quarta-feira, 12 de outubro de 2016

FLYING LAPS - SETEMBRO DE 2016



            E o ano de 2016 segue firme para sua reta final. Já estamos no mês de outubro, e alguns campeonatos, como a Indy, já fecharam o seu ano. Outros, como a F-1, a MotoGP, e a Stock Car nacional, entre muitos outros mundo afora, ainda tem um longo caminho pela frente até suas derradeiras etapas, em novembro. Apesar de um pouco atrasado, é hora de trazer mais uma edição da sessão da Flying Laps, com algumas notas rápidas de alguns dos acontecimentos ocorridos no mundo da velocidade no mês de setembro, que não puderam ser citados nas colunas semanais, com alguns comentários rápidos sobre cada assunto. Então, uma boa leitura para todos, e até a próxima sessão Flying Laps de novembro.


Felipe Fraga venceu a Corrida do Milhão, principal prova do calendário da Stock Car, que foi novamente disputada em Interlagos este ano, após uma ausência de duas temporadas (em 2014 e 2015, a corrida foi realizada no autódromo de Goiânia). O líder da competição travou um duelo aguerrido com Rubens Barrichello, que largara na pole da corrida, e liderou as primeiras voltas, até ser superado pelo piloto da equipe Cimed. Mas Barrichello, mesmo tendo perdido a liderança, nunca deu folga para Fraga, estando sempre colado no líder do campeonato. Barrichello e Fraga dispararam na liderança da prova, deixando todos os demais competidores para trás. Ao fim das 28 voltas da prova, Fraga conquistou a vitória e o prêmio milionário, tendo cruzado a linha de chegada com uma vantagem de apenas 0s4 para Rubens Barrichello. A terceira colocação acabou ficando para Valdeno Brito, a mais de 5s de distância. Max Wilson veio logo a seguir, na 4ª colocação, a mais de 10s do vencedor. Cacá Bueno bateu o carro a duas voltas do final da prova, e acabou classificado apenas em 18° lugar. Ricardo Zonta, que havia feito uma corrida combativa, perdeu terreno na parte final da prova, tendo de abandonar a disputa. Por fim, a Corrida do Milhão registrou um público de mais de 40 mil pessoas em Interlagos, recorde para a prova, que mostrou bons pegas e duelos por todo o pelotão durante toda a corrida.


De volta ao autódromo de Londrina, de onde estava ausente há algum tempo, a Stock Car viu o líder da competição, Felipe Fraga, obter mais uma vitória, ao vencer a primeira corrida da rodada dupla do fim de semana na cidade paranaense. Max Wilson, que largou na pole-position, e travou uma boa disputa com Fraga durante boa parte da prova, acabou abandonando a corrida a praticamente 3 voltas do final. Na bandeirada, Valdeno Brito ficou com a 2ª colocação, seguido por Ricardo Maurício em 3°, e Marcos Gomes, em 4°. Rubens Barrichello fechou na 6ª posição. Foi uma corrida cheia de disputas e emoções que levantaram o público nas arquibancadas. Já na segunda prova, Rubens Barrichello travou um duelo aguerrido com seu companheiro de equipe Allam Kodhair. Mas a disputa pela ponta logo atrás da dupla da Fulltime continuava acirrada, e Kodhair acabou sendo superado por Átila Abreu, Vitor Genz, Thiago Camilo e Ricardo Zonta, caindo para a 6ª colocação, que acabou sendo sua posição final na bandeirada. Rubinho manteve-se firme na ponta, e conquistou sua segunda vitória na temporada atual, e com o 10° lugar de Valdeno Brito, assumiu a vice-liderança do campeonato, que continua com Felipe Fraga, que acabou sendo apenas o 13° nesta segunda corrida de Londrina, mas que possuía uma larga vantagem na classificação, com 195 pontos. Barrichello tem agora 157, seguido por Valdeno Brito, com 146 pontos. Na 4ª colocação vem Marcos Gomes, com 136 pontos, 1 a mais que Max Wilson, que novamente não teve um fim de semana muito promissor em Londrina. A próxima etapa da competição será em Curitiba, no autódromo de Pinhais, que por enquanto segue funcionando, para sorte dos amantes do automobilismo paranaense, no próximo dia 16 de outubro, em mais uma rodada dupla. Depois ainda teremos mais 3 etapas, a serem disputadas em Goiânia, Curvello, e novamente em Interlagos, fechando a competição.


A Suzuki conseguiu subir ao degrau mais alto do pódio na atual temporada da MotoGP. A classe rainha do motociclismo vinha conseguindo alternar vencedores diferentes desde a etapa de Mugello, e em Silverstone, que conseguiu surpreender foi o jovem Maverick Viñalez, que levou a marca japonesa ao topo do pódio, e de quebra, conquistou sua primeira vitória no carreira na MotoGP, mostrando que no ano que vem, quando estará no time oficial da rival Yamaha, os concorrentes terão bastante trabalho com ele. A prova da Inglaterra, aliás, viu Carl Crutchlow fazer novamente uma bela exibição, subindo novamente ao pódio após ter vencido a corrida anterior, em Brno, e ficou com a 2ª posição. Mas a tarefa de Carl foi árdua, pois teve de travar um duelo acirrado com Valentino Rossi, que acabou terminando em 3° lugar. O “Doutor”, por sua vez, tinha Marc Márquez em seu encalço, com o líder do campeonato finalizando a corrida na 4ª colocação. Jorge Lorenzo, mostrando novamente uma atuação abaixo do esperado, foi apenas o 8° colocado. E Andrea Iannone levou um belo tombo, perdendo a chance de um bom resultado. Seu companheiro na Ducati, Andrea Dovizioso, foi o 6° colocado. Mas o que assustou todo mundo foi o acidente ocorrido entre Loris Baz e Pol Espargaró logo na primeira volta, quando ambos estavam na aproximação para a curva 2, que acabou interrompendo a prova, com o uso da bandeira vermelha. Felizmente, tanto Baz quanto Espargaró sinalizaram que estavam bem ao serem removidos para exames médicos adicionais, apesar da violência do acidente sofrido por ambos.


