quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ARQUIVO PISTA & BOX – MARÇO DE 1998 – 27.03.1998



            Voltando às postagens regulares, hora de trazer hoje mais um de meus antigos textos, no caso, a coluna publicada no dia 27de março de 1998, após o início do campeonato de Fórmula 1 daquele ano, onde vimos os bólidos da categoria darem um drible nas novas regras técnicas que visavam tornar os carros mais lentos e, por tabela, mais seguros. A capacidade dos engenheiros e projetistas conseguiu dar a volta por cima, em tempo até mais rápido do que todos esperavam. De certeza sobre as consequências das novas regras, apenas o fato de que ninguém gostou dos pneus com sulcos, que iriam dar muitas dores de cabeça e dificultariam ainda mais as tentativas de ultrapassagens. A F-1 demoraria uma década para se livrar daqueles compostos que nunca contribuíram para a melhoria das disputas da categoria máxima do automobilismo.
            De resto, notas rápidas sobre alguns dos outros acontecimentos do mundo da velocidade, bem como os calendários da IRL e da Sudam Superturismo naquele ano. Uma boa leitura a todos, e em breve tem mais textos antigos por aqui...


TUDO COMO ANTES...

            Chegou a hora do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, 2ª etapa do campeonato mundial da categoria. A maior expectativa, que começam com os treinos oficiais de hoje, e se a McLaren imporá em Interlagos a mesma superioridade que se viu em Melbourne. Expectativa à parte, se há alguma coisa que deixou todo mundo espantado na Austrália, inclusive eu, foi o nível de performance apresentado pelos carros da F-1.
            Desde meados do ano passado, quando a FIA divulgou o novo pacote técnico de regras para esta temporada, todo mundo já previa que haveria uma queda de performance. A dúvida seria o quanto os carros perderiam de desempenho, e quanto tempo se levaria para se recuperar o tempo perdido. A F-1 não é a categoria automobilística mais avançada do planeta à toa. Todo mundo sabia que seria mera questão de tempo até que os engenheiros e projetistas conseguissem dar a volta por cima e fazer os bólidos ficarem tão rápidos quanto antes.
            O que se viu em Melbourne, entretanto, foi que parecia que nada havia mudado. E este foi o espanto. Engenheiros, técnicos e projetistas mostraram mais uma vez do que a F-1 é capaz. O trabalho dos setores técnicos das escuderias recuperaram quase toda a performance perdida do ano passado para cá em tempo recorde. Nem parecia que os carros mudaram tanto do fim de 97 para cá, nem mesmo que os pneus passaram a ter sulcos em sua superfície, diminuindo sensivelmente sua aderência.
            Max Mosley, autor da mudança técnica, visando dar mais segurança à categoria e reduzir a velocidade dos carros e oferecer mais possibilidades de disputa, deve ter ficado com um enorme ponto de interrogação sobre sua cabeça, tentando compreender como as equipes conseguiram tão rápida recuperação de performance. E tome desempenho: Mika Hakkinen foi pole com um tempo apenas 0s641 maior do que a pole de Jacques Villeneuve em 1997. Se tivesse largado com este tempo no ano passado, teria saído na primeira fila ainda. E o tempo da corrida foi pouca coisa maior, apenas 1min17s278 superior à duração da corrida de 97. E só não foi menor porque a McLaren deu um verdadeiro passeio no Albert Park, deixando a concorrência a ver navios, o que significa que tanto Hakkinen quanto David Coulthard não exigiram tudo de seus carros.
            O caso da McLaren, que foi mais rápida este ano do que em 97 propriamente, não foi um caso isolado. Tendo como base os melhores tempos de cada equipe, em comparação com o GP da Austrália de 97, todas as escuderias melhoraram seus tempos na pista australiana, com exceção apenas da Williams, Prost, Stewart e Minardi. A Williams foi o time que apresentou a maior queda de performance, 1s550, enquanto a Stewart foi quem apresentou o menor déficit, 0s308. Entre os times que evoluíram, a McLaren barbarizou, sendo 1s521 mais rápida do que no ano passado. A Jordan foi o time que mostrou menos ganho de performance, sendo apenas 0s738 mais veloz do que em 97.
            Agora em Interlagos, um circuito com características muito diferentes de Melbourne, é que poderemos ter mesmo uma idéia mais precisa da real performance dos carros de F-1. Vamos ver como os carros se comportam em uma pista cheia de ondulações e com curvas bem mais variadas. É nisso que Max Mosley ainda tenta ter esperança, pois até o presente momento, tudo indica que o pacotaço técnico baixado em 97 não serviu para absolutamente nada.
            Os pilotos ainda engrossaram o coro de críticas alegando que com os pneus atuais com sulcos, ficou ainda mais difícil ultrapassar em corrida. E isso só contribui para a monotonia da categoria. Tomara que o GP do Brasil consiga trazer esperança de melhores ares de competição do que se viu na Austrália...


