sexta-feira, 3 de julho de 2015

NELSINHO PIQUET CAMPEÃO DA F-E



Nelson Angelo Piquet teve um final de semana complicado na rodada final da F-E, mas sagrou-se campeão da categoria por apenas 1 ponto, assim como seu pai, em 1981, quando conquistou seu primeiro campeonato na F-1.

            A Formula-E, primeira categoria monoposto de carros de competição elétricos, encerrou seu primeiro campeonato com chave de ouro no fim de semana passado, com a rodada dupla realizada nas ruas do Battersea Park, em Londres. Houve tensão, incerteza, duelos acirrados, e uma decisão de título que acabou sendo feita por uma diferença de apenas 1 ponto. Mais emoção, impossível, para os fãs do esporte a motor.
            E acabou dando Nelson Angelo Piquet, que se sagrou o primeiro campeão da nova categoria, que tem chancela oficial da Federação Internacional de Automobilismo - FIA, e redimindo seu nome perante boa parte do público amante das corridas, que ainda associava o piloto ao Cingapuragate, onde o piloto bateu de propósito durante o GP de Cingapura de 2008, para favorecer seu companheiro de equipe Fernando Alonso, numa trama arquitetada por Flavio Briatore, diretor geral de seu time, a Renault, em conluio com Pat Symonds, diretor técnico da escuderia. No ano seguinte, Nelsinho e seu pai denunciaram a trama: Briatore foi banido da F-1 e Symonds passou alguns anos fora da categoria, retornando apenas no ano passado como novo diretor técnico da Williams. Mas Nelsinho acabou com sua carreira na F-1 ali.
            Agora, Nelsinho se tornou campeão de um torneio oficial, com aval da FIA. Eu diria que ele retomou com méritos sua carreira, e tornou-se um piloto ainda mais técnico e veloz do que era em seus tempos de F-1. Mas não foi uma disputa fácil a conquista do campeonato da F-E. Foi um ano de estréia com bom equilíbrio em alguns aspectos.
            Contratado pela equipe China Racing, Nelsinho foi o único piloto "fixo" do time, que competiu também com nomes como Ho-Pin Tung, Antonio Garcia, Charles Pic, e Oliver Turvey. De início, e.Dams, Audi ABT e Virgin pareciam ser os times mais fortes da competição, mas na verdade foram apenas quem começaram melhor a temporada. Com a disputa das etapas, havia um bom equilíbrio entre os times, de modo que quem quisesse se destacar precisava não apenas ser veloz, mas também constante. Apesar da reação tardia entre os 3 principais duelistas do título, Nelsinho não apenas se posicionou bem na briga, mas soube crescer no momento certo da competição, chegando para a rodada dupla em Londres como líder e o favorito para o título. Nelsinho só não marcou pontos na segunda corrida, em Putrajaya, na Malásia, onde protagonizou seu único abandono no campeonato, ao colidir com Jarno Trulli numa disputa de posição na pista, com culpa maior do piloto italiano. Seu pior resultado nos pontos foi justamente na abertura do campeonato, em Pequim com um 8° lugar. Depois disso, seu pior resultado foi justamente na corrida final de Londres, onde terminou em 7°. Com 2 vitórias e 3 pódios, teve um bom aproveitamento durante o campeonato, mesmo tendo terminado o ano sem nenhuma pole-position. Averbou a volta mais rápida da prova em duas oportunidades, mostrando que não ficava apenas administrando seu ritmo na pista.
Lucas Di Grassi bem que tentou, mas não conseguiu conquistar o título em Londres.
            Lucas Di Grassi também teve apenas um abandono durante a competição, na etapa de Buenos Aires, quando teve uma quebra de suspensão súbita quando liderava a corrida. Mas a desclassificação sofrida em Berlin por erro do time em ter feito um reparo na asa dianteira de seu carro implodiu suas chances de ser campeão, perdendo a liderança do campeonato e tendo de recuperar o terreno perdido nas provas seguintes, o que não conseguiu fazer. Também pesou o seu mal resultado na etapa de Miami, onde foi apenas 9° colocado. Venceu a primeira corrida, em Pequim, e desde o início manteve-se sempre regular e forte, conquistando mais 5 pódios, mas assim como Piquet, Lucas também não conquistou nenhuma pole-position, e contabilizou apenas uma volta mais rápida no certame. Acabou terminando o ano em 3° lugar, tendo sido o maior derrotado na disputa do título travada entre Piquet, ele, e Buemi.
            Sebastién Buemi chegou a Londres como o menos cotado dos duelistas ao título. Apesar de contar com 2 vitórias, tinha 3 provas sem marcar pontos, e estava 23 pontos atrás do líder Piquet. Contavam a seu favor, até então, 2 poles e uma volta mais rápida, mas parecia pouco para credenciá-lo a ser o principal rival dos pilotos brasileiros. Mas eis que o suíço reverteu completamente as expectativas na primeira corrida do fim de semana: marcou a pole, e viu seus dois rivais ficarem de fora do pódio. Tornava-se novamente um adversário a ser temido e respeitado. No domingo, graças à chuva, a dupla brasileira teria de largar do meio do grid para trás, enquanto Buemi, novamente com sorte, largava entre os primeiros. Para muitos, o piloto da e.Dams inverteu as posições e virava o principal favorito ao título, mesmo com Nelsinho ainda na frente na pontuação.
De azarão, Buemi reverteu as expectativas em Londres, vencendo pela 3ª vez e por pouco não levando o título na disputa contra Piquet.
            O palco da rodada final, o Battersea Park, é um lugar belíssimo, mas como pista, deixou a desejar, por ser extremamente estreita, tornando quase impossível de se ultrapassar. Por isso, ao largar lá atrás, Piquet era tido como fora de combate na luta. Mas o filho de nosso primeiro tricampeão de F-1 fez uma excelente largada, para avançar na prova, e chegar a uma posição onde novamente pudesse levantar o título. Mais do que o esforço de Piquet, outros quatro fatores ajudaram Nelsinho a conquistar a taça. O primeiro foi uma rodada justamente de Buemi, na segunda metade da corrida, escapando de leve em uma curva e perdendo a posição para Bruno Senna; o segundo foi o jogo de equipe com seu então companheiro Oliver Turvey, que lhe cedeu posição na pista, permitindo-o ganhar mais uma colocação; o terceiro fator foi Bruno Senna, que fortemente acossado por Buemi, resistiu bravamente às tentativas de ultrapassagem do suíço, nitidamente mais veloz nas voltas finais da corrida; e o quarto fator, vejam só, foi a pista estreita do Battersea Park, que no início, todos diziam, seria o maior empecilho para a recuperação de Piquet, mas acabou sendo um fator decisivo para Bruno Senna conseguir manter sua posição, e assim, evitar que Buemi melhorasse uma posição, e conseguisse chegar ao título. Não que Sebastién não tenha tentado: ele até chegou a quase conseguir a ultrapassagem, mas Bruno conseguiu recolocar o carro na frente e manter-se firme em 4° lugar, enquanto Buemi foi o 5°. E com o 7° lugar, Nelsinho fechou a temporada com 144 pontos, contra 143 de Buemi. Lucas Di Grassi fechou o ano em 3°, com 133 pontos, 11 a menos que seu compatriota.
            A Formula-E termina seu primeiro ano em alta. Um campeonato com várias disputas, vários times e pilotos vencendo corridas, e com público cheio especialmente na segunda metade do campeonato. Houve problemas e falhas durante a competição, mas nada que não possa ser melhorado para o segundo campeonato, que deve começar em outubro, em calendário ainda a ser divulgado. E tem tudo para crescer bastante. Não há como negar que teve um primeiro ano bem interessante.
            Tivemos 7 vencedores, de 6 times diferentes. No campeonato de equipes, a e.Dams foi a grande campeã, com 232 pontos, e a única equipe a vencer com seus dois pilotos, Sebastién Buemi e Nicolas Prost. A Dragon Racing foi a vice-campeã, mesmo tendo obtido apenas 1 vitória, ficando com 171 pontos. Na terceira colocação, a Audi ABT, com 165 pontos, teve como principal problema na prática ter competido com apenas 1 piloto, Lucas Di Grassi, uma vez que Daniel ABT foi apenas o 11° colocado no campeonato. Em 4° lugar, a China Racing, com 152 pontos, teve panorama parecido, uma vez que nenhum dos pilotos que foi parceiro de Nelsinho Piquet durante o ano mostrou desempenho satisfatório.
Desde a primeira corrida do campeonato, em Pequim, a F-E evoluiu e chamou a atenção dos fãs da velocidade. E pode crescer ainda mais...
            Um destaque negativo no campeonato foi Jarno Trulli: o veterano ex-piloto de F-1 competiu com time próprio, mas fora a pole-position na etapa de Berlin, o italiano foi uma negação durante todo o campeonato, não conseguindo nenhum resultado relevante, além de ter causado alguns acidentes na pista com outros competidores. É possível que seu time não siga na competição, uma vez que os fracos resultados não renderam atratividade entre potenciais patrocinadores, mesmo sendo os custos de competição da nova categoria bem acessíveis.
            Quem também não conseguiu fazer um bom campeonato foi Bruno Senna, que enfrentou diversos problemas e continuou mostrando em vários momentos problemas para conseguir se classificar bem. Seu time, a Mahindra, também não conseguiu mostrar um desempenho satisfatório, a ponto de o melhor resultado da equipe ter sido justamente o 4° lugar de Bruno na corrida final de Londres, com o brasileiro finalizando o campeonato em 10° lugar, com 40 pontos, enquanto seu parceiro Karun Chandhock foi apenas o 17° na classificação, com 18 pontos.
            Há quem diga que está se criando muita expectativa em cima da F-E. Tem quem diga que já está melhor do que a F-1, e que em breve os carros elétricos serão melhores e terá o melhor campeonato. Mas vamos devagar com a empolgação. A categoria começou tendo de provar ao público que poderia ser interessante. A curiosidade era grande para ver como se dariam as disputas dos carros movidos unicamente a eletricidade, que deve ser o futuro dos carros de rua, muito mais ecológicos e menos poluentes do que os atuais, movidos por motores a combustão interna. Os carros ainda não tem condições de competir efetivamente em velocidade e autonomia com seus congêneres movidos a gasolina, álcool, diesel, o que for combustível líquido, mas é bom lembrar que a tecnologia deste tipo de carro elétrico ainda está no início de seu desenvolvimento, e o potencial de crescimento é enorme.
            Neste primeiro ano, todos os carros foram padrão, assim como suas unidades de força, fornecidas pela Renault. Para o próximo campeonato, teremos outras empresas envolvidas no desenvolvimento destes "trens de força", como são chamadas as unidades motrizes elétricas. A expectativa é que a competição mais aberta proporcione evoluções e ganhos de monta, que poderão dar tanto mais velocidade aos carros quanto maior autonomia. A operação de troca de carro, instituída mais por necessidade do que por capricho, tornou-se um momento interessante das corridas, e há quem defende que podem muito bem continuar, com a evolução das unidades se concentrando mais no quesito performance do que autonomia propriamente. Mas, conjugando maior performance e autonomia, nada impediria os monopostos elétricos de correrem em pistas além das de rua. O campeonato cresceu o suficiente para as grandes fábricas ficarem de olho no potencial dos carros elétricos, que poderão ser um eficiente laboratório para o desenvolvimento de seus modelos movidos a eletricidade. É um interesse que já se vê nas unidades híbridas que são utilizadas pela F-1 e pela Endurance, mas levada à sua total dedicação na F-E, com propulsores 100% elétricos.
            A estrutura da F-E pode ser pequena, mas ela já iniciou bem no quesito do contato com os fãs. Está na internet, redes sociais, e ainda dá aos torcedores a chance de darem "uma força" a seu piloto favorito, com a eleição do "fan boost", que é um adicional de energia que o piloto pode utilizar durante a corrida em um breve momento, conferindo-lhe maior potência e velocidade, ótimo para se usar durante uma disputa de posição. O público se sente participando da disputa, e paddock e pódios são feitos com a presença dos torcedores bem próximos, ao contrário da F-1, cada vez mais distante e hermética, onde qualquer um que chegue mais perto é barrado sem dó nem piedade. Isso para não falar da postura dos pilotos, sem aquele patrulhamento ferrenho de assessores de imprensa e comunicados "politicamente corretos" que são um tédio só. Neste ponto, a F-E já dá de goleada na F-1, que claro, não está dando a mínima para os carros elétricos...por enquanto.
            Antes mesmo da etapa final do campeonato, Nelsinho Piquet já havia anunciado a renovação de seu contrato com a China Racing, segundo ele, por vários "anos", mostrando que está apostando firme na competição, e como seu atual campeão, irá agora não apenas defender o seu título, mas quem sabe buscar o bicampeonato. É seu direito e seu dever. E um novo duelo com Lucas Di Grassi está à vista, uma vez que seu compatriota já havia sido o primeiro a anunciar a renovação de seu contrato, garantindo-se como piloto da Audi ABT por mais um ano. Agora, é aguardar o que a F-E poderá apresentar no seu futuro segundo campeonato, e os torcedores brasileiros podem estar certos de que o nome Piquet voltou a brilhar positivamente no automobilismo internacional...


