Mais experiente, Liam agora viveria uma situação diferente, se voltar ao time principal, uma vez que Christian Horner e Helmut Marko não estão mais por lá, tendo sido “queimado” no ano passado depois de apenas duas corridas, diante do carro complicado que a escuderia possuía, do qual só Max Verstappen conseguia se adaptar ao comportamento instável. O que pode atrapalhar é que surgiram boatos também de que a Red Bull pode buscar um piloto “de fora”, e numa eventual ida de Max para a McLaren, Piastri poderia vir para seu posto na Red Bull.

            Na Alpine, Pierre Gasly está garantido, mas a situação de Franco Colapinto, mais uma vez, não está garantida. O francês tem mais que o dobro de pontos do argentino, que volta e meia ainda arruma algumas batidas para complicar sua posição. É verdade que o time iniciou o ano bem mais forte, mas nas últimas corridas, tem ficado para trás, enquanto os rivais avançaram. Gasly já deu o alerta: se a Alpine não se mexer a fundo, ficará mesmo para trás, e com Aston Martin Racing Bulls, e Audi melhorando, o time francês corre o risco de acabar fazendo companhia a Haas e demais times do pelotão de trás do grid.

"Cadilata": Os carros da equipe norte-americana quebraram mais uma vez...

            A Audi, que vem conseguindo marcar pontos nas últimas etapas, anunciou que vai se concentrar em melhorar o chassi, deixando a unidade de potência para uma aprimoração mais substancial em 2027, quando poderá utilizar dois ADUOs para evoluir a unidade. O time já fez uso de um ADUO em Barcelona, dando-se por satisfeito com o progresso, mas aceitando que precisa de um carro melhor, que possa extrair com mais eficiência a performance que a unidade de potência pode entregar.

            Williams e Haas começaram a temporada com problemas próprios, mas ambas agora enfrentam dificuldades de performance, conforme a temporada avançou. Se o time de Gene Haas tinha momentos de brilho, brigando pelas últimas zonas de pontuação, o desempenho despencou nos últimos GPs, com os pilotos tendo de brigar para não caírem já no Q1. A equipe e Grove, por seu lado, ensaiou minimizar seus problemas em algumas corridas, mas voltando a despencar, ficando longe de conseguir pontuar. Os dois times agora terão dificuldades se a renovação do carro da Aston Martin confirmar as boas impressões da Hungria, recolocando o time de Silverstone nos eixos, e deixando Haas e Williams para trás.

            A Cadillac, como time novato, vem tendo as dificuldades naturais de todo time iniciante, mas até aqui, enfrenta problemas de performance e fiabilidade que fazem com que a escuderia não consiga chegar nos outros times do grid, se não houver algum fator extraordinário que propicie oportunidades a seus pilotos, que ficaram novamente pelo caminho em Budapeste, ambos com problemas sérios nos carros, no que tange à fiabilidade dos carros. Sergio Perez tem conseguido se sair melhor do que Valtteri Bottas, candidatando-se cada vez mais a permanecer no time no próximo ano, enquanto a segunda vaga pode ficar com algum outro piloto. Mas agora o time norte-americano precisará mostrar ainda mais serviço, uma vez que as evoluções praticadas pela Aston Martin na prova húngara parecem oferecer uma luz no fim do túnel vivido pela equipe de Silverstone, e deixar a Cadillac confinada às últimas posições do grid.

Ferrari: brilhando nos treinos, se apagando na corrida. Max Verstappen agradece e papou outro pódio com a Red Bull.