Na etapa seguinte da MotoGP, o Grande Prêmio de San Marino, disputado no circuito de Misano, a Yamaha parecia que daria as cartas na corrida, ao conquistar a pole-position com Jorge Lorenzo, trazendo Valentino Rossi logo atrás na segunda posição do grid. Mas, na corrida, o que se viu foi um desempenho notável de Dani Pedrosa, que largou na 8ª posição, e veio passando todo mundo conforme a corrida de desenvolvia. Mostrando uma performance rara nos últimos tempos, Pedrosa não apenas chegou à ponta da corrida, como por lá ficou, conquistando sua primeira vitória no ano, e se tornando o 8° piloto diferente a vencer na atual temporada da classe rainha do motociclismo, ajudando a categoria a coroar um ano de diferentes vencedores nas corridas. A dupla da Yamaha até que tentou resistir e garantir um triunfo na pista italiana, mas Pedrosa estava mesmo imparável. No seu GP “caseiro”, Rossi bem que tentou de tudo para ficar com a vitória, mas acabou mesmo tendo de se render ao piloto da Honda. Jorge Lorenzo acabou batido pelo italiano, e fechou o pódio apenas em 3° lugar, ficando um pouco mais distante da luta pelo título, já que Marc Márquez, como tem feito durante a temporada, procurou garantir um bom lugar na pontuação, e fechou a prova em 4° lugar, mantendo assim, uma boa folga na liderança da classificação do campeonato. Depois da vitória em Silverstone, Maverick Viñalez fez outra boa corrida com a Suzuki, mas desta vez ficou sem chances de discutir as primeiras colocações, e terminou em 5° lugar, a mais de 15s de distância para o vencedor Dani Pedrosa. Em consequência de outro tombo, ocorrido durante o primeiro treino livre, Andrea Iannone acabou vetado pelos médicos para a corrida, devido a uma fratura na vértebra, e a Ducati ficou apenas com Andrea Dovizioso no grid, que terminou a corrida em 6° lugar.


Na etapa de Aragão, na Espanha, Marc Márquez resolveu mostrar que o título da temporada 2016 da MotoGP dificilmente escapará de suas mãos. Depois de vencer pela última vez na prova da Alemanha, a “Formiga Atômica” mostrou-se imbatível no circuito espanhol, largando na pole, e praticamente comandando a corrida de ponta a ponta. Mas não sem uma boa briga com a dupla da Yamaha. Jorge Lorenzo e Valentino Rossi bem que tentaram se impor frente ao piloto da Honda e líder do campeonato, numa tentativa de diminuir sua vantagem na classificação, que apesar de grande, vinha caindo paulatinamente nas últimas etapas. Mas Márquez não deu chances à dupla da equipe dos três diapasões, e conquistou sua 4ª vitória na temporada. Depois de perder o duelo para Valentino Rossi nas últimas corridas, Jorge Lorenzo deu o troco, e recebeu a bandeirada à frente do italiano, na 2ª posição, com Rossi fechando o pódio em 3°. Maverick Viñalez, em mais uma ao exibição, foi o 4° colocado, enquanto Carl Cruthlow foi o 5°. Com o resultado da prova de Aragão, Márquez segue firme na liderança da competição, com 248 pontos, 52 de vantagem para Valentino Rossi, o vice-líder, com 196 pontos. Em 3° na classificação está Jorge Lorenzo, com 182. Dani Pedrosa, depois da vitória em Misano e de melhorar seu rendimento, é o 4° colocado, com 155 pontos. Maverick Viñalez é o 5° colocado, com 149 pontos, consolidando-se como o melhor do “resto” do grid, graças às suas recentes boas atuações, incluída a vitória em Silverstone. Por outro lado, a dupla da Ducati, que fez uma corrida excelente na Áustria, acabou perdendo terreno, e foi superada por Carl Cruthlow na classificação, com o inglês ocupando agora a 6ª posição, com 105 pontos, 1 a mais que Andrea Dovizioso. Já Andrea Iannone, em virtude do acidente sofrido nos treinos da etapa de San Marino, não correu em Aragão, e com isso, é o 8°, com 96 pontos.


Para a dupla da Yamaha, a disputa do título da MotoGP ficou muito complicada após a corrida de Aragão. Márquez acumula 52 pontos de vantagem para Valentino Rossi, e com apenas 4 corridas para encerrar a competição, e vendo a constância que o piloto da Honda tem conseguido manter durante o ano, não há chances de conseguir descontar a distância. Mesmo que Márquez abandonasse as etapas do Japão e da Austrália, e Rossi vencesse ambas as corridas, nem assim Márquez perderia a liderança da competição. Depois, ainda teremos as etapas de Sepang e Valência, com o encerramento do campeonato. O problema é que se Márquez conseguir sair da etapa de Motegi com mais de 75 pontos de dianteira, já encerrará a luta pelo título da temporada. Ficará restando então ver quem será o vice-campeão, e essa disputa promete ser brava dentro da Yamaha.


A Formula-E disputará em sua terceira temporada várias novas provas, e uma delas é a rodada dupla que encerrará a competição, em Montreal, no Canadá. Mas, quem esperava ver os bólidos de competição elétricos disputando a corrida no circuito Giles Villeneuve, onde a F-1 se apresenta, pode esquecer: a corrida será realizada numa pista de 2,8 km de extensão, com cerca de oito curvas, localizado na parte sudeste da metrópole canadense, próximo à sede da rede de TV CBC e da Ponte Jacques Cartier. A notícia foi dada pela revista canadense 'Pole Position', que mapeou o local. A reta dos boxes ficará situada no Boulevard René Lévesque, bem na frente da torre da CBC, ente as ruas Berri e Papineau. O traçado terá apenas uma chicane, localizada antes da entrada dos boxes, sendo as demais curvas praticamente todas em 90°. Os trechos de reta sugerem que as ultrapassagens poderão ser mais fáceis do que em outros circuitos, mas só mesmo no fim de semana da corrida poderemos conferir isso. Mas certamente será um traçado muito menos complicado que o do Battersea Park, que encerrou os dois primeiros campeonatos da categoria de carros elétricos.
 



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

HORA DA REVANCHE?


Lewis Hamilton vinha cumprindo seu script rumo a mais uma vitória sem erros na Malásia, quando seu motor o deixou na mão. Abandono pode ser crucial para definição do título.

