sexta-feira, 30 de julho de 2021

PÁGINA VIRADA?

Hora de Max Verstappen e Lewis Hamilton (acima) voltarem à pista, depois do incidente na prova da Grã-Bretanha. E a disputa entre ambos na pista pode continuar mais acirrada do que nunca, se ambos tiverem performance semelhante. Novos enroscos à vista? Possivelmente...


            O toque entre Lewis Hamilton e Max Verstappen ocorrido na primeira volta do GP da Grã-Bretanha continua rendendo discussões, e se a decisão do título da temporada se der por poucos pontos, muitos certamente alimentarão a polêmica de que o heptacampeão bateu de forma premeditada com o objetivo de tirar o rival holandês da corrida. A Red Bull, por sua vez, resolveu apresentar “novas evidências” à FIA nesta quinta-feira, mas a entidade, depois de analisar o material, optou por rejeitar a apelação do time austríaco, uma vez que não havia fato realmente relevante que justificasse uma possível alteração da punição já aplicada ao piloto da Mercedes durante o próprio GP disputado em Silverstone.

            Max Verstappen tratou de não responder a perguntas sobre o assunto, e a insistência de Christian Horner e Helmut Marko no assunto começa a mostrar mais a face de má perdedora da Red Bull do que o mesmo quesito em Lewis Hamilton, que pode ter dado algumas cacetadas em alguns pilotos em disputas de pista nos últimos anos, mas não transformou isso em prática rotineira, por mais que muitos fãs ardorosos de Verstappen, além da enorme legião de fãs que torcem abertamente contra Hamilton, continuem praguejando o contrário.

            Até parece que na história da F-1 nunca houve incidentes entre os pilotos, e que apenas Hamilton tenha virado o “demônio assassino sobre rodas” e o novo “Dick Vigarista” da categoria máxima do automobilismo, na opinião dessa turma, que parece esquecer também que Verstappen não é nenhum anjo ao volante, já tendo protagonizado vários incidentes na pista devido ao seu arrojo e agressividade, algo que o próprio Hamilton já protagonizou em outros tempos, sendo devidamente criticado por isso na época, e até penalizado na maioria das vezes. E como é de conhecimento mais do que notório, o automobilismo é um esporte perigoso. Impossível não acontecer problemas em alguns momentos e lugares, diante da postura dos competidores, ou das circunstâncias da situação.

            Muitos fãs estão esperando que a relação entre Hamilton e Verstappen “pegue fogo” a partir deste GP da Hungria, com disputas cada vez mais acirradas e agressivas entre os dois principais pilotos de Mercedes e Red Bull. Para quem ficava achando que o inglês atualmente só era rápido por causa do carro alemão, é bom rever um pouco seus conceitos, até porque a imensa maioria dos campeões da F-1 obtiveram seus títulos pilotando excelentes carros, muitas vezes os melhores do grid no campeonato em questão. Nessa categoria é fácil citar Ayrton Senna, que teve à sua disposição alguns dos melhores carros produzidos na história da McLaren, que lhe permitiu ser tricampeão. E, claro, quando os carros ficaram menos competitivos, Senna deixou de ganhar títulos, como ocorreu em 1992 e 1993, o que não quer dizer que a McLaren tenha deixado de ser uma grande força.

            Tanto o inglês quanto o holandês parecem evitar de criar maiores especulações sobre o caso, mas que ninguém duvide que, a partir da largada deste domingo, em Hungaroring, ambos estarão prestando mais atenção do que nunca um no outro. Se o duelo entre ambos vai resultar em novo acidente, só saberemos na corrida, e para que isso aconteça, ambos terão que disputar as mesmas posições na pista. O duelo pelo título voltou a ficar mais equilibrado diante do mau resultado da Red Bull em Silverstone, tanto no campeonato de pilotos quanto de construtores, mas o time dos energéticos ainda possui uma ligeira vantagem de performance sobre o time germânico. Pudemos ver isso na “corrida de classificação” em Silverstone, onde Verstappen simplesmente tomou a dianteira na largada, e não a perdeu mais, aumentando pouco a pouco sua vantagem conforme as voltas iam sendo percorridas, sem que Hamilton conseguisse responder à altura.

            E é preciso considerar que a própria Red Bull admitiu que o acerto de seu carro para aquele GP, diante do pouco tempo de terem tido para mexer no ajuste do monoposto, não era o mais ideal, tanto que a Mercedes era um pouco mais veloz na reta do que o carro rubrotaurino. E estamos falando de uma pista de alta velocidade. E, na Hungria, vemos o oposto: trata-se de um circuito travado, com apenas um ponto ideal de ultrapassagem, no fim da reta principal. A maior chance de Lewis é assumir a ponta e conseguir se manter lá graças às dificuldades de se ultrapassar na pista húngara, recurso que já foi usado por vários pilotos na história da corrida de Budapeste. O problema vai ser Lewis conseguir essa ponta. O carro da Red Bull é bem mais equilibrado do que o da Mercedes, e em pistas travadas, como vimos em Monte Carlo, essa diferença de performance fica ainda mais evidente. E, depois do ocorrido em Silverstone, podem apostar que Verstappen não vai querer dar nenhuma brecha para o azar. Ele vai tentar largar na frente, e ir-se embora de uma vez logo nas primeiras voltas, a fim de não ser ameaçado por ninguém, até para reafirmar o favoritismo dele e de sua escuderia.

