sexta-feira, 5 de novembro de 2021

PONTO FINAL PARA DEODORO?

O projeto do autódromo de Deodoro: vai ficar só na intenção mesmo, para frustração dos picaretas que tentavam lucrar com as manobras espúrias para erguer a nova pista.

            Estamos chegando ao fim de 2021, e como seria de se esperar, a novela em que se transformou o projeto do novo autódromo no Rio de Janeiro, na região de Deodoro, não saiu do papel. E nem irá sair, a julgar por um projeto aprovado em primeiro turno pela Prefeitura do Rio de Janeiro nesta semana, que cria o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) justamente no terreno que abrigaria, pelas promessas de alguns políticos mequetrefes, o majestoso novo circuito carioca, que iria receber não só a F-1 como também a MotoGP. E um detalhe mais do que interessante: o projeto foi aprovado quase por unanimidade. Dos 38 vereadores, 37 votaram a favor da criação do refúgio ambiental, e apenas um votou contra: Carlos Bolsonaro. Uma obviedade e uma surpresa: a obviedade por votar contra, já que o projeto do novo autódromo virou mais uma rinha de briga entre o presidente-desastre Jair Bolsonaro e o governador João Doria. A surpresa, por Carlos Bolsonaro estar exercendo seu dever como vereador, já que ele tem dado mais expediente em Brasília, ajudando o pai a tumultuar o Brasil, do que cumprindo com suas obrigações de parlamentar municipal...

            O projeto, de autoria dos vereadores Renato Cinco e Célio Lupparelli, havia sido apresentado em 2019, só agora foi levado a plenário, depois que o panorama político da Cidade Maravilhosa mudou radicalmente em tempos recentes, encontrando ecos mais receptivos, e tratando de resolver uma questão que, se levada adiante, só ajudaria a aumentar o rol das obras de cunho duvidoso e irregulares que empesteiam as administrações públicas brasileiras em todos os seus níveis, com claro prejuízo do erário público, em favorecimento de interesses escusos e pilantragem política das mais rasteiras. E se traduz em uma derrota fragorosa para quem defendia a construção do autódromo pelos meios mais obscuros e irregulares como se planejava fazer, jurando de pés juntos que não haveria, claro, irregularidade alguma, nem prejuízo aos cofres públicos.

            O projeto, levado a cabo pela empresa Rio Motopark, tinha o apoio do então governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e do então prefeito do Rio, Marcelo Crivella, aliados de Bolsonaro na meta de levar a F-1 para Deodoro, e com isso, promover uma derrota política a Doria. Bem, Witzel, num raro exemplo de funcionamento da justiça brasileira, foi cassado e Crivella, por sua vez, não conseguiu se reeleger na prefeitura. Como desgraça pouca é bobagem, quando Bolsonaro perdeu seus dois principais aliados políticos no Rio deste projeto, eles já haviam sofrido uma fragorosa derrota com a renovação do acordo do GP Brasil em Interlagos, que passa a se chamar a partir deste ano de Grande Prêmio de São Paulo. Em troca de apoio de ambientalistas, Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, se comprometeu, em campanha, a não dar continuidade ao projeto do novo autódromo, que seria erguido em uma área de mata nativa e de proteção ambiental, uma discussão que já vinha sendo bem acalorada desde que os planos do novo circuito haviam sido divulgados. Na época da eleição, a Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), órgão ligado à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, havia dado à empresa Rio Motorpark, vencedora da concessão promovida pela prefeitura, a opção de apresentar estudos complementares com o objetivo de conseguir a licença para construção da nova pista, o que em tese, lhe daria chance de um dia ainda tentar tocar a obra. Mas, obviamente, tais estudos nunca foram adiante, e agora, com a aprovação deste projeto de lei pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, tudo fica quase impossível de seguir adiante, uma vez que a criação do Refúgio de Vida Silvestre tem como objetivo preservar os exemplares raros, endêmicos, ameaçados de extinção ou insuficientemente conhecidos sejam da fauna e/ou da flora, além de recuperar a qualidade da água dos mananciais e promover a preservação e/ou recuperação da cobertura vegetal existente no local. Em suma, um belo parque destinado à preservação do meio ambiente.