CALENDÁRIOS 98: F-INDY (IRL)

DATA
PROVA
24.01
Orlando*
22.03
Phoenix*
24.05
500 Milhas de Indianápolis
06.06
Forth Worth
28.06
New Hampshire
19.07
Dover
25.07
Charlotte
16.08
Pikes Peak
29.08
Atlanta
20.09
Forth Worth
10.10
Lãs Vegas

(*) = Provas já realizadas.


CALENDÁRIOS 98: SUPERTURISMO SUDAM

DATA
PROVA (PAÍS)
01.03
Buenos Aires (Argentina)*
22.03
Mendoza (Argentina)*
05.04
Londrina (Brasil)
03.05
Paraná (Brasil) **
17.05
Tarumã (Brasil)
05.07
Assunção (Paraguai)
23.08
Curitiba (Brasil)
06.09
Buenos Aires (Argentina)
04.10
Buenos Aires (Argentina)
18.10
Goiânia (Brasil)
22.11
Montevidéu (Uruguai)
13.12
São Paulo (Brasil)

(*) = Provas já realizadas.
(**) = Local a definir/


A F-CART chega à Ásia. Esta noite, à 1 hora da manhã, pelo horário de Brasília, 2 da tarde de sábado no horário do Japão, será disputada a 2ª etapa do campeonato de 98. O palco é a maior atração da prova: o belíssimo circuito de Twin Ring Motegi, um verdadeiro complexo automobilístico construído pela Honda por quase US$ 500 milhões. A prova será disputada no circuito oval, que mede cerca de 2,416 Km de extensão.


Os brasileiros largaram em grande estilo na F-3 Inglesa no último fim de semana, em Donington Park. Enrique Bernoldi arrasou a concorrência fazendo a pole, a volta mais rápida, e liderando de ponta a ponta  a corrida. Em segundo ficou Martin O’ Connel, mas o Brasil fez maioria no pódio: Luciano Burti ficou em 3º lugar. Em 4º, mais um brazuca, Mário Haberfeld. Ricardo Maurício também pontuou, terminando na 7ª posição.


Nossos pilotos também provocaram calafrios nos ingleses da F-Vauxhall, também disputada em Donington Park. Wagner Ebrahim faturou a corrida, tendo Toby Schekter em 2º. Fernando Pantani, mais um brasileiro, fechou o pódio na 3ª colocação...


Em Le Mans, na abertura da F-Renault, também levantamos mais um caneco. Giuliano Losacco venceu de ponta a ponta a corrida. Outro brasileiro na parada, Hoover Orsi, terminou em 5º lugar...


Semana passada, os times da F-1 testaram uma barbaridade em diversas pistas. Barcelona foi o circuito mais movimentado. A Williams conseguiu progressos com um novo pneu da Goodyear, e Jacques Villeneuve ficou a 0s3 da marca de Mika Hakkinen com a McLaren, fazendo prever que a Williams dará mais briga nas próximas etapas. E Damon Hill começa a mostrar à Jordan como se desenvolve um carro de F-1: o campeão de 1996 ficou a menos de 0s1 da marca de Hakkinen na pista da Catalunha, e com um carro que, tecnicamente, não está no mesmo nível da McLaren, o que é um resultado significativo, não apenas para a Jordan, mas também para Hill, que mostra suas habilidades ao volante de um F-1...


A França está de volta ao calendário da F-1. A data é 28 de junho, em Magny-Cours. Ainda não foi decidida a corrida que substituirá o GP de Portugal, mas a FIA aumentou o leque de opções incluindo Donington Park e Jerez de La Fronteira...
 