            Teoria das mais óbvias. Resta saber se ele conseguirá executá-la a contento. Max afirmou que ainda sente um pouco os efeitos da forte batida sofrida em Silverstone, e isso pode ter algum efeito em seu desempenho. Da mesma maneira, o carro do holandês ficou destruído no impacto, a ponto de a Honda ter precisado fazer uma verificação minuciosa de sua unidade de potência para conferir se ela ainda podia ser usada. Em caso de perda do propulsor, Verstappen teria de utilizar uma nova unidade, o que poderia leva-lo a ser penalizado mais à frente, se tiver de utilizar uma nova unidade, uma vez que cada piloto só pode utilizar 3 unidades de potência em toda a temporada. No primeiro treino livre de hoje, a Red Bull e o piloto iriam testar as condições do propulsor, e atestar se ele pode de fato ser utilizado e em toda a sua potência. Se constatarem que a unidade não apresenta problemas, ela continuará sendo utilizada, caso contrário, será necessário utilizar outra unidade. E, neste caso, obter um resultado positivo frente à Mercedes torna-se mais crucial, para se conseguir mais vantagem que possa ser utilizada no momento certo em que eventualmente sofrer uma penalidade de posições no grid por uso de uma unidade de equipamento além do limite estabelecido pelo regulamento.

            E o que poderemos ver na pista, caso a Red Bull veja uma Mercedes capaz, se não de superá-la, de incomodá-la fortemente? Podemos ver outro embate feroz entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, com consequências imprevisíveis. Nesta quinta-feira, quando se cruzaram no paddock de Hungaroring, Verstappen exibia um olhar fuzilante para o inglês, que parecia mais relaxado. A guerra psicológica vai vir com tudo, e neste quesito, a grande experiência de Hamilton pode vir favorece-lo, se Lewis conseguir manter a cabeça sob controle. Verstappen, por sua vez, terá de pensar duas vezes se resolver apostar novamente no tudo ou nada para defender e/ ou ganhar posições na pista. Os 8 pontos de vantagem que possui ainda são importantes, porque mesmo que Hamilton vença a corrida húngara, Verstappen continuará na liderança chegando em 2º lugar, posição que deve considerar se os riscos de lutar pela vitória forem maiores do que o esperado. A questão é que, sendo Max Verstappen quem é, possivelmente ele preferiria um abandono a perder o duelo roda a roda com um rival parrudo, como vem sendo o heptacampeão, só que as coisas não funcionam dessa maneira.

A pista da Hungria, muito travada, deve favorecer os carros da Red Bull, aumentando o desafio para a Mercedes tentar equilibrar o jogo da disputa.

            Mas é por aí também que é preciso tomar cuidado. Verstappen fecharia Hamilton, de forma até escancarada, para defender sua liderança do campeonato, caso se veja em condição de fazer isso? E, se fizer, como isso será visto? Retaliação ou vingança? Ambas as opções possuem muitos riscos, e não valeriam a pena, pelo perigo potencial que trazem. Hamilton, por sua vez, continuaria forçando tudo o que pode, de maneira a fazer Verstappen sentir a pressão e cometer um erro. E temos também a FIA de olho no que pode acontecer. Depois de todo o bafafá pelo ocorrido em Silverstone, a entidade que comanda o automobilismo mundial pode não ver com bons olhos uma nova disputa fraticida entre os dois pilotos, o que pode ser tanto positivo quanto negativo para a competição em si. Os duelos devem acontecer, e muitos torcedores estão de saco cheio das punições que são aplicadas aos pilotos, por acharem que elas acabam tolhendo o potencial das lutas de posições na pista. Porém, é igualmente grande o número de torcedores que apóia tais punições, sendo que alguns gostariam de ver regras até mais rigorosas. Não dá para agradar a todos, claro, mas em caso de um novo acidente entre Verstappen e Hamilton, o clima pode esquentar ainda mais, podendo evoluir para algo mais fraticida, e perigoso. Neste caso, a entidade pode se ver forçada a impor limites às rusgas entre ambos na pista. O problema é calibrar esses limites, de modo que não castigue os pilotos por tentarem correr riscos, mas também não seja permissiva em demasiado para que eles acabem exagerando nos riscos de pilotagem, confiando na capacidade de segurança que os bólidos atuais desfrutam.

