Outro campeonato que já teve início foi a MotoGP, que disputou o Grande Prêmio da Tailândia, e mostrou uma Aprilia mais forte do que se imaginava, depois dos testes da pré-temporada, onde se imaginou que a Ducati não apenas manteria sua força e favoritismo, como poderia ser ainda mais avassaladora do que foi no ano passado, o que felizmente não se confirmou. Mas, eis que trago hoje um pequeno texto especial contando mais sobre a temporada 2026 da classe rainha do motociclismo, que entre as principais novidades do ano está a volta do Brasil, ao calendário, e ao grid da MotoGP. Uma boa leitura a todos...
MOTOGP 2026
A Ducati segue sendo a franca favorita, mas a Aprilia quer mudar esse panorama, e já começou bem o ano. Conseguirá manter a boa forma?
Adriano de Avance Moreno
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| A MotoGP deu a largada para a temporada 2026, e deu Aprilia na corrida principal em Buriram, onde a Ducati fez figuração na corrida. |
No último ano da MotoGP sob as atuais regras técnicas, a missão do grid é clara: interromper o domínio da Ducati na competição, com a supremacia da marca de Bolonha na classe rainha do motociclismo. No ano passado, Marc Márquez, defendendo o time de fábrica da marca italiana, literalmente correu sozinho rumo ao título, com seu irmão caçula, Álex, defendendo a Gresini, fazendo sua melhor temporada na competição, ficando com o vice-campeonato, mas sem conseguir ameaçar de fato o irmão mais velho, reafirmando o domínio da marca italiana, que só não dominou ainda mais porque Francesco Bagnaia teve uma temporada irreconhecível, não conseguindo disputar o título como se previa.
Visando conter custos, a MotoGP resolveu congelar o desenvolvimento dos atuais propulsores do grid, uma vez que no próximo ano saem os motores de 1.000cc para a entrada das novas unidades de 850cc, visando à redução da velocidade dos protótipos, e aumento da segurança da competição. Pelos testes da pré-temporada, tudo indicava que a Ducati, mesmo com as limitações técnicas de desenvolvimento decorrentes do regulamento, conseguiu melhorar ainda mais sua Desmosédici, com muitos temendo um novo ano de supremacia da Ducati na categoria.

Ducati entrou na temporada 2026 como grande favorita destacada, mas parece que podemos ter mudanças nas expectativas...
O time de fábrica de Borgo Panigale
ainda conta com suas equipes satélites. Na Gresini, Álex Márquez, vice-campeão
de 2025, ganhou uma moto do ano para tentar vôos ainda mais altos, e terá à sua
disposição a mesma especificação da GP26, enquanto Fermin Aldeguer correrá com
a GP25. Na VR46, segue o mesmo esquema com Fabio
Di Giannantonio tendo o modelo GP26, enquanto Franco Morbidelli continua com a
moto do ano anterior, no caso, a GP25. Os dois times tiveram desempenhos bem
satisfatórios no ano passado, e todos terminaram dentro do TOP-8, que teve
apenas como “intrometidos” Marco Bezzecchi (Aprilia) em 3º lugar e Pedro Acosta
(KTM) em 4º, mostrando o favoritismo da Ducati na competição, e que a marca
espera manter este ano.