            A F-1 continua a sofrer com o problema do gerenciamento de energia das novas unidades de potência. Alguns ajustes minimizaram um pouco os problemas enfrentados pelos times, mas em pistas de alta velocidade, como a Bélgica, ver os carros novamente perdendo velocidade nas retas, mesmo com os pilotos pisando fundo no acelerador, voltou a motivar críticas de pilotos e times. Stefano Domenicalli reclamou dos pilotos reclamarem, alegando que eles não sabem fazer críticas construtivas, e que o público “está adorando” a movimentação na pista, como “provam” os números de torcedores presentes nos autódromos, como na Hungria, onde anunciaram um público de pouco mais de 310 mil torcedores presentes no final de semana do GP, e que eles não estão interessados em detalhes como “super clipping”, ou se as ultrapassagens estão “artificiais ou não”, porque, para eles, o que importa é a agitação na pista, não se a manobra é real ou artificial de fato. O chefão da FOM/Liberty Media deveria se inteirar melhor das discussões em fóruns de automobilismo pelo mundo afora, onde os fãs não andam lá empolgados como ele alega. Se antes já tínhamos críticas ao uso do DRS, agora, com a complicação do sistema de gerenciamento da energia, tudo ficou ainda mais artificial, numa disputa de softwares de gerenciamento propriamente, por mais que o piloto consiga fazer uma abordagem das mais eficientes em manipular a energia da unidade de potência, cujos limites particulares de cada uma impõem limites que podem ser até flexibilizados, mas não eliminam o problema a contento. Mas a arrogância típica da F-1, que já não é de hoje, parece por vezes tratar os fãs como idiotas. A única sorte deles é que a categoria tem muito lastro para se manter relevante, mesmo com as idéias e atitudes mais imbecis tomadas, então...

            O momento de férias serve para dar uma arejada nos times e pilotos, antes de entrarmos na segunda metade do campeonato, que deverá ser bem corrida, para não mencionar que a F-1 precisará decidir de vez onde fará suas etapas finais da temporada, que não serão definitivamente no Qatar e Abu Dhabi, diante da instabilidade no Oriente Médio. Embora ainda não comunicado oficialmente, a Europa deverá encerrar o certame, o que indica que pistas como Portugal, Ímola, ou outros autódromos poderão ser anunciados em breve para “tapar” o buraco surgido das provas que seriam feitas no Oriente Médio. Já foi anunciada corrida em Kuala Lumpur, promovendo a volta da Malásia ao calendário, no início de outubro, como substituta da corrida do Bahrein, cancelada oficialmente, encaixando no itinerário de viagens da categoria a Singapura. Vamos ver agora que outros acertos eles farão para garantir pelo menos as duas corridas finais do calendário na Europa.

            Vai ser um período de férias com muita coisa na cabeça de todo mundo, isso vai...

 

 

A Aston Martin saiu plenamente satisfeita do resultado de suas atualizações no carro implementadas na Hungria. Com nada menos do que 16 atualizações promovidas no bólido, que foi chamado de praticamente “um novo carro”, o time de Silverstone conseguiu quase brigar para chegar à zona de pontos, e embora tanto Fernando Alonso quanto Lance Stroll tenham ficado sem conseguir brigar efetivamente por pontos, o desempenho dos carros teve uma evolução visível, permitindo a seus pilotos deixarem a dupla da Cadillac para trás, da Haas, e também a dupla da Williams, cujo carro parece ter estagnado completamente. O resultado mais prático foi ver Fernando Alonso novamente, se não empolgado propriamente, mais entusiasmado ao ver que o carro agora parece de fato um  carro de corrida, já que antes haviam tantos problemas e reações ruins na condução que era difícil enumerar por onde começar a resolver a situação. A desvantagem na classificação, que em algumas pistas passou de 5s, despencou para praticamente a metade, o que é um avanço a ser elogiado, pelo menos para proporcionar agora uma base mais estável para desenvolvimento. Com as férias de verão, assim que os trabalhos de pista, no final de agosto, forem retomados, na Holanda, o time já terá uma base estudada das melhorias, sem mencionar que esta semana o time já andou com a nova unidade de potência da Honda, lá mesmo em Hungaroring, usando o dia de testes de pneus da Pirelli, nesta semana, podendo assim efetuar comparações do comportamento da nova unidade, em relação à que estava sendo usada, até a prova de domingo. E a nova unidade é um passo à frente em todos os aspectos, de acordo com a escuderia, apontando um ganho de potência de aproximadamente 25 Hps a mais, fora que o novo propulsor não apresenta problemas como as vibrações que, nos primeiros testes, chegavam a ser tão intensas que praticamente desestabilizavam o chassi do bólido. Mike Kraak, por sua vez, foi incisivo ao declarar que eles terão muito a analisar dos dados, e a comparação de parâmetros, indicando pelo menos, que todas as atualizações implementadas surtiram os efeitos esperados, indicando confiabilidade das simulações feitas com as novidades que foram desenvolvidas, o que sugere um índice de confiabilidade dos dados bem alto. Agora, é ver o quanto o time consegue evoluir de fato na segunda metade da temporada, não esquecendo, claro, que os rivais não estarão parados, e portanto, ainda terão muito, muito trabalho pela frente, até recuperarem de fato a competitividade necessária para brigar por resultados mais efetivos…