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

FLYING LAPS – OUTUBRO DE 2017



Já estamos praticamente na reta final do ano de 2017, e com um pouco de atraso, eis que sai hoje a edição da Flying Laps dedicada a alguns dos acontecimentos ocorridos no mundo da velocidade no mês de outubro passado, com várias notas sobre estes eventos do mundo do esporte a motor que tiveram lugar neste último mês, sempre com alguns comentários rápidos a respeito de cada dos assuntos abordados. Então, uma boa leitura a todos, e vamos em frente, sempre em altíssima velocidade, característica mais do que marcante do mundo das corridas, rumo ao fim deste ano...


Depois de ser derrotado por Andrea Dovizioso no GP do Japão e ver sua vantagem na classificação do campeonato ser reduzida a 11 pontos, Marc Márquez precisava dar uma resposta cabal de que ainda é o favorito na luta pelo título da classe rainha do motociclismo, e a “Formiga Atômica” deu seu recado na etapa da Austrália, em Phillip Island, conseguindo seu 6º triunfo no campeonato, e abrindo uma grande vantagem na classificação, quase colocando a mão na taça. O piloto da equipe oficial da Honda largou na pole e venceu a prova, enquanto seu rival Dovizioso, da Ducati, largava apenas em 11º, e ainda cometeu um erro nas primeiras voltas, caindo para as últimas colocações, de onde precisou fazer uma prova de recuperação, mas sem nenhuma condição de brigar pelas primeiras posições na corrida australiana. Com um pelotão bem compacto nas primeiras colocações, Márquez aproveitou-se do renhido duelo pela segunda posição na prova para escapar e averbar mais um triunfo no campeonato. Depois de algumas provas em baixa, a Yamaha conseguiu um grande resultado, colocando seus dois pilotos no pódio, com Valentino Rossi a mostrar uma grande performance, depois de seu revés em Motegi, e terminando a prova australiana em 2º lugar. Maverick Viñales, ainda sonhando com o título, foi o 3º colocado, ficando praticamente de fora da disputa. Johann Zarco, em mais uma demonstração de capacidade, duelou pelo pódio até as voltas finais, quando acabou superado pela dupla do time oficial da Yamaha, e terminou em 4º lugar, dando outro excelente resultado à Tech3. Para a Ducati, não foi mesmo um bom dia: além de ter ido mal na classificação com Andrea Dovizioso, viu o postulante ao título finalizar a prova apenas em 13º, vendo o arquirrival Márquez vencer e aumentar exponencialmente sua vantagem na classificação, de 11 para 33 pontos. Jorge Lorenzo, o outro piloto do time de Borgo Panigale, acabou a corrida na 15ª posição. Quem teve motivos para comemorar foi a dupla da KTM, Paul Spargaró e Bradley Smith, ao terminarem em 9º e 10º, mostrando a evolução gradual da marca, que entrou este ano na MotoGP e vinha sofrendo com os maus resultados.


Na penúltima etapa do campeonato da MotoGP, disputado em Sepang, na Malásia, todas as atenções estavam voltadas para Marc Márquez, que dependendo da combinação de resultados, poderia conquistar o tetracampeonato na corrida malaia, uma vez que abrira uma grande vantagem na Austrália sobre Andrea Dovizioso, o único piloto em condições de lhe roubar o título. E o italiano da Ducati conseguiu reverter a desvantagem, pelo menos parcialmente, e levar a decisão do campeonato para a corrida final do campeonato, em Valência, na Espanha. Dovizioso averbou em Sepang seu 6º triunfo na temporada, igualando o número de vitórias de Marc Márquez, que foi o 4º colocado, e minimizou os prejuízos, tendo largado em 7º, enquanto Dovizioso largava na primeira fila, em 3º lugar. A chuva mais uma vez mostrou as caras, e a corrida malaia foi disputada em piso molhado. Na sua melhor apresentação na Ducati este ano, Jorge Lorenzo tomou a ponta de Johann Zarco ainda nas primeiras voltas e tinha boas chances de, enfim, conseguir sua primeira vitória na temporada, mas Andrea Dovizioso, que havia caído um pouco na largada, tinha outras idéias, e já vinha no encalço do companheiro de equipe, que várias voltas depois de um duelo de tempos entre os pilotos da Ducati, errou em uma curva, permitindo a Dovizioso assumir a ponta, e conquistar a vitória na pista de Sepang. Com o resultado, o piloto italiano da Ducati agora tem 21 pontos de desvantagem para Marc Márquez, com 25 pontos em jogo na etapa final, em Valência. A desvantagem, portanto, ainda é grande, e o italiano precisa não apenas de um bom resultado indispensável, uma vitória, como ainda torcer para um resultado bem ruim de Márquez, de preferência um abandono, para chegar ao título, o que será muito difícil de acontecer. De qualquer forma, a Ducati termina o ano melhor do que imaginava, fazendo o vice-campeão da temporada com Dovizioso. Mas quem sabe, com alguma sorte, vem o título da temporada? As chances são pequenas, mas ainda existem...


