sexta-feira, 10 de junho de 2016

ENTRESSAFRA DE VITÓRIAS NA F-1


Rubens Barrichello conquistou a última vitória brasileira na F-1, no Grande Prêmio da Itália de 2009. E de lá para cá, nunca mais tivemos outro triunfo na categoria máxima do automobilismo. E a seca promete continuar... 

            Chegamos a Montreal, para o Grande Prêmio do Canadá, onde a F-1 costuma apresentar corridas bem interessantes e disputadas, e uma das minhas pistas favoritas do campeonato. Depois da vitória de Lewis Hamilton em Mônaco, há duas semanas, todos querem saber se o atual campeão irá manter firme sua reação na competição, e partir para a caça ao líder Nico Rosberg, que teve sua primeira corrida abaixo das expectativas justamente em sua casa, em Monte Carlo. A vantagem do piloto alemão ainda é bem satisfatória, o que significa que Hamilton, mesmo que vença a corrida canadense, terá de torcer para um mau resultado de seu parceiro de equipe, a fim de maximizar seu triunfo.
            Em meio a tudo isso, um assunto que foi levantado durante a semana é sobre o jejum de vitórias brasileiras na F-1. O último triunfo foi em 2009, obtido por Rubens Barrichello no Grande Prêmio da Itália, em Monza. De lá para cá, nenhum piloto do Brasil tornou a subir ao degrau mais alto do pódio na categoria máxima do automobilismo nacional. O “recorde” anterior da entressafra de triunfos tupininquins na F-1 era do período da última vitória de Ayrton Senna, em 1993, no Grande Prêmio da Austrália, até o Grande Prêmio da Alemanha de 2000, onde Rubens Barrichello venceu pela primeira vez na categoria, totalizando 2.458 dias entre uma vitória e outra. Esse número de jejum de vitórias verde-amarelas na F-1 foi atingido no último domingo, ou seja, já estamos vivenciando a maior entressafra de vitórias nacionais na principal categoria automobilística do planeta, e com perspectivas nada animadoras de ser encerrada tão cedo.
            Temos apenas dois representantes na F-1 atualmente. Felipe Massa, pela Williams; e Felipe Nasr, pela Sauber. Nas atuais condições de seus carros, infelizmente eles precisam de um milagre para conseguir vencer. Para Massa, a tarefa é menos impossível, mas não menos difícil. A Williams tem um bom carro, mas sua evolução para este ano não acompanhou as principais rivais, como Ferrari e Red Bull, e está cada vez mais distante da toda-poderosa Mercedes, de onde havia se aproximado bastante no fim da temporada 2014. Para Felipe Nasr, tido como nova esperança brasileira na categoria, não há milagre que o permita fazer muito mais do que vem demonstrando o carro da escuderia suíça, que já viveu melhores dias.
            Durante a semana, essa “seca” de triunfos brasileiros na F-1 foi discutida em fóruns de internet, em programas especializados, como o novo Fox Nitro, e esmiuçados por jornalistas especializados, como Flávio Gomes e Lívio Oricchio, entre outros. Lívio trouxe uma análise bem acurada do problema, que é mais abrangente do que muitos imaginam, apontando algumas das principais dificuldades que a nossos pilotos enfrentam em sua formação no pífio automobilismo nacional de que dispomos atualmente. Definitivamente, há um monte de problemas que contribuem para a falta de renovação do plantel de pilotos brasileiros no automobilismo internacional, e falta muita vontade e disposição por parte de muitos para se quebrar esse momento ruim em que vivemos. A CBA praticamente tira seu corpo fora, como se não tivesse nada a ver com isso, e pior ainda, culpa o momento de crise econômica para justificar as dificuldades, além de quase se “santificar” pelo quase nada que faz atualmente, como se isso fosse um favor que ela presta de boa vontade, quando na verdade nem consegue fazer sua obrigação direito. Desnecessário eu elencar ^novamente tudo o que já foi dito nas análises da semana feitas por Flávio e Lívio em seus respectivos canais.
            Mas a consequência de termos cada vez menos representantes nacionais em competições de peso mundo afora é real e cada vez mais séria. Na F-1, Felipe Massa provavelmente deixará a categoria em pelo menos umas três temporadas, talvez mais, talvez menos. Nasr, por outro lado, precisa lutar para não ser tragado pelo momento ruim de seu time, situação que já “matou” a carreira de muitos pilotos talentosos na categoria. No horizonte, Pedro Piquet, Pietro Fittipaldi, e Jaime Sette Câmara despontam como mais prováveis pilotos brasileiros a surgirem para a F-1, mas o caminho até lá ainda será tremendamente árduo, e lá chegando, precisam cair no lugar certo, e no momento certo. Caso contrário, vencer continuará sendo um objetivo distante e algo que os torcedores brasileiros só se lembrarão olhando para o passado.
            O momento de jejum de vitórias de nossos pilotos na F-1 vem fazendo o interesse da grande torcida diminuir ano após ano. Não apenas nos índices de audiência, mas na própria cobertura especializada que havia em nosso país. Basta ver o exemplo de “O Estado de São Paulo”, que mal vem falando da F-1 atualmente, reduzindo o noticiário a meras notas rápidas em sua seção de esportes. No caso da Globo, então, pior ainda: a corrida deste fim de semana será mostrada apenas em VT na madrugada de domingo para segunda feira, após jogo do Brasil pela Copa América. Quem quiser assistir direito à corrida precisará apelar ao canal pago SporTV. Aliás, a Globo reduziu seu staff de corridas para esta temporada: Apenas a equipe de reportagem está presente nos autódromos este ano, ficando narrador e comentaristas fazendo o trabalho em estúdio, no Brasil, pelo menos até este momento do campeonato.