Aston Martin: pacotaço de atualizações diminui déficit de performance de forma significativa, mas a distância ainda é grande para os primeiros colocados.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA – JULHO DE 2026


Estamos chegando ao final do mês de julho, e logo estaremos em agosto, seguindo adiante pelo segundo semestre do ano de 2026. Portanto, como de costume, é hora de mais Cotação Automobilística, com uma avaliação de alguns dos principais acontecimentos e nomes do mundo da velocidade neste mês de março, com o tradicional esquema já conhecido de sempre: EM ALTA (cor verde); NA MESMA (cor azul); e EM BAIXA (cor vermelha). Uma boa leitura a todos, e até a próxima Cotação Automobilística, no próximo mês de agosto, com as avaliações dos acontecimentos do mundo da velocidade no próximo mês. Até lá, e cuidem-se bem...

 

EM ALTA:

 

Álex Palou: O piloto espanhol da Ganassi voltou a mostrar que segue firme rumo ao pentacampeonato na Indycar na atual temporada, e que se os rivais quiserem impedir isso, eles vão ter que ser muito melhores do que estão sendo atualmente. O problema é que os rivais não estão conseguindo sustentar uma regularidade e constância que coloque em risto a liderança de Palou na competição, que voltou a vencer novamente, em Nashville, derrotando praticamente toda a trinca da Penske na parte final da corrida, que até ameaçou, mas não conseguiu sair com a vitória no oval do Tenessee, e vendo o espanhol abrir 83 pontos na dianteira do campeonato sobre o vice-líder, que agora é David Malukas, da Penske, deixando Kyle Kirkwood cair para o 3º lugar, sem que o piloto da Andretti consiga se firmar como adversário mais próximo de Palou na disputa do campeonato. Ainda temos seis corridas pela frente, e com 50 pontos por vitória em uma corrida da categoria, pode parecer que a vantagem de Álex não é tão grande assim, mas o problema é que Palou parece conseguir, além de manter uma performance firme e competente, evitar quase todos os azares que os demais pilotos vem tendo nas corridas, algumas por puro azar, mas outras por erros próprios, estratégias ruins, e todo tipo de problema que Palou vem conseguindo driblar junto com a Ganassi nas corridas. Quem vai conseguir finalmente desbancar o espanhol, dessa maneira? Palou parece disputar um campeonato à parte, e talento e competência do piloto e do time à parte, a concorrência também vem facilitando essa tarefa do espanhol seguir colecionando vitórias e títulos...

 

