quarta-feira, 29 de julho de 2026

COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA – JULHO DE 2026


Estamos chegando ao final do mês de julho, e logo estaremos em agosto, seguindo adiante pelo segundo semestre do ano de 2026. Portanto, como de costume, é hora de mais Cotação Automobilística, com uma avaliação de alguns dos principais acontecimentos e nomes do mundo da velocidade neste mês de março, com o tradicional esquema já conhecido de sempre: EM ALTA (cor verde); NA MESMA (cor azul); e EM BAIXA (cor vermelha). Uma boa leitura a todos, e até a próxima Cotação Automobilística, no próximo mês de agosto, com as avaliações dos acontecimentos do mundo da velocidade no próximo mês. Até lá, e cuidem-se bem...

 

EM ALTA:

 

Álex Palou: O piloto espanhol da Ganassi voltou a mostrar que segue firme rumo ao pentacampeonato na Indycar na atual temporada, e que se os rivais quiserem impedir isso, eles vão ter que ser muito melhores do que estão sendo atualmente. O problema é que os rivais não estão conseguindo sustentar uma regularidade e constância que coloque em risto a liderança de Palou na competição, que voltou a vencer novamente, em Nashville, derrotando praticamente toda a trinca da Penske na parte final da corrida, que até ameaçou, mas não conseguiu sair com a vitória no oval do Tenessee, e vendo o espanhol abrir 83 pontos na dianteira do campeonato sobre o vice-líder, que agora é David Malukas, da Penske, deixando Kyle Kirkwood cair para o 3º lugar, sem que o piloto da Andretti consiga se firmar como adversário mais próximo de Palou na disputa do campeonato. Ainda temos seis corridas pela frente, e com 50 pontos por vitória em uma corrida da categoria, pode parecer que a vantagem de Álex não é tão grande assim, mas o problema é que Palou parece conseguir, além de manter uma performance firme e competente, evitar quase todos os azares que os demais pilotos vem tendo nas corridas, algumas por puro azar, mas outras por erros próprios, estratégias ruins, e todo tipo de problema que Palou vem conseguindo driblar junto com a Ganassi nas corridas. Quem vai conseguir finalmente desbancar o espanhol, dessa maneira? Palou parece disputar um campeonato à parte, e talento e competência do piloto e do time à parte, a concorrência também vem facilitando essa tarefa do espanhol seguir colecionando vitórias e títulos...

 

Lucas Di Grassi: Com a aposentadoria anunciada, o piloto brasileiro, um dos veteranos da Formula-E, vencedor da primeira corrida da história da competição, tinha tudo para fazer uma despedida melancólica do grid, conduzindo o carro que é considerado o pior da categoria na atual temporada. Mas quis o destino que Lucas tivesse uma oportunidade redentora de lembrar o grande piloto que foi na história do certame de monopostos elétricos, e o triunfo surgido na segunda corrida em Shanghai, onde obteve uma vitória espetacular, tendo largado da penúltima posição, entra para os anais do esporte a motor como uma das lendas das competições automobilísticas, onde, sim, as circunstâncias ajudaram, mas Di Grassi também deu show na pista antes disso, sabendo criar as condições para, quando a chance surgiu, ele estivesse em condições de aproveitá-la, com uma pilotagem firme e decidida, superando os adversários que normalmente andariam à sua frente sem maiores problemas, dada a falta de competitividade de seu carro. Foi o 14º triunfo de Lucas na competição, que há quatro anos não vencia uma corrida, diante dos carros pouco competitivos que teve à disposição destes últimos anos. O carro da Lola/Yamaha ainda é o pior do grid, e as corridas em Tóquio, terminando fora dos pontos, apesar dos esforços, só faz o feito em Shanghai ser ainda mais extraordinário, como se Fernando Alonso, com a atual Aston Martin, vencesse uma prova na F-1. Lucas pode não encerrar a carreira da melhor maneira que gostaria em sua última temporada, mas ao menos, também não sairá completamente por baixo, com a vitória na China sendo uma “despedida de honra” para piloto, que venceu também pela primeira vez na F-E, também na China, em Pequim, como um ciclo da vida que se fecha, com dignidade e louvor, apesar dos pesares.

