quarta-feira, 20 de maio de 2015

HAVOC SERIES - O LADO PERIGOSO DAS 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS



            Na última semana tem se falado dos acidentes que ocorreram durante os treinos para a mais famosa corrida do automobilismo americano, as 500 Milhas de Indianápolis, com nada menos do que 4 acidentes de grande monta até aqui, sendo que em 3 deles os pilotos quase ou nada sofreram, felizmente. Mas o caso do canadense James Hinchcliffe, ocorrido nesta última segunda-feira, inspirou mais cuidados, com o piloto indo parar no hospital, e tendo de sofrer uma cirurgia na perna, em virtude de ter sido atingido por um braço de suspensão que entrou dentro do cockpit, e por pouco não causou ferimentos muito mais graves. Em muitos lugares da internet, fãs e acompanhantes dos fatos alertam para a ameaça de novos acidentes, com alguns dizendo que a corrida deveria ser cancelada, pois não há aparente segurança para os pilotos.
            É preciso se preocupar sim. Os acidentes ocorreram com os carros mais sozinhos na pista, mas durante a corrida, uma decolagem como a vista de Hélio Castro Neves ou de Josef Newgarden poderia ter consequências catastróficas caso algum deles despencasse em cima de outro competidor, o que não seria difícil na corrida, visto que os pilotos estão sempre pertos uns dos outros. Neste aspecto, a direção da categoria precisa analisar o acidentes ocorridos e verificar uma maneira de, pelo menos, evitar que os carros literalmente decolem e capotem com a facilidade vista. Isso não vai eliminar os riscos de novos acidentes, mas pode impedir que eles possam se tornar mais graves, ao evitar que os carros decolem tão fácil como o que ocorreu.
            Daí a pregar o cancelamento da corrida, já são outros quinhentos. Aliás, a história da Indy500 é marcada por diversos acidentes, vários deles fatais. Confiram nesta postagem da sessão Havoc Series alguns dos vários acidentes que já ocorreram ao longo das 98 edições das 500 Milhas de Indianápolis disputadas até hoje...

Começamos com um vídeo com raras cenas de vários acidentes ocorridos durante as décadas de 1950 a 1970. É uma compilação singela, com vários nomes envolvidos nas confusões mostradas, como Pat O'Connor, Gary Bettenhausen , Bobby Unser, Gordon Johncock, Mel Kenyon, Salt Walther, Swede Savage e outros. Alguns destes acidentes foram fatais, infelizmente, uma vez que a segurança dos carros era precária em vários daqueles campeonatos. O vídeo, que traz alguns acidentes aterrorizantes, é do You Tube, postado pelo usuário AlvinKarpis007, e não tem o áudio original das cenas:



O vídeo seguinte também é uma compilação de vários outros acidentes ocorridos em Indianápolis, sem destaque específico para nenhum deles. Enquanto alguns acidentes são até leves, outros são espetaculares, e com consequências fatais para alguns dos pilotos envolvidos. Assim como o vídeo anterior, este também não tem o som ambiente das imagens, e foi postado pelo usuário Youcrashes no You Tube. Ah, sim, um dos acidentes mostrados aqui é o de Nélson Piquet em 1992, durante os treinos para a corrida, onde feriu gravemente um dos pés:



O próximo vídeo também é uma compilação, e da pior possível, mostrando imagens de acidentes que resultaram em óbito para os pilotos, os quais estão descritos na legenda que acompanha cada imagem. Os acidentes só não chocam ainda mais pela pouca resolução das imagens em que foram feitas, o que não é exatamente algo a se comemorar, pois estas imagens dificilmente sairam da memória dos que neles estiveram envolvidos. O vídeo é do usuário indyracingnut, no You Tube:



Finalizando a postagem de hoje, a seguir estão relacionados, em seis links, uma compilação das mais completas dos pilotos mortos em acidentes fatais da história das 500 Milhas de Indianápolis, postados no You Tube pelo usuário TheARBOGAST. O vídeo lista os acidentes em ordem cronológica, e vários deles estão mencionados em texto somente, em inglês. Esta relação de vídeos exige um bom tempo para ser assistida, somando praticamente uma hora de tristes lembranças da história da Indy500:













            O vídeo se completa trazendo também uma relação de outras pessoas que morreram em Indianápolis, mesmo não sendo pilotos, como fiscais, bombeiros, e espectadores, que acabaram colhidos pelos acidentes ocorridos, de uma forma ou de outra, o que não nos deixa esquecer que o esporte a motor é um esporte perigoso. E, por mais cautela, preparativos, projetos, e segurança envolvidos, sempre haverá a possibilidade de algo sair do controle, e o pior acontecer. Todos os pilotos têm plena consciência disso, e eles não arriscam a vida à toa simplesmente por arriscar. É o perigo inato da competição automobilística que os torna especiais. Pessoas que conseguem vencer o medo e o temor, e arriscam suas vidas em uma competição que as pessoas comuns não conseguiriam fazer.
            Indianápolis é uma pista que merece respeito. Quem não toma os devidos cuidados, ou tem o azar de estar no momento errado, no lugar errado, ou acaba sendo vítima de algum imprevisto, acaba aprendendo da pior maneira que o mítico oval de Indiana não tem sua fama à toa...

sexta-feira, 15 de maio de 2015

EXPECTATIVAS FRUSTRADAS


A Ferrari esperava se aproximar mais da Mercedes em Barcelona, mas ocorreu o contrário...