            De uma forma ou de outra, Hamilton e Verstappen nunca foram lá muito companheiros mesmo de profissão. Em termos pessoais, nunca houve relação de amizade entre os dois, e dificilmente haveria algo a se considerar de um para o outro, depois do ocorrido na curva Copse, na prova da Brã-Bretanha. Falar de respeito pelo adversário é um tema complicado, já que o estilo superagressivo de Verstappen parece leva-lo muitas vezes a pilotar como se não tivesse mais ninguém na pista, e por isso mesmo, acabando por arrumar confusão com vários pilotos, demonstrando até não possuir muito respeito pelos colegas de profissão em determinados momentos. Então, o máximo que se pode dizer é que ambos vão encarar um ao outro de maneira ligeiramente diferente daqui para frente. Quão diferente isso vai ser dependerá unicamente de quão próximos se encontrarão na pista, e do ímpeto vencedor que cada um deles possui.

            Poderá ser um grande duelo entre dois gênios da velocidade, com o heptacampeão simbolizando a experiência e conhecimento, com o holandês da Red Bull mostrando a juventude e o arrojo puro que costuma caracterizar os jovens e sua audácia de encarar os mais incautos desafios em busca de seu objetivo. Quanto antes a Red Bull resolver virar a página e se concentrar novamente no carro e na pilotagem e Max, melhor. Essa choradeira do time dos energéticos já virou algo enfadonho, de mau perdedor, com a Red Bull mostrando um completo inconformismo de um incidente de corrida que poderia ocorrer em qualquer pista e local. A escuderia austríaca já foi um time muito mais alegre e festivo, mas atualmente se tornou uma escuderia seca e amarga, sem compartilhar mais aquele clima de amizade e fraternidade que demonstravam no início de sua empreitada na categoria máxima do automobilismo.

            Para a luta pelo campeonato de 2021, é o maior desejo dos fãs: um duelo titânico entre os dois pilotos, com direito a todas as faíscas e pauleiras que tenham direito. E que possa vencer o melhor, como sempre. Vejamos o que a etapa húngara nos apresentará...

 

 

Depois de termos uma pré-temporada ridícula de apenas 3 dias este ano, em parte por conta das restrições de viagens impostas pela pandemia da Covid-19, e a contenção de gastos por parte das equipes, a pré-temporada de 2022 terá 6 dias, que serão divididos em duas sessões de três dias, com a primeira ocorrendo no circuito de Barcelona, na Espanha, com data provisória nos dias 23 a 25 de fevereiro; e a segunda sessão sendo realizada no Bahrein, prevista para os dias 11 a 13 de março, sendo que esta sessão de testes na pista de Sakhir seria quase um pré-GP, já que seria realizada apenas uma semana antes do Grande Prêmio do Bahrein, que deve ser realizado no dia 20 de março de 2022, abrindo a temporada. Os dias das sessões de testes ainda podem mudar, mas apesar do maior número de testes em relação ao que tivemos este ano, ainda assim acho muito pouco, até porque entrarão na pista uma nova geração de carros, estreando o novo regulamento técnico, com a volta do efeito-solo nos bólidos, e que mereciam ganhar mais dias de testes a fim de que as escuderias pudessem ter mais tempo para desvendar o potencial de seus novos projetos. Dá saudades de quando tínhamos 12 dias de testes na pré-temporada, número que viria muito bem a  calhar se voltasse a ser utilizado...

 

 

Helmut Marko declarou que Red Bull e Alpha Tauri provavelmente manterão suas atuais duplas de pilotos titulares para a temporada de 2022. Max Verstappen continua a ter Sergio Pérez como companheiro de equipe, enquanto no time “B” continuaríamos tendo Pierre Gasly ao lado de Yuki Tsunoda. Sem melhores opções a curto prazo, até porque as vagas mais interessantes já estão ocupadas, Gasly deve se resignar a permanecer onde está, apesar do desejo de achar novos rumos em um time que acredite mais no seu potencial. E Sergio Pérez, apesar dos altos e baixos vividos até aqui no campeonato, parece ter conseguido satisfazer o sempre insatisfeito consultor da Red Bull, o que já é muita coisa, só para começar...

 

 

Com a realização das olimpíadas de Tóquio, o Japão está vendo também o aumento do número de casos de Covid-19, sendo que a própria capital encontra-se em estado de emergência, e os jogos têm tido reprovação recorde por parte da população, que acha que o evento sendo feito durante a pandemia beira a irresponsabilidade, apesar de todas as medidas de segurança sanitária adotadas. Por isso, a possibilidade da F-1 correr em Suzuka este ano começa a ficar cada vez menor, seguindo o exemplo da MotoGP, que também cancelou o seu GP do Japão, que seria na pista de Motegi, devido à pandemia da Covid-19. A venda de ingressos para o evento foi adiada, o que ajuda a aumentar as expectativas de cancelamento da prova. Com a etapa de Singapura já tendo sido cancelada para este ano, a viagem ao Japão se tornaria menos viável diante do fato de visitarem apenas um único país, o que encarece os custos de transporte de toda a categoria. E infelizmente o Japão, por incrível que pareça, ainda está com seu ritmo de vacinação andando devagar, de modo que pelo ar de seriedade que o país transmite, seria mais correto cancelar novamente a corrida este ano, para voltar de forma mais segura em 2022.