A maior oposição à Ducati no grid vem da Aprilia, marca conterrânea que nos últimos anos até tentou ensaiar disputar o título, mas apesar de algumas vitórias e até força em determinados momentos, não conseguiu transformar o sonho em realidade. Mas agora parece ainda mais capaz de cumprir a promessa de desbancar a marca de Bolonha. A Aprilia teve um fim de temporada forte em 2025, com duas vitórias de Marco Bezzecchi, que conduziu o crescimento da marca de Noale ao longo da temporada, só não disputando o vice-campeonato com Álex Marquez por ter começado a reagir tarde demais. Agora, além de contar com um Bezzecchi renovado e na sua melhor forma, o time também espera contar com um Jorge Martin mais recuperado, e capaz de brigar por melhores resultados. E a marca ainda conta com a Trackhouse, seu time satélite. Mas, embora mais forte do que nunca, ainda se especula até que ponto a Aprilia pode brigar de fato com a Ducati, com as expectativas indo no sentido de que o duelo existirá, mas que a Ducati deve ganhar pela consistência. A nova RS-GP de 2026 incorpora uma espécie de duto que otimizou o fluxo de ar na aerodinâmica do protótipo, resultando não apenas em maior velocidade de reta, mas também proporcionando melhor estabilidade nas curvas, algo crucial nas frenagens da competição.
A julgar pelo resultado da primeira prova da temporada, na Tailândia, contudo, teremos surpresas pelo caminho. Não apenas a Aprilia surpreendeu positivamente, como a Ducati esteve irreconhecível, ainda que Marc Márquez tenha brigado pela vitória na corrida sprint, e pelo pódio na corrida principal. Marco Bezzecchi não apenas venceu, mas convenceu. E a Aprilia ainda teve o 3º lugar de Raul Fernandez, com a Trackhouse, a Jorge Martin foi o 4º colocado, seguido de Ai Ogura, com a outra Trackhouse. A melhor Ducati acabou sendo de Fabio Di Giannantonio em 6º lugar. Ainda é cedo e muito precipitado para dizer que a Ducati terá problemas, mas a temporada começa bem em termos de competitividade, e com a segunda etapa sendo no Brasil, em uma pista onde a MotoGP correu pela última vez há mais de três décadas, todo mundo terá de aprender a pista, e quem sabe, vermos mais surpresas na corrida. Mesmo assim, para quem deseja maior competitividade na categoria, foi um alento ver a Ducati pela primeira vez fora do pódio após 88 corridas com pelo menos uma moto da marca no TOP-3. A Ducati sentiu o golpe, agora é ver se foi um caso isolado, ou se a parada com a conterrânea vai mesmo engrossar como a Aprilia promete fazer.

A esquadra da KTM para a temporada 2026, com o time de fábrica e a satélite Tech3: nova moto mais competitiva anima os pilotos.
Depois de sobreviver a um momento
crítico no ano passado, com o conglomerado a ter de reorganizar suas operações
diante de ameaça falimentar por resultados econômicos desfavoráveis que quase
comprometeram as operações de competição, a KTM conseguiu vir mais forte para
este ano, contando sempre com Pedro Acosta para obter seus melhores resultados,
com o espanhol já tendo marcado presença na primeira etapa, na Tailândia, com
uma vitória, ainda que controversa, na prova sprint, e um segundo lugar na
corrida principal. Com um competente Brad Binder, e os esforços da Tech3, seu
time satélite, a marca austríaca espera por melhores resultados nesta
temporada. Tendo apresentado já o seu propulsor para a temporada de 2027,
saindo à frente dos rivais, a meta da marca para este ano é estabilidade, tanto
que manteve os pilotos do time de fábrica, e a Tech3 também manteve sua dupla
inalterada. Mas o grande mérito foi produzir uma moto muito melhor e mais
competitiva, já que nos últimos anos a KTM vem patinando em termos de
performance, prometendo subir de produção, e não conseguindo cumprir o
prometido. Mas agora parece ter conseguido oferecer um bom projeto com a nova
RC-16. A intenção também é conseguir segurar Acosta, mesmo diante das conversas
de que já teria acertado com a Ducati para 2027. Por isso mesmo, ter um
equipamento competitivo é crucial para a marca não perder o seu grande talento,
ainda mais para a principal marca do grid.