            Mas, devagar um pouco. O projeto foi aprovado em primeiro turno, sendo necessário completar os trâmites legislativos, antes de seguir para sanção ou reprovação por parte do prefeito. Mas, com o número de votos a favor, tendo apenas um voto contra, dificilmente haverá chance de o projeto não ser aprovado. Com o índice de rejeição de Bolsonaro, e mantendo-se fiel à promessa feita aos ambientalistas, Paes tem tudo para, mesmo por interesses políticos, fazer a coisa certa, que será preservar a mata existente em Deodoro, em uma região que precisa e merece muito manter essa imensa área verde, que com os devidos cuidados, pode se converter em uma bela área de preservação ambiental e oferecer também opções de lazer para aquela região da cidade, tão carente de opções e maltratada por várias administrações anteriores. E que se esqueça de uma vez a idéia do novo autódromo naquele lugar.

Interlagos renovou seu contrato e deve receber a F-1 pelos próximos dez anos, garantindo a presença do GP para alegria dos torcedores.

            O Rio de Janeiro precisa e merece ter um novo autódromo, mas que isso seja realizado através de métodos e atitudes corretas, completamente transparentes, tanto levado a cabo por empresas privadas, quando por entes governamentais. Que tudo seja feito sem maracutaias, vigarices, e manobras escusas, com o óbvio desejo de favorecer vagabundos que não tem nenhum caráter ou compromisso com a ética e honestidade. Basta lembrar das manobras perpetradas pelos órgãos públicos em conluio com vários picaretas, que levaram à destruição do autódromo de Jacarepaguá, em nome da realização dos Jogos Panamericanos, e das Olímpiadas, para a criação dos parques esportivos de tais eventos, e que hoje, encontram-se sucateados, quando não abandonados, e mostrando novamente as mais óbvias consequências do malversamento dos recursos públicos, com enriquecimento de cartolas esportivos e sua mesquinhez rasa, em favor da especulação imobiliária no local, às custas da destruição daquele que já foi um dos principais autódromos do Brasil. Por mais que se prometessem mundos e fundos de que a situação de Deodoro seria diferente, tudo caminhava para mais uma obra com os mesmos vícios e manobras escusas de outras empreitadas já vistas neste país. Fosse tudo feito às claras, com bons planejamentos de preservação ambiental, e sem pilantragens implícitas de toda natureza, o novo autódromo carioca até poderia ser viabilizado, tentando conciliar tanto o meio ambiente no local quando as funções de nova praça esportiva de corridas. Mas, infelizmente, os vigaristas tentaram implantar mais uma de suas cartadas, e no final, acabaram se dando mal. Uma situação talvez rara, já que nos últimos tempos, o que mais temos visto neste país são vigaristas e pilantras, sobretudo na política, se darem bem, e conseguindo se manterem impunes, e até mesmo posando de “vítimas” quando eram pegas e presas pela justiça. Quando essa corja sofre uma derrota em seus planos, é algo para se comemorar, ainda que brevemente, pois ainda há muitas situações em nosso país que precisariam sofrer o mesmo destino.

            O Brasil precisa de novos autódromos, além de revitalizar o seu automobilismo nacional, onde teremos em 2022 a chegada da nova F-4, onde nossos novos talentos poderão competir, em corridas que os fãs nacionais do esporte a motor devem dar o seu apoio e incentivo. Com mais corridas, torna-se natural precisar de novas pistas pelo país. E que o Rio de Janeiro possa recuperar seu lugar no automobilismo nacional, como bem merece estar, como já foi no passado. Sem jeitinhos ou manobras ardilosas. Nosso país merece mais do que isso, e nosso povo, por mais difícil que esteja sendo o atual momento, também...