 

 

Aliás, da mesma forma, poderia-se dizer o mesmo em relação ao GP de São Paulo, em novembro. Mas o ritmo da vacinação no Estado parece dar esperanças aos promotores de que haverá segurança razoável para a realização da prova, uma vez que a taxa de imunização vai avançando, e os números de casos e mortes, caindo, mesmo que lentamente. Tomara que tudo corra bem, e possamos ter o nosso GP de volta...

 

quarta-feira, 28 de julho de 2021

COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA – JULHO DE 2021


            E o mês de julho também já está indo embora, tendo se passado mais da metade do ano de 2021. O mundo da velocidade segue em frente, continuando aos trancos e barrancos, por causa da pandemia mundial da Covid-19, que se mostra um problema que ainda vai levar um bom tempo para se resolver. E, com o mês em seus últimos dias, é hora de mais uma edição da Cotação Automobilística, com o tradicional balanço e avaliação de alguns dos acontecimentos do mundo da velocidade nestas últimas semanas, com comentários sobre cada situação, no tradicional esquema já conhecido por todos: Em Alta (menções no quadro verde); Na Mesma (quadro azul); e Em Baixa (quadro laranja). Portanto, tenham todos uma boa leitura, e protejam-se e cuidem-se todos. E, até a próxima edição da Cotação Automobilística, no mês que vem, com as avaliações sobre os acontecimentos do mês de agosto...

 

EM ALTA:

 

Ânimos acirrados na luta pelo título da Fórmula 1: Lewis Hamilton venceu de forma polêmica o GP da Grã-Bretanha, no que poderia ser o revigoramento da luta pelo título, se não fosse o forte acidente sofrido por Max Verstappen logo na primeira volta após toque entre ele e o piloto da Mercedes, que dividiu opiniões pelo mundo afora, com ataques verbais desferidos contra o piloto da Mercedes, que recebeu todo tipo de xingamento e foi “crucificado” por muitos, e com direito a muito chororô da Red Bull, que não teve o dia que esperava na etapa em solo britânico. Um incidente de corrida, com erro dos dois pilotos que não arredaram o pé, por mais que insistam em transformar Hamilton até em “assassino” pelo que ocorreu na curva Copse. Com praticamente ainda meio campeonato pela frente, os ânimos da competição certamente ficarão ainda mais acirrados e inflamados. Max Verstappen se acostumou a intimidar os oponentes com seu estilo agressivo de se impor na pista, e em outras ocasiões Lewis Hamilton cedeu para evitar um acidente, mas parece que sua paciência chegou ao limite, de modo que ele não deverá mais “afinar” daqui para frente, e Verstappen que aprenda que até mesmo seu estilo agressivo de pilotar pode se voltar contra ele, se não souber medir alguns atos. E, certamente, vamos ver muitas mais discussões até o fim do ano se ambos voltarem a se estranhar na pista, mostrando a competitividade extrema que tem. E, para aqueles que acham incidentes de corrida algo impossível de acontecer, grandes nomes do passado, como Ayrton Senna e Michael Schumacher também já dividiram curvas com muitos adversários da mesma maneira, e em alguns momentos, isso também não terminou bem para eles. Muitos parece validar Verstappen fazendo estripulias na pista, sem se importar com as consequências, mas louvando seu ímpeto e arrojo. Não tem direito a condenar Hamilton quando este faz a mesma coisa...

 

Performance da Red Bull: O time dos energéticos engrenou mesmo depois da etapa de Mônaco, retomando a posição de melhor carro da temporada atual, como vinha apresentando nos testes da pré-temporada. Isso resultou em nada menos do que cinco vitórias consecutivas para a equipe austríaco, que assumiu a dianteira do campeonato tanto de pilotos como de construtores, com Max Verstappen a ser o primeiro piloto do time a liderar a F-1 desde Sebastian Vettel em 2013. E Sergio Pérez também começou a se entrosar melhor com o carro, tendo tido performances sólidas em Mônaco, Baku, e Paul Ricard, ajudando a escuderia a consolidar sua força perante a até então imbatível Mercedes. Mas é preciso tomar cuidado, pois o desastre vivido pelo time em Silverstone deu à rival Mercedes a chance de chegar perto, e possivelmente de tentar dar uma reviravolta na situação. Mas a Red Bull ainda tem uma vantagem técnica frente ao time alemão, mesmo que apenas Verstappen esteja conseguindo fazer uso total desta condição. Basta time e pilotos não errarem a mão, que podem retomar o controle da situação, e colocar novamente a Mercedes em situação difícil na luta pelo campeonato. Será que eles conseguem? Condição eles possuem, resta não perderem para si mesmos...