            Não que nossos pilotos não tenham conseguido brilhar lá fora: Lucas Di Grassi luta pelo título da F-E, tendo obtido sua primeira vitória no Mundial de Endurance; na IRL, Hélio Castro Neves é o 3° colocado no campeonato, e tanto ele quanto Tony Kanaan tem carro e equipes para vencer corridas na categoria; Pipo Derani fez bonito nas 24 Horas de Daytona, e repetiu a dose em Sebring. Mas, e daí? A imprensa tem feito uma cobertura pífia destes bons resultados, obtidos em categorias, na prática, desconhecidas para a grande massa dos torcedores nacionais. Apenas os aficionados, que acompanham as competições do esporte a motor com mais atenção, tem tido conhecimento destes bons momentos. E, justamente por serem categorias “estranhas” a esse grande público, o interesse do mercado nacional em explorar o meio automobilístico é praticamente nulo.
            Sem o grande público para ter interesse, as empresas nacionais, que já foram muito solícitas em apoiar nossos pilotos, hoje pensam muito antes de investir em alguém. Além do fator crise, que certamente atrapalha, a relação custo-benefício tem sido cada vez mais invocada quando se tem algum projeto de fato para o setor. A desculpa da crise é muito conveniente, mas em tempos onde nosso país vivia inflação galopante e tinha a economia mais fraca do que hoje, havia muitas empresas apoiando não apenas nosso automobilismo, como patrocinando diversos pilotos, desde suas primeiras categorias de competição. Hoje, isso praticamente sumiu, fora o agravante de os valores atuais necessários para o devido aporte ter aumentado a níveis absurdos também. Mas antigamente havia o interesse do grande público, e isso justificava a maior disposição das empresas em apoiar nossos pilotos. E, lamentavelmente, o público seleto que realmente gosta de automobilismo no Brasil, que curte as corridas, conhece as categorias em disputa, seus pilotos e times, e segue com afinco as provas, não tem um número que seja interessante para atrair potenciais interessados. Falta o que se chama “massa crítica”, que é quando o público potencial passa a atrair de fato o interesse de algum investidor ou de um projeto se sustentar firmemente voltado apenas para esse nicho de mercado.
            Daí a diferença para países da Europa, como Itália, Alemanha. França, ou Inglaterra: tenham ou não pilotos fortes na F-1, eles possuem campeonatos firmes e um automobilismo poderoso porque há um grande público que curte as corridas e disputas do esporte a motor. E as empresas lutam pela atenção desse público, e sabem cultivá-lo. Pilotos recebem investimentos fortes já nos campeonatos de kart, empresas e montadoras investem nos certames, etc. Há uma cultura de fomento ao automobilismo, que é bem gerida na sua maioria, e que é vista com seriedade. No Brasil, perdeu-se essa cultura, que infelizmente dependeu muito das conquistas de nossos representantes na F-1, que sempre foi nossa maior vitrine desde as primeiras vitórias de Émerson Fittipaldi. E, nos tempos de hoje, onde o profissionalismo foi levado a níveis cada vez mais altos, quando se olha para o passado e vê o que nossos pilotos conseguiram naqueles tempos, pode-se dizer que quase se chega a acreditar em alguns milagres.
            Tivemos três pilotos fora de série, Émerson Fittipaldi, Nélson Piquet e Ayrton Senna, e muitos bons pilotos, que souberam honrar o capacete que vestiram, mas que para o grosso da torcida, se não venciam, simplesmente não prestavam ou eram tachados de “fracos”, “submissos”, “incompetentes”, além de outros adjetivos menos elogiosos. E esse comportamento da grande torcida, de só valorizar vencedores e/ou campeões, ajudou-nos a chegar no nosso estado atual, embora não seja o único culpado por tudo.
            Nossa atual “seca” na categoria máxima do automobilismo, em condições normais, tem tudo para ir muito, muito longe. Em tese, termos pilotos na F-1 já poderia ser considerado um privilégio: são apenas 22 carros, com pilotos que vem do mundo inteiro, e temos ali, no momento, dois representantes. Mas, para a grande maioria da torcida, isso não basta... É considerado tão somente como obrigação... Muita coisa precisa mudar no Brasil para que tenhamos novamente condições de fornecer pilotos em quantidade e qualidade para o mundo do automobilismo, de modo a facilitar o encaixe de um potencial piloto a ser novamente campeão na categoria máxima do automobilismo. Do jeito como está atualmente, nossos poucos pilotos que chegam lá fora precisam literalmente correr em dois páreos ao mesmo tempo só para tentarem tirar a diferença de preparação que os pilotos europeus já contam.
            O problema é que pedir mudanças no Brasil atualmente está sendo uma via cruccis das mais complicadas. Nossa situação política, então, nem se fala... Parece que o brasileiro terá de sofrer muito e passar do fundo do poço, para ver se toma jeito e realmente muda sua mentalidade... Algo que lamentavelmente também se aplica às nossas gestões esportivas, incluída aí a inoperante CBA, que continua teimando em se fazer de surda às prementes necessidades de nosso automobilismo nacional, que sobrevive aos trancos e barrancos, podendo literalmente capotar mais dia, menos dia, e nunca mais conseguir retomar a competição...
            Acostumem-se, portanto, com o jejum de triunfos na F-1...