A Honda também tem maiores esperanças de evolução este ano. A marca da Asa Dourada conseguiu crescer de performance no fim do ano passado, mas o objetivo é simplesmente voltar a disputar o TOP-10 com regularidade, e chegar ao pódio. Na Tailândia, Joan Mir até que andou forte, mas enfrentou problemas de fiabilidade, que comprometeram seu desempenho. Luca Marini, por sua vez, foi apenas o 10º colocado nas duas provas, o que mostra que a Honda ainda tem muito trabalho pela frente, se quiser de fato voltar aos bons tempos de luta pelos títulos. No ano passado, o melhor resultado, por incrível que pareça, veio da LCR, o time satélite, que venceu em Le Mans, numa prova marcada pela chuva, e por uma atuação magistral de Johaan Zarco em casa. Por ter tido resultados satisfatórios em 2025, a Honda subiu para a classe C, e por isso, não poderá trabalhar o desenvolvimento de seus motores este ano, tendo de cumprir com as regras de congelamento que são aplicadas aos demais construtores como contenção de custos visando o novo regulamento técnico que será estreado em 2027.

De campeã em 2021 à lanterna em 2025. A Yamaha tenta se recuperar, mais uma vez.
A Yamaha, por sua vez, tenta sair da
lanterna, concentrando forças no desenvolvimento da arquitetura V-4 para seu
motor, objetivando voltar aos bons tempos. A marca tem liberdade para
desenvolver o propulsor este ano, mas até o presente momento, os resultados
infelizmente estão passando longe. A dupla do time de fábrica terminou a
corrida de abertura da temporada nos últimos lugares pontuáveis, enquanto a
Pramac ficou de fora da zona de pontuação.
Com as disputas centradas nas marcas européias, não será neste ano que Honda e Yamaha conseguirão maior destaque na competição. As duas montadoras esperam poder reverter as expectativas com o novo regulamento técnico que virá em 2027, mas até lá, tudo aponta para que a temporada de 2026 seja concentrada no possível duelo entre as italianas Ducati e Aprilia, com a KTM correndo por fora. Por enquanto, a Aprilia saiu na frente, mas todos se perguntam se o que vimos na Tailândia foi apenas um ponto fora da curva da Ducati, e se eles voltarão com tudo já na próxima corrida, justamente aqui no Brasil, ou se a Aprilia vai conseguir efetivamente bagunçar o coreto e contestar a hegemonia da arquirrival Ducati para valer.
Com relação ao grid, temos quase todos os mesmos pilotos, com poucas mudanças. Teremos apenas dois estreantes no grid. Um deles é o brasileiro Diogo Moreira, na equipe LCR. O outro estreante é Toprak Razgatlıoğlu, pela Pramac, vindo do Mundial de Superbike, no lugar de Miguel Oliveira, que perdeu a vaga, e foi para a Superbike.
O campeonato da motovelocidade começou, e as emoções devem ser fortes em todas as corridas. E veremos quem será o campeão este ano...
CAMPEÕES DE MUDANÇA
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| O bicampeão "Pecco" Bagnaia vai ser "rifado" na Ducati para 2026? |
Com exceção de Marc Márquez, que permancerá na Ducati, todos os demais campeões presentes no grid podem ter novas casas em 2027. Vencedor da temporada de 2024, Jorge Martin deve ir para a Yamaha, no lugar de Fabio Quartararo, campeão da temporada de 2021, que por sua vez, deverá ir para a Honda. As duas mudanças chegaram a ser anunciadas na mídia especializada, mas ainda não foram divulgadas oficialmente.
Se confirmadas, Jorge Martin preferiu não esperar para ver, e estaria se bandeando para o time dos três diapasões, que por sua vez, estaria preenchendo o vácuo da saída de Quartararo, que impaciente com a falta de progresso da escuderia, resolveu arriscar a sorte com a arquirrival nipônica. Não é de hoje que o francês anda descontente com as promessas de recuperação da competitividade da Yamaha, que só tardiamente optou por mudar para a estrutura do motor V4, a exemplo do que já é adotado por outras marcas. Mas o ponto do motor já é uma reclamação que vinha até dos tempos de Valentino Rossi em seus últimos anos na escuderia nipônica. Com a Yamaha terminando em último lugar entre os construtores na temporada passada, o time tem permissão para desenvolver seu propulsor este ano, pela regra de permissões do regulamento da categoria.