 

Hélio Castro Neves: O piloto brasileiro fez um retorno triunfal à Indycar este ano, em um novo time, a Meyer Shank, tendo feito um acordo para disputar apenas 6 corridas, mas conseguindo surpreender, e averbar seu 4º triunfo nas 500 Milhas de Indianápolis. O resultado, inesperado até para o próprio time, que confessou ter se espantado com o sucesso repentino, já rendeu frutos, com Helinho sendo confirmado como piloto titular para toda a temporada 2022 da Indycar, onde tentará mais uma vez faturar a Indy500, e quem sabe, lutar pelo campeonato do próximo ano. Mas o próprio piloto sabe que ainda precisa se entrosar melhor com o time, e conhecer suas capacidades com mais intimidade. Agora, ele usará as 5 corridas que ainda vai disputar neste ano para aumentar essa integração e sinergia com o time, que em pistas mistas e de rua não tem tido bons resultados no ano, e ele próprio precisa se adaptar ao comportamento do carro nestas outras pistas, já que não disputará mais nenhuma corrida em oval este ano. Aos 46 anos, o piloto brasileiro parece reviver os antigos tempos das categorias Indy, onde os pilotos veteranos continuavam firmes e fortes, mesmo depois dos 40 anos, encarando de igual para igual pilotos talentosos bem mais jovens, mostrando ainda ter muita lenha para queimar. E que ele consiga continuar mostrando sua capacidade em seu retorno à Indycar.

 

Luta pelo título da Formula-E 2021: Apesar de suas falhas e gafes, ninguém pode dizer que a luta pelo título da categoria de carros monopostos 100% elétricos esteja definida. A incerteza de quem vai ser campeão é praticamente total, com os pilotos tendo corridas boas e ruins de forma quase alternada, sem que alguém consiga se destacar de forma determinante sobre os demais. Com vários pilotos e times diferentes vencendo corridas, a luta pelo título anda embolada, com os 5 primeiros colocados separados apenas por 15 pontos na tabela, e 11 pilotos, contando a diferença de 24 pontos, com 50 ainda em jogo, só considerando a pontuação da vitória, na rodada dupla final, em Berlim. A F-E ainda tem muitas falhas que precisa corrigir, mas em termos de disputa, até que não está se saindo mal em termos de resultados nessa temporada, e se o público amante da velocidade quer disputas e imprevisibilidade, diria que a F-E tem conseguido cumprir bem o seu papel. Todos os pilotos e times têm tido seus altos e baixos, de modo que tudo pode mudar de uma corrida para outra, com vencedores virando figurantes, e figurantes conseguindo ter o seu momento de brilhar, e quem sabe, inverter completamente as expectativas. Quem vai vencer o campeonato? Vários tem chances de levar o caneco, mas quem vai triunfar? Só esperando as últimas provas para saber.

 

Fernando Alonso: O espanhol bicampeão mundial retornou à F-1 este ano, depois de deixar a categoria ao fim de 2018 para tentar outras experiências, e como era de se esperar, Alonso penou no início do ano, até porque infelizmente a Alpine, novo nome do time oficial da Renault, deu uma bela retrocedida em relação à performance exibida no final do ano passado, o que não facilitou a readaptação do piloto à categoria máxima do automobilismo, de modo que Esteban Ocón aproveitou para fazer o seu  cartaz com o time, o que lhe garantiu até a renovação de contrato para 2022. Mas, desde a etapa do Azerbaijão, Fernando começou a apresentar resultados, mostrando sua velha categoria, e conseguindo deixar o colega de time na sobra. Já são cinco corridas pontuando sempre, sendo que na segunda etapa da Áustria, o veterano espanhol fez um belo duelo com George Russel, superando o inglês nas voltas finais da corrida para marcar um único ponto. Os resultados ainda estão distantes do que a escuderia apresentou no ano passado, mas o time já vê com olhos bem diferentes a forma renovada de Alonso, mostrando que o espanhol ainda tem lenha para queimar na F-1, e se tiver um equipamento mais competitivo, pode dar trabalho à turma da frente, algo que só poderemos ver no ano que vem, e se a Alpine/Renault acertar no projeto do novo carro. E o time sabe que tem no bicampeão uma importante ferramenta para buscar melhores resultados, sem desmerecer também o trabalho de Ocón. E muitos gostariam de ver um piloto do quilate de Fernando voltando a discutir as primeiras colocações em um GP, só para ver a disputa pegar mais fogo ainda. Será que teremos essa sorte?

