quarta-feira, 29 de outubro de 2025

COTAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA – OUTUBRO DE 2025


           
E já estamos fechando o primeiro terço do último trimestre de 2025, nos aproximando cada vez mais do final do ano. Alguns campeonatos já encerraram suas disputas deste ano, mas outros certames, como a F-1, a MotoGP, o Mundial de Endurante, o Mundial de Rali, a Stock Car, entre muitos outros, ainda seguem firmes e com muitas disputas, e como acontece em todo final de mês, chegamos à hora de mais uma edição da Cotação Automobilística, com uma avaliação de alguns dos principais acontecimentos e nomes do mundo da velocidade, com o tradicional esquema de sempre: EM ALTA (cor verde); NA MESMA (cor azul); e EM BAIXA (cor vermelha). Uma boa leitura a todos, e até a próxima Cotação Automobilística, já no final de novembro, com as avaliações dos acontecimentos do mundo do esporte a motor do próximo mês...

 

EM ALTA:

 

Lando Norris: O piloto inglês da McLaren precisava de uma atuação de gala para se reafirmar na briga pelo título da temporada 2025 da Fórmula 1, especialmente depois da quebra sofrida na Holanda, onde parecia estar definitivamente relegado à condição de derrotado na briga da temporada. Mas, de lá para cá, ainda que não tenha feito atuações memoráveis, Lando veio se recuperando, aproveitando oportunidades, e também os azares sofridos por Oscar Piastri, mas sempre sob pressão de Max Verstappen, que veio demolindo a vantagem de pontuação da dupla da McLaren, a ponto de se converter em uma ameaça real à conquista do título de pilotos por parte da dupla papaia. Mas ainda faltava uma resposta à altura para que o inglês se mostrasse ainda forte na disputa, e ele conseguiu um resultado magistral no GP do México, arrancando uma pole-position com garra, e liderando a prova com autoridade do início ao fim, vencendo a corrida, e reassumindo a liderança do campeonato mundial a quatro provas do fim do certame. Ainda tem muitos pontos em jogo, Piastri não pode ser considerado fora de combate, e Verstappen vem vindo na cola de ambos, e portanto, Norris não poderá vacilar nem um momento. Mas, se ele repetir novamente a atuação da corrida mexicana, conseguirá de fato chegar ao tão almejado título. A McLaren ainda tem o melhor carro, cabe a Norris agora mostrar que pode ser o melhor piloto.

 

Max Verstappen: O piloto da Red Bull veio numa arrancada fantástica desde o retorno da F-1 das férias de verão, e desde a corrida da Holanda, esteve sempre no pódio, e ainda por cima, deu um verdadeiro show vencendo as corridas da Itália, Azerbaijão, e Estados Unidos, e colocando até em xeque a conquista da McLaren do título de pilotos na temporada 2025, ainda que isso seja difícil. Mas o tetracampeão holandês não tem cometido erros, enquanto a dupla papaia pareceu ter perdido o rumo e o ímpeto em algumas provas, permitindo uma aproximação temerosa do holandês, que não é de desperdiçar oportunidades, e vem no ataque cerrado desde então. E nem mesmo o triunfo soberano de Norris no México indica que Max tenha ficado para trás. Numa prova onde ele pareceu não ter o mesmo desempenho de seu carro que nas anteriores, ainda assim ele foi ao pódio, e se mantém como uma sombra perigosa nos calcanhares da dupla papaia, que se marcar bobeira, poderá sofrer a maior reviravolta das últimas décadas na F-1, uma vez que até metade do ano, poucos imaginavam que Verstappen ainda poderia aspirar à lutar pelo título da temporada, em um ano onde a McLaren nadou de braçada na pista. E subestimar Verstappen é algo que ninguém pode fazer em seu melhor juízo, do contrário...

 

Álex Márquez: O irmão mais novo da família Márquez faz uma temporada dos sonhos na MotoGP, e na etapa da Malásia, em Kuala Lumpur, o piloto da Gresini garantiu o vice-campeonato da temporada, uma vez que seu irmão mais velho, Marc, já havia garantido o título da competição, e com isso, marcado o ano de 2025 como um ano da dobradinha da família Márquez na classe rainha do motociclismo. Mais do que tudo, Álex conseguiu deixar na sombra o bicampeão Francesco Bagnaia, mostrando como sua temporada em 2025 só não brilhou mais porque seu irmão mais velho é um monstro das pistas, a “Formiga Atômica”, eclipsando completamente a concorrência este ano, o que só demonstra que Álex fez uma temporada sendo o melhor do “resto”, o que não diminui a competência e brilho que vem demonstrando este ano, ainda mais pilotando por um time satélite, e com uma moto defasada, ainda que muitos digam que a GP24 é menos complicada de pilotar que a GP25. Agora Álex precisa manter a performance, pois em 2026 a concorrência tende vir mais forte, e a dinastia Márquez vista em 2025 certamente não se repetirá com a mesma facilidade vista este ano.

 

Diogo Moreira: o piloto brasileiro já conseguiu fazer valer a temporada de 2025, acertando seu ingresso na classe rainha do motociclismo, e com isso, encerrando uma ausência de quase vinte anos de um piloto tupiniquim na MotoGP, após a aposentadoria de Alexandre Barros, que inclusive foi seu mentor nas pistas, e grande responsável por sua revelação como grande talento nacional do motociclismo. Mas Digo encerra o mês de outubro com outro trunfo: assumiu a liderança no campeonato da Moto2, e faltando duas corridas para o final, dá um golpe forte no até então favorito ao título, Manuel González, abrindo 9 pontos de vantagem agora na dianteira da competição. É uma vantagem efêmera, diante dos pontos em jogo, mas nem por isso menos importante, e se Diogo já conseguiu o principal, que era garantir o ingresso na classe rainha em 2026, ele tem tudo para aumentar o seu prestígio chegando com o título da Moto2 debaixo do braço, o que sem dúvida é importante para marcar presença na competição, mesmo sendo apenas um novato em seu primeiro ano na classe rainha do motociclismo.

 

Felipe Fraga: Campeão da Stock Car na temporada de 2016, Felipe está mais uma vez em busca do título, e a três etapas para fechar a temporada 2025, ele ocupa a liderança da classificação do certame, com 31 pontos de vantagem para o segundo colocado, Gaetano Di Mauro, em teoria, o único que pode ameaçar sua conquista do bicampeonato, já que o terceiro colocado, Thiago Camilo, está a 130 pontos de distância, e praticamente fora da briga. Mas mesmo fazendo uma boa temporada, todo cuidado ainda é pouco, e a vantagem acumulada para o vice-líder é arriscada para ficar apenas administrando, necessitando que Fraga siga na ofensiva para mitigar qualquer chance de uma reviravolta, por mais improvável que possa parecer. Ele vai conseguir manter o controle e a liderança da competição até a conquista do título? Tem tudo para conseguir isso, mas a Stock sempre foi uma categoria onde não se pode dar mole, do contrário, tudo pode vir a se perder. Mas que o bicampeonato está ficando perto, isso está.

 

 

 

NA MESMA:

 

Equipe McLaren campeã de construtores: O time de Woking, como era de se esperar, conquistou o título de construtores da temporada 2025 da F-1, repetindo o feito obtido em 2024. O modelo MCL39 ainda é o melhor carro da competição, mesmo com a escuderia já tendo direcionado seus esforços para o modelo de 2026, sob o novo regulamento técnico. Mas o time continua capengando em alguns momentos na competição, e baixando a guarda perigosamente, tendo permitido a aproximação de Max Verstappen, por culpa própria, além da de seus pilotos, que andaram cometendo erros e perdendo a chance de maximizar resultados, o que pode colocar até em risco a conquista do título de pilotos, embora as chances sejam poucas, mas não impossíveis. O time de Woking veio mantendo uma postura meio duvidosa de dar igualdade a seus pilotos, o que é elogiável, mas parece se complicar sozinha neste quesito, permitindo algumas situações que não deveriam ocorrer, como o toque entre seus pilotos na largada da prova sprint dos Estados Unidos, que resultou no abandono de ambos, e comprometeu parte das chances da escuderia na prova de domingo. É louvável ver o time, um dos mais tradicionais e vitoriosos da história da F-1, retomar o seu lugar de protagonismo, mas ele ainda precisa se livrar de alguns vícios e inseguranças se não quiser comprometer seus resultados na pista além de certo ponto, abrindo brechas que possam ser exploradas pelos rivais.

