quarta-feira, 13 de março de 2013

ESPECIAL FÓRMULA 1 2013


            Vai começar mais um campeonato mundial de Fórmula 1, e como de costume, trago hoje uma matéria especial sobre o que esperar da competição. Uma boa leitura a todos, e que venha o sinal verde...


FÓRMULA 1 2013: ANO DE TRANSIÇÃO COM EXPECTATIVAS

Último ano dos atuais motores atmosféricos e manutenção das regras técnicas deve promover um bom equilíbrio nas disputas.

Adriano de Avance Moreno

Todos esperam que 2013 repita 2012, ou seja até melhor...
            Vai começar mais um campeonato mundial de Fórmula 1, e as expectativas são as melhores possíveis. Depois de um campeonato como o de 2012, onde tivemos uma primeira metade da competição com 7 pilotos diferentes vencendo as 7 primeiras provas, todos esperam que este ano o panorama seja similar. O maior incentivo é o fato de o regulamento técnico ter permanecido praticamente o mesmo, com apenas algumas mudanças pontuais. E, com o novo regulamento técnico que será aplicado em 2014, quando também teremos os novos motores turbo na categoria, a maioria dos times optou por desenvolver o que já tinha, guardando recursos para as modificações substanciais que enfrentarão no ano que vem. Este ano marcará a despedida dos atuais motores aspirados da F-1, que depois de 24 anos, voltará a usar unidades turbo. Como o desenvolvimento dos motores está congelado, as unidades deste ano são praticamente os mesmos modelos que já são usados nos últimos campeonatos.
            Nas poucas mudanças técnicas para este campeonato, o uso da asa móvel traseira, o DRS, ficará agora limitado no treino classificatório também ao mesmo trecho onde será utilizado na corrida. Isso deve permitir aos carros exibirem um desempenho mais realista no treino de classificação, pois no ano passado, com os carros podendo usar o sistema em toda a pista, alguns times davam impressões erradas do que poderiam render nas corridas. E a FIA fechou ainda mais o cerco ao uso dos gases dos escapamentos para gerar efeito aerodinâmico, impondo regras mais estritas da saída dos escapamentos, que terão de ser livres, para cima, e sem nenhum tipo de peça que permita “canalizar” a saída dos gases para os difusores traseiros. Isso já motivou queixas da FIA contra a Williams e a Caterham, por apresentarem apêndices nos escapes que foram considerados irregulares pela entidade, e que tiveram de ser eliminados. Ambos os times já cumpriram as ordens e se apresentam em Melbourne com os escapes regularizados. Sistemas duplos de DRS também foram proibidos pelo regulamento.
            A FIA também marcou cerco em torno dos mapeamentos dos motores, depois de ver o artifício de alguns times mudarem a forma como seus propulsores se mantinham acelerados mesmo nas freadas, a fim de manterem os fluxos dos gases dos escapamentos. Nos testes da pré-temporada, já houve quem tentasse efetuar manobra parecida, com a finalidade de ganhar performance, mas a entidade novamente “podou” as asas de quem tentava tirar vantagem deste recurso.
            O campeonato deste ano já começou desfalcado: a corrida de New Jersey, que deveria estrear este ano, foi adiada para 2014, devido a problemas de obtenção dos patrocínios necessários para pagar os custos da nova prova nos Estados Unidos. Negociações foram feitas para se achar uma prova substituta, mas por picuinhas e outros problemas de ordem financeira, não foi possível conseguir outro GP, e o campeonato terá mesmo “apenas” 19 corridas. E por pouco não ficou com 18: o GP da Alemanha foi salvo por um acordo emergencial tocado por Bernie Ecclestone com Nurburgring, cujo grupo proprietário entrou em concordata no ano passado. A corrida alemã de 2013 está garantida, mas fica na dúvida se irá se manter em 2014. Começando neste final de semana, o campeonato se encerrará novamente no Brasil, no dia 24 de novembro, com a tradicional parada no mês de agosto para as férias de equipes no verão europeu. E, ao contrário do que ocorreu em 2012, este ano não haverá nenhuma sessão de treinos coletivos no meio da temporada. Todos os times concordaram em não haver mais testes coletivos durante o campeonato de 2013.
            Vejamos então agora o que esperar dos times este ano...

QUEM DEVE ANDAR NA FRENTE...

Red Bull pronta para tentar mais um título.
            Pelo que se viu nos testes, não é possível afirmar exatamente quem está melhor do que os outros, mas é inegável que a Red Bull começa o ano, se não dominando, apresentando um carro potencialmente mais estável e equilibrado do que os concorrentes. Assim como tem feito nos últimos anos, a equipe austríaca não foi de mostrar tudo o que é capaz nos testes da pré-temporada, o que não significa que esteja exatamente acima dos concorrentes. É uma das favoritas, e tendo um carro que é a evolução do chassi campeão de 2012, obra de Adrian Newey, o que por si só já faz do time um dos potenciais vencedores de corridas. Mas o time entrará na pista do Albert Park com um pé atrás, por não ter conseguido obter todos os dados que precisava para compreender o funcionamento dos novos pneus da Pirelli, e isso pode dar alguma complicação inicial. Mas mesmo que o time não esteja com toda esta força, tem plenas condições de reagir durante o campeonato, como fez no ano passado. Sebastian Vettel corre agora em busca do tetracampeonato, e não pode ser subestimado. Mark Webber, novamente, promete entrar na briga pelo título, mas ele sempre prometeu isso nos últimos anos, e com exceção de 2010, nunca conseguiu entrar na reta final no meio da briga pelo campeonato.
Sérgio Pérez se diz pronto para vencer na McLaren.
            Na McLaren, o novo MP4/28 tem toda pinta de ser o carro mais bonito do plantel de 2013, e conseguiu andar bem nos testes. A equipe, contudo, não prefere fazer grandes promessas para o início de campeonato, garantindo que a meta é lutar por pontos. Um sinal de que o novo carro ainda tem muito o que melhorar? Pode ser. Mas o principal desafio do time será ver se seu novo contratado, Sérgio Pérez, irá render no time de Woking o que mostrou na escuderia de Peter Sauber. Desde que foi anunciado sua contratação pela McLaren, Perez passou o resto do ano em branco, sem marcar mais pontos. Passado o período de deslumbramento, o mexicano terá agora a missão de ser rápido sem cometer erros. O time confia na liderança de Jenson Button para entrar na briga pelo título, e o inglês, campeão em 2009, terá de trabalhar dobrado se o novo carro de fato não for competitivo como se espera. Mas não se pode descartar a McLaren da briga. Se o time não se perder no desenvolvimento do novo carro, como aconteceu a meio da temporada do ano passado, tem tudo para incomodar e até vencer a competição.
Ferrari F138 pode ser a arma decisiva de Fernando Alonso.
            Quem começa 2013 muito melhor do que em 2012 é a Ferrari. O novo modelo F138 mostrou que, se não é o melhor carro, tem uma base muito boa, e sem apresentar as instabilidades e problemas exibidos no início do campeonato do ano passado, quando chegou a condenar sua dupla de pilotos a disputas no pelotão intermediário. A Ferrari mostrou grande capacidade técnica ao transformar o malfadado F2012 em um carro que levou a disputa do título até a etapa final, no Brasil, em boa parte graças ao talento de Fernando Alonso na pista, mas a base ruim do projeto comprometeu a evolução na reta final do certame. Dispondo agora de uma base muito melhor, e com um potencial de desenvolvimento muito mais abrangente, Maranello espera começar a competição muito melhor preparada, pronta para lutar por vitórias desde a primeira corrida. Se isso acontecer, Alonso tem tudo para ser o mais temível adversário de todos na pista.

A Lotus quer subir ainda mais este ano.
            A Lótus vem em ascenção. O novo carro mostrou-se rápido, e apesar de alguns problemas de confiabilidade, deixou todos animados na escuderia, que conquistou uma vitória em 2012, e promete vôos mais ousados neste ano. Kimmi Raikkonem, se não perder a motivação, é um candidato natural às vitórias, se confirmarem a velocidade e potencial do novo chassi. Quanto a Romain Grossjean, se o franco-suíço conseguir passar as primeiras voltas das corridas sem se meter em confusões, já será uma grande ajuda ao time. E aos demais pilotos do grid também, que no ano passado sempre ficaram com a pulga atrás da orelha quando largavam próximos dele, e com razão em seus temores. Mas o time foi advertido pela FIA quando ainda tentava usar o recurso de mudança de mapeamento dos motores da Renault, agora para ganhar desempenho nas curvas, e depois disso o desempenho do carro aparentemente caiu. Nada que a escuderia não consiga recuperar, espera-se, pois se estavam contando com o recurso para lutar mais à frente, podem ter perdido o trunfo.
Mercedes: reestruturação no time e contratação de Lewis Hamilton para encontrar o rumo das vitórias
            A Mercedes é o time que mais se renovou para 2013. Além da contratação de Lewis Hamilton, a escuderia alemã trocou parte de seu staff de comando, e boa parte da área técnica, para produzir o novo modelo W04, que nos últimos dois dias de testes averbou os melhores tempos nos testes realizados na pista de Barcelona. O feedback de Hamilton, comparando os setores do carro onde ele ficava a dever ao modelo de seu antigo time, a McLaren, foi crucial para a escuderia focar seus esforços onde poderia evoluir seu monoposto. E a sede de vitórias do inglês certamente contagiou a todos em Brackley, e na própria direção da escuderia. É cedo para dizer que a Mercedes vai, enfim, desencantar na F-1, onde não conseguiu ainda ter como time próprio o mesmo brilho que teve como fornecedora de motores. Em 2012, o time de Stuttgart também deu pinta de começar bem o ano, e até venceu sua primeira corrida, na China. Mas no restante do ano a equipe se perdeu completamente no desenvolvimento do carro, chegando ao ponto de ficar difícil até mesmo pontuar. Pode-se afirmar que a Mercedes não deve disputar o título, mas conseguir vitórias não seria uma meta por demais ousada.
O time alemão começou os testes meio capengando na fiabilidade, mas já nos últimos dias, pareceu ter solucionado o problema, e foi a escuderia que mais rodou na pré-temporada, em que pese o ceticismo de todos com relação ao real potencial da Mercedes. Hamilton pelo menos já admitiu que não faz milagres, e tendo os pés no chão, poderá mostrar o caminho das pedras para a vitória em seu novo time. Nico Rosberg, que havia conseguido se sobrepor a um Michael Schumacher depois de sua primeira aposentadoria, vai ter trabalho para domar seu novo companheiro de equipe, tido como provavelmente o piloto mais rápido da F-1 atual, capaz de andar mais do que o carro pode oferecer. Se perder o duelo, a carreira de Nico no time alemão pode estar em xeque, pois apesar de ter obtido os melhores resultados da escuderia nos últimos 3 anos, também não foi capaz de brilhar por lá. Se o time entrar mesmo na briga este ano por vitórias, precisará mais do que nunca estar preparado para aproveitar a oportunidade, a fim de alavancar sua carreira, que parece ter ficado estagnada nos últimos tempos. Hamilton, por sua vez, já é um nome consagrado, e vai querer mostrar mais serviço do que nunca, a fim de justificar sua mudança de time. O duelo promete no time alemão.


A LUTA NO MEIO DO GRID...


Sauber confiante em manter-se líder do bloco intermediário.
            No pelotão intermediário, a Sauber tem tudo para continuar a boa fase demonstrada em 2012. A presença do jovem Estéban Gutiérrez garantiu a continuidade do polpudo patrocínio das empresas de Carlos Slim, do México. A estabilidade financeira deu tranqüilidade ao time suíço para melhorar os pontos que já eram fortes no seu projeto do ano passado, e corrigir os pontos fracos do monoposto. Nico Hulkenberg mostrou em 2012 que seu ano parado não prejudicou sua performance, e está pronto para liderar a Sauber na luta por melhores resultados, consolidando o time no bloco intermediário, e quem sabe, até importunar as equipes mais fortes. Pontuar com regularidade é a meta, e quem sabe, beliscar pódios durante o campeonato, como já conseguiu no ano passado. A única dúvida é o quanto Gutiérrez poderá render em seu ano de estréia como titular. O jovem mexicano já mostrou velocidade nos testes, veremos agora se terá constância durante as corridas.
A Force India trouxe Adrian Sutil de volta.
            A Force India inicia 2013 tentando não ser levada para o buraco que está tragando seus proprietários. Sustentada na maior parte dos últimos anos pelo patrocínio de empresas de seu proprietárioVijay Mallya, o conglomerado do milionário indiano está indo à bancarrota, e com isso, a verba dos patrocínios decaiu bastante, a ponto de Mallya ter vendido parte do controle acionário da escuderia para o grupo Sahara. Só que agora este grupo também está enrolado com algumas manobras financeiras, estando na mira do fisco indiano, o que pôs em xeque também a fluxo de dinheiro destinado à manutenção do time. Embora a escuderia ainda esteja relativamente sadia, o futuro que se aproxima não é dos melhores, e mais do que nunca, atrair novos patrocinadores será essencial, razão pela qual o time precisa fazer um bom campeonato, tencionando pelo menos despojar a Sauber do posto de melhor time logo após as grandes equipes. Para isso, a Force India apostou no seguro, promovendo a volta de Adrian Sutil à escuderia, apesar do melhor aporte financeiro de Jules Bianchi. O italiano seria uma incógnita em termos de performance, que precisaria ser descoberta durante o ano, enquanto Sutil é íntimo de todos no time, e este sabe o que o alemão pode render na pista. Felizmente, Adrian também traz alguns patrocínios pessoais, que se não são tão bons quanto os de Bianchi, não são também desprezíveis. Completando o pacote, Paul Di Resta garante um bom desconto na conta a pagar dos motores Mercedes, mas o escocês ainda precisa mostrar a que veio na F-1, tendo sido superado até agora por seu antigo parceiro Nico Hulkenberg, e também por Adrian Sutil.
Williams: tentando voltar a ser grande.
            A Williams entra pelo segundo ano consecutivo com um racha nas opiniões dos seus integrantes sobre o que seria melhor para o time no campeonato. Se no ano passado, a maioria do corpo técnico preferia que Rubens Barrichello fosse mantido no time pela sua experiência e capacidade, e foi voto vencido por Adrian Parr, que preferiu os patrocínios trazidos por Bruno Senna; agora o mesmo corpo técnico tinha confiança, até com o aval de Frank Williams, que Bruno poderia render mais em seu segundo ano no time. Mas prevaleceu a posição de Toto Wolf, que efetivou seu piloto Valtteri Bottas como titular, antes de se mandar para dirigir a equipe da Mercedes. Bottas causou boa impressão ano passado nos treinos em que participou, mas treino é treino, e corrida é corrida: o jovem finlandês vai precisar agora provar que merece mesmo estar na F-1, e a escuderia precisa mostrar constância de resultados. No ano passado, a afobação de Pastor Maldonado custou ao time tantos ou até mais pontos do que o venezuelano ganhou ao vencer o GP da Espanha, no que foi o único bom momento da Williams em todo o ano. Maldonado, se conseguir conter seu ímpeto, ficar longe de confusões, e mantiver sua velocidade, tem tudo para elevar o patamar da Williams, que luta para sair da rabeira da classificação dos construtores, tendo no ano passado ficado à frente apenas da Toro Rosso, descontando os times nanicos da categoria. Muito pouco para o potencial demonstrado pelo carro de 2012. Este ano, o novo FW35 deu mostras de ser bem competitivo, talvez até mais do que o modelo do ano passado. Fica a dúvida se os pilotos de Frank Williams conseguirão aproveitar integralmente todo o potencial do novo carro. Em 2012, isso não foi feito a contento. Será que agora vai? A Williams merece melhores dias pela sua história na F-1, mas no que depender de suas últimas decisões operacionais, fica a dúvida se a torcida vale a pena...
A dupla da Toro Rosso...Sorriam enquanto podem...
            Na Toro Rosso, a dupla da escuderia que se cuide: 2013 será a última chance de Jean-Éric Vergne e Daniel Ricciardo, se Helmut Marko continuar com sua costumeira falta de paciência e exigências descabidas. Marko quer descobrir um novo Vettel o mais rápido possível, e na briga no time satélite da Red Bull, não vai pegar bem achar uma nova dupla de pilotos equivalentes. Ricciardo e Vergne podem até serem pilotos de nível, mas a menos que um deles massacre o companheiro, não vai servir para agradar a Marko, que declarou que só quem vencesse na Toro Rosso seria “promovido” ao time principal. Como a divisão lotada em Faenza não tem um carro que lhe permita sequer chegar perto do pódio, o máximo que seus pilotos podem almejar é pelo menos pontuar regularmente. Se conseguirem isso, ótimo, mas pelo sim pelo não, é bom que ambos comecem a fazer contatos para prosseguirem suas carreiras em outro time, pois confiar no humor de Helmut Marko é perigoso. Basta lembrar de como Jaime Alguersuari e Sebastiem Buemi foram despedidos sumariamente após o fim do campeonato em 2011, quando já não tinham como buscar opções no mercado de pilotos, o que muitos consideraram um desrespeito para com os pilotos. No ano passado, ambos revezaram boas performances, com cada um exibindo qualidades e defeitos diferentes, mas apresentando um nível de capacidade equiparado, sem que um deles conseguisse sobrepujar o outro. Infelizmente, isso não é o que a Red Bull, ou mais precisamente Helmut Marko procura.

E, NA RABEIRA...

Caterham: Novos pilotos para tentar melhorar...
            No fim do pelotão, a briga continua com os times “nanicos” da categoria, que viram a Hispania naufragar, e a disputa agora restrita apenas a Caterham e Marussia. Pelo que se viu nos testes, ambos continuam mostrando ritmo incapaz de se mostrarem rivais dos demais times “veteranos”, e irão disputar unicamente para ver quem não vai ficar na “lanterna” do campeonato. Tanto Marussia quanto Caterham estram em 2013 com duplas totalmente novas de pilotos, e por enquanto, a sensação é de que a briga entre os dois times deverá ser ainda mais ferrenha. Desde que estreou na categoria há 3 anos, a escuderia de Tony Fernandes sempre mostrou ser a mais promissora dos novos times aceitos na F-1, enquanto os demais deixavam a desejar, fosse no quesito técnico, fosse no planejamento de competição e organização. Mas este ano, a Marussia parece vir com chances de abalar a primazia da Caterham, que terá de suar para não ficar em último lugar.
Marussia: tentando escapar da lanterna do grid...
            A Caterham tem pelo menos a vantagem de possuir um orçamento mais robusto do que o da Marussia, além de contar com o motor Renault, o mesmo da Red Bull, enquanto os anglo-russos são a única escuderia que ainda utiliza os motores da Cosworth, que se não são uma porcaria, também não ajudam a fazer milagres em um time de baixo orçamento e conjunto técnico limitado. A briga entre as duas equipes deve ser boa, especialmente para ver quem ficará na 10ª posição dos construtores, última colocação entre os times que recebem ajuda de custo da FOM para seus transportes fora do continente europeu, o que é uma ajuda tremenda levando-se em conta que mais da metade das corridas está fora da Europa.

PNEUS: O DRAMA DAS EQUIPES E PILOTOS

Pneu, ó pneu meu, por que te comportas assim...?
            Assim como no ano passado, as escuderias e os pilotos deverão enfrentar problemas para acertar a melhor estratégia de uso dos compostos da Pirelli neste campeonato. Em 2012, os times penaram para conseguir entender como usar da melhor forma possível os diferentes compostos fornecidos pela fábrica italiana, e em conseqüência disso, a primeira metade do campeonato foi pródiga e alguns resultados inesperados, a ponto de vermos 7 pilotos diferentes a vencer corridas nas 7 primeiras provas da competição, o que garantiu muita emoção na primeira metade do campeonato.
            Para este ano, a Pirelli modificou a fórmula de seus compostos. Atendendo a uma solicitação das escuderias, os novos pneus de 2013 chegam mais rapidamente à temperatura ideal de funcionamento, um item que estava penalizando alguns times em 2012, por demorarem demasiado a conseguirem aquecer devidamente os pneus. Os novos pneus já demonstraram nos testes que chegam mais rapidamente à temperatura ideal de performance, mas também se mostraram menos duráveis. Novamente, a equação “performance X durabilidade” dos compostos volta a confundir equipes, engenheiros e pilotos, e quem souber resolver mais rapidamente esta equação deverá sair na frente no campeonato.
            O problema é que os testes da pré-temporada não deram pistas suficientes de como resolver o problema. Na sessão realizada na pista de Jerez de La Fronteira, o asfalto abrasivo do circuito da Andaluzia não fornece parâmetros que sirvam de modelo ideal para as pistas que serão utilizadas no campeonato. Nas duas sessões seguintes, efetuadas em Barcelona, na Catalunha, os times tiveram as interpéries e as baixas temperaturas como adversários. Na maior parte dos dias, o frio ainda se fez presente, o que fez com que os compostos apresentassem problemas de durabilidade. A Pirelli entendeu que os resultados preocupantes se deram mais em virtude das baixas temperaturas, que fizeram os compostos apresentarem um desgaste anormal, uma vez que os pneus foram projetados para renderem em altas temperaturas ambientes, como é o caso das duas primeiras etapas do campeonato, em especial na Malásia, sob o forte calor da região. Em alguns dias, a chuva esteve presente, o que atrapalhou a programação dos times, que tiveram de se contentar em explorar as opções dos pneus de chuva, intermediária e forte. Apenas nos dois últimos dias a temperatura em Barcelona esteve um pouco mais alta, mas ainda bem abaixo do que as escuderias encontraram durante os GPs do ano. Todos os times presentes tentaram andar o máximo possível nestes dois últimos dias, a fim de colher mais dados pertinentes ao comportamento dos pneus. Mas mesmo assim, as escuderias não solucionaram todas as dúvidas sobre o desempenho dos pneus.
            Apenas nesta sexta-feira, com os primeiros treinos livres no Albert Park, os times terão condições ideais de verificar como os compostos 2013 da Pirelli se comportarão. Espera-se ver todos os carros na pista durante o maior tempo possível nos dois treinos livres, com todos os pilotos, a fim de se tirar o atraso do jeito como der, mas já se especula que a corrida poderá trazer algumas surpresas, tanto pelo comportamento de alguns chassis, como pelo modo de condução de alguns pilotos, o que pode influenciar no desempenho dos pneus, que podem durar mais ou não. O fato de os times estarem partindo para o fim de semana de GP inicial sem terem idéia de como os pneus irão se comportar já dá uma expectativa de boas surpresas e de alguns imprevistos na corrida, e para o público, é o melhor cenário possível. No ano passado, foi preciso meia temporada para os times entenderem melhor os pneus e seu comportamento. Será que isso vai se repetir este ano? As escuderias e pilotos esperam que não; torcida e imprensa já torcem pelo contrário.


BRASIL: UM ÚNICO PILOTO ESTE ANO

Felipe Massa terá ano decisivo para mostrar se continua na F-1 em 2014...
            Pela primeira vez em 35 anos, o Brasil terá apenas um representante no campeonato de F-1. Felipe Massa, na Ferrari, terá a dura tarefa de representar nosso país no certame. A última vez que o Brasil teve apenas um piloto no grid em início de campeonato foi em 1978, quando nosso único piloto na competição era Émerson Fittipaldi, defendendo seu time Copersucar. Verdade que naquele mesmo ano, por volta do GP da Alemanha, Nélson Piquet, a bordo de um modesto Ensign, entraria no campeonato, ainda apenas como figurante, mas já não deixando apenas para Émerson a dura tarefa de levar nossa bandeira na competição.
            Teríamos dois pilotos este ano, mas antes mesmo do início do campeonato, os patrocinadores de Luiz Razia falharam, e o piloto baiano, que disputaria o campeonato pela Marussia, foi demitido para dar lugar a Jules Bianchi, que trouxe dinheiro mais certo para o time. Razia não conseguiria fazer nada muito digno de atenção na pequena escuderia, pelo menos nada que fosse satisfazer o torcedor nacional, para quem qualquer brasileiro na F-1 tem que pelo menos disputar o título e vencer corridas, caso contrário, está fadado a ser tachado de fracassado e perdedor.
            Por esse aspecto, Felipe Massa já não vai ter vida fácil este ano. O piloto de Botucatu ganhou uma renovação considerada por muitos até inesperada no ano passado, em virtude de seu fraco início de campeonato. Na segunda metade, voltou a pilotar com a garra que muitos julgavam perdida, e terminou o ano com o astral em alta, e mostrando ser merecedor de sua nova chance este ano. O principal desafio de Massa, contudo, é já se lançar para 2014. Por mais que afirme que seu foco é no campeonato de 2013, é inegável dizer que o resultado de um será a conseqüência do outro: um bom campeonato em 2013, com resultados firmes e convincentes, deverá relançar o nome de Felipe no mercado da categoria, e com apenas este ano de contrato, 2014 vira um ponto de interrogação sobre onde Massa irá estar no próximo ano. Continuará na Ferrari, ou tentará a sorte em outro time?
            Um bom campeonato para Felipe passa pelo desafio de andar bem na Ferrari sem incomodar Fernando Alonso, líder inconteste da escuderia. Pela política de apoiar apenas um piloto, a Ferrari cobra empenho de Massa, mas ao mesmo tempo Felipe não poderá se tornar um problema para o piloto espanhol, que costuma se desestabilizar quando sofre competição interna no mesmo time. A única solução possível para Massa é Alonso andar muito bem, para no caso do brasileiro estar em ponto de bala, situar-se logo atrás do asturiano, pronto para agarrar quaisquer oportunidades que surgirem quando este enfrentar algum percalço. Nos 3 anos de convívio com Alonso, poucas vezes Felipe se mostrou à altura para desempenhar com eficiência este papel, muito pelo contrário: teve mais da metade deste período com performances muito inferiores, que colocaram até mesmo em dúvida sua permanência na categoria. Mais pela falta de opções do que de resultados propriamente, Massa teve seu contrato renovado. Agora é hora de continuar mostrando que a aposta foi merecida, e se Fernando conseguir se impor no campeonato, Felipe deverá estar logo atrás do companheiro de equipe, cumprindo sua função de escudeiro, mas principalmente, precisando superar os concorrentes diretos de Alonso para não apenas ajudar o companheiro e o time, mas também mostrar do que é capaz.
            Para o torcedor brasileiro, isso significa que só em algum golpe de sorte Felipe poderá vencer alguma corrida, e menos ainda disputar o título. Apenas se Alonso tiver algum problema Massa terá total liberdade para competir e vencer. E é importante que a Ferrari tenha um bom carro desde o início, pois no caso de o monoposto se mostrar inferior aos concorrentes, o brasileiro não tem conseguido mostrar resultados com a mesma eficiência que Alonso, que costumeiramente consegue levar o carro nas costas. Mesmo que faça um bom campeonato, o futuro de Felipe na F-1 em 2014 ainda é incerto: a Ferrari irá manter o brasileiro, ou irá preferir trocar de piloto? Como no próximo ano teremos uma mudança técnica radical com a adoção dos novos motores turbo, que irão exigir mudanças também na concepção dos carros, poderá ser muito útil manter a atual dupla de pilotos, para efeito de comparação de resultados e desenvolvimento do carro, e nesse caso, Felipe teria muito boas chances de seguir em Maranello. E ainda é muito cedo para afirmar que Massa teria opções em outros times, pelo menos os de ponta: a McLaren já está fechada com sua dupla atual; a Red Bull, mesmo que Webber saia, tem mais possibilidade de promover um de seus pilotos da Toro Rosso; a Mercedes não deverá trocar sua dupla; e a Lótus, até prova em contrário, deverá continuar com seus pilotos também. Restariam opções nos times médios, então, o que já seria um retrocesso em termos de performance.
            Pela postura que demonstrou na segunda metade do ano passado, Felipe está com motivação e confiança renovadas, e isso já é muito importante para começar 2013 em um patamar muito superior ao que apresentava no ano passado. Serão trunfos essenciais para o brasileiro voltar a se mostrar como um dos protagonistas da categoria, e como tal, garantir sua vaga para o ano que vem. Mas já fica o aviso: o torcedor brasileiro terá que se contentar com Massa no máximo vencendo uma ou outra corrida, e nada mais do que isso, pois a Ferrari, por mais que afirme que dará atenções iguais para seus pilotos, continua centrada em Fernando Alonso, o que não impede que Felipe faça um ótimo campeonato. Depende dele conseguir atingir essa meta. E o tempo de Massa será curto: em julho, o time italiano deve começar a traçar suas diretrizes para 2014. Se até lá Felipe tiver mostrado o que pode fazer, terá certamente garantido seu lugar no time por mais um ano...ou não.


CALENDÁRIO DA FÓRMULA 1 2013


DATA
GRANDE PRÊMIO
CIRCUITO
17.03
Grande Prêmio da Austrália
Melbourne
24.03
Grande Prêmio da Malásia
Kuala Lumpur
14.04
Grande Prêmio da China
Shanghai
21.04
Grande Prêmio do Bahrein
Sakhir
12.05
Grande Prêmio da Espanha
Barcelona
26.05
Grande Prêmio de Mônaco
Monte Carlo
09.06
Grande Prêmio do Canadá
Montreal
30.06
Grande Prêmio da Inglaterra
Silverstone
07.07
Grande Prêmio da Alemanha
Nurburgring
28.07
Grande Prêmio da Hungria
Budapeste
25.08
Grande Prêmio da Bélgica
Spa-Francorchamps
08.09
Grande Prêmio da Itália
Monza
22.09
Grande Prêmio de Cingapura
Cingapura
06.10
Grande Prêmio da Coréia do Sul
Yeongam
13.10
Grande Prêmio do Japão
Suzuka
27.10
Grande Prêmio da Índia
Nova Delhi
03.11
Grande Prêmio de Abu Dhabi
Yas Marina
17.11
Grande Prêmio do Estados Unidos
Austin
24.11
Grande Prêmio do Brasil
Interlagos

PILOTOS E EQUIPES DO CAMPEONATO 2013


EQUIPE
MODELO
MOTOR
PILOTOS
Red Bull
RB09
Renault RS27-2013 V-8
Sebastian Vettel
Mark Webber
Ferrari
F138
Ferrari 056 V-8
Fernando Alonso
Felipe Massa
McLaren
MP4/28
Mercedes-Benz FO 108F V-8
Jenson Button
Sérgio Pérez
Lotus
E21
Renault RS27-2013 V-8
Kimmi Raikkonem
Romain Grossjean
Mercedes
W04
Mercedes-Benz FO 108F V-8
Nico Rosberg
Lewis Hamilton
Sauber
C32
Ferrari 056 V-8
Nico Hulkenberg
Esteban Gutiérrez
Force Índia
VJM06
Mercedes-Benz FO 108F V-8
Adrian Sutil
Paul Di Resta
Williams
FW35
Renault RS27-2013 V-8
Pastor Maldonado
Valtteri Bottas
Toro Rosso
STR08
Ferrari 056 V-8
Jean-Éric Vergne
Daniel Ricciardo
Caterham
CT03
Renault RS27-2013 V-8
Charles Pic
Giedo van Der Garde
Marussia
MR02
Cosworth CA2013K V-8
Jules Bianchi
Max Chilton



sexta-feira, 8 de março de 2013

PLANOS FRUSTRADOS


Razia ficou a pé...
            Luiz Razia nem conseguiu entrar na Fórmula 1 e já saiu pela porta dos fundos. O problema foi o mais básico possível: sem grana, sem carro. E os patrocinadores do piloto baiano não conseguiram nem agüentar o primeiro mês apoiando seu escolhido. Razia ficou resignado como pôde, afinal, conhece as regras, e sabia que, se não pudesse dar conta da situação, pelo menos tenta manter um canal livre para futuras conversas. Mas que seus planos para 2013 foram frustrados, isso foram. Agora Luiz precisa ver o que fará neste ano, a fim de não ficar parado. Para aqueles que acham que o piloto foi injustiçado, a verdade é que no automobilismo nada é certo, e os bons dias muitas vezes costumam ser a exceção, e não a regra. Mesmo quem está com a situação definida precisa ter um planejamento metódico para que a situação continue estável, caso contrário, pode sofrer este tipo de revés. Alguns podem ser previstos, outros não. No caso de Razia, infelizmente sua situação desde o início era instável. Ou a situação melhorava, ou isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Na pior das hipóteses, o ano de Razia pode ter ido inteiramente para o brejo, e isso é um prejuízo considerável em termos de carreira, que precisará ser retomada, visto que seus planos eram unicamente estar na F-1.
            Razia não é o primeiro a se frustrar na entrada para a F-1. A lista de pilotos que já tentou a sorte na categoria máxima e “quebraram a cara” é longa, extensa, de várias épocas, e de muitos países. O Brasil não é nenhuma exceção, e se tivemos 3 pilotos campeões mundiais que entraram para os anais da categoria como alguns dos maiores pilotos de todos os tempos, também tivemos vários representantes que nunca conseguiram dar mais do que alguns passos no circo. A lista dos que conseguiram disputar temporadas completas já é maior, mas sem também nunca passarem de “notas de rodapé” nas estatísticas.
            Se Razia, fazendo um trocadilho, acabou “rodando a baiana”, há que se lembrar de outro brasileiro que também passou vexame quando tentou entrar na categoria máxima do automobilismo: Ricardo Rosset. O ano era 1997, e Ricardo estreava, junto com o italiano Vincenzo Sospiri, na nova equipe Lola, com um projeto de patrocínio ousado da empresa de cartões Mastercard. Nos treinos para o GP da Austrália, em Melbourne, que abria a temporada daquele ano, tanto Rosset quanto Sospiri levaram um baile de todos os times, ficando a mais de 11s de desvantagem do pole-position, e sem participar da corrida. Certo, todo mundo sabia que ia ser difícil. O que ninguém esperava era que, ao chegar em São Paulo, para a segunda corrida, o time fosse praticamente extinto, e isso com todo o pessoal já aqui em Interlagos, com equipamentos e pilotos. A Lola, que teve uma trajetória de altos e baixos na F-1, encerrava ali sua história na categoria, com uma situação de mico que deixou muitos constrangidos. Se Rosset ainda conseguiu, voltar à F-1 em 98, embora não tenha conseguido praticamente nenhum resultado, assim como já havia feito em 1996, seu ano de estréia na categoria, Vincenzo Sospiri nem isso conseguiu. Rosset praticamente perdeu ali seu ano de competição, enquanto o italiano praticamente nunca mais seria considerado para se tornar titular, tendo de se contentar em participar da Indy Racing League, aposentando-se como piloto em 2001.