 

Andrea Kimi Antonelli: O piloto italiano continua mais firme do que nunca na liderança do campeonato 2026 da Fórmula 1, e caminha, se não houver percalços, para ser o mais jovem campeão da história da categoria máxima do automobilismo, aos 19 anos. Andrea, a exemplo de George Russell, também enfrentou percalços nas últimas corridas, tendo dois abandonos por problemas no carro, e viu sua grande vantagem na classificação ser reduzida a 25 pontos, indicando que ele poderia passar a ter dificuldades para tentar ser campeão. Mas exibições de competência nas provas da Bélgica e Hungria, aliadas à sorte, fizeram com que o italiano disparasse novamente na liderança, vencendo em Spa-Francorchamps, e ainda vendo Russell sofrer novo abandono. E, em Hungaroring, uma pista onde a Mercedes claramente não conseguiu brigar pela vitória pela primeira vez no ano, ainda salvou um pódio, aumentando ainda mais a vantagem para o companheiro de equipe, agora em 59 pontos. Não é só sorte: Antonelli tem conseguido extrair mais do modelo W17, enquanto Russell, mesmo em seus bons dias, parece não conseguir obter a mesma performance, pelo menos, com a mesma constância do italiano. Se não houver uma reviravolta completa na segunda metade da temporada, a Itália poderá comemorar o primeiro título de um piloto italiano desde os primórdios da F-1, com Alberto Ascari.

 

Disputa pelo título na F-E: Faltando duas corridas para encerrar a atual temporada da Formula-E, a briga pelo título pegou fogo de vez. Os resultados da rodada dupla de Tóquio complicaram a situação para Pascal Wehrlein, da Porsche, que parecia caminhar rumo ao bicampeonato com alguma segurança, e agora, a liderança passou para Jake Dennis, da Andretti, que também luta pelo bicampeonato. E Oliver Rowland também ganhou um gás para também ter esperanças de renovar o título da competição. Mith Evans (Jaguar) também se manteve na briga, e com os quatro pilotos separados por 14 pontos, literalmente tudo pode acontecer na rodada dupla final, que será disputada em Londres, com chances de vermos um dos finais mais eletrizantes da história da categoria de carros monopostos elétricos em sua curta, mas já marcante história nos anais do automobilismo mundial, proporcionando um duelo que dificilmente podemos ver em outros campeonatos. Quem vai sair campeão, ou melhor, bicampeão, já que entre os postulantes, apenas Mith Evans ainda não levantou o caneco durante sua carreira, enquanto os demais buscam seu segundo triunfo e igualar-se a Jean-Éric Vergne, até hoje o único bicampeão da competição, mas que pode ver sua marca igualada ao fim da atual temporada…

 

Marc Márquez: O heptacampeão iniciou uma arrancada firme e decidida para entrar de vez na briga pelo título da MotoGP na temporada 2026. Com um início claudicante, e tendo perdido algumas etapas para corrigir problemas de saúde decorrentes do acidente sofrido no final da temporada do ano passado, a “Formiga Atômica” iniciou um ataque fulminante desde a etapa da Hungria, onde conquistou a primeira vitória em corrida principal na temporada, e desde então, já foram três vitórias no ano, catapultando o piloto da equipe oficial da Ducati para a 3ª posição no campeonato, a apenas 18 pontos do líder, Jorge Martin, e mostrando que pode entornar completamente a segunda metade da temporada da classe rainha do motociclismo, que começou com uma supremacia da Aprilia, mas que agora, virou uma disputa aberta também com o heptacampeão, que fez a Ducati, ainda com seus problemas, voltar à briga com tudo, e prometendo boas disputas. E olhe que, na opinião da Ducati, e do próprio piloto, ele ainda não está 100% recuperado, o que indica um perigo potencial ainda maior porque a MotoGP agora está em seu período de férias de verão, dando a Marc tempo útil para se recuperar melhor dos ferimentos sofridos, o que pode significar que, quando a competição retomar, a “Formiga Atômica” pode vir ainda mais ameaçador nas corridas, e quem sabe, virar completamente o jogo para ir em busca do 8º título na MotoGP...

 

 

 

NA MESMA:

 

Equipe Ferrari: O time italiano se consolidou como principal rival da Mercedes na temporada 2026 da F-1, mas até o presente momento, está conseguindo apenas efetuar pressões pontuais no campeonato. Não que as duas vitórias obtidas, uma com Lewis Hamilton, e outra com Charles LeClerc, sejam de desprezar, apenas é questão de dizer que ainda é pouco para efetivamente brigar com o time de Brackley por uma eventual disputa de título, e todos sabem que Hamilton, mesmo sendo o vice-líder, só está nesta posição porque George Russell não vem fazendo jus ao potencial do carro, e do time, além de guiar abaixo do que normalmente pode apresentar. O SF26 pode ser um dos melhores carros do grid, mas a unidade de potência ferrarista ainda possui um déficit de potência que limita até onde seus pilotos podem desafiar unidades mais potentes, como os Mercedes, e os Red Bull/Ford em determinadas situações. Fora isso, existem problemas pontuais que, ocasionalmente, fazem o time italiano perder oportunidades de melhores resultados onde não deveria ocorrer isso, como na Hungria, onde o time brilhou na classificação, mas ficou fora do pódio no resultado final da corrida, em nenhum momento disputando a ponta da prova como se imaginava em uma pista travada onde o carro não sentiria tanto a potência menor de seu propulsor. Ainda há tempo para reação, mas vai depender dos avanços que o time conseguirá proporcionar no desenvolvimento do carro, porque mesmo com os ADUOs, isso só conseguirá minimizar os problemas de potência do propulsor.