 

Lewis Hamilton: O heptacampeão mundial vem tendo uma temporada decepcionante na Ferrari, não tendo conseguido nenhum pódio até o presente momento, mostrando quão difícil tem sido sua adaptação à Ferrari, depois de mais de uma década defendendo a Mercedes. Hamilton, contudo, veio mostrando evolução em sua performance, e até conseguindo andar mais próximo a Charles LeClerc nas últimas provas, mostrando-se mais integrado à escuderia italiana, e dando esperanças a seus torcedores de dias melhores, em especial par 2026. Mas não há como negar que as circunstâncias também não tem sido as melhores, e no México, o inglês acabou com sua corrida comprometida após uma punição de 10s recebida por voltar à pista após escapar do traçado em uma disputa de posição com Max Verstappen, onde ele não retornou à pista pelo traçado exigido numa situação como aquela. E isso simplesmente o jogou longe da briga por um lugar no pódio, mais uma vez tendo um resultado apenas mediano, em um final de temporada onde luta para pelo menos não sair zerado em pódios, em um recorde negativo para um piloto campeão em seu ano de estréia pela escuderia de Maranello. E com isso, Hamilton vai ficando cada vez mais distante de LeClerc na classificação, com uma diferença que já passa dos 50 pontos, a maior que o heptacampeão já sofreu em sua carreira de um companheiro de equipe. Será que ele melhorará de fato, ou isso irá persistir?

 

George Russell e Andrea Kimi Antonelli firmes na Mercedes em 2026: A novela sobre a renovação da dupla de pilotos da Mercedes chegou ao fim, e com a atual dupla mantida por mais um ano no time alemão. Pairavam dúvidas se a escuderia manteria Antonelli para 2026, embora o maior motivo para dúvidas sempre tenha sido a tentativa de atrair Max Verstappen, se não para o próximo ano, certamente para 2027, apostando em um descontentamento do holandês sobre as condições de competitividade da Red Bull, que certamente conseguiu bons progressos nas últimas provas, e a nova liderança de Laurent Mekies parece ter dado uma revitalizada no time dos energéticos. Mas claro que enquanto Verstappen ainda não tiver se pronunciado sobre 2027, a dúvida certamente permanecerá, uma vez que George Russelll desejava um contrato plurianual, com receio de ser sacado do time para a entrada do holandês, uma vez que manter Russell ao lado de Verstappen poderia ser um ambiente explosivo dentro do time. Ainda assim, a Mercedes fez o óbvio e o mais recomendado: George vem fazendo uma excelente temporada, lidando com a performance irregular do carro alemão, já tendo vencido duas corridas na temporada, e liderando o time como merece ser reconhecido. E Antonelli, em que pese ter tido várias provas em baixa, não faz uma temporada desastrosa, embora tenha merecido críticas por algumas provas em que andou muito distante de Russell. Resta saber se o desempenho do time germânico voltará a melhorar no próximo ano, com o novo regulamento técnico, de forma a permitir a seus pilotos batalhar mais firmemente por vitórias, e quem sabe, voltar à disputa pelo título. Russell fez por merecer sua renovação, e Antonelli ainda merece o benefício da dúvida, e poderá comprovar em 2026 se terá de fato vida longa na F-1...

 

Aston Martin: o time de Lawrence Stroll até que deu uma pequena melhorada em algumas corridas, mas o ritmo do carro parece irregular demais, surpreendendo em um momento, decepcionando completamente em outro, para não falarmos, claro, da falta de fiabilidade do monoposto, que na Cidade do México mais uma vez deixou Fernando Alonso na mão, com os freios dando problema, e obrigando mais um abandono do espanhol, algo que vem sendo corriqueiro na temporada, e comprometendo resultados melhores, a ponto de Fernando ter passado boa parte do ano atrás de Lance Stroll, que teve um pouco menos de azar em certas provas e até conseguiu pontar melhor que o bicampeão mundial. Mas tanto o canadense mostrar que não anda lá essas coisas que ele vem também dando sua cota de prejuízos com mais algumas batidas, que mesmo não sendo exatamente vistosas, só mostram que ele não perde a vaga de titular no time por ser filho do dono, lhe concedendo neste momento uma carreira mais longeva que a de vários outros pilotos do grid que não podem contar com costas quentes como as do canadense. Resta esperar que o sacrifício da temporada 2025 seja compensado pelo ano de 2026, quando o time contará com seu primeiro carro projetado por Adrian Newey, o “mago” das pranchetas da F-1 atual.