            Hoje começam os treinos oficiais para o Grande Prêmio do Japão, e a pergunta que mais se ouve no paddock de Suzuka é se Lewis Hamilton vai conseguir partir para a revanche na luta pelo título, após o revés inesperado sofrido domingo passado em Sepang. Para Nico Rosberg, que foi o grande sortudo da prova malaia, depois de um início de corrida que parecia dos mais desanimadores, sair do circuito com 23 pontos de vantagem na classificação era algo que o alemão não esperava nem em sonho.
            Lewis Hamilton vinha cumprindo seu dever conforme o script exigia: largou na pole, e em vista da estratégia da Red Bull, que parecia colocar Max Verstappen em condições de ameaçar a vitória do piloto da Mercedes, o atual campeão vinha aumentando paulatinamente sua vantagem, e já estava praticamente com a vantagem em pista necessária para fazer sua última parada e voltar ainda na frente, a menos que a Mercedes fizesse alguma burrada no pit stop. Mas eis que o motor Mercedes de seu carro quebrou, e Hamilton, mais desiludido do que nunca, deu adeus a uma corrida onde tinha tudo para retomar a liderança. Acontece. E, este incidente pode até decidir o título. Faz parte do jogo, e há de se lembrar que antigamente, quando os carros eram menos fiáveis do que hoje, abandonos por quebra mecânica, e até mesmo por falta de combustível, eram coisas bem comuns. Nesta era atual, onde elevaram os patamares de confiabilidade dos carros a níveis absurdos em virtude das exigências do regulamento de determinados sistemas terem de durar X ou Y provas, as quebras tornaram-se menos rotineiras. E, talvez por isso mesmo, tenham ficado ainda mais dolorosas para os pilotos, em determinados momentos.
            Hamilton acusou o golpe em Sepang, pelas declarações ridículas que deu após a corrida, chegando a insinuar que o time pode preferir ver Nico Rosberg campeão ao invés dele. Nada mais estapafúrdico: a Mercedes tem mais é que receber os elogios por deixar que sua dupla duele abertamente, o que ajuda o show da F-1 em um momento onde o time alemão quase não tem oposição das demais escuderias, ao contrário da atitude covarde tomada pela Ferrari nos tempos de domínio de Michael Schumacher, quando não permitia a seus segundos pilotos duelarem abertamente contra o alemão. Hamilton vinha tendo um comportamento até exemplar este ano. Mesmo quando ficou 43 pontos atrás de Nico na classificação, pareceu manter muito bem a cabeça no lugar, e sabia que seria apenas questão de acertar os ponteiros para reagir no campeonato. E ele o fez com notável desenvoltura, aproveitando os momentos em que as coisas passaram a dar errado para seu parceiro, e a jogar duro quando Rosberg tentou intimidá-lo, como na Áustria. A ponto de a desvantagem de 43 pontos tornar-se uma vantagem de 19 pontos, imediatamente antes da F-1 entrar nas férias de agosto.
            Pelo que Hamilton vinha mostrando até ali, seria difícil batê-lo, a menos que algo errado acontecesse. Até mesmo as punições calculadas em Spa-Francorchamps, para permitir queo inglês tivesse opção de mais unidades de potência à disposição para o restante do campeonato, correu conforme o script traçado em confirmar o favoritismo do piloto inglês, com Nico Rosberg ficando cada vez mais com aquele ar de dejá vu, em que seria novamente vice-campeão, apesar de todos os seus esforços.
            Mas, a partir de Monza, quem diria, a situação se complicou novamente para os lados de Hamilton. Se o inglês anotou uma pole com autoridade na Itália, uma largada falha arruinou completamente suas chances de vitória. Nico Rosberg agradeceu, e venceu sabendo que era uma chance que seria rara, em condições normais dali em diante. E, em Cingapura, circuito onde a Mercedes havia falhado em vencer no ano passado, confirmou-se novamente uma prova que seria difícil para o time alemão impor sua supremacia. Mas Nico, aproveitando as oportunidades, não apenas marcou mais uma pole, como venceu praticamente de ponta a ponta, enquanto Lewis não conseguia ter o mesmo desempenho. O que devia ser uma vantagem controlada, voltou a ser desvantagem, e Nico assumia novamente o comando do campeonato. Era preciso reagir, e Hamilton foi à luta em Sepang, onde tudo parecia caminhar para o que se esperava... até o motor do inglês ir para as cucuias.
Nico Rosberg nem se importou em terminar em terceiro em Sepang. O piloto alemão agora tem 23 pontos de vantagem para Hamilton na classificacão.
            Por essas e outras, quando os pilotos da Mercedes tiverem entrado na pista de Suzuka hoje, Hamilton vai querer mais do que nunca partir para o ataque. Com esta corrida, faltarão as provas dos Estados Unidos, do México, do Brasil, e Abu Dhabi, para encerrar o campeonato. Tem muito chão pela frente, mas a vantagem aberta por Rosberg, de 23 pontos, vai exigir de Hamilton empenho total em vencer. Se Nico for segundo colocado, e imaginando que Lewis vença todas as corridas, ele só recupera a dianteira na classificação na etapa do Brasil, e mesmo assim, seria por 5 pontos de vantagem. Isso na hipótese de tudo dar certo para ele na corrida, mas vendo o rival chegar logo atrás. Iríamos para Abu Dhabi ver uma decisão onde tudo poderá acontecer. Mas não podemos descartar a hipótese de algo dar errado para Hamilton, e se isso ocorrer, tudo ficará bem complicado.
            E tudo vai depender do que virmos aqui em Suzuka. Se Hamilton não colocar a cabeça no lugar, e acabar cometendo outro erro, ou ver Rosberg aumentar ainda mais sua vantagem, o piloto alemão pode dar um passo decisivo para chegar ao seu primeiro título. Nas provas finais do ano passado, foi Rosberg quem dominou as corridas, embora o campeonato já tivesse sido matematicamente decidido a favor de Lewis. Se Nico se encher de brios e repetir a pilotagem precisa daquelas etapas, será muito complicado batê-lo. E, se ele andar bem, aí é que Hamilton pode acabar perdendo as estribeiras, se sentir que seu possível 4º título irá para o brejo. Ou o inglês parte para o início da revanche aqui no Japão, ou tudo ficará ainda mais complicado nas outras etapas. E olhe que estou falando apenas como se a Mercedes corresse sozinha na pista. É preciso lembrar de combinar com a concorrência, especialmente com a Red Bull, que pode incomodar ainda mais em Suzuka. O longo trecho da primeira metade da pista japonesa é cheio de curvas, e exige um chassi extremamente equilibrado, o ponto forte do RB12. Podem apostar que, depois da dobradinha conquistada em Sepang, o time dos energéticos vai querer um bis, e olhe que Sepang tinha duas longas retas em que a unidade de força da Renault deveria ter problemas para acompanhar o ritmo das Mercedes, e em tese, até das Ferrari.
            Aqui em Suzuka, o grande número de curvas na primeira metade da pista é contrabalançado pelo longo trecho em subida na segunda metade, que deve roubar desempenho da unidade de potência francesa. E temos também o trecho da veloz curva 130R, logo após este bom pedaço de reta. Mas podemos esperar por uma Red Bull pronta para botar pra quebrar. E com sua dupla de pilotos mais do que motivada. Não vamos esquecer que em 1993 Ayrton Senna venceu aqui com uma McLaren cujo motor Ford V-8 não rendia o mesmo que o Renault V-10 da Williams de Alain Prost. Chuva à parte na corrida daquele dia, é uma maneira de dizer que a Mercedes pode ter dores de cabeça com o time dos energéticos nesta pista. E a Mercedes já tem suas preocupações: a quebra da unidade de Hamilton deixou o time em alerta, pois não havia nada que indicasse que ela estava prestes a quebrar, ou que apresentasse algum problema que pudesse indicar isso. A questão é se pode aparecer alguma outra surpresa no fim de semana.
            Com relação a quem pode ser o principal adversário do time prateado na corrida, favoritismo teórico da Red Bull à parte, a Ferrari ainda vai querer tirar satisfações na luta pelo vice-campeonato, algo que ficou bem mais complicado depois da dobradinha da equipe austríaca em Sepang. Se ficar enrolada em uma disputa com os carros vermelhos, a Red Bull pode acabar deixando de ser uma preocupação, mas a ordem em Maranello é tentar salvar o que resta da temporada, e para isso, ser pelo menos vice-campeão de construtores é a ordem máxima, porque no campeonato de pilotos, Daniel Ricciardo já escapuliu demais para uma reação tanto de Vettel quanto de Raikkonen. E ainda tem Max Verstappen querendo se meter nesta briga, o que será outra dor de cabeça para a dupla ferrarista. Imaginem se o moleque atrevido termina o ano à frente de ambos? Se Vettel soubesse a encrenca que arranjaria quando criticou Daniil Kvyat após a etapa da Rússia e provavelmente desencadeou (ou no mínimo precipitou) o processo de troca dos pilotos entre a Red Bull e a Toro Rosso...
            A prova de Suzuka tem tudo para ser interessante no domingo. E, dependendo do que virmos nos treinos livres e na classificação, talvez tenhamos uma disputa mais ferrenha pelo título, ou uma antecipação de quem pode vir a levar o troféu da temporada. Portanto, vamos para os treinos livres (este texto foi fechado nesta quinta-feira, antes do início dos mesmos), e esperemos por um bom fim de semana para a F-1 no Japão.


Lewis Hamilton não foi o único piloto a sofrer um desastre completo com o resultado do Grande Prêmio da Malásia. Sebastian Vettel, que tinha chances de fazer uma boa corrida, mesmo largando atrás das duas Red Bull no grid, acabou com sua corrida logo na primeira curva, ao abrir demais na tentativa de ganhar posições, e acabou acertando Nico Rosberg, que teve muita sorte de sua suspensão traseira ter aguentado a pancada recebida do carro do alemão da Ferrari, que viu sua suspensão dianteira torta logo ali, e deu adeus à corrida. Com o resultado, Vettel acabou novamente superado por seu companheiro Kimi Raikkonen na classificação. O finlandês agora é o 4º colocado, com 160 pontos, enquanto Vettel é o 5º, com 153. Mas, mesmo que não abandonasse, e tivesse uma corrida normal, sem problemas, Vettel certamente amargaria mais uma derrota para a Red Bull, terminando a corrida possivelmente em 3º lugar. Raikkonen foi o 4º colocado, com 28s785 de desvantagem para Daniel Ricciardo, o vencedor. Nico Rosberg foi o 3º colocado, cruzando a linha de chegada com 25s516. Max Verstappen, o 2º colocado, ficou a apenas 2s443 do piloto australiano e companheiro de equipe na Red Bull. Só lembrando que foi na Malásia que Vettel venceu pela primeira vez com a Ferrari, no ano passado, e tudo dava a impressão de que o tetracampeão iria levar a Ferrari de volta ao topo da F-1 no curto prazo... A situação ficou muito a desejar nesta temporada. Todo mundo no paddock fica imaginando o que Vettel deve estar pensando em ver seu ex-time vencer novamente uma corrida, enquanto a Ferrari só não anda mais para trás porque Force India e Williams estão ainda mais para trás.


Felipe Massa, decididamente, não está conseguindo fazer um fim de carreira satisfatório na F-1. Em Sepang, após conseguir realizar um treino classificatório até razoável, viu suas chances de obter um bom resultado irem para o brejo logo antes da largada, quando teve um problema no acelerador de seu carro e teve de largar do fim do grid. E, como desgraça pouca é bobagem, o piloto brasileiro ainda teve um pneu furado durante a corrida, o que só ajudou a tornar o dia esquecível, finalizando a corrida em 13º lugar, e novamente sem conseguir marcar pontos. Em contrapartida, Massa ainda teve de ver Valtteri Bottas finalizar numa ótima 5ª colocação, e chegar aos 80 pontos, consolidando-se como melhor piloto do “resto” do grid, após as duplas de Mercedes, Red Bull e Ferrari. Massa ainda acabou superado na classificação do campeonato por Fernando Alonso, que largou em último e fez uma corrida combativa para terminar em 7º lugar, bem próximo de Sérgio Perez, o 6º, e Bottas, o 5º lugar. Se continuar nessa toada, a despedida de Massa da categoria não deixará mesmo saudades...


O traçado que a F-E usará em Hong Kong tem 10 curvas e aproximadamente 1,86 Km.
A Formula-E prepara-se para iniciar a sua terceira temporada, e o novo palco de estréia é em Hong Kong, ao sul da China, que substitui a prova de Pequim, que deu início à competição nos dois anos anteriores. A nova pista tem 1,86 Km de extensão, com 10 curvas, e possui até um trecho razoável de reta, mas não se pode imaginar que as ultrapassagens serão fáceis: o traçado é pequeno, e mesmo o trecho de reta, após uma curva em hairpin após a reta de largada, pode não facilitar tanto quanto se imagina no mapa. Amanhã, sábado, a categoria inicia suas atividades, com o shakedown de todos os carros, e até demonstração de corrida da Robo Race, carros robôs elétricos sem pilotos que podem ser uma das sensações do futuro. No domingo, a corrida será disputada em 45 voltas no circuito, às 15:30 horas locais. O canal pago Fox Sports mostrará a corrida na íntegra a partir das 8:15 Hrs, pelo horário de Brasília. Na pista, apenas dois brasileiros nesta temporada: Lucas Di Grassi segue defendendo a escuderia Audi ABT; enquanto Nelsinho Piquet aguarda um ano menos problemático com a NexTev Racing, que praticamente teve um ano para esquecer na última temporada. Bruno Senna, infelizmente, não conseguiu renovar com a equipe Mahindra, e está fora da competição. E um dos destaques da nova temporada é a estréia da Jaguar, que vem como equipe completa para o certame dos carros monopostos elétricos, com a dupla de pilotos Adam Carroll e Mitch Evans. Apesar de negar o favoritismo, Lucas Di Grassi é um dos nomes mais fortes do grid, ao lado do atual campeão Sébastien Buemi, que deve ser o piloto a ser batido. Liguem suas tomadas que a nova temporada da F-E promete boas disputas e emoções.
Hong Kong dá a largada para a nova temporada da Formula-E.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ESPECIAL – FORMULA-E 2016/2017



            Está para começar a terceira temporada da Formula-E, o campeonato de competição de carros monopostos totalmente elétricos. Neste próximo fim de semana, teremos a corrida inaugural da nova temporada, na cidade de Hong Kong, na China. Portanto, confiram agora uma pequena matéria especial do que poderemos esperar deste novo ano de competição da categoria, que vem atraindo a atenção de muita gente graúda no universo empresarial mundial. E preparem-se para ligar as tomadas para a competição...


FÓRMULA-E INICIA TEMPORADA 2016/2017

A categoria de competição de carros elétricos monopostos inicia sua terceira temporada com o grid novamente cheio, e a chegada de novas corridas, novos times e empresas.

Adriano de Avance Moreno

A F-E dá a largada para a sua terceira temporada, com novas corridas no calendário, como a rodada dupla de Nova Iorque.
            Preparem-se para ligar suas tomadas. O Mundial de carros de competição monopostos está de volta, e inicia o seu terceiro campeonato com o grid novamente cheio e novas marcas interessadas em fazer parte da competição. Entre as novas marcas que já farão parte desta nova temporada está a Jaguar, que estréia com seu próprio time, ocupando o lugar que era da equipe de Jarno Trulli, que fechou as portas no início da temporada passada e deixou o grid desfalcado, com 18 carros. Além de competir com time próprio, a marca inglesa também desenvolveu o seu próprio Trem de Força (Powertrain), que irão equipar os carros de Adam Carroll e Mitch Evans. Quem também resolveu entrar na brincadeira foi a Penske, que passa a fornecer o Trem de Força da Dragon Racing, comandada por ninguém menos do que Jay Penske, filho de Roger Penske. Mas enquanto a Jaguar ainda procura acertar seus ponteiros, a Dragon mostra que o novo equipamento tem tudo para incomodar lá na frente, prometendo duelos com as poderosas e.dams e Audi ABT, que disputaram firme o título nas duas primeiras temporadas.
            Nos testes da pré-temporada, a Jaguar até mostrou potencial em seu carro, mas a confiabilidade e performance ainda inspiram cuidados. Mas com o poderio que tem, não deve demorar muito para a escuderia inglesa resolver seus problemas. Mesmo assim, a ordem é disputar um bom campeonato de estréia, para dominar as nuances e a tecnologia da competição de carros monopostos elétricos. Pelo seu lado, a Dragon mostra que a entrada da Penske, uma potência das corridas dos Estados Unidos em termos não apenas de competição, mas de desenvolvimento automotivo, pode alavancar o desempenho da escuderia, que foi a 4ª colocada no último campeonato, perdendo para a Virgin por apenas 1 ponto.
            Na dianteira da competição, a e.dams e a Audi ABT prometem continuar duelando pelo posto de melhor escuderia da competição. Os dois times mantiveram seus pilotos, e evoluíram seus carros e equipamentos. O Trem de Força da Renault ainda é considerado o melhor da categoria, e graças a isso, os dois times deverão ter companhia na disputa pelas primeiras colocações nas corridas. A escuderia Techeetah, que adquiriu o time que era de Aguri Suzuki, também usa o Trem de Força da fábrica francesa, e impressionou nos testes da pré-temporada, realizados em Donington Park. Jean-Éric Vergne assustou a concorrência na maior parte dos dias, quebrando o recorde da pista inglesa, e só no último dia seu tempo foi superado pelo atual campeão, Sébastien Buemi, da e.dams, considerado o piloto a ser batido nesta nova temporada. O alívio para os dois times que duelaram durante todo a temporada passada pelo título é que o time da Techeetah só teve mesmo Jean-Éric Vergne assustando: o outro piloto, o chinês Ma Qing Hua, não foi além da 10ª posição nos treinos, enquanto na Audi ABT e na e.dams ambas as duplas de pilotos andaram bem fortes nos treinos.
Atual campeão, o suíço Sébastien Buemi continua firme na e.dams e é o piloto a ser batido.
            A nova temporada traz a expectativa de que os demais times, mais experientes no domínio das tecnologias de seus Trens de Força, possam ter desenvolvido melhor seus sistemas e equipamentos. Todos os carros continuam sendo fornecidos pela Spark, assim como as baterias seguem sendo produzidas pela divisão de tecnologia da Williams Engineering, que já estão confirmados como fornecedores também para a temporada 2017/2018. Os carros apresentam melhorias no seu desenvolvimento para a nova temporada, e uma nova asa dianteira bem chamativa. Isso, por si só, já deve resultar e um incremento de performance nos carros, que deverão ser um pouco mais velozes do que na temporada anterior.
            Mesmo que a disputa do título da segunda temporada não tenha sido tão animada quanto a da primeira, a F-E forneceu boas corridas no último campeonato, e o certame tem tudo para continuar empolgando os fãs da velocidade nesta nova temporada que se inicia. E o interesse pelo certame vem aumentando, e com mais empresas interessadas em entrar na brincadeira.
            Prova disso é que a temporada 2016/2017 nem começou, e já há várias conversas pra lá de animadas em relação à temporada 2018/2019. A começar pelo interesse de novas empresas que disputaram o fornecimento de baterias para os carros da competição. E estamos falando de gigantes do ramo eletroeletrônico, como a Sony e a Panasonic, que manifestaram interesse em participar do certame, assim como a Porsche, marca de renome na indústria automobilística, que tem muitos planos para seu projeto de carros elétricos, entre outros nomes relevantes. Por fim, a FIA escolheu a McLaren, através de seu departamento de tecnologia aplicada, como nova fornecedora das baterias que equiparão os carros para as temporadas 2018/2019, e 2019/2020. A McLaren, assim, volta a se envolver com a F-E: na sua temporada de estréia, os Trens de Força de todos os carros foram fornecidos pela divisão de tecnologia de Woking, que foram substituídos na última temporada por equipamentos desenvolvidos pelos próprios times ou por parcerias deles com outras empresas. E mais gente quer entrar na parada dos carros de competição elétricos. Se neste novo ano temos a entrada firme da Jaguar como time completo, reforçando a importância crescente da categoria aos nomes que lá já estão participando, como Citroen e Renault, e que agora contam também com a participação da Penske, para a próxima temporada, a Audi já decidiu que será um time de fábrica na competição, com a produção de seu próprio Trem de Força, atualmente fornecido pela Schaeffler na escuderia Audi ABT. E a BMW também anunciou que fará uma parceria com o time da Andretti, para fornecimento de Trem de Força a partir da temporada do ano que vem. A marca bávara reiterou não ter interesse em retornar à F-1, mas vê a F-E como algo muito mais atrativo, e por isso mesmo, pretende investir fundo no campeonato de carros monopostos elétricos.