 

 

 

NA MESMA:

 

Introdução da “Corrida de Classificação” na F-1: Tentar é válido, mas de início, a “corrida de classificação” criada pela FIA para tentar dar uma agitada no fim de semana do Grande Prêmio da Grã-Bretanha não serviu muito para alterar o panorama da competição. É cedo dizer que a idéia é ruim ou boa, visto que certamente tentarão fazer novos ajustes ao formato, na busca de tentar torna-lo o novo sistema de formação do grid para os GPs. Pode até funcionar, mas para muitos fãs, o que vale mesmo é quem dá a volta mais rápida, e o mini-GP de definição do grid foi visto mais como uma “divisão” do GP em duas partes, sendo uma no sábado e a outra no domingo. E nada mais além disso. E para alguns times, significa impor maior desgaste aos equipamentos no fim de semana, algo preocupante quando alguns itens são restritos quanto à quantidade que podem ser usados na temporada. A solução de compromisso para o ajuste do carro também pode prejudicar times que poderiam ter melhor desempenho, tendo agora apenas uma sessão para definir o acerto que deve valer tanto para a corrida de classificação como para o GP propriamente dito. Provavelmente para a segunda tentativa do novo sistema, programada para o GP da Itália, em Monza, eles tentem fazer mudanças no formato, para deixa-lo mais viável, e tornar a definição do grid mais imprevisível, e talvez mais emocionante para o público, algo que certamente não foi bem-sucedido na etapa de Silverstone, que no balanço geral, pareceu trocar o seis pelo meia dúzia. Vejamos se conseguem melhorar isso...

 

Sam Bird: O piloto inglês, desde que venceu sua primeira corrida na F-E, sempre acabou marcado como um competidor que começava forte, mas que perdia fôlego na segunda metade das temporadas. Na verdade, seu time, a Virgin, alternava bons e medianos momentos, sem conseguir manter a constância necessária que permitisse a Bird entrar firme na luta pelo título da competição. Agora, na Jaguar, parecia que Sam finalmente se credenciaria para levar o caneco. Só que, nesta reta final da temporada, ficar zerado na rodada dupla de Londres pode ter sido fatal para suas expectativas de ser finalmente campeão. O piloto da Jaguar ainda é o 3º colocado na tabela, estando 14 pontos atrás do novo líder, Nicky De Vries, e de certa forma ainda é um dos principais favoritos na disputa. Só que ele precisa conseguir evitar novamente de morrer na praia, no momento decisivo, como ocorreu na capital britânica. Mas, tendo chegado a Londres na liderança do campeonato, é um percalço de monta ter de correr atrás do prejuízo, e pode amargar novamente a sina de ver novamente seus sonhos se desvanecerem, principalmente depois de chegar tão perto da conquista tão sonhada...

 

George Russel: O piloto inglês tem conseguido dar show com o fraco carro da Williams nas classificações de GPs, mas continua a não conseguir alcançar a zona de pontuação nas corridas, onde tem penado com o desempenho do carro, mais fraco em corrida do que em voltas lançadas, mas também cometendo alguns erros que tem ajudado a manter seu score de zero pontos pelo time inglês. Por mais que seu nome seja dado quase como certo para ser titular da Mercedes em 2022, no lugar de Valtteri Bottas, o momento de pressão vivido pelo time alemão pode acabar levando-o a optar por outro nome, ou até mesmo manter Bottas, se ver que tais pilotos podem cometer menos erros em ritmo de corrida. Russel ainda tem seu nome em alta na Mercedes, mas precisa caprichar mais nas corridas, evitando erros, a fim de garantir ser o nome certo para a cobiçada segunda vaga de piloto na escuderia germânica. O acidente ocorrido em Ímola ainda tem alguma repercussão, pelo modo como George reagiu após a forte batida entre ele e Bottas, e é difícil mensurar o quanto isso ainda pode pesar na consideração da Mercedes e de Toto Wolf por sua escolha para 2022. E, depois do elogio que Wolf fez à dupla da Mercedes no campeonato da F-E, será que isso poderia significar outro rumo na escolha do titular restante para 2022 na F-1? Russel tem o favoritismo da disputa, mas não pode deixar a peteca cair, ou pode perder a oportunidade de sua vida na categoria máxima do automobilismo. Depende dele evitar erros neste momento crucial.