            O Grande Prêmio da Espanha, disputado domingo passado, frustrou a maioria das expectativas de quem esperava por uma competição mais equilibrada e com possíveis mudanças na ordem de força das escuderias da categoria. A corrida não foi exatamente um marasmo, mas também esteve longe de encher os olhos, especialmente na luta pela vitória, onde o pole simplesmente largou na frente, e lá praticamente ficou, vencendo a prova sem maiores sustos. Panorama familiar? Sim, mas desta vez foi com Nico Rosberg, e não Lewis Hamilton, que venceu com relativa tranquilidade na pista catalã. Até porque Hamilton, pela primeira vez na temporada, não andou tudo o que sabe, e perdeu pela primeira vez para o parceiro na atual temporada. Começou com a derrota na luta pela pole-position, e terminou na corrida. Para Hamilton, foi fatal ficar preso atrás de Sebastian Vettel na largada: sem conseguir passar o piloto da Ferrari, e com a ajuda de uma parada de box complicada onde perdeu preciosos segundos, foi preciso apelar para a mudança de estratégia para conseguir o 2° lugar.
            Aí vimos Hamilton simplesmente voando baixo na pista, por ter feito um pit stop extra, e precisando ganhar tempo para conseguir voltar à frente de Vettel após sua última parada, e ele conseguiu, partindo em seguida para tentar descontar a diferença para Rosberg. Ele até tentou, diminuindo cerca de 20s para 13s, mas sem tempo hábil para alcançar o parceiro, preferiu se acomodar em 2°, pensando no campeonato. E quem esperava ver a Ferrari tentando complicar a vida dos alemães, caiu do cavalo: depois que se livrou de Vettel, Hamilton praticamente foi embora, cruzando a linha de chegada quase 30s à frente de Sebastian, que teve de se contentar com o 3° lugar, a 45s de desvantagem para o vencedor, Nico Rosberg. Kimmi Raikkonem, que havia sido o 2° colocado no Bahrein, acabou ficando preso atrás de Valtteri Bottas, e foi apenas 5° colocado, a praticamente 1 minuto de desvantagem para Rosberg.
            Como é de praxe, a prova espanhola foi o palco para vários times trazerem várias inovações em seus carros, após a primeira fase do campeonato, disputada longe da Europa. Mas, ao que parece, as inovações tiveram um efeito praticamente nulo em tornar o campeonato mais disputado, pelo menos na dianteira. A Mercedes, que também trouxe inovações, praticamente não teve adversários na prova, vencendo pela maior diferença do ano apresentada até aqui. A Ferrari, que trouxe várias modificações no modelo SF15-T, ficou a ver navios já no treino de classificação, quando Vettel ficou a quase 0s8 da pole de Rosberg, o que não dava indícios muito animadores para a corrida. O novo pacote de modificações, aliás, não foi unanimidade no time: Raikkonem preferiu correr sem as modificações, por não ter encontrado o acerto ideal com o novo pacote. Não fosse ter ficado preso atrás de seu compatriota da Williams, Kimmi muito provavelmente teria terminado logo atrás, ou talvez à frente, de Vettel, já que a diferença entre ambos na bandeirada foi de apenas 15s, o que denota que, considerando o problema de tráfego onde não conseguiu passar a Williams, a performance dos carros da Ferrari, com e sem as modificações, praticamente ficaram empatados.
            Também se esperava uma evolução da McLaren, que teria muitas modificações no MP4/30, e até se viu alguma melhora, porém tímida ainda, impossibilitando o time de ter muitas esperanças de bons resultados nesta temporada. Fernando Alonso e Jenson Button passaram para o Q2 com alguma facilidade, mas estiveram impotentes para ir ao Q3. Na corrida, Alonso até estava indo razoável, mas uma viseira que enroscou num dos freios traseiros colocou a corrida do espanhol a pique, e ele precisou abandonar, ainda que as chances de pontuar ainda fossem remotas. Jenson Button teve uma prova difícil, onde classificou o carro de "um horror", saindo de frente e de traseira, sem compreender o comportamento do bólido, e terminando apenas em 16°. Nem a nova pintura cativou muito os fãs. Vai ser mesmo um ano difícil para a esquadra de Woking...
            Comparando a corrida de 2015 com a do ano passado, dá para notar coisas interessantes. No circuito mais conhecido pelos times, a pole de Rosberg foi 0s6 mais veloz que a pole de Hamilton em 2014. Já com relação ao tempo de corrida, a prova do ano passado foi mais rápida, durando 1h41min05s155, contra o tempo de 1h41min12s555 deste ano. Correndo com grande vantagem na ponta, Rosberg não precisou andar tudo o que poderia render seu carro, ao contrário do ano passado, quando Hamilton venceu com o alemão colado em sua traseira, a menos de 0s7 de diferença. Rosberg venceu com uma folga de 17s este ano. Não havia porque forçar mais.
            No que tange à diferença para os concorrentes mais próximos, houve pouca evolução de 2014 para 2015: Daniel Ricciardo, da Red Bull, foi o 3° colocado no ano passado, com 49s de desvantagem para o vencedor, enquanto este ano, Vettel, da Ferrari, ficou 45s atrás. Uma amostra de como os times trocaram de posição do último campeonato para cá: em 2014, a melhor Ferrari, com Alonso, ficou em 6° lugar, a 1min27s7; em contrapartida, o melhor carro da Red Bull este ano, o mesmo Ricciardo, foi 7°, com mais de uma volta de atraso. Realmente, a coisa anda difícil para alguns, e muito mais difícil para outros...
            A Williams, no comparativo dos resultados de Valtteri Bottas, melhorou um pouco: em 2014, o finlandês foi 5°, com 1min19s2 de atraso, e este ano, ele cruzou 59s2. Não é muito, mas é alguma coisa, pois em 2014 o time ainda tentava reencontrar a forma dos testes da pré-temporada, enquanto este ano tem sido mais constantes desde o início do ano. Já com relação à McLaren, curiosamente, no ano passado, ambas os carros da escuderia terminaram a prova espanhola sem conseguir pontuar: Button foi 11°, e Kevin Magnussem, o 12°, com mais de uma volta de atraso. A média de velocidade de Button em 2014 foi 178,5 Km/h, enquanto este ano foi de 176,6 Km/h, mostrando que o time andou mesmo para trás. Só que não foi o único: a Force India, sem ter novidades no carro este ano na prova de Barcelona, ficou com seu melhor carro em 13°, com Sérgio Perez, enquanto no ano passado o mexicano foi o 9° colocado. Em ambas as ocasiões terminando com uma volta de desvantagem, mas com a média de velocidade deste ano quase 3 Km/h mais lenta que a de 2014.
            Nesse comparativo, a Sauber parece não ter saído do lugar em Barcelona, em termos de performance. O time suíço, que por falta de recursos praticamente não trouxe melhorias na etapa catalã, foi apenas 16° no ano passado com Esteban Gutiérrez, e 12° este ano com Felipe Nasr, ambos com uma volta de desvantagem, mas com a média de velocidade quase idêntica: 177,4 contra 177,0 deste ano, onde podemos dizer que o time até regrediu, ainda que por míseros 0,4 Km/h de média de velocidade.
            A pista de Barcelona nunca proporcionou corridas exatamente muito disputadas por ser o circuito mais conhecido de todos os times, uma vez que a maioria dos testes de pré-temporada lá são realizados. Isso não é por acaso: a variedade de curvas da pista da Catalunha são o palco perfeito para os engenheiros conhecerem os carros a fundo. As características do circuito permitem mostrar os pontos fortes e os pontos fracos de qualquer carro, permitindo aos engenheiros conhecerem com mais exatidão onde estão os pontos já desenvolvidos, e aqueles que precisam ser trabalhados no projeto dos carros. Um carro que ande bem em Barcelona praticamente será competitivo em quase todos os demais circuitos da temporada, a não ser que o time trabalhe duro para mudar esse panorama. E é por isso que as expectativas de um campeonato mais equilibrado ficaram frustradas pelo resultado da corrida: a Mercedes exibiu na prova espanhola o seu poderio na pista, e só não andou ainda mais porque não precisava. Não significa que o time alemão irá dominar com tal facilidade todos os GPs, mas mostra que os demais concorrentes tendem a incomodá-los apenas ocasionalmente, ou caso sofram algum problema inesperado, como uma quebra, ou um acidente.
            Depois da vitória em Sepang, muitos acreditaram que a Ferrari viria para desafiar, ou pelo menos, ficar logo atrás da Mercedes na disputa pela vitória em vários circuitos. Eles podem até fazer isso, mas não com a frequência que todos gostariam. A própria Ferrari foi a maior desiludida com o resultado em Barcelona, tanto que na segunda-feira após a corrida, todo o staff principal do time rosso já tinha uma reunião marcada em Maranello para tentar entender onde as coisas não deram os resultados esperados. O que significa que vão ter de trabalhar ainda mais para tentar alcançar as metas estipuladas. E isso vale para todos os times, que terão muito trabalho para manterem seu nível de desenvolvimento, com maior ou menor êxito, dependendo de suas capacidades, sejam técnicas, mas principalmente as financeiras, que podem tolher boa parte dos esforços de evolução dos times. Não é por acaso que Force India e Sauber, sem folga em seus orçamentos, praticamente não conseguiram evoluir seus carros desde o início do campeonato, ou o fizeram com resultados muito discretos.
            E mesmo quem tem recursos de sobra, como McLaren e Red Bull, mostram que os esforços despendidos nem sempre correspondem ao que se espera. O jeito é voltar ao batente e continuar dando duro, nunca esquecendo que a vida costuma ter mais expectativas frustradas do que vitórias. Mas, se tudo fosse fácil, as vitórias nunca seriam valorizadas e saboreadas como se deve. Então, bola para a frente, pois a competição não pára. E que venha o próximo Grande Prêmio...


Depois da corrida em Jerez de La Fronteira, onde vimos a vitória de Jorge Lorenzo, a MotoGP chegou a Le Mans para a próxima etapa do campeonato de 2015, cujos treinos oficiais começam hoje, numa parte do autódromo que sediará no mês que vem as famosas 24 Horas de Le Mans. O traçado do circuito Le Mans Bugatti tem 4,2 Km de extensão, com 14 curvas, e a corrida será disputada em 28 voltas, totalizando 177,2 Km de percurso. Líder do campeonato, o italiano Valentino Rossi vai em busca de mais uma vitória no campeonato. No ano passado, o "Doutor" foi o 2° colocado na etapa francesa em Le Mans, cuja vitória ficou com Marc Márquez, que venceu por uma margem bem apertada, de cerca de 1s5. Este ano, com um equilíbrio maior entre as motos das equipes oficiais da Honda e da Yamaha, a disputa deverá ser bem acirrada, e a Ducati anda à espreita pronta para se meter na briga das rivais nipônicas. O Grande Prêmio da França da MotoGP terá transmissão ao vivo nos canais pagos do SporTV no fim de semana. A prova, domingo, começa às 9 da manhã, pelo horário de Brasília.