O objetivo da Yamaha é aproveitar estas permissões para tentar recuperar o atraso de seu propulsor, e usar o motor deste ano como base para a nova motorização de 2027, quando os motores serão reduzidos para 850cc. Contar com um piloto campeão do mundo é importante, por isso, se eles perderem Quartararo, a chegada de Jorge Martin não é apenas bem-vinda, mas necessária, para tentar manter a seriedade do projeto de recuperação da marca na classe rainha do motociclismo.
Jorge Martin teve uma temporada passada atribulada, e não foi apenas pelos acidentes e azares que fizeram com que o espanhol praticamente perdesse todo o ano em termos de chances de ter bons resultados. A meio do ano, o piloto tentou um rompimento do seu contrato, válido para 2026, para tentar mudar para a Honda já este ano, mas a Aprilia bateu o pé, prometendo levar Martin aos tribunais se ele insistisse em romper o contrato, sob alegação de não estar dentro das posições previstas no campeonato, e que lhe dariam o direito de rescindir o acordo firmado com o time italiano. No final, equipe e piloto de acertaram, mas o clima ficou pesado no time, a ponto de haver até deboche de Marco Bezzecchi em cima de Jorge, quando ele venceu a etapa de Silverstone, e declarou que a moto italiana não era tão ruim assim.
Tentar se garantir para 2027, em um outro time, no momento em que a Aprilia está em crescimento, enquanto ninguém sabe como a Yamaha estará no próximo ano, é uma jogada arriscada, no que parece que Martin não estaria interessado em se arriscar confiando na Aprilia, ainda que a opção da equipe japonesa seja totalmente incerta para o próximo campeonato. Mas Jorge parece ver que o time já não tem confiança nele, tanto que já renovou contrato com Bezzecchi para os próximos anos, com o italiano se colocando como líder da equipe na pista, rebaixando Martin desta posição, o que teria desagrado ao espanhol, que foi campeão em 2024 com todos os méritos.
E Francesco Bagnaia, bicampeão pela Ducati, pode estar também sendo rifado pelo time de Borgo Panigale, depois da péssima temporada de 2025. Para seu lugar, teria sido contratado Pedro Acosta, atualmente no time de fábrica da KTM. Nos testes da pré-temporada, “Pecco” pareceu se reencontrar com a moto italiana, e projetava uma temporada muito mais otimista, até com chances de, quem sabe, reverter a possível saída do time de fábrica. Contudo, a prova da Tailândia foi uma ducha de água fria para o italiano, que ficou abaixo das expectativas, sem conseguir explicar como a moto pareceu ficar tão diferente do que havia visto nos testes. Começaram a correr boatos de que Bagnaia deverá ir para a Aprilia em 2027, mas nada também confirmado oficialmente. Bagnaia ficou claramente desgastado na temporada do ano passado, não conseguindo nem disputar o título, enquanto Marc Márquez, recém-chegado na equipe de fábrica da Ducati, foi campeão de forma arrasadora. Pior foi que “Pecco” ficou longe de disputar até mesmo o vice-campeonato, que ficou com Álex Márquez, e ainda foi superado na reta final por Bezzecchi, da Aprilia, e até mesmo por Pedro Acosta, da KTM, terminando o ano de 2025 numa melancólica 5ª colocação que aparentemente jogaram por terra o crédito que Bagnaia tinha junto à Ducati pelos dois títulos conquistados, além do vice-título de 2024.
Confirmada oficialmente a ida de Fabio Quartararo para a Honda, fica a dúvida se Joan Mir, campeão da temporada de 2020, seguirá no time. Nem ele nem Luca Marini estão confirmados no time oficial da Asa Dourada para a próxima temporada, de modo que isso deixa em aberto as possibilidades de quem irá compôr a dupla da Honda para o próximo ano.
