quarta-feira, 22 de agosto de 2018

HAVOC SERIES – OS PERIGOS DE POCONO


            Domingo passado, tivemos a etapa das 500 Milhas de Pocono, válida pelo campeonato da Indycar. A corrida foi um marasmo quase completo, destacando-se mais pelo violento acidente sofrido pelo canadense Robert Wickens, da equipe Schmidt-Peterson, que numa disputa de posição com Ryan Hunter-Reay, da Andretti Autosports, acabou sendo tocado de leve pelo norte-americano, e seu carro acabou indo parar no alambrado, em um acidente similar ao que vitimou Dan Wheldon anos atrás, em Las Vegas. Pista de altíssima velocidade, classe superspeedway, Pocono, localizado em Long Pond, na Pensilvânia, só não tem médias horárias mais altas devido a seu formato triangular, que obriga os pilotos a reduzirem um pouco a velocidade em suas curvas. Mesmo assim, a largura da pista, inaugurada em 1971, é absurda para os padrões dos carros Indy, permitindo que até 8 carros fiquem lado a lado na reta dos boxes.
            Obviamente, uma pista deste tipo também acaba sendo palco de vários acidentes nas corridas lá disputadas, alguns deles arrepiantes, como foi o caso de Wickens, que foi parar no hospital com vários ferimentos, que demandarão várias semanas de recuperação, e o fim de sua temporada de corridas neste ano. Vamos ver agora, neste retorno da sessão Havoc alguns dos acidentes que já ocorreram na pista de Pocono, e vermos como até o pit line pode ser um lugar passível de acidentes inusitados.

Para começar, vamos às cenas do acidente de domingo passado, com o carro de Robert Wickens tocando na roda do bólido de Ryan Hunter-Reay, e indo parar no alambrado, uma vez que o muro, a grosso modo, apesar de não ser tão baixo, também não é tão alto. O impacto com a grade fez vários estragos na estrutura da cerca de proteção, e o carro de Wickens, destroçado, saiu rodopiando em alta velocidade. E mesmo que o monocoque tenha resistido bem, o piloto saiu com vários ferimentos, mas felizmente, vivo. O estado de saúde de Wickens ainda inspira cuidados, tendo já sido submetido a uma cirurgia para tratar dos ferimentos na coluna, até o momento desta postagem, sendo apenas o início dos tratamentos a que o piloto será submetido. Vejam as imagens, postadas no You Tube pelo usuário CrashRacing, numa parte da transmissão da corrida mostrando alguns dos ângulos do acidente, que felizmente não provocou nenhuma outra batida tão monstruosa com os vários pilotos que vinham atrás, que apesar de terem se acidentado, tiveram no máximo ferimentos leves, como Pietro Fittipaldi, que acertou o carro de James Hinchcliffe, e de lambuja, ainda recordam o vôo de Scott Dixon em Indianápolis no ano passado:



O vídeo seguinte mostra o acidente sofrido por Charlie Kimball durante o treino de classificação para a corrida de Pocono em 2015, e felizmente, o piloto nada sofreu, embora os mecânicos tenham tido uma trabalheira para consertar o carro para a corrida, onde Kimball acabou abandonando por problemas mecânicos a apenas 7 voltas do final da prova. O vídeo é do You Tube, postado pelo usuário 24/7 Videos:



O vídeo seguinte é das 500 Milhas de Pocono de 1982, e quem acerta o muro após perder o controle de seu carro é Johnny Rutherford, que apesar da violência da pancada, conseguiu sair inteiro e não foi atingido por ninguém depois de seu carro perder vários pedaços da carenagem e parte da dianteira do bólido. O vídeo foi postado no You Tube pelo usuário ARV factory:



Charlie Kimball parece ter gostado dos muros do circuito trioval de Long Pond: depois de bater na classificação em 2015, ele encontrou o muro novamente em 2016, desta vez durante os treinos. Certamente os mecânicos do piloto não gostaram muito dessa intimidade dele com as barreiras da pista. O vídeo foi postado no You Tube pelo usuário NASCAR Crashes 2018:



Mas a pista de Pocono não se resume às corridas Indy. A Nascar também se apresenta lá, e o circuito é muito “democrático”: seus muros recebem de braços abertos todos os pilotos e seus bólidos, em que pese as pancadas dadas pela Stock Car dos Estados Unidos não parecerem tão impressionantes como da Indy. Mas alguns pilotos até que tentam fazer a coisa com estilo, para desespero de seus mecânicos, para os quais sobram remendar o carro depois. Este próximo vídeo compila algumas das pancadas dadas pelo pessoal da Nascar na sua ida ao circuito este ano, tendo sido postado no You Tube pelo usuário BadLuckScott:



E temos também um momento triste na história recente de Pocono: em 2015, durante a corrida, o piloto Sage Karan acabou acertando o muro com seu carro, numa pancada forte. Sage sofreu alguns ferimentos, mas na batida, pedaços de seu carro voaram pelos ares, e um deles caiu em cima do inglês Justin Wilson, que vinha passando, acertando-o na cabeça. A pancada fez o piloto perder os sentidos, indo direto para o muro interno da pista, onde bateu com força. O piloto foi socorrido pela equipe médica, mas entrou em coma, falecendo pouco tempo depois. A imagem do vídeo a seguir, assim como várias outras que estudei, não dá para ver com muita clareza o pedaço do carro de Karan que acerta Wilson, sendo necessário assistir mais de uma vez para entender a dinâmica da ação. De lá para cá, a categoria vem estudando meios de proteger melhor a cabeça dos pilotos nos monopostos utilizados pela categoria, como o aeroscreen, que já foi testado algumas vezes, e que pode ser introduzido em breve na competição, ao invés de apostarem no halo adotado pela F-1. O vídeo foi postado no You Tube pelo usuário volantenor2:



Fechando esta sessão de vídeos, esta compilação postada no You Tube pelo usuário swSephy | Sim Racing. Mas, fiquem tranquilos: é apenas um simulador de corrida, com os acidentes “sofridos” durante o jogo da prova, com capotagens a rodo, e com muita pouca similaridade com a vida real, uma vez que os carros se despedaçariam muito mais do que é mostrado no jogo, pra não mencionar o número absurdo de rodopios no ar, e algumas pancadas fazendo o carro parecer até que é de borracha. Seria muito bom se os bólidos fossem assim tão fortes e “resistentes”. Ao menos os jogadores não precisam temer nada e podem acelerar fundo como jamais fariam na vida real. Confiram:


E assim, terminamos por hoje esta edição da Havoc Series. Assim que for possível, monto uma nova relação de vídeos com alguns momentos tensos do mundo do automobilismo, onde o perigo sempre está à espreita em cada curva ou até mesmo reta nos circuitos pelo mundo afora.

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