Hélio Castro Neves capotou com seu carro nos treinos para as 500 Milhas em Indianápolis, mas felizmente saiu ileso do acidente, assim como Josef Newgarden, que sofreu também uma capotagem com seu carro.
O autódromo do Indianapolis Motor Speedway está em alerta: dois violentos acidentes ocorreram esta semana, com os carros decolando de forma assustadora, e apesar de seus pilotos não terem se machucado, deixou o pessoal assustado pela maneira como ambos os carros levantaram vôo com relativa facilidade após impactos em alta velocidade nos muros do circuito oval. Primeiro foi o brasileiro Hélio Castro Neves, que na quarta-feira voou baixo, literalmente, após escorregar numa curva, acertar o muro, e ver o mundo de cabeça para baixo; já ontem foi a vez de Josef Newgarden, que também decolou, e ainda viu seu carro se arrastar por dezenas de metros de cabeça para baixo no asfalto. A direção da Indycar está analisando o que pode ser feito para evitar que os carros decolem em caso de batidas contra o muro, pois durante a corrida das 500 Milhas de Indianápolis, em meio às disputas de posição, as chances de os pilotos se envolverem em um novo acidente não são poucas, e em caso de uma nova decolagem, os riscos de o carro cair em cima de outros competidores podem ter consequências muito sérias. Tanto Helinho quanto Newgarden deram sorte de não sofrer praticamente nada, apesar do imenso susto. No fim da tarde de quarta mesmo o brasileiro já havia voltado aos treinos com o seu carro reserva, enquanto Newgarden ainda iria discutir com seu time as causas da decolagem e o que fazer a respeito. Quem também teve sua cota de acidentes em Indianápolis foram as duas mulheres inscritas para a prova da Indy500: Pippa Man também derrapou e acertou a barreira de pneus na parte interna da pista, colidindo depois com o muro da entrada dos boxes. Já Simona De Silvestro viu seu carro pegar fogo após sofrer problemas mecânicos: a suíça tentou levar o carro de volta aos boxes, mas o óleo vazado atingiu as partes quentes da traseira e iniciou um incêndio, que foi debelado pelo pessoal de segurança. As duas não sofreram ferimentos com os azares sofridos, felizmente. Neste final de semana acontecem os treinos classificatórios para as 500 Milhas de Indianápolis, que serão disputadas no próximo final de semana, dia 24 de maio.


O Rali dos Sertões, maior prova off-road do Brasil, que terá a edição 2015 disputada entre os dias 1 a 8 de agosto, divulgou essa semana o seu percurso e as cidades por onde passará. A largada será em Goiânia, Goiás, no dia 1° de agosto. Após partir da capital goiana, os competidores seguirão até Rio Verde, ainda em Goiás, de onde partirão em seguida para Itumbiara, Goiás. Dali seguirão para São Simão, última parada em território goiano. A parada seguinte será em Três Lagoas, já no Mato Grosso do Sul, de onde os participantes seguirão para Euclides da Cunha Paulista, em São Paulo. A parada seguinte será em Umuarama, no Paraná, penúltima parada da competição, que terminará com a chegada, no dia 8 de agosto, em Foz do Iguaçu, Paraná. A competição terá um total de 2.917 Km de percurso, com muita poeira pelo caminho e a grande maioria de trechos inéditos na competição. Os fãs das competições off-road que se preparem...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

HAVOC SERIES - CONFUSÕES EM MÔNACO



            No fim de semana passado, a F-E disputou sua etapa no Principado de Mônaco, em um traçado que aproveitou parte do circuito normalmente utilizado pelas outras categorias que lá correm, como a GP2 e a F-1. E Mônaco não seria Mônaco sem alguma confusão na pista, uma vez que o circuito de competição, montado nas ruas monegascas, é bem estreito, e com os guard-rails logo ali do lado, qualquer imprevisto ou erro do piloto costuma ficar caro, quando sempre acabando com a corrida do competidor vítima do impropério ou o causador do mesmo. O Principado já viu diversos acidentes nas décadas de competições automobilísticas realizadas ali, algumas com consequências graves, outras nem tanto. Comum a todos eles mesmo, só o fato de os carros saírem bem estragados da confusão, para desespero das equipes e seus mecânicos, que quase sempre ficam com a tarefa inglória de ter de reconstruir o veículo, isso quando não dá perda total. Vejamos agora algumas das confusões que a pista de Monte Carlo já presenciou...

            Logo de início, vamos para a prova da F-E, disputada sábado passado. A categoria dos carros elétricos sentiu o peso da curva Saint Devote logo na primeira volta, quando vários carros se enroscaram na descida para a rua paralela ao porto, trecho usado exclusivamente para a categoria dos carros elétricos. Vários carros se enroscaram, e o maior azarado, pelo menos em termos de acidente, acabou sendo o brasileiro Bruno Senna, cujo carro quase capotou após tocar no monoposto de Daniel ABT, que roçou o guard-rail e danificou seu carro. Como todos acabam de largar, o engavetamento dos competidores acabou sendo quase inevitável, com vários pilotos tendo suas corridas arruinadas logo ali. Felizmente, como todos estavam em velocidade relativamente baixa, ninguém se feriu. Confiram o vídeo, postado no You Tube pelo usuário Speed - Motors on Fox, junto com um resumo da corrida da F-E no Principado, lembrando que o acidente que envolveu vários carros ocorre logo no início, e com mais de um ângulo para se observar o enrosco de todos os envolvidos:



            No vídeo seguinte, o ano é 1985, e vemos um dos mais pavorosos acidentes que a F-1 já viu no seu GP disputado nas ruas do Principado, envolvendo o italiano Riccardo Patrese, da Alfa Romeo, e o brasileiro Nélson Piquet, da Brabham. O acidente ocorreu na reta dos boxes, na 16ª volta, quando Piquet ia ultrapassar o piloto da Alfa Romeo, que acabou fechando sem querer a Brabham do brasileiro. Patrese bateu forte no guard-rail ainda na reta, enquanto Piquet acertou a proteção de pneus na área de escape da curva Saint Devote em alta velocidade. Felizmente, ambos saíram ilesos dos acidentes, que assustaram mais do que machucaram. O vídeo, infelizmente, não tem som, e foi postado pelo usuário FrankypankyV8 no You Tube:



            Dois anos antes, em 1983, também durante o GP de F-1, ocorreu um acidente parecido com o de Patrese e Piquet. Dessa vez, foi com o suíço Marc Surer, da Arrows, com o inglês Derek Warwick, da Toleman. Na volta 49, na aproximação da freada para a Saint Devote, Warwick acabou tocando na traseira de Surer, e ambos acabaram indo parar nos guard-rails, numa cena menos assustadora do que o do acidente que ocorreria naquele mesmo trecho dois anos depois, mas também tirando ambos da corrida. Pouco depois da batida, curiosamente, é Nélson Piquet quem passa pelo trecho, sem ter idéia de que futuramente ele seria protagonista de um acidente parecido no circuito monegasco. E, felizmente, tanto Surer quanto Warwick saíram ilesos de seus carros. O vídeo foi postado no You Tube pelo usuário Corrado255:



            Em 1991, seria a vez do piloto Alex Caffi, da Arrows, bater forte em Monte Carlo. O italiano bateu forte nos treinos, ao acertar o guard-rail das curvas da piscina, que naquela época não tinham as áreas de escape atuais, e eram bem mais fechadas. Caffi subiu demais na zebra da curva de saída da piscina, e seu carro acabou indo direto para o guard-rail do outro lado da pista. A pancada foi tão forte que seu carro partiu ao meio, como mostram as imagens, com o eixo traseiro indo parar vários metros adiante na pista, enquanto o monocoque ficou firme e salvou Caffi de ferimentos graves, o que não impediu que o italiano ficasse bem abalado com a pancada, sendo atendido pelo Dr. Sid Watkins, que era o médico chefe da FISA na época. O vídeo foi postado pelo usuário /Formula1 no You Tube:



            O último vídeo da postagem, lamento dizer, não teve um final feliz, e traz cenas muito fortes, do acidente do piloto italiano Lorenzo Bandini, da Ferrari, durante o Grande Prêmio de Mônaco de F-1 de 1967. Na 81ª volta (a corrida de Mônaco, então, tinha 100 voltas de percurso) Bandini acertou a proteção da pista logo após a chicane do porto a alta velocidade, e seu carro pegou fogo com o impacto. Não houve o que pudesse ser feito para salvar o piloto, que morreu queimado preso ao carro antes que os bombeiros conseguissem apagar as chamas que envolviam o monoposto. O vídeo foi postado pelo usuário RacingAccidents3 no You Tube, e antes de ser exibido, é mostrado um aviso de que as cenas são fortes e impróprias, portanto, estejam cientes de que não verão algo agradável. É a face perversa do automobilismo, que já ceifou várias vidas ao longo de sua história, em épocas onde a tecnologia de construção dos carros não era tão desenvolvida quanto agora, e os riscos eram imensamente maiores do que os de hoje em dia:



            E assim finalizo mais uma sessão Havoc Series, lembrando sempre que o automobilismo é um esporte de risco, onde os acidentes podem ocorrer sempre, por mais providências que se tomem a respeito. E quando eles acontecem, só podemos torcer para que não ocorra o pior, e que as medidas de segurança implantadas consigam cumprir o papel para o qual foram concebidas...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

VALENTINO ROSSI AOS 200


Valentino Rossi vem subindo ao pódio em todas as provas este ano. Com o 3° lugar em Jerez, domingo passado, atingiu a impressionante marca de 200 pódios na sua carreira no motociclismo. E ele quer mais...

            O GP da Espanha, disputado em Jerez de La Fronteira, primeira etapa da MotoGP 2015 em solo europeu, assistiu à vitória do bicampeão Jorge Lorenzo, que venceu a corrida praticamente de ponta a ponta, marcando uma reação do piloto espanhol da Yamaha no campeonato deste ano. Atrás dele, veio o atual bicampeão mundial, seu compatriota Marc Márquez, que ainda não conseguiu exibir esse ano o mesmo domínio visto no ano passado. E, fechando o pódio, Valentino Rossi, que lidera a competição da classe rainha do motociclismo. Mas mesmo tendo ficado no degrau mais baixo do pódio, o "Doutor" tinha motivos para comemorar: ali, na pista da Andaluzia, o piloto italiano, que está perto de completar nada menos do que 20 anos de carreira nas motos, faturou seu 200° pódio, tornando-o o rei absoluto nessa estatística na competição da motovelocidade.
            É uma marca emblemática, que certamente vai demorar muito para ser batida. A conta engloba todos os pódios de Rossi, desde sua estréia em 1996, na categoria 125cc, hoje chamada de Moto3. Foram 15 pódios na 125cc, durante os anos de 1996 e 1997. Em 1998 e 1999, competindo na 250cc, a atual Moto2, Rossi faturou 21 pódios, totalizando 36 nas duas categorias, antes de chegar à classe principal, a 500cc, chamada atualmente de MotoGP. E, de sua estréia na classe rainha, até domingo passado, foram mais 164 pódios. São números impressionantes, e não deverão ser batidos tão cedo.
            Entre os pilotos do atual campeonato, quem está mais perto da marca de Rossi é o espanhol Dani Pedrosa, com 135 pódios, mas o piloto da equipe Honda não vem tendo um bom desempenho, e este ano ainda está ausente de várias corridas enquanto se recupera de uma cirurgia realizada no início de abril, devendo retornar somente na semana que vem, em Le Mans. Jorge Lorenzo contabiliza até domingo passado a marca de 124 pódios, encontrando-se em 3° lugar nas estatísticas dos pilotos em atividade com maior número de subidas ao pódio, e portanto, também vai demorar um bom tempo até conseguir chegar à marca atingida pelo companheiro de equipe na Yamaha. Márquez, sensação da categoria nas duas últimas temporadas, ainda terá um longo caminho pela frente até alcançar Rossi: tem apenas 71 pódios, marca expressiva, ainda mais levando-se em conta sua pouca idade, 22 anos, contra os 36 de Valentino.
            E Valentino segue sendo a maior estrela da MotoGP atual. O italiano esbanja carisma, e tem nada menos do que 9 títulos no motociclismo, sendo 1 na categoria 125cc, outro na 250cc, e os demais 7 títulos na categoria principal. É muito? É, mas no quesito títulos, Valentino ainda está abaixo de Giácomo Agostini, tido até hoje como maior piloto da motovelocidade em sua história, com nada menos do que 15 títulos no total. Mesmo que Rossi conquiste este ano seu 8° título na MotoGP, terá 10 campeonatos no currículo, 5 a menos do que seu compatriota. Agostini, aliás, estava presente em Jerez, no box da Yamaha, para ver Rossi atingir seu pódio de número 200, comemorado por toda a equipe, para não falar de seus fãs. E tanto Rossi quanto Agostini possuem um grande respeito um pelo outro.
            Rossi ainda perde para Agostini em algumas outras estatísticas. No número de vitórias, contabilizadas as 3 categorias, Giácomo tem 122 triunfos em sua carreira. Valentino está com 110 vitórias, e com a disposição que tem, e se tiver um equipamento competitivo, podem apostar que ele não demorará para superar o número de vitórias do ex-piloto, talvez em dois ou três anos. Em voltas mais rápidas em corridas, o ex-piloto ainda lidera com folga, com 117 voltas mais rápidas, contra 91 de Rossi. Quando o assunto é pole-positions, o panorama se inverte, e é Valentino quem ostenta a melhor marca: 60 poles, contra apenas 9 de Agostini, o que nunca impediu que o ex-piloto mostrasse sua capacidade nas corridas, chegando quase sempre em primeiro lugar. Mas é preciso relativizar os feitos de cada um dos pilotos: Rossi já disputou nada menos do que 316 provas em sua carreira na motovelocidade, enquanto Giácomo competiu "apenas" em 186 provas, o que dá um aproveitamento muito superior ao ex-piloto.
            Os números de Valentino seriam ainda maiores se não fossem as duas temporadas em que defendeu a Ducati em 2011 e 2012. A moto italiana não era competitiva, e Valentino não conseguiu reproduzir na Ducati o feito de 2004, quando se mudou da Honda para a Yamaha, e fez da nova escuderia campeã logo em seu primeiro ano de competição pelo time. Nestas duas temporadas, foram apenas 3 pódios. No retorno à Yamaha em 2013, Rossi teve uma temporada razoável, tendo apenas 6 pódios, e viu que precisava se reinventar para continuar andando entre os primeiros. Com uma nova mentalidade e preparação, Rossi reagiu em 2014, abocanhando 13 pódios, marca superada apenas pelo campeão da temporada, Marc Márquez, com 14 presenças no pódio. E este ano, com 4 etapas disputadas, Valentino esteve sempre no pódio, com 2 vitórias e 2 terceiros lugares. Aliás, mesmo com altos e baixos na carreira, situação normal na carreira de qualquer piloto, Rossi ostenta uma marca de nada menos do que 23 pódios consecutivos, obtidos entre o GP de Portugal de 2002 e o GP da África do Sul de 2004, recorde absoluto na categoria, tendo subido ao pódio em praticamente todas as 16 corridas da temporada de 2003, marca recorde até hoje também para pódios em uma única temporada, tendo sido igualada por Jorge Lorenzo em 2010, quando o espanhol foi campeão pela primeira vez, levando-se em consideração que essa temporada já teve 18 corridas no total, e por Marc Márquez em 2013, quando conquistou seu primeiro título também, cujo campeonato também contou com 18 etapas.
            Sem motivos para se aposentar no curto prazo, Valentino continua a acelerar fundo na MotoGP. Poderia estar curtindo a vida, rico e famoso, mas sua paixão pela velocidade o mantém em plena atividade, e mostrando que ainda tem muito a mostrar nas competições. Já chegou a flertar com a F-1 algumas vezes no passado, chegando até a fazer alguns testes com a Ferrari, que adoraria tê-lo como piloto, assim como a F-1. Mas no final, tudo não passou de um sonho de uma noite de verão, e o amor pelas duas rodas foi maior do que a atração pelas quatro rodas, para sorte da motovelocidade e azar da F-1. E, pilotando o fino aos 36 anos, Rossi mostra-se como aqueles bons vinhos que vão ganhando qualidade quando envelhecem. Seus números certamente irão continuar evoluindo, tornando o seu currículo no motociclismo maior a cada prova disputada.
            A meta agora será chegar a 250 pódios? Talvez, mas alguns dizem que Rossi tem planos um pouco mais ousados: chegar aos 300 pódios na carreira. Mas estejam certos de que, se ele chegar lá, certamente vai pensar em um nova marca, quem sabe 350, ou 400...enquanto não se aposentar das competições das duas rodas, não há limites impossíveis de serem alcançados, ainda mais quando se trata de Valentino Rossi...