            Mesmo pilotos já com renome no automobilismo podem entrar numa tremenda fria, ou causarem uma decepção completa. Cito os nomes de dois campeões da F-Indy para exemplificar: em 1993, Michael Andretti, campeão da categoria americana em 1991, chegava à F-1 por um time de ponta, a McLaren. Em que pese o time inglês não ser a potência que havia sido dois anos antes, ainda era um time de primeira, e possuía um carro que era competitivo, embora não tivesse condições de enfrentar a Williams, então um time praticamente imbatível. Apesar do talento e arrojo de Andretti, o americano teve uma passagem apática pela F-1, tendo como único momento positivo sua última prova na categoria, em Monza, onde enfim mostrou suas qualidades e subiu ao pódio em 3° lugar. Na prova seguinte, seu lugar já era ocupado por Mika Hakkinem, e Michael nunca mais falaria ou seria falado na F-1. Envolveu-se em várias confusões, e não rendeu o que se esperava. A comparação ficou ainda mais complicada quando seu companheiro de equipe era Ayrton Senna, e o brasileiro, apesar do carro tecnicamente inferior, desafiou a Williams em boa parte do campeonato, conseguindo até vencer corridas. O filho de Mario Andretti também nunca se adaptou direito ao clima diferente de trabalho na F-1, muito mais carregado, pesado e cheio de cobranças do que o qual estava acostumado nos Estados Unidos. Michael voltou à F-Indy em 1994, onde voltou a vencer corridas, mas nunca mais sendo campeão na categoria.
            Em 1999, era a vez de Alessandro Zanardi voltar em grande estilo à F-1. O italiano teve uma passagem conturbada pela Lótus na primeira metade da década, em um momento em que o time inglês vivia uma crise, e nunca conseguira mostrar do que era capaz. Contratado pela Ganassi para disputar a F-Indy em 1996, Zanardi brilhou no certame, sendo bicampeão da categoria em 1997 e 1998, detonando a concorrência, e foi contratado por Frank Williams para capitanear seu time na temporada seguinte da F-1 após perder Jacques Villeneuve. Apesar da Williams em 99 não ter um carro potencialmente vencedor, ainda era um carro competitivo, mas Alessandro não conseguiu nem marcar um mísero ponto naquele campeonato, enquanto seu companheiro de equipe, Ralf Schumacher, abocanhou nada menos do que 35 pontos e alguns pódios. Nem mesmo o próprio Zanardi podia imaginar que seu retorno à F-1 seria tão ruim assim. Tamanho vexame sepultou a carreira do italiano de vez na F-1, e o Alessandro voltou novamente para a F-Indy, onde infelizmente o destino não lhe foi muito mais feliz.
            Nos dias de hoje, a frustração é que o piloto, por mais talentoso que seja, precisa ser ainda mais talentoso fora da pista. Razia pode ter feito tudo como achava que devia, mas seu planejamento, tentando achar um suporte financeiro mais firme e considerável, ou não foi bem feito, ou simplesmente não achou interessados. O brasileiro pode ter tentado ir na base da sorte, mas isso está muito difícil de acontecer. Nos velhos tempos, até poderia ter funcionado, mas nos dias atuais, a situação ficou muito mais complicada, e os times, cada vez mais desesperados por verba potencial. Mas Razia não é o único piloto egresso da GP2 de 2012 a ficar frustrado com sua situação: basta lembrar que Davide Valsecchi, que foi o campeão do ano passado, sequer conseguiu também um posto de titular, tendo de se conformar em ser piloto de testes da equipe Lótus, uma posição que atualmente é mais decorativa do que efetiva. E enquanto isso, Estéban Gutiérrez e Max Chilton, que não foram tão proeminentes quanto Valsecchi e Razia na GP2 ano passado, estão firmes como titulares na F-1 este ano na Sauber e na Marussia. Se pelo talento não devessem estar lá, por terem sido em tese superados por Razia e Valsechhi, pelo menos fizeram com mais competência seu lobby financeiro fora da pista.
            Para a torcida brasileiro, a saída de Razia, lamento dizer, não faz diferença: estaria na F-1, é verdade, mas a Marussia não é um time onde poderia brilhar, tendo como maior mérito apenas bater o companheiro de equipe e, no máximo, superar os pilotos da Caterham. No mais, apenas faria figuração, o que não satisfaz os torcedores nacionais, que sempre foram e continuam muito exigentes com nossos pilotos na categoria, tenham condições técnicas ou não de disputa. E sobre tentar mostrar pelo menos serviço, ainda que nas limitações do time, para se projetar para 2014, seria um plano totalmente sem garantias, lembrando que, nestes 3 anos em que existiram, nenhum dos pilotos das equipes Caterham, Marussia, ou Hispania, conseguiram fincar lugar na F-1. Bruno Senna ainda disputou quase um ano e meio por Lótus e Williams, mas acabou dispensado para 2013, e isso porque ainda tinha muito patrocínio. Razia admitiu suas limitações, mas precisava tentar. Sabia desde o início que o ano seria de fato duro, e mirava mesmo tentar cavar um lugar mais condizente em 2014, empenhando-se ao máximo neste ano para mostrar, com limitações ou não, o que poderia fazer. Infelizmente, não deu certo, e agora, o jeito é tocar a vida pra frente.
            Boa sorte a Razia em sua retomada de planos para 2013, e que tenha melhor sorte em novos projetos de sua carreira...