 

Equipe Red Bull: O time dos energéticos tem tido desempenhos variados no ano, ora andando um pouco melhor, ora ficando para trás. Se por um lado a nova unidade de potência concebida pela Red Bull Powertrains, em conjunto com a Ford, é uma agradável surpresa, o modelo RB22 ainda tem desempenho instável, o que tem irritado sobremaneira Max Verstappen, que na ânsia de tentar compensar no braço a falta de performance, tem sofrido algumas rodadas que não ajudam em nada o seu entusiasmo, e novamente se fala em sua saída da Red Bull, alegando a cláusula de performance, mesmo que seu contrato com a escuderia vá até 2028. O time, por outro lado, parece se movimentar nos bastidores para tentar se prevenir contra a saída de sua maior estrela, com alguns boatos indicando que Oscar Piastri, atualmente na McLaren, poderia vir para Milton Keynes, enquanto o holandês iria justamente para a McLaren, em seu lugar. A situação da Red Bull não é tão ruim quanto parece, mas diante do que o time demonstrou nos anos recentes, tendo dominado a competição com Verstappen, claro que houve uma queda, como também aconteceu com a Mercedes entre 2022 e 2025. O time se reestruturou, e está reencontrando seus caminhos para voltar a ser vencedor, mas enquanto isso, segue aos trancos e barrancos, mas o maior problema é que Verstappen parece não ter a paciência para esperar o desempenho melhorar...

 

Caio Collet: O piloto brasileiro da Foyt segue tentando fazer uma temporada de estréia condizente na Indycar, mas além da equipe por vezes não ajudar, o próprio piloto tem tido falhas que podem complicar sua situação, pelo menos na tentativa de obter um lugar mais competitivo para 2027, já que o time de A. J. Foyt vive uma instabilidade de performance que pode ser perigosa para as aspirações de seus pilotos de melhores resultados. Collet tem sido observado, e desejado por alguns times, mas deslizes também têm sido observados, e o erro crasso de Diogo em Nashville, onde bateu no muro por culpa própria, e abandonou a prova, perdendo chance de um resultado razoável, acabam pesando contra ele, lembrando que outros pilotos também estão na busca por vagas melhores, e com pacotes de patrocínio tão ou até melhores do que os do brasileiro, o que complica sua situação, mesmo que Caio, potencialmente, possa ser mais talentoso. Com o campeonato entrando em sua reta final, claro que não dá para ter metas muito elevadas na competição, mas Caio precisa pelo menos tentar ser o estreante do ano, o que é relevante para os chefes de equipe, e pode ser um trunfo na disputa por vagas em times mais competitivos.

 

Diogo Moreira: O piloto brasileiro, que faz sua primeira temporada na MotoGP, pela equipe LCR, satélite da Honda, vem sendo cotado para assumir uma vaga no time oficial de fábrica da marca japonesa, lembrando que seu contrato é diretamente com a Honda, que o alocou no time satélite em sua temporada de estréia, uma medida prática, diminuindo eventuais cobranças por resultados que seriam mais enfáticas no time oficial, ainda que a Honda, propriamente, não esteja em sua melhor fase na classe rainha do motociclismo. Mas a situação de Diogo segue indefinida quanto a isso, e alguns sinais podem ser um pouco preocupantes, ainda que a posição do brasileiro não esteja propriamente em risco. A maior possibilidade é a permanência na LCR. O time de fábrica já anunciou oficialmente a vinda de Fabio Quartararo, que deixa a Yamaha, e pega também David Alonso, que compete na Moto2, garantindo sua subida para a classe rainha do motociclismo, mas sem especificar aonde ele ficará. Com Johaan Zarco fora de combate devido a um acidente, a expectativa lógica seria o francês ir para o time de fábrica, deixando Moreira e Alonso na LCR, mas tudo pode acabar sendo diferente, dependendo das circunstâncias. Diogo vem fazendo uma temporada bem satisfatória, e precisa manter o ritmo e os resultados, a fim de capitalizar uma potencial promoção, embora isso envolva outras variáveis nem sempre sob controle do piloto. Vejamos como ele ficará para 2027...