PRIMEIRA ETAPA – A APRILIA DEITA E ROLA
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| Marco Bezzecchi marcou a pole-position da etapa da Tailândia e venceu a corrida principal com autoridade, não dando chance aos adversários. |
A primeira etapa da competição, disputada em Buriram, na Tailândia, reservou algumas surpresas para o início da temporada. A maior delas foi ver a Ducati, a favoritaça da pré-temporada, não conseguindo discutir a vitória na corrida principal, cujo triunfo ficou com Marco Bezzecchi, que só não venceu as duas corridas do final de semana porque caiu sozinho enquanto liderava a corrida sprint no sábado. Mas Bezzecchi marcou a pole-position com autoridade, e vinha firme nas corridas, mostrando que o desempenho não era “fogo de palha”: o italiano brigava pela liderança na prova sprint quando caiu sozinho, e na corrida principal, não deu chances a ninguém na briga pela vitória, obtendo a primeira vitória na temporada, e começando o ano na liderança do campeonato. E, se formos considerar as corridas principais de 2025, é a terceira vitória consecutiva da Aprilia, pois Bezzecchi também vendeu as duas corridas finais da temporada passada. Imaginava-se que a Aprilia poderia ser a principal ameaça à Ducati, mas ninguém esperava que as motos de Noale exibissem tal força logo de cara.
A Aprilia, aliás, teve seu “momento Ducati” em Buriram: suas quatro motos ficaram nas cinco primeiras colocações na prova, tendo apenas Pedro Acosta, da KTM, como “intruso” no resultado da prova, com a Trackhouse, seu time satélite, terminando em 3º e 5º lugares, com Raul Fernandez e Ai Ogura. Jorge Martin, ainda se recuperando fisicamente, fez uma corrida bem satisfatória, terminando em 4º lugar, e visando melhor performance conforme for pegando mais o ritmo da competição, e esperando ter menos azares.
Num dejá-vu incômodo, “Pecco” Bagnaia, que esperava deixar o turbulento 2025 para trás, se viu novamente às voltas com problemas em sua moto, sem explicações aparentes do que deu errado para voltar a ter os mesmos problemas do ano passado. O bicampeão foi apenas o 9º colocado, tanto na prova sprint quanto na corrida de domingo, o que não foi um bom sinal para o time, que também viu Marc Márquez não conseguir resistir à força de Marco Bezzecchi, e ainda abandonar a corrida com a roda traseira amassada e o pneu furado, obrigando-o a abandonar. Depois da excelente temporada de 2025, Álex Márquez também saiu da Tailândia de mãos abanando, com um desempenho sofrível.
A próxima corrida, como mencionado, é aqui no Brasil, e quais disputas poderemos ver na pista? As cartas já foram embaralhadas na Tailândia, vamos ver o que acontecerá em Goiânia, ainda este mês...