A F-1 inicia hoje os treinos oficiais para o Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone. Na pauta, o mais óbvio possível: Lewis Hamilton vai reagir em "casa", após ser superado por Nico Rosberg na Áustria? E se for, será que o atual bicampeão irá sentir a pressão da disputa com o colega de time? Mas não é só isso. Já começaram as apostas para ver em que volta a McLaren abandona a corrida britânica, ou se o time terá de "queimar" mais uma unidade, e com isso, sofrer novas punições por usar mais um motor além da cota. Também se perguntam em que volta Kimi Raikkonem vai rodar no GP, lembrando das rodadas do Canadá e da Áustria, e não podendo esquecer que aqui no ano passado Kimi saiu da pista, e ao voltar perdeu o controle do carro e acertou fortemente o guard-rail, num acidente que deixou muita gente assustada e quase levou outros pilotos junto. E será que a Williams vai encostar ainda mais na Ferrari e começar a lutar efetivamente pelo pódio? Acompanhemos tudo, e vejamos quais serão as respostas até a bandeirada final na corrida de domingo...

quarta-feira, 1 de julho de 2015

FLYING LAPS - JUNHO DE 2015



            O mês de junho já era, e com isso, metade de 2015 já ficou para trás. E como o mundo da velocidade por vezes é bem vasto para se conseguir falar de tudo o que sempre rola no universo das corridas e fora dele, eis que trago novamente mais uma edição da Flying Laps, trazendo em algumas notas breves relatos de alguns dos acontecimentos vividos pelo mundo do esporte a motor ocorridos no último mês. Novamente, desejo a todos uma boa leitura, e no mês que vem, tem muito mais por aqui...


A Stock Car esteve no autódromo de Santa Cruz do Sul para a 5ª etapa do campeonato deste ano. A primeira corrida da rodada dupla foi vencida por Marcos Gomes. O pódio foi completado por Allam Khodair, que ficou em 2° lugar, enquanto o atual campeão da categoria, Rubens Barrichello, fechou o pódio em 3° lugar. Ricardo Maurício veio em 4° lugar, seguido por Max Wilson, em 5°. Na 6ª posição ficou Cacá Bueno. Já a segunda corrida teve vitória de Valdeno Brito, que havia sido o pole na primeira prova do fim de semana e acabou somente em 8°. Com o grid invertido para a segunda corrida, ele largou em 3°, e logo partiu para cima dos líderes, assumindo a ponta e por lá ficando, apesar de ser fortemente pressionado por Cacá Bueno, que terminou a prova na 3° colocação, ficando atrás de Daniel Serra, que subiu ao pódio em 2° lugar. Max Wilson ficou em 4° nesta segunda corrida, enquanto Marco Gomes, que havia vencido a primeira prova, foi o 5° colocado. Rubens Barrichello não teve sorte na segunda corrida, ficando pelo meio do caminho. Com o resultado das provas de Santa Cruz do Sul, a liderança do campeonato agora está com Cacá Bueno, com 113 pontos. Marcos Gomes é o 2° colocado, com 107. Apesar de abandonar uma das corridas, Rubens Barrichello ainda mantém-se em 3° na classificação, com 92 pontos, mas vê Júlio Campos chegar bem perto, com 87 pontos. Daniel Serra ocupa a 5ª colocação, com 84 pontos, seguido por Max Wilson, com 75. A próxima etapa do calendário da Stock será no dia 2 de agosto, em Salvador, na Bahia.


Líder da competição, Cacá Bueno, aliás, está enrolado com a CBA por causa de uma fala de rádio durante a etapa disputada em Ribeirão Preto. O piloto venceu a primeira corrida do fim de semana, mas por algum motivo, a direção de prova não mostrou a bandeira quadriculada, o que fez com que ele e Marcos Gomes, com quem disputava a vitória na corrida, continuassem acelerando forte na pista. Quando se deu conta da mancada, ele disparou pelo rádio chamando o pessoal da CBA de "imbecis" na conversa com seu chefe de equipe. Sua comunicação de rádio, contudo, acabou sendo colocada na transmissão da corrida. Só que a CBA ficou enfezada com o insulto, e o piloto acabou suspenso pela Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportivo. Mas Cacá teve concedido um efeito suspensivo dias antes da corrida, e foi liberado para correr no Rio Grande do Sul. O piloto agora espera o julgamento do seu recurso. A punição, aliás, é esdrúxula, bem ao estilo da cartolagem da CBA, que ultimamente não tem feito nada de realmente positivo pelo automobilismo nacional, daí que chamar os integrantes da entidade de "imbecis", a rigor, não é nada que não seja novidade. Aliás, a exemplo da CBF, ultimamente a CBA não se presta a grande coisa, e para muitos, o automobilismo brasileiro poderia passar até muito melhor sem ela. Cacá às vezes pode falar demais, mas neste caso, não disse nada que não seja conhecido por todos. Esse lance de proibirem os pilotos de tecer críticas é uma das maiores picaretagens que são impostas aos pilotos, e eles devem ter todo o direito de criticarem quando acham que algo está errado. No caso da primeira corrida de Ribeirão, com ele e Marcos andando ainda em alta velocidade, quando já deveriam desacelerar para voltar aos boxes, poderia ter havido algum acidente com o pessoal de prova que normalmente adentra a pista após a bandeirada. Foi uma barbeiragem da direção de prova. O público, por sua vez, quer pilotos com atitude, que falem o que pensam, e não se intimidem com as frescuras que o meio automobilístico vive tentando impôr hoje em dia. Ao invés de condenar a crítica de Cacá, a CBA deveria olhar para si própria e tratar de fazer algo decente para promover o fortalecimento do automobilismo nacional, que atualmente não tem nem metade da força e prestígio que já teve um dia...


A F-3 Brasil também esteve em Santa Cruz do Sul, para a disputa de sua terceira etapa do campeonato, e Pedro Piquet, atual campeão, simplesmente não deu chance para a concorrência, vencendo as duas provas do fim de semana. Com o resultado, Pedro assumiu a liderança da competição, com 63 pontos. Matheus Iorio é o vice-líder, com 57 pontos. Rodrigo Baptista e Carlos Cunha vêm a seguir, cada um com 41 pontos. A próxima etapa da competição será no primeiro final de semana do mês de agosto, em Curitiba. Pelo ritmo, Pedro Piquet caminha rumo ao bicampeonato, somando já 4 vitórias em 6 corridas, mas ainda é cedo para comemorar qualquer favoritismo, pois o certame ainda tem 10 provas até o encerramento da competição, no primeiro fim de semana de dezembro, no autódromo de Interlagos, em São Paulo.


Provando que o campeonato está sempre aberto a surpresas, a etapa de Toronto do calendário da Indy Racing League teve seu início complicado pela chuva, o que causou algumas confusões no seu início de disputa, com pilotos arriscando colocar os pneus de chuva antes da hora, enquanto alguns ainda apostavam nos compostos próprios para pista molhada. Mas o piso secou, e as disputas, que já andavam quentes, pegaram fogo de vez, com alguns pilotos se estranhando, e provocando as tradicionais intervenções do Safety Car quando se trata de um circuito de rua. E quem se saiu melhor na estratégia de pista foi a dupla da CFH Racing, com Josef Newgarden a conquistar a sua segunda vitória na competição. O piloto já havia vencido de forma magistral a prova do Alabama, e esta etapa em Toronto foi ainda melhor para a escuderia porque Luca Filipi, companheiro de Newgarden, fechou a corrida em 2° lugar, garantindo a primeira dobradinha da nova escuderia, formada este ano com a fusão dos times Carpenter e Fischer/Hartman, com vistas a melhorar suas condições de disputa na categoria. Na base da estratégia, os pilotos brasileiros conseguiram salvar melhores posições no resultado da corrida, uma vez que haviam ficado muito para trás, no meio do pelotão, no troca-troca de pneus de chuva/seco no início da corrida, ficando quase sempre presos no tráfego na luta por posições. Hélio Castro Neves foi o 3° colocado, e Tony Kanaan o 6°. Se as posições não foram as melhores que esperavam, pelo menos ambos foram os melhores classificados de seus times: na Penske, Will Power terminou em 4°, enquanto Juan Pablo Montoya, o líder do campeonato, foi o 7°, e Simon Pagenaud, por sua vez, fechou apenas em 11° lugar. Já na Ganassi, Scott Dixon foi o 8°. Sebastián Saavedra foi o 16°, e Charlie Kimball, por sua vez, foi o 20°.


O Mundial de rali teve sua 6ª etapa disputada na Itália, na região da Sardenha, e Sebastien Ogier conquistou sua 4ª vitória no campeonato, mostrando que vai ser difícil a concorrência destroná-lo. O piloto da Volkswagen só teve um resultado ruim em todo a temporada até agora, no Rali da Argentina, onde marcou apenas 3 pontos. Em Portugal, não venceu, mas pontuou bem, enquanto os rivais vão dividindo os resultados entre eles. A Volkswagen, aliás, venceu 5 das 6 etapas da competição até agora. Além dos 4 triunfos de Ogier, Jari-Matti Latvala venceu a etapa de Portugal. Kris Meeke, da Citroen, foi o único competidor não-Volkswagen a vencer no ano, ao triunfar na etapa da Argentina. Com o resultado da etapa da Sardenha, Ogier tem praticamente o dobro de pontos do vice-líder da classificação do WRC, com 133 pontos, contra apenas 67 do norueguês Mads Ostberg, da Citroen. Ostberg, contudo, está apenas 3 pontos à frente de seu compatriota Andreas Mikkelsen, da segunda equipe da Volkswagen. Jari-Matti Latvala, companheiro de Ogier no time principal da Volkswagen, é apenas o 4° colocado, com 56 pontos. Na classificação de construtores, a Volkswagen lidera com folga, com 179 pontos, seguida pela Citroen, com 115, que está em uma disputa acirrada com a Hyundai, que soma 113 pontos. A próxima etapa já acontece nesta semana, com o Rali da Polônia.


A etapa da Holanda do Mundial 2015 da MotoGp assistiu a mais um embate titânico pela vitória. No tradicional circuito de Assen, quem deu as cartas foi o atual líder da competição, o italiano Valentino Rossi, que largou na pole-position e tratou de garantir sua 9ª vitória no circuito holandês. Uma vitória que não saiu de graça: Marc Márquez, redimindo-se de suas últimas provas em que terminou na caixa de brita, tratou de mostrar que não é o atual bicampeão da categoria à toa, e partiu para cima do italiano, conseguindo tomar a dianteira na 20ª volta da corrida, após manter-se colado no piloto da Yamaha desde o início da prova. Mas, na dianteira, Márquez também não conseguiu se descolar de Rossi, e poucas voltas depois, ambos passaram a travar um duelo feroz pela liderança, com troca de posição entre ambos na pista, até que o italiano novamente assumiu a ponta. Na volta final, Márquez novamente tentou recuperar a ponta, na última chicane antes da reta de chegada, mas Valentino manteve-se firme, e ambos acabaram se tocando, e por pouco não caíram e deram adeus à corrida. Rossi conseguiu controlar a moto na área de escape, e voltou à pista para cruzar a linha de chegada com 1s24 à frente do piloto da Honda, que pelo menos encerrou a fase de maus resultados com o 2° lugar. Jorge Lorenzo, que vinha de 4 vitórias consecutivas no campeonato, e pensava assumir a liderança da competição em Assen, não conseguiu fazer frente ao parceiro italiano e ao ímpeto de Márquez, terminando a prova em 3° lugar, resultado que não foi nada ruim, se levarmos em consideração que largou em 8° lugar. A vitória manteve Valentino Rossi na liderança do campeonato, agora com 10 pontos de vantagem para Lorenzo, 163 a 153. O 4° lugar de Andrea Iannone manteve o 3° lugar do piloto da Ducati na competição, com 107 pontos. Seu companheiro no time italiano, Andrea Dovizioso, por outro lado, com a 12ª posição em Assen, perdeu a 4ª colocação no campeonato para Marc Márquez, com o espanhol chegando a 89 pontos, contra 87 de Dovizioso. A próxima etapa do campeonato é GP da Alemanha, dia 12 de julho, na pista de Sachsenring. E o duelo pelo campeonato promete pegar fogo nas próximas etapas entre a dupla da Yamaha, ao mesmo tempo em que Márquez tenta recupera-se na competição...

sexta-feira, 26 de junho de 2015

DECISÃO BRASILEIRA



Nelsinho Piquet venceu a prova de Moscou e abriu uma grande diferença para os rivais, principalmente Lucas Di Grassi. Decisão da F-E deve ser entre os dois pilotos brasileiros em Londres neste fim de semana.

            O primeiro campeonato de carros de competição monopostos totalmente elétricos, a F-E, chega ao seu fim neste final de semana, em Londres. Após 9 etapas disputadas no mundo inteiro, é chegada a hora da decisão, e em grande estilo, com direito a rodada dupla no circuito montado ao redor do Battersea Park, no centro da capital britânica, ao lado do Rio Tâmisa, que corta a metrópole inglesa. A pista tem 17 curvas, em um traçado de 2,922 km de extensão. Ambas as corridas, no sábado e no domingo, terão 29 voltas cada uma, e promessa de arquibancadas cheias de fãs para acompanhar a decisão do título da categoria, que está centralizada em dois pilotos brasileiros.
            Nelson Angelo Piquet, competindo pela equipe China Racing, é o líder do campeonato, posição assumida na etapa de Berlim, após a desclassificação de seu compatriota Lucas Di Grassi, que viu sua segunda vitória na competição ir para o espaço por um problema de conserto irregular feito na asa dianteira de seu monoposto. E é justamente com Lucas Di Grassi que Nelsinho terá de se cuidar nas corridas decisivas deste fim de semana. Serão 50 pontos em jogo na corrida, que ainda tem a pontuação de 3 pontos pela pole-position, e mais 2 pontos pela volta mais rápida da corrida, totalizando então 60 pontos em disputa. Com 17 pontos de vantagem para Lucas, Piquet está em posição privilegiada para ser considerado o favorito, mas não pode baixar a guarda pensando nisso.
            Durante o campeonato, o equilíbrio em algumas corridas foi ponto forte da competição, e alguns times e pilotos tiveram também desempenho irregular, andando bem em determinado circuito, mal ou menos bem em outro, por problemas variados. Nelsinho que o diga: em Berlim, ele foi apenas o 13° no grid, e precisou fazer uma prova de recuperação para chegar nas colocações à frente, onde terminou em 5° lugar, que depois virou 4° colocação. Se Lucas não tivesse a punição, seria Nelsinho quem estaria atrás 10 pontos no campeonato em relação ao compatriota. Já em Moscou, Piquet foi à luta e largou na primeira fila, e tal como fizera na prova de Long Beach, assumiu a liderança logo na freada da primeira curva para ir-se embora e deixar os problemas para os concorrentes. Largando em 3°, Lucas Di Grassi precisava de um bom resultado para descontar a diferença dos pontos perdidos em Berlim, mas sofreu para superar Jean-Éric Vergne, enquanto Piquet disparava. Quando conseguiu assumir a 2ª colocação, Nelsinho já tinha todas as condições de apenas administrar o resultado, conquistando sua 2ª vitória e assumindo a posição de favorito ao título.
Lucas deu azar com a desclassificação em Berlim, mas promete dar tudo na pista para chegar ao título da categoria de carros elétricos. Mas a parada vai ser dura.
            Para delírio dos torcedores, eis que a dupla brasileira vem trocando farpas nas últimas corridas, mostrando todo o ambiente de rivalidade que existe entre eles, que já foram colegas de equipe na Renault, quando a fábrica francesa ainda tinha seu time na F-1. E tanto Nelsinho quanto Di Grassi saíram da categoria por baixo. Piquet pelo escândalo de Cingapura em 2008, pela batida premeditada no muro com intenção da favorecer uma vitória de Fernando Alonso naquele GP, a mando de Flavio Briatore, e cuja verdade surgiu apenas um ano depois, e infelizmente encerrando a carreira de Nelsinho na F-1. Di Grassi, por sua vez, correu em 2010 pela Virgin, atual Manor, e com um carro totalmente sem performance, acabou dispensado ao fim da temporada, para não mais achar nenhum cockpit decente e disponível sem ter de apresentar altos patrocínios.
            Foi o momento de ambos terem de procurar novos horizontes para dar prosseguimento às carreiras de pilotos. Nelsinho foi para os EUA, andou de Truck Series e Nationwide tentando seguir carreira na Nascar, mas não deu muito certo. Passou a correr praticamente em todas as oportunidades que surgiam, até aparecer a chance da F-E, onde acabou contratado pela equipe China Racing para ser seu piloto na competição dos monopostos elétricos criada pela FIA e comandada por Alejandro Agag. Di Grassi tornou-se piloto de testes da Pirelli, ajudando a desenvolver os compostos da fábrica italiana para a F-1, e seu conhecimento técnico o levou até a Audi, que o contratou para disputar algumas provas por seu time no Mundial de Endurance, acabando por se tornar piloto titular de uma das mais vitoriosas escuderias do mundial de provas de longa duração. E isso também o levou para a F-E, na equipe Audi ABT.
            Lucas tornou-se o primeiro vencedor de uma prova da categoria, na etapa inaugural de Pequim, depois que Nick Heidfeld e Nicolas Prost, que estavam à sua frente, acabaram batendo na última volta, deixando a liderança e a vitória para o piloto brasileiro. Desde então, Lucas se caracterizou por manter uma boa regularidade na competição, que apresentava altos e baixos na performance dos times e pilotos, mantendo-se sempre na liderança da competição. Problemas nas etapas de Buenos Aires e Miami alheios a seu controle o derrubaram momentaneamente, mas ele nunca deixou de ocupar as primeiras colocações do campeonato, que foi se mostrando bem equilibrado e competitivo.
Nelsinho Piquet venceu em Long Beach e Moscou, e é o favorito para conquistar o título do primeiro campeonato da F-E.
            Nelsinho Piquet, por outro lado, começou o campeonato com alguns problemas, marcando poucos pontos na estréia, e ficando fora de combate na segunda etapa. Na etapa de Punta Del Este, no Uruguai, Piquet começou a reação, largando na primeira fila e subindo ao pódio pela primeira vez com o 2° lugar. Ele sobreviveu aos percalços da prova de Buenos Aires para subir novamente ao pódio, e começar sua escalada rumo ao topo, que ficou patente após sua vitória magistral em Long Beach, repetindo o feito obtido por seu pai na F-1 em 1980, quando Nelsão também obteve no circuito do balneário californiano sua primeira vitória na F-1. Com mais um pódio em Mônaco, e a segunda vitória, em Moscou, eis que Nelsinho está como grande estrela da categoria, e pronto para fazer história tornando-se seu primeiro campeão, e resgatando sua reputação no mundo do automobilismo como um piloto de ponta. Para Di Grassi, que também demonstrou grande capacidade e talento nas corridas disputadas até aqui, é a chance também de fazer seu nome com o título da categoria.
            Para os torcedores brasileiros, é a primeira vez em muitos anos que ele tem a chance de ver dois pilotos nacionais chegarem à etapa final de uma competição como protagonistas de uma disputa de título. Mas tanto Lucas Di Grassi como Nelsinho Piquet precisam estar atentos não apenas um em relação ao outro, mas também ao piloto suíço Sébastien Buemi, 3° colocado na competição. Com 105 pontos, Buemi está 6 pontos atrás de Lucas, com 111. Piquet lidera com 128, mas ele ainda tem chances matemáticas de conquistar o título, ainda que seja considerado um azarão nesta disputa. Mas basta Nelsinho ou Lucas terem algum enrosco e abandonarem, para tudo ficar potencialmente embolado. E Buemi também vem andando forte nas últimas etapas, podendo complicar os planos de disputa dos brasileiros.
            Do resto do grid, apenas Nicolas Prost ainda tem chances matemáticas, mas com 82 pontos, apenas um milagre o faria levar a taça, de modo que realmente apenas Piquet, Di Grassi, e em menor escala, Buemi, serão mesmo os protagonistas do duelo que definirá o campeão da categoria. E o fato de Di Grassi e Nelsinho trocarem farpas e exibirem uma rivalidade forte, que vem se acentuando desde a etapa de Mônaco, é um atrativo a mais para a categoria, onde os pilotos sentem-se mais à vontade, sem as "mordaças" a que são impostos na F-1. Só para se ter idéia, depois de sua desclassificação em Berlim, Lucas declarou que ia "chutar as bundas de Piquet e Buemi" na pista nas etapas seguintes. Alguém aí ouviu algum piloto de F-1 falar coisa parecida na F-1 em tempos recentes? Longe da frescura do politicamente correto, o que o público gosta de ver são os pilotos assumindo suas atitudes, portanto, quando o clima de rivalidade pega fogo, não tem coisa melhor para atrair a atenção dos fãs, o que não significa que ambos irão jogar o carro um em cima do outro logo na primeira curva também: ambos são profissionais de quilate para evitarem fazer este tipo de briga insensata. A briga vai ser na pista, e roda a roda, se necessário, mas sem picaretagens ou manobras desleais.
Corridas disputadas, com vários duelos, em pistas de rua por várias cidades pelo mundo: a F-E conseguiu cair no gosto dos fãs de automobilismo.
            A chegada ao fim do seu primeiro campeonato também coroa o sucesso obtido pela F-E em seu primeiro ano. Vista inicialmente com desconfiança por muita gente, apesar dos nomes envolvidos, a categoria dos carros monopostos totalmente elétricos teve um início morno em Pequim, é verdade, com vários detalhes precisando serem melhor trabalhados, mas com o avançar da competição, as equipes e pilotos, além da própria categoria em si, foram evoluindo em suas apresentações, e a F-E mostrou que veio mesmo para ficar, não sendo um certame passageiro como foram a F-Masters, a A1GP, e a Champion League, que tentou unir futebol e automobilismo. Com boas disputas na pista, o interesse dos fãs foi aumentando a cada etapa, e para seu segundo campeonato, com início em outubro deste ano, mais empresas já estão envolvidas na competição, que também irá evoluir em seus parâmetros técnicos, visando aperfeiçoar seus equipamentos e promover melhor as disputas.
            Se é verdade que os carros não são tão velozes como algumas outras categorias, eles não decepcionaram no quesito disputa, com algumas etapas sendo bem movimentadas, e com várias surpresas. E uma limitação do equipamento, que é o fato das baterias não terem autonomia para uma corrida inteira, promoveu um momento interessante: pit stops para troca de carros. Ao invés de trocar pneus e baterias, o que seria impossível neste último caso, além de que as mesmas não teriam como ser recarregadas rapidamente, os pilotos precisam parar nos boxes e assumir o outro monoposto, preparado, para disputarem o restante da corrida, ajudando a tornar as etapas mais interessantes, sendo que os telespectadores ainda têm opção de ver nas informações da transmissão quanto cada piloto possui de "carga" em seu carro. Fala-se em tornar as baterias melhores a ponto de permitir que os carros disputem a prova inteira sem necessidade de trocar de monoposto, mas o pit stop para troca de carro se tornou tão interessante que talvez fosse melhor usar a maior capacidade de carga para aumentar a performance, dando mais velocidade ou permitindo a disputa em autódromos futuramente.
            A F-E, contudo, não pretende perder de foco seu modo de competição. Desde o início, todas as provas disputadas tem todas as suas atividades realizadas em um único dia, desde os primeiros treinos à corrida propriamente dita. Isso ajuda a cortar custos, ao mesmo tempo em que apresenta ao público uma programação compacta permitindo atividades a serem acompanhadas durante todo o dia. E o público aprovou a idéia, com as últimas provas apresentando lotação praticamente esgotada, com ampla participação do público fã de automobilismo. Em Mônaco, a etapa da F-E nada deveu em glamour e público à prova da F-1, e mesmo no fim de semana onde tivemos as 500 Milhas de Indianápolis e o GP de Mônaco de F-1, ainda assim a etapa da F-E disputada em Berlim teve casa cheia, mostrando que o público realmente passou a acompanhar a categoria com afinco.
            Os pilotos, a princípio correndo mais por falta de oportunidades em outros certames, passaram também a ver a categoria como algo efetivamente promissor, com boas perspectivas para suas carreiras. As escuderias trocaram vários pilotos no grid, mas a maioria permaneceu firme, e o campeonato chega ao seu final contando com um grid em sua maioria formado por gente que já passou pela F-1, o que mostra que o nível de pilotagem não é nada desprezível.
            A categoria tem sido visitada constantemente por Jean Todt, mostrando que seu prestígio realmente está aumentando. Ainda tem a presença do tetracampeão da IRL Dario Franchiti, como comentarista oficial, e transmissão exclusiva do canal pago Fox Sports, que está presente em muitos países, fazendo a transmissão integral das etapas da F-E. Os fãs brasileiros, aliás, que fiquem a postos: as corridas do fim de semana serão transmitidas ao vivo a partir do meio-dia, horário de Brasília, e é hora de conferir qual de nossos pilotos levará o troféu do campeonato. Portanto, é hora de todos ficarem ligados nesta rodada dupla, e não vai ser apenas no sentido figurado da expressão. A decisão do título tem tudo para ser eletrizante, no melhor sentido da palavra, só para mencionar o óbvio...
Traçado da prova de Londres, no Battersea Park: palco da decisão do título da F-E 2014/2015 neste sábado e domingo.


Um dos melhores momentos do fim de semana do Grande Prêmio da Áustria de F-1 aconteceu antes da corrida, no domingo, quando vários pilotos do passado da categoria se apresentaram perante o público presente conduzindo os carros que pilotaram nos anos 1980. Estavam presentes Nélson Piquet, conduzindo sua Brabham/BMW; Niki Lauda ao volante da McLaren/TAG-Porshe, assim como Alain Prost; Gerhard Berger, com a Ferrari; Christian Danner com a Zackspeed; Riccardo Patrese conduziu um Renault da primeira escuderia oficial da fábrica; Pierluigi Martini, que conduziu a sua velha Minardi, e Jean Alesi com uma Sauber, único carro dos anos 1990. As poucas voltas que deram no circuito de Zeltweg empolgaram o público, com direito a "zerinhos" de Nélson Piquet numa área de escape, e a Minardi de Martini mostrando que não perdeu sua "classe" de carro de time pequeno: seu motor pegou fogo mesmo andando sem forçar, obrigando o italiano a mostrar que ainda é ágil para sair de um monoposto, enquanto os fiscais apagavam o fogo rapidamente. Mas, melhor de tudo mesmo, foi Piquet aprontar no momento em que todos estavam reunidos para fotos dos fotógrafos, ao sentar no colo de Niki Lauda e puxar o saco literalmente de Alain Prost, para delírio dos presentes e dos fotógrafos. Apenas Piquet sendo Piquet, e mostrando que hoje em dia a F-1 perde muito a graça não tendo mais pilotos com sua personalidade...
Piquet e sua mão boba ataca, para azar de Prost, e risadas gerais de todo mundo ao redor...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA - JUNHO DE 2015



            Olá novamente a todos os leitores. Já estamos chegando nos finalmentes do mês de junho, com praticamente metade do ano de 2015 já tendo ido embora. O tempo parece realmente voar nessas horas, assim como nas competições automobilísticas, e chegou novamente a hora de termos mais uma edição da COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA, com uma avaliação dos acontecimentos do mundo do esporte a motor neste mês que está se encerrando. Então, uma boa leitura a todos, com o velho esquema de sempre nas avaliações: EM ALTA (caixa na cor verde); NA MESMA (caixa na cor azul); e EM BAIXA (caixa na cor vermelho-claro). E a até a próxima edição da Cotação Automobilística, que estará disponível aqui no final do próximo mês...



EM ALTA:

Porsche nas 24 Horas de Le Mans: A recordista de vitórias na mais famosa prova de endurance do planeta mostrou que não retornou à categoria no ano passado para fazer figuração, e esse ano simplesmente arrasou na corrida disputada no famoso circuito em Le Sarthe. O modelo 919 mostrou toda a sua velocidade nas longas retas do circuito de Le Mans e abocanhou as 3 primeiras posições no grid com o novo recorde da pista, e venceu a prova em dobradinha, obtendo sua 17ª vitória na mítica prova de 24 Horas, exatamente 17 anos depois de seu último triunfo, em 1998. Vencida a corrida mais famosa do calendário do Mundial de Endurance, a Porsche agora vai atrás do título do campeonato, e não é mero blefe. Os concorrentes que se cuidem...

Nico Hulkenberg: O piloto alemão andava em baixa ultimamente na F-1, decepcionado por ser preterido para guiar pelos times mais importantes da categoria, mesmo após dar provas de seu talento nos últimos anos guiando carros limitados. Portanto, quando surgiu o convite da Porsche para guiar seu carro extra nas 24 Horas de Le Mans na classe LMP1, o piloto alemão aceitou logo de cara, já visando uma possível transferência para a categoria de endurance no caso de sua carreira na F-1 não decolar. E ele conseguiu bem mais do que esperava, ao vencer a prova em parceira com os pilotos Earl Bamber e Nick Tandy. A vitória serviu para Hulkenberg recuperar sua moral, e o alemão chegou ao circuito da Áustria muito assediado pela imprensa e pelos colegas de categoria, pela inveja de seu triunfo em Le Mans. E, mostrando sua motivação renovada, Nico ainda largou em ótima posição no grid e terminou em 6° lugar, melhor resultado do ano para a Force India. E seu nome tornou a ser cogitado, nas fofocas, como candidato a substituto de Kimi Raikkonem na Ferrari para 2016. Mas, se a Porsche o convidar para ser seu piloto na endurance, creio que ele deixará a F-1 para trás, assim como Lucas Di Grassi fez anos atrás...

Disputa brasileira na F-E: Está chegando ao final o primeiro campeonato de carros elétricos monopostos, e com grande sucesso pela empreitada que começou meio desacreditada no ano passado, mas que foi crescendo a cada prova disputada, e com um grid de pilotos que soube encontrar seu lugar ao sol mesmo depois de perder suas chances na F-1. Restando apenas a rodada dupla de Londres para ser disputada, o duelo pelo título se dará entre os brasileiros Lucas Di Grassi e Nelson Angelo Piquet, dois nomes que também não conseguiram firmar sua carreira na F-1, ainda que por motivos diferentes. Com 17 pontos de vantagem na liderança da competição, Nelsinho Piquet é o  grande favorito, mas não dá para comemorar antecipadamente. Lucas Di Grassi ainda tem boas chances de título, mas vai precisar de uma boa combinação de resultados para vencer a parada. E eles ainda têm que se preocupar com Sebastien Buemi, que vem logo atrás, em 3° lugar, e ainda pode surpreender e levar a taça se algo acontecer entre a dupla verde-amarela. Mas, é a primeira vez desde 2003, na Indy Racing League, que temos dois pilotos brasileiros chegando na reta final de um campeonato de monopostos de renome como astros da decisão do título. Naquele ano, Gil de Ferran e Hélio Castro Neves chegaram na última etapa do campeonato com chances de conquistar o título junto com Scott Dixon, e o neozelandês faturou o campeonato.

Jorge Lorenzo: O piloto espanhol da Yamaha continua mandado bala na MotoGP, e averbou em Barcelona sua 4ª vitória consecutiva no campeonato, encostando de vez no líder Valentino Rossi, que tem agora apenas 1 ponto de vantagem para o parceiro na escuderia nipônica. Como já havia feito nas últimas etapas, Lorenzo assumiu a ponta logo na largada e tratou de se mandar na liderança, deixando os rivais se digladiando atrás de si. A performance do bicampeão espanhol deixou seu compatriota e atual bicampeão Marc Márquez bem pressionado, a ponto de o piloto da Honda acabar caindo nas últimas etapas. Lorenzo anda mesmo impossível, e até mesmo Rossi tem tido dificuldades para conseguir brecar o ímpeto do parceiro, que vai em busca da liderança do campeonato em posse do italiano, e quer o tricampeonato da categoria rainha do motociclismo. Os rivais que se cuidem...

Equipe Ducati na MotoGP: A marca italiana, que passou os últimos anos na categoria rainha do motociclismo apenas como coadjuvante, está surpreendendo mesmo este ano na MotoGP, e é a 2° colocada na competição de fabricantes. Falta voltar a vencer, é verdade, mas seus dois pilotos estão sempre ali nas primeiras posições, prontos para aproveitar quaisquer brechas que os atuais favoritos da Yamaha possam inadvertidamente oferecer, e aproveitando que a Honda está tendo seu ano mais complicado do que esperava. A Ducati já conseguiu largar na pole em duas provas em 2015, e sua dupla ocupa a 3ª e 4ª posições no campeonato, com um equilíbrio bem satisfatório entre Andrea Iannone e Andrea Dovizioso. Alguns percalços impediram melhores resultados, mas a Ducati voltou a ser uma das protagonistas da competição, e a qualquer momento, pode retornar ao círculo das vitórias, em sua busca para voltar a disputar efetivamente o título e conquistá-lo, o que não acontece desde 2007, quando foi campeã com Casey Stoner.



NA MESMA:

McLaren/Honda: O time de Woking já pode considerar a temporada de 2015 a pior da história do time desde que Ron Dennis assumiu a direção da escuderia em 1980. O motor Honda, além de pouco potente, não tem mostrado a fiabilidade melhorar, e para piorar, até mesmo o modelo MP4/30 começa a deixar dúvidas sobre seu potencial, uma vez que tudo parece não ter fiabilidade. Em duas pistas de alta velocidade, a performance dos carros de Fernando Alonso e Jenson Button foi patética, com ambos os pilotos tendo de deixar a corrida sem conseguir mostrar praticamente nada. E o time já estourou o limite de motores para a temporada com seus dois pilotos, que só não pagaram a punição prevista pelo regulamento porque ficaram fora de combate logo às primeiras voltas da corrida austríaca. Nem é preciso dizer que o ambiente anda carregado na escuderia inglesa pela falta de performance e de resultados...

Equipe Williams: É consenso geral de que a Williams não melhorou tanto quanto se imaginava do campeonato de 2014 para este ano na F-1. Se desafiar a Mercedes era pedir demais, o time inglês acabou sendo surpreendido pela melhoria da Ferrari, que se tornou facilmente a segunda força do campeonato, e até já conseguindo vencer uma corrida, aproveitando-se de quaisquer problemas que a Mercedes possa sofrer, estando sempre ali por perto para aproveitar. Só que o time do velho Frank, se não melhorou a performance a ponto de superar o time italiano, aproximou-se a ponto de fazer com os carros vermelhos o que estes tencionavam fazer com os carros prateados, e portanto, nas derrapadas surgidas nas últimas duas corridas, a Williams voltou ao pódio, primeiro com Valtteri Bottas no Canadá, e com Felipe Massa na Áustria, com atuações impecáveis de cada um dos pilotos nas respectivas provas, mostrando que eles podem, com um pouco mais de esforço, entrar firme na luta pelo vice-campeonato de equipes. Não vai ser fácil, pois o modelo SF-15T ainda tem se mostrado superior ao modelo FW37, mas a diferença tem diminuído, e os pódios podem dar o empurrão definitivo para a Williams se motivar e partir para cima da Ferrari no campeonato. Caso contrário, terá no 3° lugar do campeonato um resultado acima das expectativas se levarmos em conta sua postura "conservadora", que não se sustentará se os rivais estiverem em melhor forma. É preciso ser mais ousado, tanto nos boxes quanto na pista, e os seus pilotos não são capazes de fazer tudo sozinhos.

Novela da permanência de Monza na F-1: Com contrato vencendo em breve, o GP da Itália na pista de Monza continua em suspense se segue ou não na F-1. Bernie Ecclestone continua bradando suas ameaças de levar a F-1 a lugares "mais rentáveis", se os organizadores não aceitarem suas exigências financeiras para a renovação do contrato. E o manda-chuva da FOM já deu a entender que não dá a mínima para o circuito italiano, se ele não pagar o que pede. Surgiu até uma conversa de que Ímola poderia passar a sediar a prova italiana, mas esqueceram de mencionar se os administradores do autódromo que era sede do GP de San Marino irão topar as exigências absurdas de Bernie para sediar a prova. O chefão da F-1 ainda aproveitou para desdenhar da França, ao falar que o país não tem nenhum circuito que sirva para a F-1, esquecendo que Magny-Cours e Paul Ricard já sediaram com muita competência o GP francês, e que só não recebem novamente a categoria porque Ecclestone não arreda pé de suas exigências financeiras. Será que a F-1 vai perder mais um GP europeu por causa dessa queda de braço financeira?

Brasileiros na Indy Racing League: Com 10 corridas disputadas até agora no certame 2015 da IRL, Tony Kanaan e Hélio Castro Neves ainda não conseguiram subir ao degrau mais alto do pódio, e vão começando a ficar para trás nas perspectivas de disputar o título da categoria este ano. Tony é apenas o 9° no campeonato, enquanto o parceiro Scott Dixon é o 3° colocado, tendo vencido as etapas de Long Beach e do Texas, e seguindo bem atrás dos líderes Juan Pablo Montoya (1°) e Will Power (2°), ambos da equipe Penske, que já contabilizam 2 e 1 vitória, respectivamente, no ano, enquanto Helinho, também da Penske, até agora não conseguiu exibir performance de domínio em nenhuma corrida no ano. Ou Helinho e Tony reagem, ou vai ser mais um ano na fila de espera de tentar um título...