 

Grande Prêmio de São Paulo: A etapa brasileira do campeonato de F-1, até o presente momento, continua firme no calendário da categoria máxima do automobilismo, mas sempre é vista com certa desconfiança, devido à situação calamitosa da pandemia da Covid-19 por aqui, que ainda ostenta números muito altos de casos e de mortes. A esperança é que a data da corrida é em novembro, e com as perspectivas mais animadoras de toda a população adulta do Estado de São Paulo estar vacinada com uma dose até o fim de agosto/início de setembro, a chance dos efeitos da imunização se mostrarem mais fortes neste meio tempo, e com a perspectiva de aumento da população com ciclo vacinal completo até lá estiver próxima do patamar previsto pela OMS como aceitável para controle da pandemia, diminuem as chances da prova ser cancelada ou substituída. Perspectivas mais otimistas do governo paulista quanto à vacinação, se confirmadas, poderia até liberar a presença de mais público para a corrida, mas por enquanto, tudo segue na expectativa, até porque o risco da variante indiana da Covid-19 ainda existe, e os casos que vem aparecendo por aqui já são um sinal para se tomar cuidado, e não baixar a guarda. O tempo joga a favor da etapa brasileira, mas não se pode comemorar antes do tempo, sob o risco de se perder tudo. É torcer para o controle da pandemia se concretizar, não apenas para podermos ter a corrida por aqui, mas para termos esperanças de vencer a pandemia o quanto antes...

 

Jaguar se mantém firme na Formula-E: Mesmo com Audi e BMW saindo da categoria de carros elétricos, por mudarem suas prioridades no campo dos esportes a motor, a F-E ainda possui vários grupos interessados em competir na categoria, e a Jaguar é o mais recente deles a confirmar oficialmente sua permanência no certame para a era do modelo Gen3, que deve contar também com a possível entrada da McLaren na competição, a partir da temporada 2022/2023. A marca britânica é a 3ª colocada no Mundial de Equipes, com chances de ser campeã, e sua dupla de pilotos ainda tem chances de chegar ao título na temporada atual, se a sorte sorrir para Mith Evans e Sam Bird no momento certo. Até o presente momento, Mahindra, DS, Porsche, Nissan e NIO já confirmaram que seguem firmes na categoria, e com a Jaguar, temos então seis grupos de montadoras, praticamente o dobro do que a F-1 tem, já que em 2022 terá a presença apenas de Renault, Ferrari, e Mercedes, com a saída da Honda, cujas unidades de potência passarão a ser desenvolvidas pela Red Bull. Das montadoras presentes na categoria elétrica atualmente, apenas a Mercedes ainda não confirmou sua permanência, e a Penske, parceira da Dragon, não é uma fabricante de carros, embora atue no setor automotivo nos Estados Unidos, e deve continuar na competição.

 

 

 

EM BAIXA:

 

Equipe Audi e Lucas Di Grassi no segundo ePrix de Londres: No automobilismo, um dos mandamentos é tentar burlar as regras sem quebrar o regulamento. E, por isso mesmo, os engenheiros, em especial na F-1, tentam encontrar saídas para as restrições impostas no regulamento técnico, a fim de obter vantagem na competição. Só que isso, em alguns momentos, também pode ser feito dentro da pista, dependendo das condições e oportunidades, se não for vetado pelas regras. E foi o que a equipe Audi tentou fazer na segunda corrida da rodada dupla de Londres, no campeonato da Formula-E. Com uma bandeira amarela, e todos os carros seguindo atrás do Safety Car, o time chamou Lucas Di Grassi para uma entrada nos boxes, teoricamente para verificar um pneu furado. Só que foi uma jogada para aproveitar que o limite de velocidade no box era maior do que a velocidade do carro de segurança, de modo que o brasileiro foi devolvido à pista na liderança da corrida, ganhando posições que em tese não deveria. Lucas se manteve na dianteira, mesmo depois que lhe foi aplicada uma punição, que ele não cumpriu, por não ter sido avisado por seu time, e consequentemente, acabou desclassificado depois da bandeirada, perdendo a vitória, e os pontos que poderia ter ganho. A manobra rendeu muitas discussões, e a punição ao brasileiro, bem como à equipe, multada pela FIA, mostrou que a tática não deu certo, até porque Di Grassi não parou direito no box, como manda a regra, e isso acabou dando o aval legal para a desclassificação. A Audi, que deixa a F-E ao fim da atual temporada, e que já foi campeã da categoria com Lucas, acaba queimada no episódio por tentar dar uma de esperta, e Di Grassi, apesar de não ter culpa de não ter pago a punição na pista por não ter sido avisado pelo time dela, acaba se queimando também por ter concordado, de início, com a manobra, que apesar de permitida pelas regras, se configuraria em uma manobra desleal para se ganhar posição em momento de bandeira amarela. A Audi está indo embora, mas o brasileiro quer permanecer na competição, só que a manobra imoral feita no segundo ePrix de Londres certamente vai pesar contra a reputação do piloto brasileiro, o que pode jogar contra suas pretensões de tentar arrumar lugar em outro time da categoria. Vergonha total...