Esta pista de Montreal exige bastante de dois componentes dos carros: motor e freios. Há bons trechos de retas, onde os propulsores são exigidos a fundo, entrecortados por curvas de baixa que necessitam de freadas bem fortes, como a curva do Hairpin, um dos pontos mais favoráveis para se tentar ultrapassagens, onde os carros chegam em alta velocidade, passando logo a seguir para o trecho de maior aceleração da pista. Não é difícil os bólidos terem problemas com os freios neste circuito. Os bons trechos de aceleração, com destaque para a porção da pista que conduz à reta dos boxes, exigem bastante dos motores, e esse é um detalhe interessante para vermos como ficou o desempenho global das novas atualizações na unidade de potência da Renault, que foi muito bem em Mônaco, e já tinha conquistado elogios dos engenheiros nos treinos realizados na pista de Barcelona. Mas potência não é algo determinante na pista monegasca, o que não é o caso aqui desta pista, onde a força bruta do motor conta muito. Se as atualizações feitas conseguiram aproximar realmente o desempenho da Renault em relação a Mercedes e Ferrari, será algo muito positivo para a competição, pois significa que a Red Bull poderá voltar a disputar firme as primeiras colocações nas corridas. Depois dos resultados que vimos em Barcelona e Monte Carlo, há suspeita de que a própria Ferrari já teria ficado para trás em relação ao time dos energéticos, mas acredito que aqui no Canadá poderemos ter uma melhor avaliação do potencial de competitividade da Red Bull com a nova versão do motor Renault, e se eles estão realmente conseguindo superar o desempenho competitivo da Ferrari. Aguardemos pelos primeiros treinos livres de hoje.
O belo circuito Gilles Villeneuve, montado na Ilha de Notre Dame, no Rio São Lourenço, em Montreal, requer freadas fortes e motores potentes, e recebe a F-1 neste final de semana...