            E quem também vem para se juntar à brincadeira é a Mercedes. A marca alemã, que vem dominando a F-1 nos últimos anos, também sente que os carros elétricos darão o que falar, e já acertaram que participarão do campeonato a partir da 5ª temporada, aumentando o rol de grandes empresas que unirão forças ao certame conduzido por Alejandro Agag. Quem achava que a Formula-E não passaria de uma brincadeira de gente excêntrica já pode começar a rever os seus conceitos, pois o número de grandes empresas que está apostando na categoria ou tem interesse de participar não pára de crescer.
Depois de um ano horrível na última temporada, Nelsinho Piquet espera ter um campeonato mais competitivo pela NexTev, que reformulou sua área técnica.
            Depois de contar com três pilotos nas duas primeiras temporadas, o número de pilotos brasileiros na categoria encolheu. Bruno Senna não teve seu contrato com a equipe Mahindra renovado, e foi substituído por Felix Rosenqvist, que será o novo companheiro de Nick Heidfeld na escuderia indiana. Nelsinho Piquet, campeão da primeira temporada da F-E, depois de um ano tenebroso onde sua equipe, a Nextev Nio (ex-China Racing) errou a mão na escolha de seu equipamento na temporada passada, tenta dar a volta por cima nesta nova temporada. Vice-campeão da última temporada, Lucas di Grassi continua defendendo a equipe Audi ABT, e segue sendo um dos favoritos do grid. Lucas andou bem durante a pré-temporada, e seu time tem tudo para mostrar novamente um bom desempenho. Lucas está fortemente motivado, conforme mostram suas performances no Mundial de Endurance, e o piloto já demonstrou que seu desempenho na categoria dos carros elétricos permanece em alta. Já Nelsinho Piquet, que se manteve fiel à equipe onde compete desde que estreou na categoria, espera ter um campeonato melhor do que o do ano passado. Na pré-temporada, o carro parece ter andado bem melhor, mas ainda é cedo para avaliar o real potencial do time para este ano ano. A escuderia desenvolveu com afinco seu novo projeto de Trem de Força, bem como no reforço de sua equipe técnica, e espera colher os resultados nesta próxima temporada. Resta esperar que o time consiga apresentar evolução em relação ao que mostrou na pré-temporada, onde ficou no meio do pelotão, ainda um pouco longe das primeira posições. Mas pior do que a temporada passada não pode ficar, onde o brasileiro largou em várias ocasiões entre os últimos do grid, e mesmo com toda a sua capacidade e tentando estratégias mais alternativas, não conseguiu mostrar bons resultados, pontuando em raríssimas oportunidades. Outro campeonato de baixo nível certamente levará Nelsinho a avaliar outras oportunidades na competição, e talvez mesmo fora da F-E.
Vice-campeão da última temporada, Lucas Di Grassi segue na Audi ABT, e é um dos favoritos para a nova temporada da F-E.
            Assim como nas temporadas passadas, os brasileiros poderão acompanhar todas as corridas da Fórmula-E pelo canal pago Sky Sports, que transmitirá ao vivo todas as provas, incluindo os treinos de algumas das etapas.
            Já em termos de campeonato, o calendário da temporada 2016/2017 traz grandes mudanças em relação às provas que tivemos nas primeiras duas temporadas. Várias corridas, como a de Londres, Pequim e Punta Del Este saíram. Em compensação, o campeonato terá 14 etapas, com direito a duas rodadas duplas, na fase final da competição, nas cidades de Montreal, no Canadá, e em Nova Iorque, nos Estados Unidos, que encerrarão o campeonato no final do mês de julho. Ambas as provas estrearão no calendário da categoria, assim como a nova prova inicial da competição, em Hong Kong. A categoria dos carros elétricos visitará também a África, com uma corrida em Marrakech, no Marrocos. E outro país europeu que também estará no certame é a Bélgica, com uma etapa nas ruas da cidade de Bruxelas, capital do país. Das novas pistas, Nova Iorque já apresentou o seu traçado para sediar seu e-Prix, na região do bairro do Brooklin, com um desenho que promete uma prova veloz, e sem as tradicionais chicanes que outras pistas normalmente apresentam.
Com seu Trem de Força totalmente redesenhado pela Citroen, a Virgin espera ter uma temporada mais competitiva do que última.
            O calendário ainda tem mais duas datas, cujas etapas ainda estão em negociação, e até o fechamento desta matéria, permanecem em aberto, nos dias 22 de abril, e 24 de junho. Mas há outra questão que preocupa a direção da Fórmula-E: a etapa de Nova Iorque, programada para os dias 15 e 16 de julho do ano que vem, irá coincidir com a etapa das 6 Horas de Nurburgring, válida pelo Mundial de Endurance, e vários pilotos competem nas duas categorias. O calendário da F-E foi apresentado antes, e já estava homologado pela FIA. Esperava-se que se pudesse chegar a um acordo com o WEC para alterar a data, uma vez que o calendário da categoria de provas de longa duração ainda não havia sido homologado e ratificado pela FIA, até porque as equipes e fábricas não desejavam um conflito de preferências entre seus pilotos, obrigando-os a escolher entre uma e outra competição.
            Contudo, a FIA homologou o calendário do Mundial de Endurance, confirmando o conflito de datas dos dias 15 e 16 de julho com a F-E. Aliás, houve até uma inversão das provas da F-E, pois estas duas datas seriam para a rodada dupla de Montreal, mas agora serão para a rodada dupla de Nova Iorque. Como o campeonato deverá estar em seus momentos decisivos, a chance da categoria que deve ficar desfalcada de seus pilotos deverá ser o WEC. Uma má notícia para ambas as categorias, que até então viviam em relativa harmonia, e não tinham atitudes conflitantes uma para com a outra, ao contrário da F-1, que já marcou novamente seu GP da Europa de 2017 para o fim de semana das 24 Horas de Le Mans, justamente para impedir que seus pilotos porventura pudessem participar da famosa prova de longa duração.