 

Yamaha: O time dos três diapasões segue em uma condição oscilante na MotoGP. O time está dando duro com o novo motor V4, mas o desempenho indica que os resultados podem demorar a chegar. Fabio Quartararo tem feito o que pode, conseguindo até algumas poles improváveis, mas na hora das corridas, o desempenho não se mantém, e o francês não consegue melhores resultados como gostaria, ficando insatisfeito com o ritmo dos trabalhos, mas entendendo que os resultados não virão do dia para a noite. Ocupando apenas a 9ª posição no campeonato, Quartararo já deu vários avisos de que sua paciência com a Yamaha anda curta, e embora tenha renovado seu contrato com o time japonês, se ele não vir melhoras consistentes até 2027, ele certamente penderá a ir para a concorrência, uma vez que até a Honda, que também esteve no fundo do poço junto com a Yamaha, parece conseguir efetuar alguns progressos, embora ainda instáveis, mas menos oscilantes do que a arquirrival. Campeã com grandes nomes como Valentino Rossi, a Yamaha luta para se reerguer nos dois últimos anos, e parece que 2025 não será novamente o ano da retomada, como se esperava. Talvez em 2026, mas com um novo regulamento vindo em 2027? A conferir...

 

 

 

EM BAIXA:

 

Oscar Piastri: O piloto australiano desandou nas últimas corridas da temporada, culminando com sua perda da liderança do campeonato da F-1, sendo superado pelo colega de time Lando Norris no GP do México. O piloto australiano, até a etapa da Holanda, vinha fazendo um ano quase perfeito, mas desde então, além de ter perdido o duelo com Max Verstappen pelas vitórias, também acabou sendo superado por Norris nos últimos GPs, chegando a cometer erros de principiante, como a batida no muro ainda na primeira volta em Baku, no Azerbaijão, além do enrosco que resultou na eliminação da dupla da McLaren na corrida sprint em Austin, nos Estados Unidos. No México, embora tenha feito uma prova combativa, sua péssima posição de largada, além de um arranque falho comprometeram suas chances de um melhor resultado, onde Piastri passou a corrida inteira em uma prova de recuperação onde precisava ser mais assertativo na briga pelas posições. Ele não foi ruim, mas diante do show de Norris, que venceu a prova mexicana largando com uma pole conseguida com destreza na classificação, ele foi o maior derrotado na etapa, pois não apenas perdeu a liderança para o colega de time, como ainda por cima viu Max Verstappen encostar mais na classificação do campeonato, o que coloca em risco até mesmo a posição de um provável vice-campeonato, se perder o duelo com Lando, o qual era dado como improvável até algumas provas atrás. Resta ver de Piastri irá recuperar a forma e voltar firme à briga pelo título de pilotos...

 

Atitude da MotoGP: O violento acidente ocorrido na volta de apresentação da corrida da categoria Moto3 em Kuala Lumpur, entre José Antonio Rueda e Noah Dettwiler deixou muita gente indignada com a direção da competição, que mesmo após o violento acidente, ainda realizou a corrida como se nada tivesse acontecido, com óbvias críticas vindo de todos os lados, pela gravidade do ocorrido, que obrigou a remoção de ambos os pilotos para o hospital, um claro indício de quão grave foram os ferimentos, sendo que até o fechamento deste texto, Noah Dettwiler ainda se encontrava em estado crítico, lutando pela vida. O lema de que o “show deve continuar” sempre é questionado em momentos como esse, e não é a primeira vez que a Dorna, responsável pela competição da MotoGP, se comporta de maneira como se nada de grave tivesse acontecido em uma competição, e pior ainda, sem se mostrar sensível a mudanças nas regras da competição, que no caso da Moto3, aboliu o treino de aquecimento da competição, o warm-up, onde os pilotos poderiam verificar as condições de suas motos e acertar eventuais problemas, como os que se manifestaram na moto de Dettwiler, que desalecerou na volta de apresentação e foi atingido em cheio por Rueda, que não conseguiu perceber e não conseguiu frear. Muitos defenderam que a corrida deveria ter sido cancelada, até porque a disputa de título da Moto3 já havia se encerrado, com Rueda tendo fechado matematicamente a conquista do título da competição.