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| De favorita a figurante em Buriram: pela primeira vez em 88 GPs, a Ducati não teve nenhuma moto no pódio da corrida principal. |
EQUIPES E PILOTOS
|
EQUIPE |
MODELO |
PILOTOS (Nº) |
|
Aprilia Racing |
RS-GP26 |
Jorge Martin (89) Marco Bezzecchi (72) |
|
Lenovo Ducati Team |
GP26 |
Francesco Bagnaia (63) Marc Márquez (93) |
|
Red Bull KTM Tech3 |
RC16 |
Maverick Viñalez (12) Enea Bastianini (23) |
|
Gresini Racing MotoGP |
GP25/GP26 |
Fermín Aldeguer (54) Álex Márquez (73) |
|
LCR Honda |
RC213V |
Johann Zarco (5) Diogo Moreira (11) |
|
Monster Energy Yamaha MotoGP Team |
YZR-M1 |
Fabio Quartararo (20) Álex Rins (42) |
|
Mooney VR46 Racing Team |
GP25/GP26 |
Fabio Di Giannantonio (49) Franco Morbidelli (21) |
|
Prima Pramac Yamaha Racing |
YZR-M1 |
Jack Miller (43) Toprak Razgatlıoğlu (7) |
|
Red Bull KTM Factory Racing |
RC16 |
Brad Binder (33) Pedro Acosta (37) |
|
Honda Team |
RC213V |
Luca Marini (10) Joan Mir (36) |
|
Trackhouse MotoGP Team |
RS-GP26 |
Raul Fernandez (25) Ai Ogura (79) |
CALENDÁRIO
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| Prova do Qatar, em Losail, pode ser cancelada devido à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. |
O calendário desta temporada é praticamente igual ao calendário de 2025, com a ordem de algumas corridas tendo sido alterada, visando uma melhor logística do calendário da competição. Todas as provas continuam contando com as corridas sprints aos sábados, como vem sido feito nas últimas temporadas. O Grande Prêmio do Brasil retorna ao calendário, ocupando a vaga que era do GP da Argentina, que não conseguiu se manter na competição, e tenta voltar em 2027, provavelmente tendo como palco o Circuito de Buenos Aires, substituindo Thermas de Rio Hondo. Até o fechamento desta matéria, contudo, a expectativa era de cancelamento do GP do Qatar, na pista de Losail, diante da guerra promovida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que tumultuou o ambiente no Golfo Pérsico, levando inclusive a fechamento do espaço aéreo, e complicando todas as operações aéreas na região. O Mundial de Endurance, que teria seu início de temporada na região, cancelou a corrida, que tentará ser realizada em outra data, o que também poderá acontecer com a prova da motovelocidade.
E a temporada 2026 também marcará a despedida de Phillip Island como palco do GP da Austrália, que a partir de 2027 será disputado em Adelaide, no mesmo circuito que foi utilizado pela F-1 até 1995, com algumas alterações, o que dividiu as opiniões na competição, e fora dela.
|
DATA |
ETAPA |
CIRCUITO |
|
01.03 |
Grande Prêmio da Tailândia |
Chang |
|
22.03 |
Grande Prêmio do Brasil |
Goiânia |
|
29.03 |
Grande Prêmio das Américas |
Circuito das Américas (Austin) |
|
12.04 |
Grande Prêmio do Qatar |
Losail |
|
26.04 |
Grande Prêmio da Espanha |
Jerez de La Fronteira |
|
10.05 |
Grande Prêmio da França |
Le Mans |
|
17.05 |
Grande Prêmio da Catalunha |
Barcelona |
|
31.05 |
Grande Prêmio da Itália |
Mugello |
|
07.06 |
Grande Prêmio da Hungria |
Balaton Park |
|
21.06 |
Grande Prêmio da República Tcheca |
Brno |
|
28.06 |
Grande Prêmio da Holanda |
Assen |
|
12.07 |
Grande Prêmio da Alemanha |
Sachsenring |
|
09.08 |
Grande Prêmio da Inglaterra |
Silverstone |
|
30.08 |
Grande Prêmio de Aragón |
Aragón |
|
13.09 |
Grande Prêmio de San Marino |
Misano |
|
20.09 |
Grande Prêmio da Áustria |
Zeltweg |
|
04.10 |
Grande Prêmio do Japão |
Motegi |
|
11.10 |
Grande Prêmio da Indonésia |
Mandalika |
|
25.10 |
Grande Prêmio da Austrália |
Phillip Island |
|
01.11 |
Grande Prêmio da Malásia |
Sepang |
|
15.11 |
Grande Prêmio de Portugal |
Portimão |
|
22.11 |
Grande Prêmio da Comunidade Valenciana |
Valência |
TRANSMISSÃO NO BRASIL E A VOLTA AO CALENDÁRIO E AO GRID
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| O Brasil está de volta ao calendário da MotoGP, e em Goiânia, onde a classe rainha do motociclismo estreou por aqui nos anos 1980. |
Os fãs da MotoGP continuarão a poder apreciar as disputas da classe rainha, bem como das categorias de acesso Moto2 e Moto3 através do Grupo Disney, com transmissão dos treinos e corridas ao vivo nos canais da ESPN da TV por assinatura, bem como pelo sistema de streaming Disney+, como já tem sido praxe nos últimos anos.