 

 

Nico Hulkenberg, atual piloto reserva da Aston Martinm andou dando uma pequena flertada com a Indycar, tendo participado de um teste com a McLaren na pista do Alabama, e depois de comentários elogiosos de ambos os lados, tanto da parte da McLaren quanto por parte do piloto, sobre as possibilidades de competir no certame de monopostos dos Estados Unidos, como já fazem outros ex-pilotos de F-1 como Romain Grosjean e Marcus Ericsson, eis que Nico alegou razões pessoais para desistir de participar das corridas da Indycar, agradecendo pela oportunidade de testar o carro da categoria, e prometendo revelar seus planos de carreira assim que for possível. Pelo visto, nem sempre as coisas se encaminham como se imaginava. Só podemos imaginar que o piloto deve ter recebido uma oferta melhor em outro lugar para competir. Aguardemos...

 

 

Da mesma forma, após várias negociações, a esperada “compra” da Alfa Romeo por parte de Michael Andretti, que retornaria à F-1 como dono de equipe, após sua passagem malsucedida pela McLaren em 1993, não vai acontecer. Basicamente, Michael afirmou que o fracasso nas negociações esbarrou no controle do time, em quem ditaria as ordens na escuderia, onde isso não ficaria bem claro, e já que não adiantaria comprar sem poder mandar, o negócio desandou, pura e simplesmente. As especulações já davam até conta da presença de Colton Herta como companheiro de Valtteri Bottas no time, caso as negociações frutificassem. Mas, olhando friamente, não diria que Andretti e Herta saíram perdendo. Para o piloto, que é uma das sensações da Indycar atualmente, poderia ser um retrocesso na carreira, uma vez que na categoria norte-americana, ele pode dispor de um carro competitivo, capaz de vencer corridas, algo que dificilmente teria na F-1, no estado em que a Alfa Romeo se encontra atualmente. E Michael tem um time capaz de lutar por vitórias, e até pelo título na Indycar, gastando muito menos do que teria de dispender na F-1, só para conseguir marcar pontos, quanto mais tentar pódios, e até mesmo vitórias. O filho de Mario Andretti ainda não desistiu de marcar novamente presença na categoria máxima do automobilismo, mas certamente terá de efetuar outro tipo de operação para alcançar seu intento. Quem sabe promover uma nova escuderia? Muito mais difícil do que adquirir um time que já existe, é verdade, mas com o teto orçamentário, e um bom planejamento, talvez não seja tão complicado como tem sido nos últimos anos. E seria bom a F-1 ter mais times competindo, o que abriria maiores possibilidades de disputa, e ascensão de novos pilotos na competição. Vejamos o que Michael poderá apresentar futuramente nessa empreitada...

 

 

Começaram hoje os treinos oficiais para o Grande Prêmio do México, e confirmando as expectativas, Max Verstappen deve fazer a festa no autódromo Hermanos Rodriguez, pelo que se viu hoje nos treinos oficiais, onde o holandês meteu praticamente meio segundo sobre seu rival Lewis Hamilton. E o fato de Sergio Pérez ter ficado logo atrás mostra como o modelo RB16B está com desempenho melhor do que o modelo W12 da Mercedes. O piloto mexicano, aliás, tem a oportunidade de conquistar seu melhor resultado em casa desde que estreou na F-1, e com chances até de vitória, mas esta, dependendo exclusivamente do que acontecer com Verstappen na corrida, uma vez que o time já admite que, se for necessário, fará o jogo de equipe para favorecer o holandês, para aumentar ainda mais sua vantagem no mundial. Mesmo assim, os torcedores já encheram o autódromo hoje, e deve receber ainda mais torcedores neste sábado, e principalmente no domingo, matando a saudade da categoria máxima do automobilismo, uma vez que no ano passado, devido à pandemia da Covid-19, não houve corrida no México. O duelo entre Red Bull e Mercedes dá a tônica do fim de semana, onde Hamilton e seu time terão de ser precisos em todos os aspectos, do acerto à estratégia de corrida, para tentar bater Verstappen e a Red Bull, que na prova de Austin, semana retrasada, foram arrojados na estratégia e pegaram a equipe alemã no contrapé, a exemplo do que a própria Mercedes já havia feito no início da temporada, no Bahrein. Com 12 pontos de vantagem na classificação, Verstappen pode aumentar essa folga para 18 pontos, no resultado mais óbvio, de Max vencer a corrida e Hamilton ser o 2º colocado. A menos que a Mercedes consiga obter uma bela reviravolta no acerto de seus carros neste sábado, a tendência é o heptacampeão ter de suar para até terminar em 2º, porque Pérez vai querer fazer bonito diante de sua torcida, e pela primeira vez tendo carro para tanto, subir ao pódio é objetivo primordial. Nos últimos dois GPs Pérez conseguiu cumprir com sua missão de ajudar o time a marcar pontos, obtendo dois 3ºs lugares. Se ele puder ser o 2º lugar, excelente, porque o time certamente não deixará que Verstappen fique sem a vitória, caso Sergio esteja liderando o GP. E o que Valtteri Bottas poderá fazer para ajudar Hamilton nesta luta? O finlandês foi um pouco mais rápido que Lewis hoje, mas Bottas costuma ser leão de treino, e mesmo assim, a diferença que Valtteri levou de Verstappen foi de mais de 0s4, o que indica que, se ele quiser ajudar o companheiro de equipe, o melhor é sair da frente, e tentar segurar o ímpeto de Pérez para evitar que o mexicano lute pelos degraus mais altos do pódio. Vamos ver se a disputa será equilibrada, e que tenhamos uma boa corrida.

Max Verstappen deu as cartas nos treinos hoje no México. Momento complicado para Lewis Hamilton tentar uma reação no campeonato na luta pelo título.

 

 

Outra disputa ferrenha no GP do México será entre McLaren e Ferrari, que duelam pela 3ª posição do campeonato. Pelos treinos de hoje, o time de Maranello saiu na frente, e tem boas chances de tomar a posição do time de Woking no resultado de domingo. Os carros vermelhos conseguiram andar aproximadamente 0s6 mais rápidos do que os carros laranjas, demonstrando também um ritmo de corrida mais consistente. Se a McLaren não reagir amanhã, Lando Norris e Daniel Ricciardo vão comer poeira de Carlos Sainz Jr. e Charles LeClerc. Vai ser outra briga a ser acompanhada com atenção pelos fãs da velocidade.

 

 

A MotoGP inicia hoje os treinos para sua penúltima corrida da temporada 2021, e com um desfalque: Marc Márquez estará ausente neste final de semana em Portimão, Portugal, onde será disputada a prova. O piloto da Honda sofreu um acidente em um treino off-road no último final de semana, e embora não tenha sofrido maiores problemas, o diagnóstico médico apontou para uma concussão cerebral, nada grave, mas por precaução, uma vez que o piloto relatou não estar se sentindo bem, foi decidido que ele não disputaria esta corrida. Em seu lugar, a Honda escalou Stefan Bradl, que já substituiu o espanhol no início desta temporada, quando Márquez ainda estava se recuperando do acidente sofrido no início do campeonato do ano passado, que exigiu várias cirurgias. Marc vinha em um bom momento na temporada, tendo vencido as duas últimas corridas, e aproximando-se do TOP-5 da classificação do campeonato, numa bela recuperação. Dependendo da situação, a “Formiga Atômica” pode desfalcar a Honda na corrida final, em Valência, que será realizada na semana que vem, na Espanha. O piloto deverá passar por novos exames até lá, para comprovar ou não sua presença na prova. O Fox Sports exibe o GP de Portimão ao vivo neste domingo, a partir das 10:00, pelo horário de Brasília.

 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

FLYING LAPS – OUTUBRO DE 2021

            E chegamos ao mês de novembro, tendo deixado o mês de outubro para trás. Apesar do fim do ano se aproximando, o mundo da velocidade segue em frente, com alguns campeonatos entrando em sua reta final, com muita coisa ainda acontecendo, seja dentro ou fora das pistas, e para relacionar alguns destes acontecimentos do último mês de outubro, é hora de mais uma sessão Flying Laps, sempre com alguns comentários rápidos a respeito. Então, boa leitura a todos, e espero novamente por vocês aqui na próxima sessão Flying Laps no mês que vem...

Mais um ex-F-1 pode participar da temporada 2022 da Indycar. O alemão Nico Hulkenberg testou pela equipe McLaren no circuito misto do Alabama, e tanto o piloto quanto o time saíram bem satisfeitos da experiência. Nico encara que suas chances de voltar a ser titular na F-1 praticamente acabaram, e é hora de redirecionar sua carreira para um papel mais ativo do que ser apenas piloto reserva de alguma escuderia na F-1. A McLaren fez uma boa temporada este ano na competição, com Patricio O’Ward chegando a disputar o título com Alex Palou. O piloto mexicano segue no time em 2022, assim como o sueco Felix Rosenqvist, oriundo da F-E, e a intenção da equipe é alinhar três carros em 2023, mas já ter o terceiro carro na segunda metade do ano que vem, como preparação para o ano seguinte competindo com um trio de pilotos a tempo integral. A idéia é ter o terceiro carro inicialmente para a Indy500, e depois, ver a viabilidade nas corridas da segunda metade do ano. Até o presente momento, o time considera Hulkenberg o nome preferido para pilotar esse terceiro carro, mas por enquanto, não há nada confirmado propriamente, e vai depender de como se dará a preparação da escuderia na temporada de 2022. Mas Nico está entusiasmado com a possibilidade de competir na categoria dos Estados Unidos, seguindo o exemplo de Romain Grosjean, que migrou para os Estados Unidos depois de ver suas perspectivas na F-1 encerradas. A McLaren tem planos de efetuar teste com outro piloto, o belga Stoffel Vandoorne, atualmente defendendo o time da Mercedes na F-E, mas sem uma data ainda planejada para isso. Como a Mercedes vai se retirar do certame de carros monopostos elétricos ao fim da próxima temporada, Vandoorne deve ficar livre no mercado, e seria uma outra opção interessante para ser avaliado, e quem sabe, ser até um rival de Hulkenberg pela vaga. Mas, por enquanto, não há nada firme neste sentido. E, por enquanto, quem também busca vaga para ano que vem na Indycar é Pietro Fittipaldi, já que sua posição de piloto reserva na Haas não vai levar a nada, e é preciso considerar melhor a possibilidade de competir nos Estados Unidos e retomar a carreira dentro das pistas.

 

 

Ryan Hunter-Reay, saído da equipe Andretti, após mais de uma década defendendo a escuderia, e tendo conquistado o título de 2012, batalha para permanecer no grid no próximo ano. O piloto norte-americano testou com o time da Carpenter, visando uma vaga de titular na escuderia para 2022, mas a parada promete ser dura, já que Ed Carpenter, dono do time, disse que Ryan é um nome a ser considerado, mas não é o único. Caso seja efetivado, Hunter-Reay deve ocupar o carro do dono do time, que só compete nas corridas em pistas ovais, disputando apenas as corridas em circuitos de rua e mistos, a exemplo do que fez Conor Daly este ano. Daly, aliás, é um dos nomes que estão sendo considerados para o próximo ano, assim como o de Oliver Askew, na competição dom Hunter-Reay.

 

 

A Indycar, aliás, pode ganhar mais opções de transmissão para o Brasil em 2022. O campeonato, depois de muitos anos sendo exibido pelo Grupo Bandeirantes, que fazia uma verdadeira roleta russa com as transmissões, ora colocando na TV aberta, ora colocando no canal pago da TV por assinatura, foi dispensado em prol do acordo com a F-1 este ano. O campeonato acabou sendo transmitido pela TV Cultura, que fez um belo trabalho durante todo o ano, com uma cobertura que, apesar de básica, foi extremamente sóbria e respeitosa para com os fãs, depois dos anos de sobressaltos na emissora anterior. E a TV Cultura continuará a transmitir o campeonato de monopostos dos Estados Unidos em 2022, garantindo a presença da competição na TV aberta. Mas a boa notícia é que a Indycar também poderá voltar a ser exibida na TV por assinatura, uma vez que o Grupo Disney está em negociações para transmitir também o campeonato, no caso, na TV paga, onde poderia ser exibido nos canais da ESPN. Mas o acordo também poderia se estender ao streaming, onde as corridas poderiam integrar o serviço do Star+, oferecendo aos fãs duas outras opções de acompanhar a competição. A Indycar já foi exibida em streaming recentemente no Brasil, através do DAZN, especializado em transmissões esportivas pela internet, mas que não teve continuidade por parte do canal. Com a entrada da Disney na jogada, porém, os fãs voltariam a ter não só uma opção em streaming para assistir às corridas, como à opção de assistir pela TV por assinatura, via ESPN, além das transmissões na TV aberta providenciada pela TV Cultura. Aliás, a TV Cultura transmitiu também a competição da F-E em TV aberta, enquanto o SporTV surpreendeu ao transmitir a categoria na TV fechada, dando aos fãs duas opções de acompanhar o certame de carros elétricos. Quanto mais opções para se assistir às corridas, melhor para os fãs, já que a TV Cultura, mesmo sendo um canal aberto, tem alcance limitado em várias partes do país, o que impossibilita aos fãs poder assistir ao campeonato nestes lugares.

 

 

A Rahal/Letterman/Lannigan fechou sua composição para a temporada de 2022 da Indycar. Graham Rahal permanece no time, que irá competir com três carros, e terá a chegada de Jack Harvey para reforçar a escuderia fundada por Bobby Rahal. E Takuma Sato fica sem espaço no time, que terá o dinamarquês Christian Lundgaard em seu lugar. Lundgaard troca a F-2 pelo campeonato de monopostos dos Estados Unidos, onde já fez uma corrida este ano, pela própria Rahal/Letterman/Lannigan, e causou boa impressão ao time, vindo a ocupar a vaga que era de Sato, que agora procura um lugar para competir em 2022, apesar de ter vencido duas edições da Indy500 em anos recentes. Um dos destinos do piloto japonês, caso não encerre a carreira na categoria, pode ser a Dale Coyne, onde Romain Grosjean competiu este ano, indo defender a Andretti em 2022.

 

 

A Stock Car Brasil definiu as datas das corridas que comporão o calendário 2022 da categoria. Serão 12 corridas, sendo pelo menos duas rodadas duplas. Nenhum local foi anunciado pela direção da categoria, que entre as atrações do próximo ano estará a volta da Corrida de Duplas, que inclusive irá abrir a temporada mais cedo, no dia 13 de fevereiro. Nos dias 19 e 20 de março teremos a primeira rodada dupla da competição. A próxima prova deverá ocorrer no dia 10 de abril, seguindo-se a próxima etapa no dia 15 de maio. O mês de julho concentrará o maior número de provas, com uma rodada dupla nos dias 2 e 3, e outra corrida no dia 31. Pausa de mais de um mês na categoria, que retornará apenas em setembro, no dia 4 e outra prova no dia 25. Quase um mês depois, outra corrida no dia 23 de outubro, e o encerramento do campeonato marcado para o dia 20 de novembro. Não foram divulgadas outras informações, nem qual prova deverá ser a Corrida do Milhão, geralmente a mais badalada da temporada, pela alta premiação ao vencedor. É aguardar para termos as informações completas do calendário da maior competição nacional do esporte a motor.

 

 

A Stock Car segue para a reta final da temporada 2021, faltando duas provas para encerrar o campeonato. Na rodada dupla disputada no autódromo do Velocitá, Guilherme Sallas largou na pole-position, e apesar do tempo instável, faturou a vitória na primeira corrida, tendo Ricardo Zonta praticamente colado em sua traseira na bandeirada de chegada, com Cesar Ramos fechando o pódio com o 3º lugar. Já na segunda corrida, a vitória foi de Thiago Camilo, com Gabriel Casagrande em 2º, e Allam Khodair em 3º lugar. Com os resultados, Gabriel Casagrande, da equipe Vogel Chevrolet, lidera o campeonato com 309 pontos, com Daniel Serra, da RC Eurofarma Chevrolet na vice-liderança, com 296 pontos. Rubens Barrichello, da Fulltime Toyota, é o 3ª colocado, bem atrás, com 251 pontos. Empatado com Rubinho em pontos, mas em 4º lugar por ter menos vitórias, está Ricardo Zonta, da equipe Crown Shell. Ricardo Maurício, companheiro de equipe de Daniel Serra, é o 5º colocado, com 243 pontos. A disputa do título se dará entre Casagrande e Serra, uma vez que a diferença de pontos de Barrichello e Zonta para o líder do campeonato é bem grande, e as chances de título de ambos os pilotos são mínimas. As etapas finais da Stock Car serão em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, no dia 21 e novembro; e no dia 12 de dezembro, em Brasília, no Distrito Federal.