 

Felipe Nasr: O piloto brasileiro, que defende a Penske/Porsche no campeonato norte-americano de endurance, o IMSA, deve seguir firme na categoria, depois de algumas especulações a respeito de uma possível ida para o time da Penske na Indycar, diante das incertezas a respeito de Josef Newgarden seguir no time para 2027. Mas tudo indica que a Penske deve manter sua atual trinca de pilotos, até porque, na atual temporada, Newgarden já venceu duas corridas pelo time, enquanto os demais pilotos seguem sem triunfos em mais um campeonato onde Álex Palou vem deitando e rolando em cima da concorrência. Tricampeão do IMSA, Felipe ocupa a 4ª posição na temporada atual, mas está na briga pelo título, e por enquanto, vai muito bem por lá, enquanto a situação da mesma Penske, na Indycar, tem sido de altos e baixos nos últimos tempos, com a escuderia ainda precisando voltar a acertar sua sintonia nas corridas do certame de monopostos. Tendo se tornado um dos destaques do IMSA, Nasr provavelmente fique por lá, diante do sucesso obtido na competição, mas tudo é possível, claro… Mas, no presente momento, tudo indica que ele poderá se manter onde está por um longo tempo, sem se preocupar em provar mais nada a ninguém...

 

 

 

EM BAIXA:

 

Patifaria na Vicar/Stock Car/CBA: Que o Brasil anda uma porcaria, e o ambiente político tem se degradado a olhos vistos nos últimos anos, não é novidade, e com boa parte dos eleitores ainda por cima “cegos” para as picaretagens que vem ocorrendo, seja de que matiz ideológica seja, esquerda, direita, ou centro, mostrando que não se trata de algumas maçãs podres no balde, mas de o balde inteiro estar imprestável. Bem, o esporte, como não poderia deixar de ser, está mostrando também algumas podridões, e a Stock Car parece prestes a ter alguns problemas de bastidores revirados em uma briga velada que vem se tornando cada vez mais pública, entre Átila Abreu, dono da escuderia Bandeiras, recém-saída da competição por despeito de uma decisão contra o time em uma etapa, mostrando como a Vicar estaria fazendo uma “caça às bruxas” em seus próprios funcionários, só por eles estarem curtindo postagens onde Átila expõe movimentos duvidosos e questionáveis da direção da Stock, o que não estaria agradando a cartolagem da competição. A própria Stock, quando da oficialização da saída da escuderia do certame, que contava, entre seus pilotos, com Rubens Barrichello e Nelson Angelo Piquet, exibiu “manifestações de apoio” de times e pilotos ao campeonato, claramente como algo orquestrado, procurando desmerecer a atitude da escuderia Bandeiras, e reafirmando apoio à Stock e à Vicar, em textos que sugerem não ser nada espontâneos, mas mais pressão para mostrar que, quem “ousar” se rebelar, sofrerá sanções e punições, por “desprestigiar” a categoria, que virou crime capital em tempos recentes. A Stock já anda complicada além do que precisaria quando fez mudanças de equipamento no ano passado com resultados desastrosos, como carros sem fiabilidade, falta de peças, além de decisões de comissários questionáveis, e agora, como se vê, o buraco está mais embaixo. Átila Abreu tem postado vídeos com fundamentação e explicações mais do que coerentes, obrigando a direção da Stock a se desdobrar para manter coisas varridas para baixo do tapete, mas uma hora, o tapete vai ficar pequeno para tantas palhaçadas que vem ocorrendo, e a casa pode cair… A questão é quem tem mais bala na agulha para sustentar essa disputa...

 

George Russell: O piloto inglês da Mercedes ensaiou uma recuperação com a vitória na Áustria, e os azares que também passaram a atingir seu colega de equipe no time alemão, reduzindo a desvantagem para 25 pontos, e voltando a insinuar que não deixaria a lut pelo título tão fácil assim. Mas Russell literalmente viu seus esforços ruírem novamente com um abandono azarado na Bélgica, e um carro que não rendeu o esperado na Hungria, vendo Andrea Kimi Antonelli disparar e novo na liderança do campeonato, agora com 59 pontos de vantagem para o companheiro de equipe inglês, que parece ser o mais afetado pelos percalços que o time prateado vem começando a sofrer na competição, enquanto Antonelli, embora também tenha tido lá seus azares, tem tido melhor sorte (ou menos azar). O único ponto positivo de Russell é que a Mercedes não tem mais interesse em contratar Max Verstappen, possibilidade aventada até ano passado, quando o time de Brackley ainda não tinha reencontrado o caminho do sucesso vivido na década passada, o que preserva o lugar de George na escuderia. Mas agora, o problema é como lidar com o fato de Antonelli estar deitando e rolando em cima dele, e com as chances de levar um título que, no início do ano, todo mundo achava que seria a chance da vida de Russell, que vê as oportunidades escaparem diante de seus dedos, e pode acabar ficando na sombra do companheiro de equipe na escuderia alemã...