A nova competitividade da Red Bull acendeu o sinal vermelho em Maranello, aliás. O time rosso trouxe atualizações em sua unidade de potência para este GP, confiante em retomar sua posição de principal adversária da Mercedes. A Ferrari também confia nas características desta pista para superar a Red Bull, uma vez que o circuito canadense não privilegia tanto o equilíbrio do chassi do carro, o que significa que também a Williams, e até a Force India, pensam alto para a corrida deste final de semana. Para o time de Frank Williams, é o momento de compensar o mau resultado da corrida de Mônaco, que voltou a evidenciar a fraqueza do seu carro em pistas travadas e de baixa velocidade, ponto vulnerável mais do que conhecido no ano passado, e que deveria ter sido pelo menos minimizado no projeto do carro deste ano. Já está se tornando consenso no paddock que a Williams terá de repensar sua base de projeto para 2017, pois a atual, concebida em 2014, parece não conseguir mais evoluir o suficiente para superar os adversários mais diretos, como Ferrari e Red Bull, o que deve relegar a escuderia à 4ª colocação na relação de forças da F-1 atual. Não seria uma posição exatamente ruim, mas se pensarmos que a McLaren está lutando bravamente para evoluir, se tiver êxito, possivelmente no ano que vem, e a Williams mantiver sua atual linha de pensamento, pode cair mais uma posição...

quarta-feira, 8 de junho de 2016

ARQUIVO PISTA & BOX - AGOSTO DE 1997 - 29.08.1997



            Depois de um longo e tenebroso inverno, é hora de trazer de volta a seção Arquivo, com mais um de meus antigos textos, aqui no blog. E hoje trago a coluna que foi publicada no dia 29 de agosto de 1997. O assunto em discussão era a possibilidade de Alessandro Zanardi decidir na etapa de Vancouver o título da F-CART, nome que a F-Indy original tinha à época, depois de ser proibida em disputa judicial movida por Tony George de usar o termo “Indy” em seu campeonato, que passava a ser exclusivo da IRL (Indy Racing League). Zanardi vinha dominando a temporada com incrível competência, e deixando os concorrentes comendo poeira. Mas a decisão não viria no circuito urbano da metrópole canadense à beira do Oceano Pacífico. Somente na etapa seguinte, em Laguna Seca, o piloto italiano da Chip Ganassi conquistaria o caneco da temporada.
            Mas a etapa de Vancouver teve um significado especial para um piloto brasileiro: Maurício Gugelmim. Foi lá que ele conquistou sua primeira e única vitória na categoria americana, onde estreou em 1993, após ficar sem vaga na F-1 ao fim do ano anterior. Maurício foi outro piloto nacional que, sem conseguir espaço nas equipes da F-1, migrou para os EUA, e não se arrependeu disso, mesmo que tenha obtido apenas uma única vitória, em suas 147 corridas disputadas no certame estadunidense, onde permaneceu até o fim da temporada de 2001, quando aposentou o capacete. Maurício também marcou 4 poles na competição, onde defendeu as equipes Ganassi, PacWest, e Dick Simon, onde disputou suas primeiras provas, no fim de 1993. Fiquem agora com o texto, e boa leitura...
 

MOMENTO DE DECISÃO

            A F-CART está reunida em Vancouver, na costa canadense do Pacífico, e o clima é de decisão: Alessandro Zanardi, da equipe Chip Ganassi, é o franco favorito ao título. Seus mais diretos perseguidores são Gil de Ferran, Paul Tracy, Greg Moore e Michael Andretti. As coisas, porém, não estão nada fáceis para eles. Com 168 pontos na classificação, o piloto italiano tem ampla vantagem sobre Gil (que tem apenas 130 pontos). A situação piora em relação ao canadense Tracy (121 pontos), e Moore (111), e a Andretti (com apenas 108). O resto está literalmente fora de combate.
            Com 3 vitórias consecutivas nas últimas etapas, disputadas todas em circuitos mistos e um superoval, Zanardi é o favorito à vitória no circuito montado no centro de Vancouver. Zanardi venceu em Long Beach este ano, outro circuito urbano, e no ano passado dominou a prova de Vancouver completamente até ser jogado contra o muro por um retardatário. O resultado, na época, tirou Zanardi da luta pelo título de 96, quando o italiano se encontrava em ascenção meteórica no campeonato.
            Este ano, Alessandro Zanardi simplesmente deixou seu companheiro de equipe Jimmy Vasser na sobra. O piloto italiano já acumula 5 vitórias na temporada (Long Beach, Cleveland, Michigan, Mid-Ohio e Road America). Os piores resultados foram em Milwaukee e Detroit, onde o italiano ficou fora de combate. Até Portland a equipe Ganassi vinha alternando boas performances com resultados medíocres devido a estratégias erradas nas corridas. Zanardi arrumou a casa a partir de Cleveland, e daí em diante, ninguém mais segurou o italiano. E pelo ritmo de Zanardi, ninguém deverá impedi-lo de conquistar o título deste ano.
            Os 38 pontos de vantagem sobre seu mais direto perseguidor, o brasileiro Gil de Ferran, já dão a Zanardi a vantagem de correr pelos pontos. Se o italiano marcar 6 pontos a mais que Gil em Vancouver, e Paul Tracy não conseguir diminuir sua desvantagem em pelo menos 15 pontos, Zanardi já poderá assegurar matematicamente o título. Para complicar a situação, o circuito de Vancouver é um dos mais difíceis da temporada, ao lado de Detroit. Não há pontos favoráveis de ultrapassagem e quem larga na frente já tem meio caminho andado para vencer a corrida. Como se trata de um circuito de rua, acidentes são comuns durante a corrida, o que pode complicar as estratégias de pit stops. Além da performance nas curvas e retas, o desempenho nos boxes será fundamental para um bom resultado.
            Do ponto de vista individual, além de Zanardi, outros nomes fortes para tentar a vitória em Vancouver são Gil de Ferran, e a dupla da PacWest, Maurício Gugelmim e Mark Blundell. O inglês venceu a prova de Toronto, e foi a maior ameaça a Zanardi em Road America, até quebrar. Gugelmim está decidido a acabar com o azar e conseguir enfim sua primeira vitória na categoria. Outro que pode complicar as coisas é o canadense Greg Moore, que costuma se dar bem em circuitos de rua e já venceu em Detroit. Paul Tracy e Al Unser Jr. irão depender muito mais do comportamento do chassi Penske, não tão competitivo em pistas de rua quanto em ovais neste ano. A dupla da Newmann-Hass, Michael Andretti e Christian Fittipaldi, deverão demonstrar nos treinos se irão disputar a vitória ou partir para corridas de recuperação.
            Resumindo, mais uma vez a emoção está garantida. Resta saber quem vai ganhar esta corrida. E quem sabe, faturar o título, ou adiar a conquista para a próxima etapa...


E o Brasil já tem o seu primeiro campeão internacional em 1997. Zaqueu Morioka faturou o título da F-Ford 2000 americana no último final de semana, em Watkins Glen. Zaqueu terminou o campeonato com 205 pontos, contra 197 de Matt Sielsky, o vice-campeão. As duas provas de Watkins Glen foram vencidas pelo italiano Andrea De Lorenzi. Zaqueu, que disputou o campeonato pela equipe Hayes Motorsport, é o mais jovem campeão da categoria, com 18 anos.


Na F-3000 Internacional, deu vitória do inglês Jason Watt na prova de Spa-Francorchamps. Em segundo lugar ficou o brasileiro Max Wilson, depois de uma corrida espetacular. Ricardo Zonta levou umas fechadas desleais do colombiano Juan Pablo Montoya e, com problemas nos pneus, terminou em 5º lugar. Zonta lidera o campeonato com 29 pontos, 5,5 pontos à frente de Montoya. A próxima etapa é dia 27 de setembro, em Mugello, na Itália.


A F-3 Sul-Americana disputa neste domingo a etapa de Rafaela, na Argentina. Bruno Junqueira lidera o campeonato, sendo seguido por Marcelo Ventre e Gabriel Furlan. Faltando ainda 5 etapas para encerrar o campeonato após esta corrida, Junqueira é, no momento, o favorito ao título.


A Indy Lights disputa neste fim de semana em Vancouver mais uma etapa. As chances de Hélio Castro Neves liquidar a fatura da luta pelo título nesta etapa, ou pelo menos garantir que o título seja de um brasileiro, já que Tony Kanaan segue na vice-liderança, são grandes.


Ralf Schumacher já mostrou até agora que é um piloto muito rápido, bem à semelhança do irmão mais velho, que já é bicampeão mundial e caminha firme para o tricampeonato. Infelizmente, Ralf já mostrou também que não tem a mesma cabeça do irmão. Ralf já protagonizou alguns acidentes feios este ano. Só na Bélgica foram 2 num só dia. Na hora de ir para o grid de largada, Ralf foi surpreendido pela chuva que desabou sobre a pista belga e não deu outra: bateu com o carro. Depois, na corrida, já com a pista bem mais seca, bateu de novo. Enquanto isso, o irmão mais velho vencia a corrida praticamente de ponta a ponta...


Pedro Paulo Diniz fez sua melhor corrida na temporada deste ano da F-1. Classificou-se em 8º no grid, e se não fosse um pit stop desastroso em sua primeira parada, poderia ter tido chances até de pontuar. Acabou em 8º mesmo, depois de se envolver em um toque de rodas com Eddie Irvinne, da Ferrari...


Irvinne, por sua vez, não tem moral para reclamar do que Diniz lhe fez na última volta do GP belga. Em 1993, quando estreou na F-1, em Suzuka, Irvinne também jogou Derek Warwick fora da pista na última volta, assegurando o 6º lugar...


Jacques Villeneuve demonstrou em Spa-Francorchamps uma total incompatibilidade com pisos molhados. Enquanto Michael Schumacher tomava a ponta e ia-se embora, Villeneuve começou a perder posições seguidamente. Sem falar em 2 pit stops desastrosos que o jogaram para a 14ª posição. Se a pista não tivesse secado dificilmente ele chegaria entre os 8 primeiros.


Alguns piadistas dizem ter visto Michael Schumacher fazendo a dança da chuva antes da largada em Spa. Alguém aí tem dúvidas quanto ao resultado...?


Mika Hakkinen levou o maior susto da temporada ao perder uma das rodas traseiras e parte da suspensão em plena reta Kemmel, em Spa, na aproximação da freada para a curva Les Combes, a quase 300 Km/h. A McLaren bateu forte mas felizmente o finlandês não se machucou...