Lucas Di Grassi: Com a aposentadoria anunciada, o piloto brasileiro, um dos veteranos da Formula-E, vencedor da primeira corrida da história da competição, tinha tudo para fazer uma despedida melancólica do grid, conduzindo o carro que é considerado o pior da categoria na atual temporada. Mas quis o destino que Lucas tivesse uma oportunidade redentora de lembrar o grande piloto que foi na história do certame de monopostos elétricos, e o triunfo surgido na segunda corrida em Shanghai, onde obteve uma vitória espetacular, tendo largado da penúltima posição, entra para os anais do esporte a motor como uma das lendas das competições automobilísticas, onde, sim, as circunstâncias ajudaram, mas Di Grassi também deu show na pista antes disso, sabendo criar as condições para, quando a chance surgiu, ele estivesse em condições de aproveitá-la, com uma pilotagem firme e decidida, superando os adversários que normalmente andariam à sua frente sem maiores problemas, dada a falta de competitividade de seu carro. Foi o 14º triunfo de Lucas na competição, que há quatro anos não vencia uma corrida, diante dos carros pouco competitivos que teve à disposição destes últimos anos. O carro da Lola/Yamaha ainda é o pior do grid, e as corridas em Tóquio, terminando fora dos pontos, apesar dos esforços, só faz o feito em Shanghai ser ainda mais extraordinário, como se Fernando Alonso, com a atual Aston Martin, vencesse uma prova na F-1. Lucas pode não encerrar a carreira da melhor maneira que gostaria em sua última temporada, mas ao menos, também não sairá completamente por baixo, com a vitória na China sendo uma “despedida de honra” para piloto, que venceu também pela primeira vez na F-E, também na China, em Pequim, como um ciclo da vida que se fecha, com dignidade e louvor, apesar dos pesares.

 

Andrea Kimi Antonelli: O piloto italiano continua mais firme do que nunca na liderança do campeonato 2026 da Fórmula 1, e caminha, se não houver percalços, para ser o mais jovem campeão da história da categoria máxima do automobilismo, aos 19 anos. Andrea, a exemplo de George Russell, também enfrentou percalços nas últimas corridas, tendo dois abandonos por problemas no carro, e viu sua grande vantagem na classificação ser reduzida a 25 pontos, indicando que ele poderia passar a ter dificuldades para tentar ser campeão. Mas exibições de competência nas provas da Bélgica e Hungria, aliadas à sorte, fizeram com que o italiano disparasse novamente na liderança, vencendo em Spa-Francorchamps, e ainda vendo Russell sofrer novo abandono. E, em Hungaroring, uma pista onde a Mercedes claramente não conseguiu brigar pela vitória pela primeira vez no ano, ainda salvou um pódio, aumentando ainda mais a vantagem para o companheiro de equipe, agora em 59 pontos. Não é só sorte: Antonelli tem conseguido extrair mais do modelo W17, enquanto Russell, mesmo em seus bons dias, parece não conseguir obter a mesma performance, pelo menos, com a mesma constância do italiano. Se não houver uma reviravolta completa na segunda metade da temporada, a Itália poderá comemorar o primeiro título de um piloto italiano desde os primórdios da F-1, com Alberto Ascari.

 

Disputa pelo título na F-E: Faltando duas corridas para encerrar a atual temporada da Formula-E, a briga pelo título pegou fogo de vez. Os resultados da rodada dupla de Tóquio complicaram a situação para Pascal Wehrlein, da Porsche, que parecia caminhar rumo ao bicampeonato com alguma segurança, e agora, a liderança passou para Jake Dennis, da Andretti, que também luta pelo bicampeonato. E Oliver Rowland também ganhou um gás para também ter esperanças de renovar o título da competição. Mith Evans (Jaguar) também se manteve na briga, e com os quatro pilotos separados por 14 pontos, literalmente tudo pode acontecer na rodada dupla final, que será disputada em Londres, com chances de vermos um dos finais mais eletrizantes da história da categoria de carros monopostos elétricos em sua curta, mas já marcante história nos anais do automobilismo mundial, proporcionando um duelo que dificilmente podemos ver em outros campeonatos. Quem vai sair campeão, ou melhor, bicampeão, já que entre os postulantes, apenas Mith Evans ainda não levantou o caneco durante sua carreira, enquanto os demais buscam seu segundo triunfo e igualar-se a Jean-Éric Vergne, até hoje o único bicampeão da competição, mas que pode ver sua marca igualada ao fim da atual temporada…

 

Marc Márquez: O heptacampeão iniciou uma arrancada firme e decidida para entrar de vez na briga pelo título da MotoGP na temporada 2026. Com um início claudicante, e tendo perdido algumas etapas para corrigir problemas de saúde decorrentes do acidente sofrido no final da temporada do ano passado, a “Formiga Atômica” iniciou um ataque fulminante desde a etapa da Hungria, onde conquistou a primeira vitória em corrida principal na temporada, e desde então, já foram três vitórias no ano, catapultando o piloto da equipe oficial da Ducati para a 3ª posição no campeonato, a apenas 18 pontos do líder, Jorge Martin, e mostrando que pode entornar completamente a segunda metade da temporada da classe rainha do motociclismo, que começou com uma supremacia da Aprilia, mas que agora, virou uma disputa aberta também com o heptacampeão, que fez a Ducati, ainda com seus problemas, voltar à briga com tudo, e prometendo boas disputas. E olhe que, na opinião da Ducati, e do próprio piloto, ele ainda não está 100% recuperado, o que indica um perigo potencial ainda maior porque a MotoGP agora está em seu período de férias de verão, dando a Marc tempo útil para se recuperar melhor dos ferimentos sofridos, o que pode significar que, quando a competição retomar, a “Formiga Atômica” pode vir ainda mais ameaçador nas corridas, e quem sabe, virar completamente o jogo para ir em busca do 8º título na MotoGP...

 

 

 

NA MESMA:

 

Equipe Ferrari: O time italiano se consolidou como principal rival da Mercedes na temporada 2026 da F-1, mas até o presente momento, está conseguindo apenas efetuar pressões pontuais no campeonato. Não que as duas vitórias obtidas, uma com Lewis Hamilton, e outra com Charles LeClerc, sejam de desprezar, apenas é questão de dizer que ainda é pouco para efetivamente brigar com o time de Brackley por uma eventual disputa de título, e todos sabem que Hamilton, mesmo sendo o vice-líder, só está nesta posição porque George Russell não vem fazendo jus ao potencial do carro, e do time, além de guiar abaixo do que normalmente pode apresentar. O SF26 pode ser um dos melhores carros do grid, mas a unidade de potência ferrarista ainda possui um déficit de potência que limita até onde seus pilotos podem desafiar unidades mais potentes, como os Mercedes, e os Red Bull/Ford em determinadas situações. Fora isso, existem problemas pontuais que, ocasionalmente, fazem o time italiano perder oportunidades de melhores resultados onde não deveria ocorrer isso, como na Hungria, onde o time brilhou na classificação, mas ficou fora do pódio no resultado final da corrida, em nenhum momento disputando a ponta da prova como se imaginava em uma pista travada onde o carro não sentiria tanto a potência menor de seu propulsor. Ainda há tempo para reação, mas vai depender dos avanços que o time conseguirá proporcionar no desenvolvimento do carro, porque mesmo com os ADUOs, isso só conseguirá minimizar os problemas de potência do propulsor.

 

Equipe Red Bull: O time dos energéticos tem tido desempenhos variados no ano, ora andando um pouco melhor, ora ficando para trás. Se por um lado a nova unidade de potência concebida pela Red Bull Powertrains, em conjunto com a Ford, é uma agradável surpresa, o modelo RB22 ainda tem desempenho instável, o que tem irritado sobremaneira Max Verstappen, que na ânsia de tentar compensar no braço a falta de performance, tem sofrido algumas rodadas que não ajudam em nada o seu entusiasmo, e novamente se fala em sua saída da Red Bull, alegando a cláusula de performance, mesmo que seu contrato com a escuderia vá até 2028. O time, por outro lado, parece se movimentar nos bastidores para tentar se prevenir contra a saída de sua maior estrela, com alguns boatos indicando que Oscar Piastri, atualmente na McLaren, poderia vir para Milton Keynes, enquanto o holandês iria justamente para a McLaren, em seu lugar. A situação da Red Bull não é tão ruim quanto parece, mas diante do que o time demonstrou nos anos recentes, tendo dominado a competição com Verstappen, claro que houve uma queda, como também aconteceu com a Mercedes entre 2022 e 2025. O time se reestruturou, e está reencontrando seus caminhos para voltar a ser vencedor, mas enquanto isso, segue aos trancos e barrancos, mas o maior problema é que Verstappen parece não ter a paciência para esperar o desempenho melhorar...

 

Caio Collet: O piloto brasileiro da Foyt segue tentando fazer uma temporada de estréia condizente na Indycar, mas além da equipe por vezes não ajudar, o próprio piloto tem tido falhas que podem complicar sua situação, pelo menos na tentativa de obter um lugar mais competitivo para 2027, já que o time de A. J. Foyt vive uma instabilidade de performance que pode ser perigosa para as aspirações de seus pilotos de melhores resultados. Collet tem sido observado, e desejado por alguns times, mas deslizes também têm sido observados, e o erro crasso de Diogo em Nashville, onde bateu no muro por culpa própria, e abandonou a prova, perdendo chance de um resultado razoável, acabam pesando contra ele, lembrando que outros pilotos também estão na busca por vagas melhores, e com pacotes de patrocínio tão ou até melhores do que os do brasileiro, o que complica sua situação, mesmo que Caio, potencialmente, possa ser mais talentoso. Com o campeonato entrando em sua reta final, claro que não dá para ter metas muito elevadas na competição, mas Caio precisa pelo menos tentar ser o estreante do ano, o que é relevante para os chefes de equipe, e pode ser um trunfo na disputa por vagas em times mais competitivos.

 

Diogo Moreira: O piloto brasileiro, que faz sua primeira temporada na MotoGP, pela equipe LCR, satélite da Honda, vem sendo cotado para assumir uma vaga no time oficial de fábrica da marca japonesa, lembrando que seu contrato é diretamente com a Honda, que o alocou no time satélite em sua temporada de estréia, uma medida prática, diminuindo eventuais cobranças por resultados que seriam mais enfáticas no time oficial, ainda que a Honda, propriamente, não esteja em sua melhor fase na classe rainha do motociclismo. Mas a situação de Diogo segue indefinida quanto a isso, e alguns sinais podem ser um pouco preocupantes, ainda que a posição do brasileiro não esteja propriamente em risco. A maior possibilidade é a permanência na LCR. O time de fábrica já anunciou oficialmente a vinda de Fabio Quartararo, que deixa a Yamaha, e pega também David Alonso, que compete na Moto2, garantindo sua subida para a classe rainha do motociclismo, mas sem especificar aonde ele ficará. Com Johaan Zarco fora de combate devido a um acidente, a expectativa lógica seria o francês ir para o time de fábrica, deixando Moreira e Alonso na LCR, mas tudo pode acabar sendo diferente, dependendo das circunstâncias. Diogo vem fazendo uma temporada bem satisfatória, e precisa manter o ritmo e os resultados, a fim de capitalizar uma potencial promoção, embora isso envolva outras variáveis nem sempre sob controle do piloto. Vejamos como ele ficará para 2027...

 

Felipe Nasr: O piloto brasileiro, que defende a Penske/Porsche no campeonato norte-americano de endurance, o IMSA, deve seguir firme na categoria, depois de algumas especulações a respeito de uma possível ida para o time da Penske na Indycar, diante das incertezas a respeito de Josef Newgarden seguir no time para 2027. Mas tudo indica que a Penske deve manter sua atual trinca de pilotos, até porque, na atual temporada, Newgarden já venceu duas corridas pelo time, enquanto os demais pilotos seguem sem triunfos em mais um campeonato onde Álex Palou vem deitando e rolando em cima da concorrência. Tricampeão do IMSA, Felipe ocupa a 4ª posição na temporada atual, mas está na briga pelo título, e por enquanto, vai muito bem por lá, enquanto a situação da mesma Penske, na Indycar, tem sido de altos e baixos nos últimos tempos, com a escuderia ainda precisando voltar a acertar sua sintonia nas corridas do certame de monopostos. Tendo se tornado um dos destaques do IMSA, Nasr provavelmente fique por lá, diante do sucesso obtido na competição, mas tudo é possível, claro… Mas, no presente momento, tudo indica que ele poderá se manter onde está por um longo tempo, sem se preocupar em provar mais nada a ninguém...

 

 

 

EM BAIXA:

 

Patifaria na Vicar/Stock Car/CBA: Que o Brasil anda uma porcaria, e o ambiente político tem se degradado a olhos vistos nos últimos anos, não é novidade, e com boa parte dos eleitores ainda por cima “cegos” para as picaretagens que vem ocorrendo, seja de que matiz ideológica seja, esquerda, direita, ou centro, mostrando que não se trata de algumas maçãs podres no balde, mas de o balde inteiro estar imprestável. Bem, o esporte, como não poderia deixar de ser, está mostrando também algumas podridões, e a Stock Car parece prestes a ter alguns problemas de bastidores revirados em uma briga velada que vem se tornando cada vez mais pública, entre Átila Abreu, dono da escuderia Bandeiras, recém-saída da competição por despeito de uma decisão contra o time em uma etapa, mostrando como a Vicar estaria fazendo uma “caça às bruxas” em seus próprios funcionários, só por eles estarem curtindo postagens onde Átila expõe movimentos duvidosos e questionáveis da direção da Stock, o que não estaria agradando a cartolagem da competição. A própria Stock, quando da oficialização da saída da escuderia do certame, que contava, entre seus pilotos, com Rubens Barrichello e Nelson Angelo Piquet, exibiu “manifestações de apoio” de times e pilotos ao campeonato, claramente como algo orquestrado, procurando desmerecer a atitude da escuderia Bandeiras, e reafirmando apoio à Stock e à Vicar, em textos que sugerem não ser nada espontâneos, mas mais pressão para mostrar que, quem “ousar” se rebelar, sofrerá sanções e punições, por “desprestigiar” a categoria, que virou crime capital em tempos recentes. A Stock já anda complicada além do que precisaria quando fez mudanças de equipamento no ano passado com resultados desastrosos, como carros sem fiabilidade, falta de peças, além de decisões de comissários questionáveis, e agora, como se vê, o buraco está mais embaixo. Átila Abreu tem postado vídeos com fundamentação e explicações mais do que coerentes, obrigando a direção da Stock a se desdobrar para manter coisas varridas para baixo do tapete, mas uma hora, o tapete vai ficar pequeno para tantas palhaçadas que vem ocorrendo, e a casa pode cair… A questão é quem tem mais bala na agulha para sustentar essa disputa...

 

George Russell: O piloto inglês da Mercedes ensaiou uma recuperação com a vitória na Áustria, e os azares que também passaram a atingir seu colega de equipe no time alemão, reduzindo a desvantagem para 25 pontos, e voltando a insinuar que não deixaria a lut pelo título tão fácil assim. Mas Russell literalmente viu seus esforços ruírem novamente com um abandono azarado na Bélgica, e um carro que não rendeu o esperado na Hungria, vendo Andrea Kimi Antonelli disparar e novo na liderança do campeonato, agora com 59 pontos de vantagem para o companheiro de equipe inglês, que parece ser o mais afetado pelos percalços que o time prateado vem começando a sofrer na competição, enquanto Antonelli, embora também tenha tido lá seus azares, tem tido melhor sorte (ou menos azar). O único ponto positivo de Russell é que a Mercedes não tem mais interesse em contratar Max Verstappen, possibilidade aventada até ano passado, quando o time de Brackley ainda não tinha reencontrado o caminho do sucesso vivido na década passada, o que preserva o lugar de George na escuderia. Mas agora, o problema é como lidar com o fato de Antonelli estar deitando e rolando em cima dele, e com as chances de levar um título que, no início do ano, todo mundo achava que seria a chance da vida de Russell, que vê as oportunidades escaparem diante de seus dedos, e pode acabar ficando na sombra do companheiro de equipe na escuderia alemã...

 

Marco Bezzecchi: O piloto italiano da Aprilia iniciou a temporada 2026 da MotoGP com uma performance de sonhos, vencendo as 3 primeiras corridas e sendo segundo nas outras duas, cacifando-se para disputar o título com mais facilidade do que todos imaginavam, dando a entender que a Aprilia enfim deslancharia rumo ao tão sonhado título na classe rainha do motociclismo, mas nas últimas etapas, além da concorrência ter evoluído, o que já era esperado, Bezzecchi se complicou sozinho por conta própria, tendo sido suspenso da corrida principal da República Tcheca por agredir um fiscal após abandonar a prova sprint, e depois, na etapa da Holanda e da Alemanha, estar ausente por ter sofrido um acidente, o que o fez cair da liderança do campeonato para a 4ª posição, e vendo os planos de ser campeão se complicarem enormemente, o que só não ficou ainda pior porque a Aprilia ainda é uma moto competitiva, ainda que os rivais venham se aproximando rápido. Mas certamente a situação não é das melhores, em parte por azares, mas em parte também pelo próprio Bezzecchi, que se complicou sozinho em Brno, e poderia estar mais próximo do novo líder do campeonato, que é Jorge Martin, seu próprio companheiro de equipe, que também teve lá seus problemas, mas pelo menos, ainda segue mostrando que a fábrica italiana está no páreo pelo título. Com um novo regulamento técnico entrando em 2027, e sem terem idéia de como será a nova relação de forças na competição, Bezzecchi precisa aproveitar aquela que talvez possa ser sua melhor, e talvez única, chance de conquistar o título da MotoGP, se ele pelo menos manter a cabeça no lugar, e conseguir se esquivar os azares, claro...

 

Scott Dixon: Que o piloto neozelandês não vem tendo uma temporada positiva na Indycar, isso já não é novidade, e o que muitos já vinham especulando nos últimos dois meses se confirmou: hexacampeão da categoria, Scott deixará a Ganassi ao fim da atual temporada, encerrando um vínculo de quase 25 anos com o time de Chip Ganassi, por onde conquistou todos os seus títulos na competição. Pesou também o modo como Ganassi tornou Álex Palou o novo queridinho do time, dedicando a ele o maior volume de recursos para manutenção do carro do espanhol, e deixando Dixon com um tratamento inferior, o que certamente desagradou o piloto, ainda mais pelo currículo dele junto à escuderia, como se ele fosse alguém dispensável, e não o piloto com mais vitórias e títulos da escuderia em toda a sua história. Dixon, ainda sem planos de aposentadoria imediata, sai por baixo do time onde construiu todo o seu sucesso como piloto, e agora inicia uma nova fase na carreira, onde integrará a McLaren a partir de 2027, procurando mostrar que ainda tem muita lenha para queimar na competição, e que descartá-lo da maneira velada como a Ganassi vinha fazendo, não foi a melhor das decisões.

 

Nolan Siegel: O piloto da equipe McLaren na Indycar já recebeu o aviso prévio: não segue no time em 2027, com a escuderia anunciando a contratação de Scott Dixon, e a volta de Felix Rosenqvist. A bem da verdade, Siegel foi uma aposta furada de Tony Kanaan para o time, que tinha a opção de efetivar Théo Pourchaire, e lhe deu uma rasteira, assinando com Siegel, alegando que Pouchaire não teria compromisso efetivo com a equipe, o que deixou o piloto europeu a pé e sem perspectivas depois de cancelar acordos já firmados acreditando que a McLaren lhe daria um contrato efetivo. Infelizmente, em nenhum momento Nolan andou no mesmo ritmo de seus companheiros de time, ficando sempre para trás, e raramente obtendo resultados melhores, quando a equipe ambiciona lutar pelo título. Mas ele teve sua chance no time, e agora, que batalhe para encontrar uma nova escuderia para a próxima temporada, o que pode ser difícil, haja visto a disputa pela poucas vagas disponíveis para o próximo ano, sem que o piloto precise arrumar uma vultosa quantia de patrocínios a tiracolo...