 

Marco Bezzecchi: O piloto italiano da Aprilia iniciou a temporada 2026 da MotoGP com uma performance de sonhos, vencendo as 3 primeiras corridas e sendo segundo nas outras duas, cacifando-se para disputar o título com mais facilidade do que todos imaginavam, dando a entender que a Aprilia enfim deslancharia rumo ao tão sonhado título na classe rainha do motociclismo, mas nas últimas etapas, além da concorrência ter evoluído, o que já era esperado, Bezzecchi se complicou sozinho por conta própria, tendo sido suspenso da corrida principal da República Tcheca por agredir um fiscal após abandonar a prova sprint, e depois, na etapa da Holanda e da Alemanha, estar ausente por ter sofrido um acidente, o que o fez cair da liderança do campeonato para a 4ª posição, e vendo os planos de ser campeão se complicarem enormemente, o que só não ficou ainda pior porque a Aprilia ainda é uma moto competitiva, ainda que os rivais venham se aproximando rápido. Mas certamente a situação não é das melhores, em parte por azares, mas em parte também pelo próprio Bezzecchi, que se complicou sozinho em Brno, e poderia estar mais próximo do novo líder do campeonato, que é Jorge Martin, seu próprio companheiro de equipe, que também teve lá seus problemas, mas pelo menos, ainda segue mostrando que a fábrica italiana está no páreo pelo título. Com um novo regulamento técnico entrando em 2027, e sem terem idéia de como será a nova relação de forças na competição, Bezzecchi precisa aproveitar aquela que talvez possa ser sua melhor, e talvez única, chance de conquistar o título da MotoGP, se ele pelo menos manter a cabeça no lugar, e conseguir se esquivar os azares, claro...

 

Scott Dixon: Que o piloto neozelandês não vem tendo uma temporada positiva na Indycar, isso já não é novidade, e o que muitos já vinham especulando nos últimos dois meses se confirmou: hexacampeão da categoria, Scott deixará a Ganassi ao fim da atual temporada, encerrando um vínculo de quase 25 anos com o time de Chip Ganassi, por onde conquistou todos os seus títulos na competição. Pesou também o modo como Ganassi tornou Álex Palou o novo queridinho do time, dedicando a ele o maior volume de recursos para manutenção do carro do espanhol, e deixando Dixon com um tratamento inferior, o que certamente desagradou o piloto, ainda mais pelo currículo dele junto à escuderia, como se ele fosse alguém dispensável, e não o piloto com mais vitórias e títulos da escuderia em toda a sua história. Dixon, ainda sem planos de aposentadoria imediata, sai por baixo do time onde construiu todo o seu sucesso como piloto, e agora inicia uma nova fase na carreira, onde integrará a McLaren a partir de 2027, procurando mostrar que ainda tem muita lenha para queimar na competição, e que descartá-lo da maneira velada como a Ganassi vinha fazendo, não foi a melhor das decisões.

 

Nolan Siegel: O piloto da equipe McLaren na Indycar já recebeu o aviso prévio: não segue no time em 2027, com a escuderia anunciando a contratação de Scott Dixon, e a volta de Felix Rosenqvist. A bem da verdade, Siegel foi uma aposta furada de Tony Kanaan para o time, que tinha a opção de efetivar Théo Pourchaire, e lhe deu uma rasteira, assinando com Siegel, alegando que Pouchaire não teria compromisso efetivo com a equipe, o que deixou o piloto europeu a pé e sem perspectivas depois de cancelar acordos já firmados acreditando que a McLaren lhe daria um contrato efetivo. Infelizmente, em nenhum momento Nolan andou no mesmo ritmo de seus companheiros de time, ficando sempre para trás, e raramente obtendo resultados melhores, quando a equipe ambiciona lutar pelo título. Mas ele teve sua chance no time, e agora, que batalhe para encontrar uma nova escuderia para a próxima temporada, o que pode ser difícil, haja visto a disputa pela poucas vagas disponíveis para o próximo ano, sem que o piloto precise arrumar uma vultosa quantia de patrocínios a tiracolo...

 

Nenhum comentário: