OBS: Esta é a coluna do dia 26 de junho, que devido a problemas diversos, não pôde ser publicada naquele dia, mas trago agora, tal como foi escrita, ainda que alguns fatos já possam estar defasados. Boa leitura a todos.

Scott Dixon: fim de uma era para a Ganassi na Indycar.
O mercado de pilotos
da Indycar anda bem quente quando o assunto é a próxima temporada da
competição. E pelas conversas de bastidores, teremos muita gente em carros
diferentes no próximo ano, prometendo algumas mudanças bem drásticas no grid.
Uma das mais quentes é certamente Scott Dixon. O hexacampeão anda descontente com o tratamento recebido recentemente na Ganassi, que tem redirecionado a maior parte dos recursos do time para Álex Palou, que se tornou o novo queridinho de Chip Ganassi, tal como Dixon já foi um dia na escuderia, onde está há praticamente quase 25 anos, e onde conquistou todos os seus seis títulos na categoria. Palou já conquistou quatro títulos com a Ganassi, e caminha firme para mais um título na atual temporada, e de certa forma, é estranho que Dixon não venha conseguindo render bem nos últimos tempos, algo que, em parte, poderia ser atribuído à idade do neozelandês, mas quem conhece Scott vê que algo mais está acontecendo, e não é apenas a questão de pilotagem do hexacampeão que parece estar sendo o diferencial no atual momento.
Mas é claro que ninguém na Ganassi confirmaria isso, ainda mais depois da briga que Chip teve para manter o piloto, quando este assinou um contrato com a McLaren quando a opção era da escuderia. A aposta em Palou felizmente se pagou, e no atual momento, a Ganassi parece só ter olhos para ele, não importa se para isso Dixon deixe de ser importante no planejamento da escuderia. E claro que Dixon parece ter resolvido dar um basta nisso. Dono de seis títulos na Indycar, ele certamente não se incomodaria se as condições fossem iguais, mas parece que isso não é o que está acontecendo, dado o seu descontentamento com o rendimento do carro nos últimos tempos, e todos sabemos que onde há fumaça, há fogo. Portanto, não se surpreendam se um anúncio de saída do neozelandês surja muito em breve.
Fontes de bastidores dizem que ele já teria um destino para o próximo ano: a McLaren. No time laranja, é dada como certa a saída de Nolan Siegel, que foi uma aposta de Tony Kanaan que não vingou, e pior, aconteceu de forma complicada sua contratação, com o time dispensando Théo Porchaire de forma inexplicável para a contratação de Siegel, alegando que o europeu não estaria comprometido com o time, quando Théo praticamente chegou a cancelar acordos prévios acreditando em manter a titularidade na equipe de Woking na Indycar, em um episódio que certamente não pegou bem para a imagem da escuderia. E sem render significativamente há duas temporadas e meia, Siegel já teve todas as chances possíveis, ficando sempre abaixo de seus companheiros no quesito resultados. Portanto, a McLaren, caso confirme a vinda de Dixon, reforça significativamente seu poderio no grid, pois Dixon ainda é um dos nomes mais capazes e talentosos da categoria.
Mas a McLaren pode ter mais mudanças. Christian Lundgaard, que curiosamente faz uma temporada muito boa, pode perder sua vaga na escuderia laranja para o próximo ano. O motivo seria uma certa debilidade do piloto nas pistas ovais, e o time estaria buscando alguém melhor neste quesito, e por coincidência, um dos nomes cogitados é o de Felix Rosenqvist. O sueco já pilotou para a McLaren, mas acabou dispensado, indo para a Meyer Shank, onde ganhou as 500 Milhas de Indianápolis deste ano, o que fez sua cotação subir bastante, o suficiente para a McLaren cogitar sua volta ao time. E até Patricio O’Ward, a grande estrela da escuderia, pode acabar mudando de casa. O piloto mexicano, não por acaso, vem sendo ofuscado por Lundgaard este ano, e tem feito algumas críticas ao carro e ao time, e para a escuderia, isso parece não estar sendo muito bem visto. O’Ward sempre foi o principal nome da escuderia desde que a McLaren adquiriu integralmente a Schmidt/Petterson, incorporando-a sob seu comando para ter propriedade total sobre a escuderia, marcando o retorno completo da McLaren à Indycar. Tanta insatisfação teria motivo também no fato de Patricio ter pedido desligamento do programa da McLaren na F-1, descrente de ainda obter uma vaga na escuderia para correr na categoria máxima do automobilismo.
Vale lembrar que Álex Palou também tinha essa idéia quando tentou mudar de time, mas errou o timing, e a Ganassi foi aos tribunais para manter o piloto, que depois, quando viu as portas na F-1 literalmente fechadas com o time garantindo a dupla Lando Norris/Oscar Piastri, praticamente desistiu de cumprir o contrato, e preferiu ficar na Ganassi, dando início a outra briga jurídica que só recentemente se findou. No momento atual, uma vaga até parece estar se abrindo em Woking para a F-1, com a possível saída de Piastri, inconformado com o tratamento do time, mas com a escuderia inglesa de olho em Max Verstappen, Patricio O’Ward parece ter se dado conta de que ele continuaria sendo a última opção para preencher essa vaga, e teria resolvido parar de sonhar pela vaga e se concentrar em sua carreira na Indycar, o que significa que o mexicano também pode estar de malas prontas para desembarcar em outro time em 2027. Alguns apontam a Andretti, onde a posição de Marcus Ericsson anda a perigo, com Kyle Kirkwood garantido, e Will Power, recém-chegado este ano, mostrando velocidade, apesar dos resultados não serem condizentes até agora, mas com contrato garantido para 2027.

Mesmo sendo o melhor piloto da McLaren na temporada 2026 da Indycar, o piloto ficou sem lugar no time para 2027.
Mas até a Penske pode ter
mudanças. Josef Newgarden parece andar na corda bamba, e este ano, o
estadunidense está se vendo superado por David Malukas, recém-chegado à
escuderia, vem dando um baile nos companheiros de time, e Scott Mclaughlin
parece garantido, por hora, para 2027. Algumas fofocas comentaram que Felipe
Nasr, piloto da Penske/Porsche no IMSA WeatherTech poderia assumir a vaga de
Newgarden, e o brasileiro já fez alguns testes com o carro da Penske, mas sem
compromissos específicos além de ajudar no desenvolvimento da motorização
híbrida adotada recentemente na Indycar, mas já presente há mais tempo no
campeonato de Endurance dos Estados Unidos, onde Nasr já foi tricampeão. Não
que uma vaga na Penske seja de se jogar fora, mas no atual momento, onde
disputa mais uma vez o título no IMSA, Felipe talvez não se sinta confiante
para mudar para a Indycar, já que a Penske anda batendo cabeças na categoria de
monopostos, e não consegue se impor como fazia antigamente, fora algumas
mancadas técnicas que renderam não penas punições ao time, como perda de parte
da credibilidade esportiva do time na competição.
O que não significa que não poderemos ter novidades para o Brasil no próximo ano. Caio Collet, que disputa sua temporada de estréia na Indycar, está sendo bem visto no mercado, e alguns boatos dizem que seu nome é seriamente cogitado na Meyer Shank para o lugar de Felix Rosenqvist, se o sueco de fato retornar à McLaren. E seria um bom ganho para Caio, visto que a Foyt tem tido diversos problemas na temporada atual, tendo perdido parte da competitividade demonstrada nos dois últimos anos, mesmo com o suporte técnico da Penske. Embora menos afetado que o brasileiro, Santino Ferrucci também vem sofrendo com algumas performances abaixo do esperado, e Collet precisa ver suas opções disponíveis, não sendo preciso lembrar que, há alguns anos atrás, a mesma Foyt, com problemas de competitividade, enterrou a carreira de outro brasileiro, Matheus Leist, na competição, além de abreviar o fim da carreira de Tony Kanaan como piloto, pelos fracos resultados obtidos na época, que fizeram Tony deixar de competir em tempo integral, e largando as competições pouco tempo depois para assumir funções organizacionais na McLaren.