Rubens Barrichello venceu a segunda corrida da Stock Car em Buenos Aires, fazendo uso da estratégia de largar com os pneus de pista seca, com os quais havia terminado a primeira prova. O piloto da Fulltime largou em 21º e foi superando os rivais na pista um a um, até assumir a liderança da corrida, de onde não mais sairia. A mesma estratégia foi adotada por Max Wilson (RCM/Eurofarma) e Rafael Suzuki (Cavaleiro), que terminaram no pódio, em 2º e 3º lugares. Felipe Fraga, que havia vencido a primeira corrida, foi o 6º colocado. Cacá Bueno terminou em 5º lugar. Daniel Serra, o líder do campeonato, acabou abandonando a prova, e com o 10º lugar de Thiago Camilo (Ipiranga), viu sua vantagem na classificação ser reduzida a 4 pontos. Com os resultados da etapa, Felipe Fraga, então o 6º colocado, subiu para a 3ª posição no campeonato.



A etapa de Tarumã da Stock Car foi marcada por um festival de punições que bagunçou o resultado obtido pelos pilotos na pista. Para começar, Ricardo Zonta havia vencido a primeira corrida, mas a queda do tanque de combustível na área do pit-line nos boxes da equipe do piloto, após a parada, foi considerada pelos comissários como infração, e Zonta perdeu a vitória, sendo classificado apenas em 13º lugar. Daniel Serra, da RC/Eurofarma, que havia chegado em 2º, ficou com a vitória, voltando a abrir vantagem na classificação para Thiago Camilo, que finalizara em 4º lugar. Galid Osman ficou com o 2º lugar, e Max Wilson fechou o pódio da primeira corrida na pista gaúcha. Rubens Barrichello foi apenas o 9º colocado, enquanto Felipe Fraga acabou abandonando a prova, e viu suas chances de uma recuperação no campeonato sofrerem um forte tombo. Na segunda corrida, a vitória ficou com Ricardo Mauricio, da RC/Eurofarma. Felipe Fraga, da Cimed, havia terminado em 2º lugar, mas acabou punido pela direção de prova, por ter feito ultrapassagens sob bandeira amarela, e acabou classificado em 7º lugar. Com isso, Átila Abreu acabou com a 2º posição, seguido por Márcio Campos. Daniel Serra fechou a segunda corrida sem pontuar, mas para sua sorte, Thiago Camilo, o segundo colocado na classificação, também não obteve um resultado de monta, fechando a corrida apenas em 11º.


Com os resultados das rodadas de Buenos Aires e Tarumã, Daniel Serra ainda segue na liderança do campeonato da Stock Car, com 289 pontos, 10 à frente de Thiago Camilo, com 279. Depois de um fim de semana positivo na capital da Argentina, Felipe Fraga acabou superado por Átila Abreu na pontuação, por um ponto (223 a 222), caindo para a 4ª posição. Em 5] lugar, vem Max Wilson, com 203 pontos. Rubens Barrichello é o 6º colocado, com 198 pontos. Cacá Bueno é o 7º, com 191 pontos, à frente de Ricardo Maurício, com 181 pontos. Para fechar o campeonato, ainda haverá a rodada dupla de Goiânia, no dia 19 de novembro, e a corrida final, em Interlagos, no dia 10 de dezembro.


Batida repetidamente pela Porsche no Mundial de Endurance nesta temporada na classe LMP1, a Toyota pelo menos sentiu o gosto da vitória em casa, nas 6 Horas de Fuji, disputadas no circuito próximo à montanha-símbolo do Japão. A fábrica alemã havia saído na pole-position, mas a prova, marcada por várias interrupções devido ao clima, acabou encerrada por causa do mau tempo, e com isso, a marca japonesa pôde comemorar a vitória em dobradinha, com o trio Sébastien Buemi/Kazuki Nakajima/Anthony Davidson, ao volante do carro Nº 8. Na segunda posição ficou o trio Mike Conway/Kamui Kobayashi/José-Maria López, com o carro Nº 7. A Porsche acabou terminando com seus dois carros logo a seguir, em 3º e 4º lugares. E houve vitória brasileira na classe LMP2: Bruno Senna, que fazia aniversário justamente no dia da corrida, venceu em sua categoria, ao lado de seus parceiros Nicolas Prost e Julien Canal, no carro Nº 31 da equipe Rebellion, classificados em 5º lugar na classificação geral da prova. André Negrão, defendendo a Signatech-Alpine no carro Nº 36, ao lado de Gustavo Menezes e Nicolas Lapierre, fechou a prova na 2º colocação na classe LMP2, garantindo dois brasileiros no pódio. Agora, faltam duas etapas para o encerramento do Mundial de Endurance, com as etapas de Shanghai e do Bahrein. Com o anúncio do abandono da Porsche ao fim do ano, ainda fica em dúvida se a Toyota permanecerá na competição, uma vez que não teria uma adversária à altura para enfrentar, já que os demais times da classe LMP1 não são de equipes de fábrica. A marca japonesa prometia anunciar sua decisão de permanecer ou não após a corrida em Fuji, mas até o fechamento deste texto, nada ainda havia sido divulgado a respeito, mas aumentaram as possibilidades de a Toyota permanecer no certame, segundo alguns comentários, uma vez que novos times privados devem adentrar na classe em 2018.


Depois de sua participação nas 500 Milhas de Indianápolis deste ano, o espanhol Fernando Alonso, depois de renovar seu contrato com a McLaren para estar mais um ano no grid da F-1 em 2018, anunciou o seu novo desafio no mundo do automobilismo: irá participar das 24 Horas de Daytona, a mais tradicional de endurance dos Estados Unidos, pela equipe United Autosports, comandada justamente por Zak Brown, que é diretor da equipe McLaren de F-1. A participação de Alonso é uma preparação visando as 24 Horas de Le Mans, que no próximo ano não irão conflitar com nenhuma etapa do mundial de F-1, e é um desejo de participação do piloto espanhol, que há pouco tempo atrás, quase participou da corrida pela Porsche, mas Ron Dennis, então chefe da McLaren, vetou sua aventura em Le Sarthe. Os alemães então contrataram Nico Hulkemberg para a vaga, e ele acabou ganhando a corrida, e ganhando muito prestígio por isso. Em Daytona, Alonso terá como parceiros os pilotos Lando Norris, campeão da F-3 Européia e piloto do programa de desenvolvimento da McLaren, e Phil Hanson. Ainda não dá para saber como será a performance do asturiano na corrida, onde conduzirá um protótipo Ligier JS P217, classe LMP2. O piloto possui grandes expectativas sobre o próximo ano, uma vez que, além da participação em Daytona, e dos planos de disputar as 24 Horas de Le Mans, a McLaren utilizará um motor bem mais competitivo na F-1: o Renault, em substituição aos Honda utilizados nos últimos três anos e que não trouxeram os resultados esperados.


Desfalcando o time da Toro Rosso em Austin para lutar pelo título da Super Formula japonesa na pista de Suzuka no mesmo fim de semana do GP dos EUA de F-1, Pierre Gasly nem teve chance de entrar na pista: a passagem de um tufão pelo Japão complicou as coisas e a etapa final da competição acabou cancelada, dando o título da temporada para o japonês Hiroaki Ishiura, da Toyota. Gasly acabou com o vice-campeonato, 0,5 ponto atrás de Ishiura.