Mundial de Rali: A etapa da Itália viu mais um triunfo de Sebastien Ogier, que faturou assim sua 4ª vitória no atual campeonato, depois de apenas 6 etapas disputadas. Está difícil segurar o francês, que já tem praticamente o dobro de pontos do 2° colocado na competição. E depois ainda vem gente dizendo que a disputa na F-1 é que está chata. e olha que a competição de rali é muito mais complicada e imprevisível...melhor irem se preparando para ver Ogier comemorar mais um título competição logo, logo...



EM BAIXA:

Estréia da Nissan no Mundial de Endurance: Saudada como mais um time de fábrica para competir na categoria LMP1 no WEC, a marca japonesa já causou sensação pelo projeto de seu protótipo, com tração dianteira, ao contrário dos demais modelos da competição. Mas a expectativa começou a fraquejar depois que a marca anunciou atrasos em sua preparação, e que só estrearia mesmo nas 24 Horas de Le Mans. O atraso já denunciava que o projeto poderia estar com problemas, portanto, um tempo maior de preparação era necessário. Até aí, nada demais. Mas, ao entrar na pista para os primeiros treinos em Sarthe, não houve como esconder a decepção com os carros de tração e motor dianteiros rodando praticamente 20s mais lentos que os mais rápidos, e em alguns casos, sendo superados até pelos competidores da categoria LMP2. Pra não falar que a fiabilidade do modelo parecia não empolgar também. Não deu outra: dos três carros que largaram, apenas um chegou ao final, e por não ter cumprido 75% do percurso de sua categoria, como manda o regulamento, acabou não sendo classificado. E o tormendo promete prosseguir nas próximas etapas, com a marca nipônica precisando trabalhar muito para reverter a má impressão deixada nas 24 Horas de Le Mans.

Equipe Toyota nas 24 Horas de Le Mans: Campeã no WEC em 2014, a Toyota nitidamente regrediu na competição este ano, sendo superada não apenas pela tradicional rival Audi, mas também pela renascente Porsche, que tornaram-se os carros a serem batidos. De favorita nas 24 Horas de Le Mans de 2014, a fábrica japonesa viu seus esforços irem por água abaixo diante do melhor trabalho de corrida da Audi em Sarthe. Com a conquistado título do campeonato, esperava-se que a Toyota redobrasse seus esforços para triunfar finalmente em Le Mans, mas o resultado acabou sendo o oposto: seus carros foram amplamente superados pelos Porsche, e ainda pelos Audi. Se esperava compensar na corrida, com um melhor ritmo e estratégia de prova, o tiro saiu pela culatra, com ambos os carros a ficarem longe da disputa pela vitória, que foi em poucos momentos desafiada apenas pela Audi na resistência à supremacia da Porsche. Pior que a performance para o restante do campeonato WEC também pode ser de tornar-se coadjuvante na luta entre os times alemães, frustrando os planos da fábrica nipônica de obter o bicampeonato do Mundial de Endurance.

Acidentes na F-3 Européia: A garotada inicando carreira no automobilismo internacional deu mostras de ser bem indisciplinada e agressiva além da conta na rodada tripla disputada na pista de Monza, com direito a toques de rodas, suspensões avariadas, entradas e saídas de pista com vários carros lado a lado sem aliviar, e até capotagens, sendo uma delas assustadora. Ninguém se machucou gravemente, mas a pauleira geral na pista foi tanta que a terceira corrida no circuito italiano acabou encerrada antes do tempo em virtude do mal comportamento dos concorrentes, que já haviam levado bronca da organização da corrida. Se o aviso surtiu efeito, não foi total, pois na rodada seguinte, em Spa-Francorchamps, os pilotos voltaram a se estranhar nas corridas, sendo que em uma delas tivemos uma nova capotagem, onde o piloto felizmente não se machucou. Mas, se os garotos não tomarem mais cuidado, uma hora a coisa vai ficar feia, e pode surgir uma tragédia. A FIA nos últimos tempos tem agido com um rigor obssessivo e até doentio no que tange a punições na pista por toques e acidentes, e tudo o que não se precisava era de episódios como o que foram vistos na F-3 Européia dando razão à entidade em sua cruzada por um automobilismo "seguro" ao extremo, tentando eliminar por completo os riscos da competição automobilística, que por natureza, é sempre perigoso.

Punições técnicas na F-1: Desde que entrou em vigor no ano passado o novo regulamento técnico com relação às novas unidades de potência híbridas a serem utilizadas pela categoria máxima do automobilismo que já se falava que o limite do número de motores era demasiado pequeno para um campeonato tão longo, ainda mais se tratando de uma tecnologia nova e que certamente ainda demandaria muito desenvolvimento. Mas, se em 2014 a situação até que correu relativamente bem, com poucas quebras, este ano a situação está ficando feia para os carros equipados pela Renault e pela Honda. As unidades francesas retrocederam em relação ao ano passado, não melhoraram sua performance e ainda ficaram muito menos fiáveis, enquanto os japoneses marcaram bobeira na sua preparação para sua estréia este ano e agora não conseguem obter nem performance, e muito menos fiabilidade. Na Áustria Daniel Ricciardo já precisou utilizar um novo motor, estourando o limite de 4 unidades para o ano, o mesmo ocorrendo com os pilotos da McLaren, que ainda precisaram trocar outros componentes, o que deu, no cômputo geral, cerca de 70 posições no grid de punição para os pilotos envolvidos. Um recorde na categoria que nenhum orgulho vai gerar, muito pelo contrário. E nem falo dos modos de se pagar as punições, que no caso da McLaren a zica do time anda tão alta que seus pilotos ficaram fora de combate antes mesmo de coneguirem pagar as determinações impostas pelo regulamento, cada vez mais confuso e esdrúxulo. Para azar de Renault e Honda, Mercedes e Ferrari estão indo bem, portanto, não lhes interessa mudar as regras, então, franceses e nipônicos que se virem junto com seus parceiros...

Chiadeira da Red Bull na F-1: Aproveitando a oportunidade do GP em seu país, Dietrich Mateschitz voltou a reclamar das regras da categoria, ameaçando tirar seus times de campo, ao afirmar que a F-1 não desperta mais a emoção e paixão de antes. E voltando também a acusar a Renault pelo mau campeonato que vem tendo neste ano. Se é verdade que várias das críticas feitas têm fundamento, e que a F-1 precisa rever muita coisa, por outro lado é patente o sentimento pelo paddock de que o time rubrotaurino está chorando mais do que deveria, enquanto os demais, do jeito que podem, reclamam menos e tentam melhorar. E, para piorar o clima, reforçando o sentimento de mau perdedor do time que foi campeão de 2010 a 2013, é o fato da Toro Rosso, time que também pertence à Red Bull, estar tendo um campeonato de 2015 melhor do que o de 2014, pelo menos até agora. No ano passado, findo o GP da Áustria, o time "B" dos energéticos tinha apenas 12 pontos na competição, enquanto este ano já acumula 19 pontos, uma melhora de 50% nos resultados. Já o time "matriz" despencou dos 142 pontos do ano passado para apenas 55 em 2015. problemas das unidades de potência da Renault à parte, a queda da Red Bull é patente, mostrando que não é apenas o motor que está ruim este ano, mas também o carro. Adrian Newey está fazendo mais falta do que imaginavam...