A Fórmula E está em Mônaco para disputar sua nova etapa do campeonato 2014/2015. A corrida será disputada neste sábado, às 16 horas locais de Monte Carlo, como tem sido praxe nas demais corridas disputadas até agora. O circuito de rua do charmoso principado, contudo, não é o mesmo utilizado pela F-1, sendo bem mais curto, a exemplo do que vimos na última etapa da competição, em Long Beach, na Califórnia, Estados Unidos, que usou apenas uma parte do traçado normalmente utilizado pelas outras categorias como a Indy. Em Mônaco, o traçado montado para a F-E tem apenas 1,76 Km de extensão, e a corrida será disputada em 47 voltas. O trecho junto à Marina e reta dos boxes permanecem os mesmos percorridos pelos F-1, mas após a curva Saint Devote, ao invés de subirem para o Casino, os carros entrarão em uma rua paralela à via da Marina, a Avenida J. F. Kennedy, fazendo uma curva de retorno onde é a saída do túnel, contornando a chicane ali montada, e retomando o traçado conhecido por todos, percorrendo a curva da Tabacaria, as curvas da piscina, e fazendo a Rascasse, para então adentrarem a reta dos boxes. A menor extensão da pista só torna tão ou mais difícil as ultrapassagens, e quem largar na frente, se conseguir escapar dos tradicionais perigos que uma pista travada e estreita como Mônaco oferece, e conseguir fazer um eficiente pit stop na hora de trocar de carro, terá grandes chances de vencer a corrida. Portanto, os treinos livres serão cruciais para se obter o melhor ajuste do carro, pois o treino de classificação deverá ser extremamente importante, como já costuma acontecer nas provas de outras categorias disputadas no Principado. Depois de vencer a corrida de Long Beach, o brasileiro Nelsinho Piquet é a sensação do campeonato, pela ascenção que vem demonstrando nas últimas etapas. Mas Lucas Di Grassi, o líder da competição, também é um dos favoritos, e mesmo os demais pilotos que venceram corridas não podem ser desconsiderados na luta pela vitória. Bruno Senna já venceu corrida em Mônaco pela GP2, revivendo o feito do seu tio Ayrton que até hoje é o recordista de vitórias em Monte Carlo na F-1, com 6 triunfos, mas na F-E Bruno ainda não conseguiu encaixar um fim de semana sem enfrentar problemas, tendo apenas dois 5° lugares como melhor resultado até aqui. Quem sabe em Mônaco ele consiga dar uma reviravolta na situação? O canal pago Fox Sports mostrará um VT completo da corrida monegasca às 19 horas, pelo horário de Brasília, neste sábado. Já o canal Fox Sports 2 exibirá o treino de classificação ao vivo às 7 horas da manhã, e a prova também ao vivo, a partir das 10:30 Hrs., horários de Brasília. A disputa promete ser interessante, especialmente no duelo entre os brasileiros Nelsinho Piquet e Lucas Di Grassi: quem irá sair de Monte Carlo na frente da competição? Façam suas apostas e preparem suas torcidas...

O traçado que a F-E usará em Mônaco: bem mais curto que o utilizado pelas outras categorias, mas o charme da competição continuará igual...

Di Grassi, aliás, já é o primeiro piloto com contrato assinado para a segunda temporada da F-E, que começa no segundo semestre. O anúncio foi feito em Monte Carlo nesta quinta-feira, com elogios de ambas as partes para justificar a renovação do acordo do piloto brasileiro com a escuderia alemã. Segundo Hans-Jürgen Abt, chefe da equipe Audi ABT, as boas performances de Lucas mostraram que ele é um dos nomes mais fortes da categoria, e antes que ele fosse seduzido por outro time, nada mais natural que garantir seu contrato para a nova temporada. Uma excelente notícia para Lucas e para os fãs brasileiros, que terão bons motivos para continuar torcendo por pelo menos mais uma temporada na F-E, com um de nossos representantes lutando firme pelo título da competição, mostrando sua capacidade como piloto, o que não foi possível em sua breve passagem pela F-1, em 2010, competindo pela equipe Virgin, atual Manor/Marussia.


A Indy Racing League começou suas atividades em Indianápolis, e hoje já acontece o treino de classificação para o GP de Indianápolis, que será disputado neste sábado, no traçado misto montado originalmente para receber a F-1 dentro do majestoso Indianapolis Motor Speedway. A corrida no traçado misto de 2,4 milhas terá 82 voltas, e terá transmissão ao vivo da TV Bandeirantes, a partir das 16:25 Hrs. No ano passado, na primeira vez que esta corrida foi disputada, o francês Simon Pagenaud venceu a etapa, tendo como companheiros no pódio o neozelandês Scott Dixon e o brasileiro Hélio Castro Neves. Pagenaud defendia a equipe de Sam Schmidt, e hoje corre pela poderosa Penske. A prova foi marcada pelo forte acidente entre o pole Sebastian Saavedra, e os pilotos Mikhail Aleshin e Carlos Muñoz, que não conseguiram desviar do carro de Saavedra, que não conseguiu arrancar da sua posição no grid, obrigando todos que vinha atrás a desviar, o que nem todos conseguiram. Após esta corrida, todos os times retomam sua preparação para a prova mais importante do calendário da competição, as 500 Milhas de Indianápolis, marcada para o dia 24 de maio. Com 136 pontos, o colombiano Juan Pablo Montoya, da Penske, lidera o campeonato, seguido de perto por Hélio Castro Neves, também da Penske, com 133 pontos.


A F-1 inicia hoje os treinos oficiais para a primeira corrida européia do calendário, o GP da Espanha, em Barcelona. São esperadas inúmeras novidades nos carros das escuderias, tentando melhorar sua performance, e buscando maior competitividade. A Ferrari é o time mais visado, após as boas apresentações deste início de temporada, estando bem atrás da Mercedes e chegando a ameaçar a supremacia do time alemão, e que concentra as esperanças de todos por uma competição mais disputada na luta pelo título. Resta saber se a equipe campeã mundial de 2014 não vai surpreender novamente com novidades em seus carros e deixar os concorrentes, especialmente o time de Maranello, novamente comendo poeira. Outra dúvida é se a McLaren irá conseguir finalmente pontuar e começar a mostrar melhor performance para sair do fundo do grid com autoridade. Por enquanto, a maior novidade do time inglês é sua nova pintura, toda cinza e com detalhes em vermelho, mas ainda sem contar com novos patrocinadores, sinal de que a equipe ainda não conseguiu cativar novos investidores até o presente momento.
A McLaren mostrou o novo visual do MP4/30: resta saber se a performance e a confiabilidade do carro vai melhorar...

quarta-feira, 6 de maio de 2015

FLYING LAPS - ABRIL DE 2015



            O mês de maio já chegou, e logo, logo, já se terá passado metade de 2015. Nestas horas, o tempo parece passar tão rápido quanto os carros na pista de competição. Então é hora de mais uma sessão da Flying Laps, comentando alguns acontecimentos do mundo do esporte a motor ocorridos neste mês de abril último, que não puderam ser tratados nas colunas regulares. Uma boa leitura a todos, e no mês que vem, tem mais...