 

Circuitos da Formula-E: A categoria dos carros monopostos 100% elétricos tentou dar uma diversificada nas pistas por onde corre, visando aumentar as disputas e tentar evitar os acidentes, que ocorriam além do normal por causa de alguns circuitos serem muito estreitos, dificultando até demais as ultrapassagens. Só que o trabalho precisa ter continuidade, e não ficar pelo meio do caminho. Se as mudanças em algumas pistas, como Santiago e Roma, e a mudança de local, como no México, foram positivas, pistas como Nova Iorque continuam extremamente travadas e difíceis de se ultrapassar. E, infelizmente, o traçado misto externo/interno do Excel Convention Center, em Londres, onde a categoria fez sua última rodada dupla, se parecia interessante no papel, foi outro circuito complicado de se disputar posição, e foram muitos os toques e empurrões dos pilotos nas divididas de curvas para se tentar ultrapassagens, em um traçado que se não totalmente travado, foi mais uma vez estreito e curto. Com a introdução do modelo Gen3, que deve ser mais veloz que os carros atuais, será mais do que nunca necessário repensar algumas pistas, que poderão ficar ainda mais inviáveis para se ultrapassar com bólidos de maior performance, diminuindo o tempo de volta, e fazendo as curvas ficarem ainda mais breves de serem atingidas.

 

Nova baixa no calendário da MotoGP: E a classe rainha do motociclismo segue tentando manter o seu campeonato inteiro tanto quanto possível. Mas a tarefa não está sendo fácil: mesmo com todos os protocolos de segurança sanitária implantados, as restrições de viagens internacionais, e de público nos autódromos, por causa da pandemia da Covid-19, estão causando muitos problemas mundo afora. Se antes a MotoGP já havia tido o cancelamento das provas do Japão e a Austrália, neste mês de julho veio o cancelamento da prova da Tailândia, também em decorrência da pandemia, uma vez que o país asiático luta para acelerar a vacinação de sua população. E, sem a possibilidade de ter público na corrida, não seria viável realizar o GP, pelo que a organização da prova e a direção da Dorna e FIM anunciaram o cancelamento da corrida. Com a perda de mais uma etapa, restou somente a prova da Malásia no calendário da categoria, a ser disputada no sudeste asiático, mas essa corrida também corre riscos de acabar sendo cancelada, ainda que a situação no país em relação à pandemia esteja relativamente controlada. A prova tailandesa seria realizada no dia 17 de outubro. A direção da MotoGP ainda está avalizando se a etapa será substituída por alguma outra corrida.

 

Nissan e.dams na Formula-E: O time que antes representava a Renault na categoria de carros elétricos vive, a exemplo da antiga rival Audi, um período de baixa no certame da F-E este ano. Oliver Rowland e Sébastien Buemi até que fizeram um esforço, mas infelizmente passaram longe de mostrar o brilho que a escuderia já teve um dia. Rowland ainda conseguiu um pódio, mas Buemi, que já foi campeão da categoria, está completamente apagado em 2021, sendo ofuscado até pelo companheiro de equipe, que ocupa a 16ª posição, com 59 pontos, enquanto o suíço é apenas o 20º, com 20 pontos. A escuderia ficou completamente zerada na rodada dupla de Londres, e ocupa apenas a 10ª posição no Mundial de Equipes, estando à frente apenas da Dragon/Penske, e da Nio. A dupla titular de pilotos vai sofrer mudanças para 2022, com a saída de Oliver Rowland, que irá para a Mahindra, enquanto o destino de Buemi ainda é incerto, embora deva continuar no time. Recursos não faltam à escuderia, mas infelizmente a competência e a sorte parecem estar em falta no time este ano. Será que a sorte melhora no próximo campeonato?

 

Franco Morbidelli: O piloto ítalo-brasileiro da equipe SRT, satélite da Yamaha na MotoGP, não vem tendo o campeonato que imaginava, depois de ter sido vice-campeão na temporada de 2020. Apesar de correr com uma moto defasada, até mesmo em relação ao companheiro de time Valentino Rossi, Morbidelli tem sofrido com a queda de performance da escuderia, e não vem tendo muita sorte na temporada, já tendo ficado 5 provas sem conseguir pontuar. Para piorar, Franco lesionou o joelho antes da corrida da Holanda, e precisou passar por uma cirurgia, o que o tirou da prova em Assen. Apesar da operação ter corrido bem, e de estar aproveitando o período de férias da MotoGP para se recuperar, já se sabe que sua completa reabilitação vai demorar um pouco mais do que se esperava. A expectativa é que o piloto fique de fora da rodada dupla da Áustria, em Zeltweg, no meio de agosto, mas pode levar ainda mais tempo, com a escuderia já considerando a possibilidade de Morbidelli retornar apenas na etapa de Misano, perdendo também as provas de Silverstone, e de Aragón, de modo que o piloto perderia mais quatro corridas. Franco ocupa apenas a 13ª posição no campeonato, com 40 pontos, enquanto seu ex-companheiro de equipe, Fabio Quartararo, que agora defende o time oficial da Yamaha, lidera o mundial, com 156 pontos. E pensar que em 2020 Franco deixou Fabio comendo poeira no final da temporada, chegando ao vice-campeonato, enquanto Quartararo terminou apenas em 8º lugar...