A saída de Scott Dixon da Ganassi em tese também abriria uma vaga cobiçada na Ganassi, no lugar do neozelandês, além de que podemos colocar em dúvida a permanência de Kyffin Simpson no time para o próximo ano. E, claro, teremos muitos pilotos que ambicionarão essas vagas, e certamente Chip Ganassi vai aproveitar para leiloar os cockpits a quem puder fornecer o melhor apoio financeiro, valorizando seus assentos. Mas a vaga, em tese, poderia já ter dono, com Marcus Armstrong, que compete pela Meyer Shank, mas está emprestado ao time pela Ganassi, sendo realocado de volta ao time de Chip, medida que foi tomada com a introdução dos “charters” na categoria de monopostos norte-americana, que limitou as vagas no grid a um máximo de três por escuderia. Isso poderia ser mais prático para a Ganassi, mas não há garantias de que seja o que eles farão. De qualquer maneira, se ocorrer, seria uma vaga a mais na Meyer Shank, que também seria interessante para muitos pilotos.

Caio Collet: brasileiro pode se beneficiar das mudanças e conseguir um carro mais competitivo no próximo ano.
Na Rahal, o destino de
Graham Rahal é o único garantido, sem certezas se Mick Schumacher ou Louis
Foster irão continuar, a menos que tragam patrocínio para mais uma temporada, e
claro, se ambos não optarem por ir em busca de opções melhores, já que o time
do ex-piloto Bobby Rahal atravessa uma fase de altos e baixos frequente, e o
próprio Graham, filho de Bobby, também já cogitou de defender outro time.
Romain Grosjean pode permanecer na Dale Coyne, se mantiver patrocínio, já que o
time vive disso mais do que os demais. E não há definição na Juncos ou na
Carpenter até o presente momento. Mas claro que o mercado não deve demorar a se
movimentar, até porque a temporada de pista acaba no início de setembro, de
modo que, ao iniciar o mês de julho, a temporada reserva muitas atividades de
pista, e as escuderias já querem ter um planejamento mais claro de suas
atividades para 2027, e se já puderem ter certeza de com quais pilotos irão
trabalhar, melhor ainda.
Desse modo, podemos esperar novidades neste meio agora em julho, muito provavelmente envolvendo os principais nomes, como Dixon, Lundgaard, Rosenqvist, e até Newgarden. E quem sabe, sobre opções mais competitivas para Caio Collet nestas negociações, a julgar pelo estado atual da Foyt, onde permanecer mais uma temporada pode ser tremendamente arriscado, e com novos pilotos podendo entrar na parada, de modo que se pintar uma oportunidade promissora, Caio não pode desperdiçar a chance. Veremos em poucas semanas, provavelmente, o desenrolar de várias das especulações e boatos que vem circulando pelos bastidores da Indycar, e quem sabe, termos um panorama mais claro do que poderemos ver no grid da competição no próximo ano. Aguardemos, portanto...