 

Marc Márquez fora da MotoGP 2025: O cenário é contraditório. Marc Márquez é campeão com louvor da temporada deste ano da classe rainha do motociclismo, mas está fora de combate para o resto do ano. Vítima de um toque de Marco Bezzecchi na etapa da Indonésia, a “Formiga Atômica” voltou ao pesadelo de sofrer um novo ferimento com nova intervenção cirúrgica que o tirou do restante das corridas deste ano, prejuízo que só não é maior por já ter fechado matematicamente a disputa do título na etapa do Japão. O que era previsto para ser uma recuperação “conservadora” infelizmente se mostrou na necessidade de nova intervenção cirúrgica que, claro, exige pelo menos um mês inteiro de repouso e descanso. Felizmente, depois dos percalços vividos em 2020 a 2022, Marc Márquez já está mais do que escaldado com este tipo de problema, e com mais um título no currículo, o melhor mesmo é se concentrar em sua recuperação, para voltar em 2026 devidamente curado, uma vez que pouco mais teria a ganhar no restante da temporada 2025, apesar de ser um revés contundente para o agora heptcampeão, que terá de ficar de molho por algum tempo, situação que certamente não é nada agradável para um piloto...

 

Jorge Martin: O campeão de 2024 decididamente não deve voltar para as provas finais da temporada de 2025. Tendo se lesionado novamente, a Aprilia já confirmou que Jorge não estará presente na etapa de Portugal da MotoGP, o que deve valer também para o encerramento do campeonato, em Valência. Certamente, será a temporada mais anticlimática de um campeão desde o ocaso vivido por Marc Márquez em 2020, quando o então hexacampeão mundial ficou de fora de toda a temporada depois de se acidentar logo na etapa inicial daquele ano, amargando sequelas de uma recuperação apressada que só ajudou a complicar ainda mais sua situação. Jorge Martin teve o azar de se acidentar logo no início dos treinos da pré-temporada, e ainda por cima, se machucar de novo às vésperas de começar a temporada da competição. Quando voltou, novo acidente, e mais meses de recuperação. E, quando as coisas pareciam começar a engrenar finalmente, com o espanhol começando a mostrar a garra que o levou ao título do ano passado, um novo acidente, desta vez causado por ele próprio, mais uma vez o levou a ficar fora de combate. Melhor ficar de fora e fazer uma recuperação cuidadosa para voltar com tudo em 2026, e encerrar um ano que certamente não ficará na memória dos seus fãs e da MotoGP.

 

Penske fora do Mundial de Endurance: E a Penske decidiu abandonar o campeonato do WEC. O time de Roger Penske anunciou sua retirada da competição ao fim da atual. Além de problemas advindos de dificuldades financeiras por parte da Porsche, que fornece os carros do time na competição, a escuderia, que foi campeã do WEC em 2024, vinha manifestando descontentamento com certas regras do certame, entre elas as configurações do BOP – Balanço de Performance, em português, questionando como os parâmetros eram tomados de prova a prova. A Penske reiterou que manterá seu programa com os mesmos carros no campeonato do IMSA, onde foi novamente campeã este ano, para mostrar que, apesar das dificuldades enfrentadas por parte da Porsche, seguirá mantendo presença no esporte a motor das provas de longa duração, preferindo centrar forças no campeonato norte-americano, e deixando o mundial. Não deixa de ser uma perda para o WEC, que embora possa comemorar a chegada em breve da McLaren e da Ford à competição na classe dos Hypercars, volta a perder um de seus nomes mais tradicionais, da Porsche, na competição.

 


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