É hora de fazer as malas e embarcar para o outro lado do mundo. Equipes e pilotos da F-1 iniciam neste final de semana a longa viagem até a Austrália, na Oceania, para o início do campeonato de 2013. Não existe melhor lugar para o início do certame, com um povo acolhedor e que sempre soube fazer um trabalho impecável de promoção de sua corrida. Uma prova que, aliás, pode mostrar grandes surpresas, já que nenhum time conseguiu se entender a contento com os novos compostos da Pirelli para este ano na pré-temporada. O campeonato promete muita emoção e briga nas disputas. Se vai repetir 2012, só saberemos mais à frente. Todos estão fazendo figa...

quarta-feira, 6 de março de 2013

FLYING LAPS – FEVEREIRO DE 2013


            Já chegamos ao mês de março, e é hora de mais uma sessão Flying Laps, relacionando alguns acontecimentos do meio automobilístico ocorridos no mês de fevereiro com alguns comentários. Uma boa leitura para todos, e até a próxima Flying Laps, no mês que vem...

 
Quando a Volkswagen anunciou que ia entrar novamente na competição do Mundial de Rali, todos sabiam que a fábrica alemã não estaria na competição para fazer figuração. E isso foi comprovado neste mês de fevereiro, no Rali da Suécia, que teve uma vitória magistral de Sébastien Ogier, que simplesmente dominou a etapa sueca do calendário, não dando chances aos adversários, incluído aí Sébastien Loeb, que também participou desta etapa do campeonato. É a primeira vitória da Volkswagen neste seu retorno ao WRC, e pela forma como Ogier dominou a etapa, não deverá ser um fato isolado. Ogier venceu a competição com quase 42s de vantagem para seu conterrâneo Loeb, que foi o único piloto a dar algum combate ao compatriota, em que pese o fato de Ogier ter declarado que diminuiu o ritmo nas últimas fases da competição para administrar a grande vantagem adquirida nas fases iniciais. A próxima corrida do mundial é no México, nos dias 8 a 10 de março, e Ogier, que assumiu a liderança do campeonato com o resultado na Suécia, deve disparar na classificação se tiver outro bom desempenho. Loeb, que venceu a primeira etapa e ficou em 2º lugar na Suécia, só volta ao certame na prova da Argentina, que será a 5ª etapa do Mundial de Rali.
E Adrian Sutil está de volta à Fórmula 1. O piloto alemão, que acabou perdendo sua vaga na Force Índia no ano passado, com a contratação de Nico Hulkenberg, retornou justamente na mesma equipe que defendia há 2 anos atrás. Sutil disputou a vaga com Jules Bianchi, e ao que parece, o time indiano preferiu a certeza do retrospecto de Sutil, às incertezas do que poderia render Bianchi na pista. Mas Jules não ficou a pé: acabou contratado pela Marussia, que rifou o brasileiro Luiz Razia, e assumiu seu lugar como titular do time russo no campeonato de 2013. E com isso, a F-1 fecha o grid para esta temporada.
O campeonato de 2013 da Indy Racing League já começará com um time a menos no grid este ano. A equipe Conquest, do belga Eric Bachelart, não conseguiu captar patrocinadores para bancar a temporada, e por isso, Bachelart optou por tirar a escuderia do certame. Para não passar o ano em branco, a Conquest irá participar da American Le Mans Series (ALMS). O time já tinha 16 anos de atividades, inciadas na F-Indy, e nos últimos anos, na IRL. O time já participou da categoria nos últimos tempos, e em virtude de ser mais viável os custos da ALMS, optou por focar seus esforços neste campeonato.
Ernesto Viso acertou sua participação no campeonato da IRL 2013: o piloto venezuelano, que no ano passado correu pela KV, irá integrar o time da Andretti Motorsport, fazendo parceria com os demais pilotos da escuderia, os americanos Ryan Hunter-Reay (atual campeão) e Marco Andretti, e o canadense James Hinchcliffe. Com isso, o time disputará o campeonato com 4 carros em tempo integral, como fazia há alguns anos. A contratação de Viso, com forte aporte da PDVSA, complicou as chances de Bia Figueiredo tentar participar do campeonato, uma vez que a brasileira não conseguiu reunir patrocínio suficiente para acertar sua vaga no time. Mesmo a idéia de pelo menos disputar as corridas de São Paulo e de Indianápolis agora ficaram mais complicadas, pois dificilmente Michael Andretti irá disponibilizar um carro extra para estas etapas. Bia segue negociando com outros times, tentando pelo menos viabilizar sua participação pelo menos nestas duas etapas, e quem sabe, acertar até para competir o ano todo, mas a situação não é das melhores...
Robert Kubica, que no início do mês de fevereiro chegou a fazer um teste com o carro da equipe Mercedes para o campeonato de Turismo alemão, o DTM, não foi o escolhido pela montadora para completar o time no certame de 2013. A Mercedes optou pelo espanhol Daniel Juncadella, de apenas 21 anos, para disputar o DTM este ano. Com isso, a esquadra da Mercedes no campeonato alemão será composto de Gary Paffet, Ralf Schumacher, Daniel Juncadella, Robert Merhi, Christian Vietoris e Robert Wickens. O polonês, que sofreu um violento acidente de rali há 2 anos, ainda se recupera das seqüelas do acidente, mas já demonstrou capacidade de pilotar sem problemas carros de turismo. E agora, Kubica retomará as competições como piloto profissional, participando no Campeonato Europeu de Rali, defendendo a Citroen. Kubica segue se esforçando para conseguir recuperar todos os movimentos, embora já afirme que voltar a pilotar monopostos esteja totalmente fora de questão. Em outras palavras, as chances do polonês retornar à F-1, onde era uma das sensações da competição, estão totalmente descartadas. Mas seus fãs poderão revê-lo ao volante no rali, que aliás, é sua grande paixão, e as expectativas de sua participação no campeonato europeu são altas, com alguns até cotando o polonês como possível candidato ao título. Ainda é cedo para afirmar isso, mas quem conhece Kubica sabe que ele não vai entrar na competição apenas para fazer figuração. A primeira prova do campeonato europeu de rali (ERC) é agora em março, com a etapa das Ilhas Canárias.
A crise econômica continua fazendo vítimas no mundo da velocidade. Quem sucumbiu neste último mês foi a iSport, escuderia da GP2, e que havia sido campeã na temporada de 2007 com o alemão Timo Glock. Os motivos são os de sempre: sem conseguir atrair patrocinadores para bancar o campeonato, Paul Jackson resolveu fechar o time, que já está recebendo algumas propostas de compra. A situação, contudo, não foi apenas de não conseguir patrocínios, mas também de não ter conseguido sequer atrair pilotos que trouxessem patrocinadores próprios, o que acabou por inviabilizar totalmente os planos de competição do time em 2013. Para competir de forma decente, o time precisaria de um aporte de aproximadamente US$ 2,5 milhões, e sem ter garantia deste orçamento em mãos, Jackson preferiu sair de cena, pois afirmou que não gostaria de iniciar um campeonato sem saber se conseguiria terminá-lo. Também preferiu sair sem acumular dívidas, e comprometer o nome do time, que havia se tornado um dos mais respeitáveis e conhecidos da GP2. A situação econômica na Europa está mesmo complicada, e pelo visto, os patrocínios ficaram mais escassos do que muita gente esperava. Fica a pergunta de quanto mais crítica a situação pode ficar, e olhe que mesmo a GP2 não era exatamente uma categoria muito cara. Paul Jackson afirmou que pode retornar às competições, se conseguir novamente fundos para isso, mas suas esperanças são poucas, ainda mais por saber que a crise econômica, neste momento, está inviabilizando muitos planejamentos e projetos de competição. Se conseguir voltar, ele não se arrisca nem mesmo a afirmar em qual campeonato poderia correr, dando a entender que a GP2 praticamente já era para seu time, que entra agora apenas nas estatísticas e anais da categoria. Em janeiro, a equipe Ocean Racing já havia anunciado sua desistência de participar da competição, também em virtude de falta de patrocinadores para permanecer na competição. Tiago Monteiro, proprietário da Ocean, vendeu a escuderia a um grupo alemão que iria usar a vaga para inscrever outro time no lugar da Ocean.
A temporada 2013 da World Series by Renault terá a participação de quatro pilotos brasileiros disputando posições no grid. Serão eles: André Negrão, Lucas Foresti,  Yann Cunha, e Pietro Fantin. O campeonato deste ano começa no dia 7 de abril, no circuito de Monza, na Itália. O certame terá 9 etapas, e se encerrará no dia 20 de outubro, na pista de Barcelona, na Espanha.