A Fórmula 1 chegou à Zeltweg, na Áustria, para o GP da Áustria, e depois da vitória de Lewis Hamilton em Barcelona, todos se perguntam se o time vermelho será capaz de repetir a façanha. A expectativa é compreensível, mas a própria Ferrari trata de frear a empolgação, ainda mais com relação à entrada em operação da primeira evolução do propulsor, de acordo com as regras do ADUO implantadas pela FIA. O próprio Hamilton já alerta que as melhorias advindas do ADUO não serão nada milagrosas, e que a desvantagem da SF-26 para o modelo FW17 ainda é considerável, devolvendo o favoritismo a seu antigo time, que sim, foi pego de surpresa na prova da Espanha, mas que poderia ter vencido a corrida se tivesse gerenciado melhor sua estratégia. Parece que o time de Maranello já quer se blindar contra um possível favoritismo, já que desde a vitória na pista da Catalunha, surgiram muitas especulações a respeito de Hamilton entrando até na disputa pelo título, o que sabemos que ainda é extremamente prematuro afirmar, afinal, foi apenas uma vitória, e o fato de Lewis ter assumido a vice-liderança se dá mais pelos problemas enfrentados por George Russell do que propriamente pela Ferrari ter um carro capaz de desafiar abertamente a Mercedes. Sem mencionar, claro, que Russell ainda deu sorte de Andrea Kimi Antonelli ter quebrado na Catalunha, mas se levarmos em consideração que George também quebrou em Montreal, então os azares por quebras estão igualados. Mas o italiano segue como um fantasma que Russell precisa lidar se quiser voltar efetivamente à briga pelo título, e ele precisa reagir o quanto antes, de preferência, com uma nova vitória, algo que não consegue desde a corrida da Austrália, que abriu a temporada. Mas o temor é se a Ferrari, mais uma vez, se intrometer na disputa, e mostrar que o ocorrido em Barcelona não foi um resultado aleatório, mas uma combinação da melhoria efetiva da Ferrari com uma possível desacelerada da Mercedes. O que irá prevalecer neste final de semana pode dar uma resposta mais confiável se poderemos esperar algo mais da Ferrari na disputa, ou se a Mercedes se recupera, sem deixar de lembrar que a McLaren também pode apresentar novidades.
A Áustria é a casa da Red Bull, sede do famoso império da conhecida marca de energéticos que conquistou o mundo, e portanto, é o GP “caseiro” da escuderia. E Max Verstappen chega tentando confiar que a escuderia está conseguindo melhorar a performance do modelo RB22, e possa lhe proporcionar meios de disputar resultados melhores. Pelo sim, pelo não, o nome do tetracampeão volta a ser motivo de especulações, e as mais recentes apontam para o que seria uma possível negociação com a McLaren, certamente para o lugar de Oscar Piastri, que não anda muito contente com a atenção que recebe da escuderia, em especial pelos acontecimentos do ano passado, quando de favorito virou azarão na competição, e não tendo o que acha que merece de respaldo pelo time, que estaria voltado mais para Lando Norris, o atual campeão. Na Mercedes, as opções de contar com Verstappen parecem encerradas definitivamente, depois da escalada proporcionada por Andrea Kimi Antonelli, caindo completamente nas graças de Toto Wolf, que certamente não vai querer colocar o garoto em risco ao lado de um competidor feroz do naipe de Max, fora o fator financeiro, claro. Mas a opção da McLaren parece ser bem possível. Por isso mesmo, a Red Bull corre contra o tempo para tentar evoluir o carro, e dar alguma satisfação ao holandês, que já anda insatisfeito com as novas regras atuais da F-1 adotadas este ano, em especial as novas unidades de potência e seus sistemas de gerenciamento elétrico, que ainda o desagradam completamente. Mas, claro que, tendo um carro competitivo, ele parece relevar um pouco a situação.
Para felicidade dos fãs da velocidade, o GP da Áustria será mais uma etapa que a Globo irá exibir ao vivo no canal aberto, assim como também fará a transmissão ao vivo no SporTV. A largada está programada para as 10:00 Hrs. neste domingo. O treino de classificação, infelizmente, só no Globoplay, ou no SporTV. Definitivamente, as transmissões feitas pela Bandeirantes ainda eram muito melhores do que a Globo vem fazendo atualmente, para não mencionar a qualidade de como a equipe de transmissão vem fazendo, para dizer o óbvio...