Mas este ano teremos duas atrações a mais no que tange ao Brasil. A primeira delas é a presença de Diogo Moreira, trazendo ao grid da classe rainha do motociclismo novamente um representante após quase 20 anos da despedida de Alexandre Barros da competição, e que foi justamente o mentor de Diogo em sua mudança do motocross para as competições de autódromo. Campeão da Moto2, um título inédito para o motociclismo brasileiro, Diogo foi contratado pela própria Honda, e alocado na equipe satélite LCR, que mudou sua mentalidade depois de anos dando lugar a pilotos asiáticos, devido aos fracos resultados de Somkiat Chamtra no time no ano passado, superado com muita facilidade por Johaan Zarco.
Na primeira corrida, Diogo fez uma classificação satisfatória, largando da 15ª posição do grid. Ele terminou em 13º a prova sprint, logo atrás de Zarco, numa estréia razoável, sem brilhar, mas também sem comprometer, o que não é ruim. Na corrida principal, que é o que importa, Moreira repetiu o 13º posto, marcando seus primeiros pontos na competição, cruzando a linha de chegada a aproximadamente 5s de Zarco, que foi o 11º colocado, mostrando que nesta corrida de estréia na competição a LCR não teve um desempenho muito forte, haja vista que a diferença para Johaan não foi grande. Diogo diz que, quanto mais tempo tiver pilotando, melhor para ir aprendendo todos os macetes do equipamento, e neste ponto, a pouca diferença de desempenho para Zarco é um indicativo de que ele foi bem, mesmo sendo novato na competição. A Honda de fábrica propriamente não teve também um resultado muito inspirador na etapa da Tailândia: Luca Marini foi o melhor classificado na prova principal, terminando a corrida em 10º lugar, recebendo a bandeirada menos de 1s à frente de Zarco.
Mas, não apenas temos novamente um piloto brasileiro no grid, como o Brasil está de volta ao calendário da MotoGP, substituindo o Grande Prêmio da Argentina, que não conseguiu renovar seu contrato para permanecer no calendário. E o palco da motovelocidade será justamente o Circuito de Goiânia, que inclusive já sediou provas da modalidade, que estreou nosso país no calendário no distante ano de 1987, tendo sediado a corrida até 1989, quando então foi feita a última prova no circuito da capital do Estado de Goías. Em 1992, o Brasil voltou momentaneamente ao calendário, com a corrida ocorrendo em Interlagos. Em 1995, o Rio de Janeiro fez o Brasil voltar ao calendário, tendo sido palco do maior número de provas até então na classe rainha do motociclismo, com a última corrida sendo realizada em 2004. Desde então, o Brasil estava fora do calendário, até seu retorno este ano, e claro, capitalizando com a presença de Diogo Moreira no grid da competição.
Aliás, justamente para esta prova, haverá transmissão na TV aberta, com a Bandeirantes a exibir a corrida, garantindo um alcance ainda maior da etapa nacional entre os fãs da motovelocidade.
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| Diogo Moreira foi campeão da Moto2, e fez sua estréia na MotoGP na prova da Tailândia, marcando seus primeiros pontos na competição. |
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| Pedro Acosta ficou com a vitória na prova sprint da Tailândia por uma punição controversa de Marc Márquez no final da corrida. |
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| A Honda também tenta se reerguer na competição, mas o panorama na Tailândia não foi o esperado pelo time japonês. |









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