 

 

Tony Kanaan continuará a marcar presença no campeonato da Stock Car Brasil em 2022. O piloto baiano, que disputou apenas as corridas em circuitos ovais da Indycar este ano, estreou na categoria nacional, mas não conseguiu obter bons resultados. Mesmo assim, teve seu contrato com a equipe Fulltime renovado por mais um ano, na esperança de, mais aclimatado à competição, venha a obter melhores resultados. Tony ressaltou o ano como sendo de grande aprendizado, não apenas das pistas, mas do carro da Stock, e agradeceu à confiança do time em seu trabalho, apesar dos resultados aquém do esperado, para alcançarem maiores vôos em 2022.

 

 

Na onda de renovações de contratos, a RC Eurofarma anunciou a manutenção de sua dupla de pilotos, Daniel Serra e Ricardo Maurício, para a temporada 2022 da Stock Car Brasil, além de confirmar também a manutenção do patrocínio da Eurofarma à equipe, mantendo uma união que já dura 17 anos, e inclusive dá nome à escuderia. Serra é o vice-líder da temporada, mesmo tendo vencido apenas 1 corrida, mas mantendo uma grande constância e regularidade, enquanto Maurício, apesar de ter vencido 5 provas, ocupa a 5ª posição na classificação. Tricampeão da categoria, Serra vai à luta pelo tetracampeonato, e deve travar um bom duelo com o líder Gabriel Casagrande, nas duas provas que restam para fechar a temporada deste ano.

 

 

A Formula-E anunciou seu calendário para a temporada de 2022 com o maior número de corridas de sua história. Serão 16 corridas, com início no final de janeiro, e terminando no mês de agosto. Duas datas, contudo, ainda estão em aberto: uma corrida no dia 5 de março, sem nenhum local confirmado; e no dia 19 de março, na China, mas sem local definido. A competição começa nos dias 28 e 29 de janeiro, com a rodada dupla em Diryah, na Arábia Saudita. No dia 12 de fevereiro, é a vez da Cidade do México. No dia 9 de abril, teremos o ePrix de Roma, na Itália, seguido pela etapa de Monte Carlo no dia 30 de abril. No dia 14 de maio, é a vez do ePrix de Berlim. No dia 4 de junho, a F-E faz a estréia do ePrix de Jacarta, na Indonésia, seguido no dia 2 de julho por mais uma estréia no calendário, a etapa de Vancouver, no Canadá. Nos dias 16 e 17 teremos a rodada dupla de Nova Iorque, nos Estados Unidos, seguida nos dias 30 e 31 pela rodada dupla da categoria em Londres, na Inglaterra. O campeonato terá seu encerramento nos dias 13 e 14 de agosto, com a rodada dupla do ePrix de Seul, na Coréia do Sul. Ainda há um certo temor com relação à situação da pandemia da Covid-19 no próximo ano, o que pode impactar algumas etapas, como a da China, uma vez que o país ainda está bem fechado, e tomando medidas agressivas em alguns surtos de casos que andam ocorrendo. Como o país deve receber os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro, é bem provável que a etapa da F-E ocorra sem maiores problemas, mas ainda é cedo para fazer qualquer prognóstico. E fica a dúvida onde pode ser a etapa do dia 5 de março, com o cancelamento da etapa na Cidade do Cabo, na África do Sul, prevista na primeira versão anunciada do calendário da competição.