sexta-feira, 1 de março de 2013

STOCK CAR REBAIXADA NA GLOBO


Stock Car ficará confinada à TV paga em 2013, com poucas exceções.
            Começa neste final de semana, em Interlagos, o campeonato 2013 da Stock Car. A principal categoria de corridas do Brasil, ao lado da Fórmula Truck, já inicia este ano com algumas baixas que podem ser consideradas preocupantes, especialmente em se tratando de retorno de marketing, um dos principais fatores que geram lucro em qualquer categoria de competição automobilística. E vamos direto ao ponto principal da celeuma: a Stock foi “rebaixada” na grade de programação da Globo. Se no ano passado a emissora carioca exibiu todas as corridas com razoável exposição na sua grade de domingo, este ano, os fãs da categoria verão a Stock perder praticamente 75% de seu espaço na TV aberta. Isso mesmo: de 12 corridas, a Globo só vai exibir ao vivo, e completa, apenas 3 provas. Aliás, a corrida de abertura do campeonato, domingo, já não vai ser exibida no canal aberto. As corridas que não forem exibidas terão um compacto que será veiculado na emissora, em horário que ainda não foi divulgado.
            E, para continuar mantendo a Stock sob seu tacão, a Globo simplesmente a remanejou para seu canal na TV paga, o SporTV. E é lá que quem quiser assistir a categoria deverá procurar as corridas, que deverão ser transmitidas completas e ao vivo. O ponto positivo é que, este ano, os treinos de classificação também serão mostrados, logicamente, também pelo SporTV, e isso é um incremento na veiculação do campeonato, que certamente é bem-vindo para os fãs, pelo menos para aqueles que tiverem acesso à TV por assinatura, e aí é que a situação começa a preocupar.
            TV paga, apesar da melhoria de vida que o povo brasileiro vem passando nos últimos anos, ainda é um luxo no Brasil, e seu alcance, por melhor que seja, não se compara com o da TV aberta. A exibição da Stock em canal fechado traz algumas vantagens, mas também pode se mostrar desvantajoso para a competição. Em primeiro lugar, os horários do SporTV permitem mais flexibilidade na programação das corridas. Na TV aberta, a Globo estava “estrangulando” as corridas, impondo o incômodo horário das 9 da manhã para a disputa das provas, e a limitação de 40 minutos para as disputas. E, como sempre costuma fazer, a Globo exibia apenas o essencial: começava a transmissão logo na largada, para pular fora logo após a bandeirada de chegada, com raras exceções, e em tempos não tão recentes, nem isso fazia, ficando apenas transmitindo flashes de algumas provas em campeonatos de alguns anos atrás. Lógico que isso nunca agradou aos patrocinadores da categoria, ver o modo como seu espaço na TV aberta era tripudiado pela maior emissora do Brasil. Uma das desculpas para se realocar a categoria no canal pago é a audiência no canal aberto não estar satisfazendo os requisitos da Globo, mas quem conhece a emissora sabe que a Globo sempre tem exigências de ibope por vezes absurdas. Acostumada a ser líder inconteste, números baixos nunca são bem digeridos pela emissora. No lugar das corridas da Stock, com certeza vão enfiar alguma outra coisa que espere render mais pontos do que as disputas na pista. Se não render, trocam novamente por outra coisa, e assim por diante. E com esta atitude, certamente “queimam” muitos atrativos que seriam viáveis não fossem as exigências de audiência por vezes exageradas. E a Globo ainda tem o hábito de “forçar” suas atrações a se adequarem à grade da emissora, quando deveria ser o contrário. Na TV paga, a Stock pelo menos se verá mais livre dessa demagogia global.
            A transmissão pelo SporTV já mostra melhoria nesse sentido: as corridas deverão começar às 11 da manhã, um horário mais condizente com as provas. O limite de 40 minutos ainda permanece, mas bem que poderia ter sido alterado também, permanecendo como exceção a prova do Milhão, que encerra a competição, em dezembro, que terá duração de 50 minutos. A transmissão dos treinos de classificação aumenta sobremaneira a exposição da categoria, que terá muito mais tempo de transmissão por etapa, e isso é muito bem-vindo para todos os anunciantes do certame. E a flexibilidade do canal pago pode permitir também uma transmissão mais abrangente das provas, que poderão ter muito mais de seus detalhes transmitidos durante o fim de semana.
            Na teoria, tem tudo para ser melhor. Na prática, nem tudo são flores. Começando pelo fato de a TV paga, como já afirmei, não ter a mesma exposição da TV aberta, o que certamente é prejudicial para o alcance potencial dos anunciantes. Embora o público da TV por assinatura seja, logicamente, de maior poder aquisitivo, apesar de ser um dado importante, não é tudo na transmissão. O alcance nacional, na TV aberta, é sempre muito maior do que na TV paga, e é pelo maior alcance e divulgação que os preços de patrocínio são fechados. Ao ficar com praticamente 75% de suas provas restritas na prática à TV por assinatura, os valores de patrocínios devem cair de valor, pela queda de exposição potencial. Tecnicamente, o dinheiro pode diminuir, e dependendo da situação, e do planejamento de cada patrocinador, até mesmo este pode optar por sair da categoria.
            E o campeonato de 2013 já começa exatamente com um patrocinador a menos: a Caixa Econômica Federal, que nos últimos 3 anos foi o patrocinador principal do campeonato, pulou fora, e não está mais injetando dinheiro na Stock nesta temporada. Isso já significa menos dinheiro para a Vicar, que organiza a competição. Pode não ser nada demais, afinal, patrocinadores vêm e vão, mas é preocupante que, iniciando um novo ano, a organização não tenha conseguido achar outro patrocinador máster para a Stock. Pode ser cedo afirmar que o rebaixamento da categoria para um canal fechado tenha sido a causa, mas com certeza teve influência na decisão, por mais que todos possam se apressar em desmentir quem fizer esta afirmação em público.
            Menos dinheiro significa que é preciso haver menos gastos, e por isso, este ano as atividades de cada prova ficarão restritas apenas ao sábado e ao domingo. Hoje, contudo, haverá treinos livres em Interlagos, que aliás serão os únicos treinos de pré-temporada de toda a categoria, e depois ainda falam que é na F-1 que não se treina mais. Com um dia a menos de atividades, os gastos diminuem, e num campeonato que o número de provas não é exatamente grande (12 etapas), isso não deveria ser um problema. Mas se está sendo cortado, com certeza a grana deve ter ficado mais escassa, pois a redução de gastos, apesar de não ser tão vultuosa, com certeza deve ser mais do que necessária. E, mesmo no sábado, haverá ainda um treino livre a menos, o que deve gerar ainda menos custos...
E, quanto à qualidade da transmissão, por ser um canal fechado, nada garante que o SporTV faça diferente do que a Globo fazia nas transmissões. Basta ver o que a emissora faz com a transmissão dos treinos de F-1, que são mostrados da mesma maneira como se faz na TV aberta: inicia-se a transmissão com a luz verde dos treinos, e tão logo este termina, a transmissão também vai embora, não havendo nenhum material “extra” apresentado junto com o treino, salvo raras exceções. Quem procura algo a mais precisa acompanhar os noticiários do canal, quando então são mostradas matérias sobre a prova e/ou assuntos relacionados. Veremos no fim de semana se a transmissão em canal fechado pelo SporTV será de fato melhor do que a transmissão da Globo em canal aberto.
            Este será o 35° campeonato da Stock Car. O grande nome da temporada é Rubens Barrichello, que fará sua primeira temporada completa na categoria, após disputar as 3 etapas finais no ano passado, e resolver voltar em definitivo ao automobilismo nacional após mais de duas décadas competindo pelo exterior, sendo 19 anos só na F-1. Barrichello correrá pela Full Time, e certamente vai encontrar vida dura pela frente, pois no ano passado, apesar de ter feito alguns bons treinos, não conseguiu marcar nenhum ponto. O maior astro da Stock continua sendo Cacá Bueno, pentacampeão da categoria, perdendo apenas para Ingo Hoffman, a maior lenda da Stock nacional. Competindo pela equipe da W.A. Matheis/Red Bull, Cacá vai em busca do 6° título. A concorrência que se prepare, pois a ameaça não é nem um pouco leviana.
            Outra novidade é que este ano a pontuação pela vitória passou de 22 para 24 pontos. Outra novidade de peso é a mudança do fornecedor de pneus: saiu a Goodyear, entrou a Pirelli, e os pilotos terão de se entender com os novos pneus, após 5 anos usando os compostos da Goodyear. Com muito menos tempo de treino nas corridas deste ano, isso pode ser complicado para alguns times e pilotos.
            Finalizando, a Vicar precisa caprichar mais na promoção e divulgação da categoria, pois próximo a Interlagos, quase não há nada indicando que neste fim de semana começa o campeonato. É preciso investir na divulgação em mídia, como jornais e revistas, para não apenas promover o campeonato, mas para atrair o grande público, que nem sempre é apenas aquele aficcionado por corridas que está sempre a par dos últimos acontecimentos. Não se pode ficar preso apenas aos poucos comerciais da TV, que aliás, por se tratar de um campeonato que agora é mais para a TV fechada, fica ainda mais complicado chamar público, pois os anúncios das atrações da TV fechada geralmente ficam restritos à mesma. Um autódromo cheio é sempre bom, e ajuda a manter a fama e a vida da competição. Que venha a largada do campeonato...


Confira abaixo o calendário, e os pilotos e times da Stock Car em 2013:


CALENDÁRIO
PILOTOS CONFIRMADOS
Data
Pista
Thiago Camilo
03/03
São Paulo (Interlagos)
Galid Osman
17/03
Curitiba
Ricardo Maurício
28/04
Tarumã
Max Wilson
19/05
Salvador
David Muffato
02/06
Brasília
Marcos Gomes
16/06
Cascavel
Cacá Bueno
11/08
Ribeirão Preto
Daniel Serra
11/09
Brasília
Lico Kaesemodel
15/09
Velopark
Luciano Burti
20/10
Curitiba
Fábio Fogaça
10/11
Goiânia
Allam Khodair
15/12
São Paulo (Interlagos)
Nonô Figueiredo
Átila Abreu
Rubens Barrichello
Alceu Feldman
Raphael Matos
Welington Justino
Rodrigo Pimenta
Victor Genz
Tuka Rocha
Ricardo Zonta
Valdeno Brito
Popó Bueno
Beto Cavaleiro
Felipe Lapenna
Julio Campos
Rodrigo Sperafico
Denis Navarro
Sérgio Jimenez
Duda Pamplona
Diego Nunes