EQUIPES E PILOTOS DO CAMPEONATO

EQUIPE
POWERTRAIN
NUMERAÇÃO/PILOTOS
NEXTEV NIO
Nextev TCR Formulae 002
99 - Nelson Angelo Piquet
88 - Oliver Turvey
e.dams
Renault Z.E.16
1 - Sébastien Buemi
8 - Nicolas Prost
Faraday Future Dragon Racing
Penske 701-EV
7 - Jérôme D'Ambrosio
6 - Loîc Duval
Audi Sport ABT Schaeffler
ABT Schaeffler FE 02
11 - Lucas di Grassi
66 - Daniel ABT
DS Virgin Racing
Citroën Virgin DSV-002
2 - Sam Bird
37 – José Maria López (*)
MS Amlin Andretti
Andretti ATEC02
28 - Antônio Félix da Costa
27 - Robin Frijns
Techeetah
Renault Z.E.16
25 - Jean-Éric Vergne
77 - Ma Qing Hua
Mahindra Formula-E Team
Mahindra M2 ELECTRO
19 - Felix Rosenqvist (*)
23 - Nick Heidfeld
Venturi Formula-E Team
Venturi VM200-FE02
4 - Stéphane Sarrazin
16 – Maro Engel (*)
Jaguar Formula E Team
Jaguar I-Type 1
 - Adam Carroll (*)
 - Mitch Evans (*)
(*) = Estreante na categoria

CALENDÁRIO DA F-E 2016/2017

DATA
ETAPA - PAÍS
09.10.2016
e-Prix de Hong Kong - China
12.11.2016
e-Prix de Marrakesh - Marrocos
18.02.2017
e-Prix de Buenos Aires - Argentina
01.04.2017
e-Prix da Cidade do México – México
22.04.2017
Etapa a definir
13.05.2017
e-Prix de Mônaco – Mônaco
20.05.2017
e-Prix de Paris - França
10.06.2017
e-Prix de Berlin - Alemanha
24.06.2017
Etapa a definir
01.07.2017
e-Prix de Bruxelas - Bélgica
15.07.2017
e-Prix de Nova Iorque – Estados Unidos (Prova 1)
16.07.2017
e-Prix de Nova Iorque – Estados Unidos (Prova 2)
29.07.2017
e-Prix de Montreal – Canadá (Prova 1)
30.07.2017
e-Prix de Montreal – Canadá (Prova 2)

A Spark continua como fornecedora dos chassis para todas as escuderias, e promoveu melhorias nos carros, bem como um novo bico, bem diferente do que estavam usando até então.
A Dragon agora conta com apoio técnico da Penske naprodução de seu trem de força, e pode incomodar as favoritas e.dams e Audi ABT nesta nova temporada.

A Jaguar é a mais nova equipe de fábrica da categoria, e não quer ficar fazendo apenas figuração no grid.