Depois de enfrentar uma corrida complicada na estréia do campeonato da MotoGP, em Losail, no Catar, o bicampeão Marc Márquez voltou à velha forma e venceu o GP do Circuito das Américas, em Austin, no Texas, Estados Unidos. Foi a 3ª vitória do piloto da Honda no circuito, que desde que estreou na competição, não viu nenhum outro piloto vencer que não o jovem prodígio da MotoGP. Com o bicampeão fugindo dos rivais desde as primeiras voltas, coube a Andrea Dovizioso e Valentino Rossi entreterem a torcida americana no seu duelo pelo segundo lugar, que acabou vencido pelo piloto da Ducati, depois de algumas trocas de posição entre ambos na pista, até que Andrea conseguiu abrir distância e ficar mais seguro na posição. Jorge Lorenzo, companheiro de Rossi na Yamaha, também travou uma boa briga com o outro piloto da Ducati, Andrea Iannone, e venceu a parada, terminando a corrida em 4° lugar. O resultado da corrida manteve Valentino Rossi na liderança do campeonato, com Dovizioso logo atrás. A Ducati, por sinal, conseguiu seu segundo pódio consecutivo, e mostrou mesmo estar na sua melhor forma em vários anos, a ponto de incomodar as poderosas Honda e Yamaha. Uma vitória de um de seus pilotos pode não estar longe, mas é preciso combinar com os concorrentes, que não vão dar moleza para os italianos.


Se tudo deu certo para Marc Márquez em Austin, na Argentina, etapa seguinte da MotoGP, a situação foi bem diferente, em especial o resultado da corrida. Pole-position, o bicampeão começou forte a etapa portenha, e dava a entender que iria vencer sem contestação novamente. Faltou combinar com Valentino Rossi, que largando em 8°, veio escalando o pelotão, e após superar todos os demais concorrentes, iniciou uma perseguição implacável a Márquez. Optando por um pneu traseiro mais duro, o italiano da Yamaha tinha o pneu em melhores condições na parte final da corrida, enquanto Márquez, com seu pneu mais gasto, tentava manter a distância na pista, que foi caindo volta a volta. A poucas voltas do final, Rossi encostou no espanhol, e ambos começaram a duelar pela liderança, inclusive com troca de posição entre eles. Mas Valentino tomou a dianteira, e na ânsia de tentar dar o troco para reassumir a ponta, Márquez acabou tocando na roda traseira do piloto da Yamaha, e acabou se dando mal, caindo na pista e praticamente dando adeus à corrida e a um pódio garantido a apenas duas voltas do final da prova. Rossi deu sorte de não ter caído também, e comemorou a vitória no pódio vestindo a camisa 10 da seleção argentina com o nome de Maradona. E Andrea Dovizioso garantiu o terceiro pódio consecutivo para a Ducati, que só não comemorou totalmente porque na reta de chegada seu outro piloto, Andrea Iannone, foi surpreendido por Carl Crutchlow, que roubou-lhe o terceiro lugar por cerca de 0s05. Jorge Lorenzo, por sua vez, ficou apenas em 5° lugar, sem conseguir incomodar os ponteiros. E com duas vitórias em 3 corridas, Rossi dá pinta de que vai buscar o seu 8° título na categoria rainha do motociclismo mundial, mas ainda é prematuro afirmar que o italiano é o favorito destacado do campeonato. Muita água ainda vai rolar na competição, podem apostar...


Na estréia do Mundial de Endurance 2015, a Porshe saiu na frente nos treinos de classificação para as 6 Horas de Silverstone, mas ao final da corrida, foi a Audi quem subiu ao degrau mais alto do pódio. A Porshe havia feito os dois melhores tempos na classificação, com o trio Timo Bernhard/Mark Webber/Brandon Hartley saindo na pole-position. Mas o carro N° 17 infelizmente teve problemas, e acabou deixando a corrida, frustrando a escuderia alemã, que então ficou apenas com o outro carro, o N° 18, conduzido pelo trio Romain Dumas/Neel Jani/Marc Lieb para defender a honra da marca. Mas a Audi, que terminou o ano de 2014 em baixa na competição, mostrou sua capacidade de recuperação, e resolveu estragar a festa dos conterrâneos. Mas não foi uma vitória fácil, muito pelo contrário: o bólido N° 7, pilotado por Marcel Fassler, André Lotterer, e Benoît Tréluyer cruzou a linha de chegada com uma vantagem de apenas 4s6, um tempo mínimo de vantagem, considerando-se que a corrida teve 6 horas de duração. E a Toyota, atual campeã do mundo, que havia feito uma classificação não muito empolgante, mostrou que pretende defender o seu título: seu carro N° 1, conduzido pelo trio Anthony Davidson/Kazuki Nakajima/Sébastien Buemi fechou a corrida em 3° lugar, com uma desvantagem de 14s8, outra diferença bastante apertada para as corridas de longa duração. A marca nipônica ainda fez o 4° lugar, com seu outro carro, o de N° 2, com o trio Alexander Wurz/Stéphane Sarrazin/Mike Conway, mas com uma volta de desvantagem para o carro vencedor. Lucas Di Grassi, defendendo o carro N° 8 da Audi, em companhia de Loic Duval e Oliver Jarvis, foi apenas o 5° colocado, com 4 voltas de atraso. Na categoria LMP2, o brasileiro Pipo Derani ficou na 2ª colocação na classe, defendendo a equipe G-Drive, no carro N° 28, ao lado de Gustavo Yacamán e Ricardo González, fechando em 7° lugar na classificação geral. Já Fernando Rees, competindo pela categoria GTEPro, com a Aston Martin, foi apenas 15° colocado. O panorama da vitória apertada da Audi sobre as rivais Porshe e Toyota prenuncia um duelo empolgante entre as 3 marcas pelo campeonato da Endurance, que a partir de Le Mans ganhará a entrada da Nissan na categoria LMP1, e promete agitar ainda mais o certame dos carros protótipos das provas de longa duração. E disputa é o que público quer ver, e quanto mais gente disputando a ponta, melhor.


O campeonato da F-3 Européia deu sua largada nos dias 10 a 12 de abril, no circuito de Silverstone, na Inglaterra. Com nada menos do que 35 pilotos, a competição é formada de rodadas triplas nos fins de semana, e o campeonato passou a ser a melhor opção para os pilotos que almejam chegar às categorias TOP, especialmente depois do fim dos campeonatos inglês e alemão de F-3, sendo que a versão britânica sempre foi passo obrigatório para se chegar à F-1. Na primeira corrida do fim de semana, a vitória foi do sueco Felix Rosenqvist. da equipe Prema. A escuderia, aliás, foi maioria no pódio, pois o britânico Jake Dennis finalizou em 3° lugar, atrás do italiano Antonio Giovinazzi, da equipe Jagonya. Pietro Fittipaldi, estreando na categoria, foi apenas o 11° colocado, defendendo a equipe Fortec. Outro brasileiro, Sergio Sette Camara, competindo pela equipe Motopark, foi apenas o 17°, resultado que não pode ser considerado exatamente ruim, levando-se em conta que 35 pilotos largaram para a prova. Na segunda corrida, a vitória foi do britânico George Russell, da equipe Carlin. Completaram o pódio o monegasco Charles Leclerc, da equipe Van Amersfoort, em 2°; e o italiano Antonio Giovinazzi em 3°. Pietro Fittipaldi se saiu melhor do que na primeira corrida, finalizando em 8° lugar. Já Sérgio Sette Camara infelizmente ficou pelo meio do caminho, abandonando após problemas logo na largada. E a terceira e última corrida do fim de semana viu um terceiro vencedor diferente: Charles Leclerc. Na 2ª colocação, o italiano Antonio Giovinazzi, com mais um pódio; e Jake Dennis, fechando em 3° lugar. Sérgio Sette Camara cruzou em 20° lugar, e desta vez foi Pietro Fittipaldi quem ficou pelo meio do caminho, abandonando a terceira corrida após 14 voltas. No computo geral do primeiro fim de semana do campeonato, Antonio Giovinazzi lidera a competição com 106 pontos, seguido por Charles Leclerc, com 101 pontos. A terceira colocação é de Felix Rosenqvist, com 92 pontos. Pietro Fittipaldi é o 15° colocado, com 4 pontos. Ao todo, o campeonato terá 11 etapas, todas com rodadas triplas em seus fins de semana de competição, totalizando 33 provas no ano. Já foram 3, faltam 30, e muita água e disputa irão rolar até o fim do ano, com a última etapa sendo realizada no circuito de Hockenhein, na Alemanha, nos dias 16 a 18 de outubro. Quem quiser acompanhar as provas tem de ficar atento às programações dos canais pagos Bandsports e ESPN/ESPN Brasil, que tem direitos de transmissão da categoria, o que não significa que será fácil assistir às corridas, uma vez que ultimamente até os canais de esportes andam de lado para o automobilismo em nosso país...


A etapa do Alabama viu a primeira vitória de mais um piloto no campeonato da Indy Racing League. O americano Josef Newgarden, da equipe CFH, fez uma grande corrida e cruzou a linha de chegada em primeiro. O pódio foi completado por Graham Rahal, que também fez uma excelente prova, em 2° lugar, e por Scott Dixon, na terceira colocação. Tony Kanaan foi apenas o 13°, e Hélio Castro Neves, o 15°. Juan Pablo Montoya foi o 14°, e manteve a liderança do campeonato, com 136 pontos. Helinho segue em 2° na classificação, com 133 pontos.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

FILHOS PILOTOS DE PAIS PILOTOS...


Mick Schumacher comemora sua primeira vitória em monopostos na F-4 Alemã. Se vai ser vitorioso como o pai foi, só o tempo dirá...

            No último final de semana, a imprensa esportiva da Alemanha esteve em peso no circuito de Motopark Oschersleben. Era a estréia do campeonato de 2015 da F-4 alemã, e na pista, estava Mick, o centro de atenções da grande maioria de repórteres e jornalistas presentes, porque o jovem, de apenas 16 anos, é nada menos do que filho de Michael Schumacher, o maior campeão da história da Fórmula 1. Com 3 corridas na etapa, a exemplo do que acontece em outros certames de monopostos, como a F-3 Européia, o jovem Mick teve o que comemorar no fim de semana. Não tanto pelas corridas 1 e 2 do fim de semana, onde terminou em 9° e 12° lugares, respectivamente, mas pelo resultado da terceira corrida, onde foi o vencedor.
            E vem a pergunta: Mick será um sucesso como foi o pai? A vitória logo em seu fim de semana de estréia pode deixar todo mundo empolgado, mas é preciso ir devagar. Com a regra do grid invertido, Mick largou em 2° na terceira corrida, pulou para a ponta na largada, e liderou praticamente de ponta a ponta, mas nunca conseguiu desgarrar propriamente dos rivais, e um acidente forçou a prova a terminar sob intervenção do safety car, o que facilitou as coisas para o jovem piloto. Então ele venceu só pela sorte? Também não é assim, como também não se pode dizer que ele vai ser um vitorioso como foi o pai. Tem muito chão ainda pela frente para que se possa afirmar se ele irá honrar ou não o sobrenome Schumacher no automobilismo.
            O garoto mostra potencial: no ano passado, foi vice-campeão europeu e mundial de kart, e este ano disputa seu primeiro campeonato de monopostos. Ele apenas começou sua possível longa jornada no mundo do automobilismo. E, até aqui, tem mostrado ter a cabeça e os pés bem no chão, e isso será essencial para que ele alcance seus objetivos, entre os quais, mostrar que é Mick Schumacher, e não Michael Schumacher. Ele tem plena consciência de que o sobrenome que carrega pode ser tanto uma benção quanto um grande fardo. Tanto que começou a correr usando o sobrenome da mãe, Betish, para que ninguém lhe acusasse de favoritismos só porque é filho de quem é. Infelizmente, não durou muito, e logo descobriram a estirpe do rapaz. Isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, e Mick terá de lidar com isso sempre: se for bem sucedido, irão dizer que é o talento dos Schumacher, com mais um ás da velocidade, como foi seu pai, e o irmão Ralf, embora este nunca tenha conseguido estar à altura do irmão mais velho; se não for bem-sucedido, poderão haver cobranças e mais cobranças, e alguma frustração dos fãs e torcedores por não ser o que o pai foi.
            Essa é "maldição" que todo filho piloto de pai piloto enfrenta: a comparação com o genitor, e quanto mais talentoso foi o pai, aumenta na devida proporção as expectativas que se criam sobre os filhos que resolvem seguir a mesma profissão. Genética não é garantia de talento, e até hoje a ciência não consegue dizer "onde" e "como" surgem os talentos. Portanto, todo piloto de sucesso, cujo filho resolve seguir seu exemplo, nunca pode servir de parâmetro para o que o filho conseguirá na profissão. Exemplos existem aos montes no mundo inteiro, e cada caso é um caso, com resultados que podem tanto confirmar a boa "estrela" herdada do pai, quanto acontecer exatamente o contrário. O lado bom é que os sobrenomes costumam abrir várias portas, mas ao mesmo tempo, torna as cobranças por desempenhos similares aos dos pais e/ ou tios, ainda maiores.
            Foquemos na F-1, e no Brasil. Émerson Fittipaldi, Ayrton Senna, e Nélson Piquet, nossos grandes campeões, deixaram herdeiros que chegaram, como seus pais, à categoria máxima do automobilismo. Mas, ao contrário de nossos campeões, a nova geração não obteve na F-1 o mesmo sucesso ou reconhecimento de nossos astros da velocidade. Christian Fittipaldi, sobrinho de Émerson, nunca conseguiu o mesmo desempenho do tio. É verdade que na F-1 correu apenas em times pequenos e/ou médios. Sem perspectiva, mudou-se para a F-Indy, onde o tio também fora bem-sucedido. Em uma categoria com mais equilíbrio de equipamentos, entretanto, Christian também não decolou; foi um bom piloto, venceu algumas corridas, mas nunca conseguiu o mesmo destaque do tio. Mas não se encanou com isso, e desde que deixou a Indy, correu de diversos modos, vencendo algumas corridas aqui e ali. E está feliz da vida pelo que tem, não pelo que deixou de conquistar. Claro que, para a grande torcida, o sobrinho de Émerson não esteve à altura do legado do tio, mas fazer o quê, se não deu para satisfazer essa expectativa?
            Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, estava dando os primeiros passos no automobilismo quando o tio morreu em 1994, na corrida de Ímola. Isso brecou o desenvolvimento de sua carreira, que retomou apenas muitos anos depois. Ao voltar às pistas, o maior problema era Bruno mostrar que era Bruno, e não Ayrton. O rapaz conseguiu chegar à F-1, e teve um momento até nostálgico, quando correu numa nova Lotus com as mesmas cores que o tio defendeu nos anos 1980. Mas, assim como ocorreu com Christian, Bruno também não deu certo na categoria. Não que ele fosse ruim, mas o problema era não ser como Ayrton. Mesmo com consciência de suas limitações e falhas, ele não se firmou, e preferiu ir disputar corridas em outros lugares que dessem mais satisfação e não buscassem apenas patrocínio com ele. Hoje, disputa o campeonato da F-E, onde dá prosseguimento à sua carreira. E, para muitos torcedores brasileiros saudosos de Ayrton, Bruno não fez valer seu sobrenome, esquecendo-se que ele não tinha obrigação de ser como o tio, que foi um mito do esporte, e que mitos assim não surgem todos os dias.
            Nélson Ângelo Piquet, assim como o pai, galgou todos os degraus necessários para chegar à F-1, mas na categoria máxima, deu o azar de estar no lugar errado na hora mais errada ainda, em um time comandado por Flavio Briatore, que na ânsia de elevar seu principal piloto Fernando Alonso, fez o brasileiro envolver-se no que foi chamado de Cingapuragate, pelo jovem Piquet ter forjado um acidente com o propósito de beneficiar Alonso, que acabou vencendo aquela corrida. Rifado sem dó por Briatore, que impunha condições de competição sempre desfavoráveis a Piquet em relação ao que oferecido a Alonso, Nelsinho, com a ajuda do pai, botou a boca no trombone, e a patifaria foi desmascarada. O custo, porém, foi o fim da carreira de Nelsinho na F-1. Mas ele seguiu em frente com a vida, e hoje, mostra sua categoria na F-E, sendo um dos destaques da atual temporada de estréia da competição. E mostrando ser um excelente piloto, ainda que sem a aura de gênio que seu pai ganhou na carreira.
            Claro que tudo é relativo, e dependendo do ponto de vista, os pilotos podem ser tanto bem-sucedidos quanto não bem-sucedidos. Alguns podem se ressentir de não terem atingido o que seus pais conseguiram. Em caso de pilotos não muito famosos, por vezes é mais fácil o filho ser melhor sucedido na carreira, mas nada é garantido. Vejamos o holandês Jos Verstappen: ele era tido como promessa em potencial quando estreou na F-1, nos anos 1990, mas nunca deu sorte de estar no momento certo, no local certo. Assim, foi apenas mais um piloto que passou pela categoria sem ter chance real de mostrar o que valia. Agora, seu filho Max estreou na F-1 sob os holofotes, por se tornar o mais jovem piloto a competir na categoria, e também o mais jovem a marcar pontos. Tudo indica que ele poderá ir mais longe do que o pai foi, mas isso por enquanto é apenas expectativa. Assim como aconteceu com Jan Magnussem, talento que foi considerado um novo "Senna" na F-3 britânica, e que quando chegou à F-1, acabou não dando em nada. No ano passado, seu filho Kevin estreou na categoria, pela McLaren, e apesar de começar bem, acabou decaindo na competição, e hoje voltou a ser piloto reserva, aguardando que o time inglês lhe ofereça uma nova oportunidade, ou esta apareça em outro lugar. Mesmo ostentando capacidades de pilotagem melhores que as do pai, pode-se afirmar que, até o presente momento, ele não chegou a lugar algum na F-1, o que não significa que ele irá fracassar como pai. Só que, sem as oportunidades surgirem, ele não terá como mostrar o seu potencial, e infelizmente o mundo do automobilismo é por diversas vezes cruel, privando muitos de oportunidades merecidas, enquanto outros ganham estas várias vezes até sem merecê-las.
            Independente de conseguirem todos os mesmos feitos dos pais e/ou tios, filhos e sobrinhos ajudaram a constituir verdadeiras dinastias da velocidade. No Brasil, temos como exemplo a família Giaffone, os Fittipaldi, e os Piquet. Todos eles competiram ou competem em vários certames, dando seguimento às suas carreiras. Nos Estados Unidos, os nomes das famílias Unser e Andretti são sempre lembradas como dinastias de pilotos, e todos tiveram e/ou tem seus altos e baixos na carreira, com comparações ou não entre seus membros. É algo que sempre existiu e sempre existirá. Mas que nunca impediu ninguém de seguir em frente. É uma profissão, e todos sabem o que podem enfrentar em suas carreiras. O sucesso é importante, mas quem tem talento sempre consegue ir em frente, mesmo que seja em outra categoria ou competição. Tendo dado o máximo de si, e nunca desistido, nunca poderá ser um fracassado, mesmo que não tenha obtido o sucesso almejado por seus fãs ou pelo grande público.
            O jovem Mick terá agora sua missão de levar adiante sua carreira. Poderá ter sucesso ou não. É do jogo, e ele sabe que os holofotes estarão sempre em cima dele, por ser filho de quem é, e será sempre um desafio a mais para lidar nas competições. Existem aqueles que não conseguem lidar com essa herança, e que sucumbem pelo meio do caminho, atropelados pelas circunstâncias advindas dessa condição. E sempre haverão aqueles que, por inveja ou desídia, teimarão em acusar o jovem Mick de ser "apadrinha" e/ou "favorecido", pelo desejo de se ter um novo Schumacher campeão. Não há como evitar que isso acabe acontecendo. O melhor que o jovem Schumacher pode fazer é mostrar sempre quem ele é, e não quem o público pensa que ele deve ser.
            Não vai ser uma jornada fácil, como nunca foi a de ninguém. Se Mick Schumacher chegar à F-1, já terá sido um vencedor, e se conseguir criar seu próprio mito, melhor ainda, para afirmar seu nome. Que ele tenha boa sorte em sua carreira, e consiga, à sua maneira e modo de agir, honrar o legado criado pelo pai, sem se tornar prisioneiro das expectativas e cobranças que enfrentará por causa disso.


O Mundial de Endurance disputa neste final de semana sua segunda etapa do campeonato de 2015, as 6 Horas de Spa-Francorchamps, na Bélgica. E, como é tradicional na região das Ardenhas, a chuva já deu o ar da graça nesta quinta-feira, complicando a situação de equipes e pilotos. Na Toyota, uma baixa para a etapa: Kazuki Nakajima sofreu um forte acidente na curva Les Combes, durante o primeiro treino livre, e fraturou uma vértebra. Anthony Davidson e Sébastien Buemi terão de cobrir a ausência do companheiro. O acidente sofrido pelo japonês causou estrago suficiente para a Toyota precisar trocar o chassi do carro, e a batida também envolveu um dos carros da Audi, que no momento era pilotado por Olivier Jarvis. A corrida será disputada neste sábado, dia 2 de maio, e a largada será às 9h30min, pelo horário de Brasília.


A F-3 Brasil disputou no circuito de Velopark, no Rio Grande do Sul, sua segunda etapa, no fim de semana passado. Rodrigo Baptista venceu a primeira corrida, depois de superar o pole Pedro Piquet logo na segunda volta. Matheus Iorio terminou em 2° lugar, com Artur Fortunato completando o pódio em 3°. Campeão da categoria em 2014, Pedro Piquet teve seu motor estourado e abandonou a corrida. Na segunda corrida, porém, o filho de Nélson Piquet exibiu uma grande atuação, largando da 14ª posição para vencer a corrida, que terminou com o safety car na pista. Matheus Iorio manteve a boa performance e foi 2° colocado, enquanto Carlos Cunha foi o 3° colocado, e para variar, foi Artur Fortunado quem abandonou com quebra de motor a segunda corrida. Com o resultado das provas do Velopark. Matheus Iorio lidera o campeonato com 48 pontos, seguido por Rodrigo Baptista, com 41 pontos. Pedro Piquet vem em 3° lugar, com 33 pontos, seguido por Artur Fortunato com 21 pontos, e Carlos Cunha com 17 pontos. A próxima etapa da competição será no circuito de Santa Fé do Sul, no dia 28 de junho.


A MotoGP chegou à Europa para sua primeira corrida de 2015 no Velho Continente. E o local é o circuito de Jerez de La Fronteira, na região da Andaluzia, na Espanha, onde teremos a 4ª etapa do campeonato, que vem sendo liderado por Valentino Rossi, com duas vitórias no ano, contra 1 do atual bicampeão Marc Márquez. Márquez, aliás, quebrou um dedo numa prova de terra há alguns dias, mas foi medicado, e passou por avaliação dos médicos, que o liberou para a competição no fim de semana. Marc travou um duelo renhido com Rossi na etapa da Argentina, e acabou levando a pior, caindo da moto após tocar na roda traseira da Yamaha do italiano, e ainda não engoliu a derrota sofrida. A Honda ainda terá mais uma vez a ausência de Dani Pedrosa, que ainda se recupera de uma cirurgia realizada no início de abril para tratar de um problema de saúde, e portanto, contará apenas com Márquez para encarar a concorrência da Yamaha, e uma revigorada Ducati que promete dar o que falar neste campeonato. A disputa promete ser das boas. O SporTV transmite os treinos e as corridas ao vivo.