quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

HAVOC SERIES - AGRURAS DO DAKAR



            E o rali Dakar, conhecido como a mais difícil das provas off-road do mundo do esporte a motor, encaminha-se para o seu final, no próximo sábado. A prova também é conhecida pelas inúmeras mortes que já apresentou em seus mais de 35 anos de existência, e pelos vários acidentes que ocorrem em suas edições. Afinal, acelerar é preciso, mas não estando a competir em um autódromo, mas em meio à natureza, e em lugares por vezes desertos e até inóspitos, os "loucos do deserto", como costumam ser chamados, estão sujeitos a enfrentar inúmeros percalços, e nem todo mundo consegue se safar de imprevistos sem algumas consequências. Nesta primeira postagem de vídeos do ano, o foco é o rali Dakar. Confiram alguns vídeos sobre a prova, e alguns dos acidentes sofridos pelos competidores desde que a prova começou:

O primeiro vídeo, postado no You Tube pelo usuário stefanojr, faz um pequeno apanhado dos acidentes da competição do Dakar ao longo de seus primeiros 30 anos de existência. Como muitos poderão ver, não é por competirem nas dunas de areia que os acidentes ficam menos perigosos. Muitas vezes, o pessoal despencava literalmente nas dunas dos desertos do Saara, quando a prova era realizada no norte da África. A areia podia ser fofa, mas isso nunca impediu os competidores de se machucarem feio, dependendo do acidente sofrido. Felizmente, muita gente apenas engolia muita areia no tombo, e conseguia seguir em frente, enquanto outros tinham mais azar e ficavam atolados no meio das areias. Confiram:



O vídeo seguinte, postado pelo usuário Michael Hinds no You Tube, traz uma compilação de vários vídeos amadores feitos na competição do Dakar 2015, com vários tombos, capotagens, e alguns outro impropérios mecânicos vivenciados pelos competidores na edição do ano passado. Alguns acidentes, é claro, impossível não dar algumas risadas:



Ah, sim, esqueci de dizer que o vídeo anterior era apenas a "parte 1" postada por Michael Hinds com as agruras e peripécias malucas enfrentadas pelos dakaristas na edição de 2015. Pois aqui está a "Parte 2", com mais alguns tombos, piruetas, e azares enfrentados pelos pilotos. E poeira é o que não falta, como poderão ver:



O próximo vídeo não é do rali Dakar, mas os acidentes são tão "caprichados" que este vídeo tinha que ser postado aqui. De autoria do usuário Rally Car Crash, vocês vão ver aqui como se maltrata uma máquina de competição com categoria, mostrando que enquanto o acelerador estiver funcionando, nada detém estes pilotos... Bom, quase nada, a não ser um barranco, uma valeta, uma ribanceira, etc...tem muita coisa conspirando para tirar estes pilotos da jogada, estragar o seu bom humor, entre outras coisas. Sabem como é, muito provavelmente plantaram aquela árvore naquele local onde você acertou seu carro só para te sacanearem, ou coisa assim. Aproveitem o show de malabarismo destes pilotos:



Tudo bem, depois de uma espairada, voltemos ao Dakar, e aqui temos mais uma compilação de vários dos acidentes ocorridos no famoso rali desde 1979 até o ano passado, postado pelo usuário mike wolf no You Tube. Algumas imagens já foram vistas no primeiro vídeo desta postagem, mas tem outras, e dá para ver que quem compete nesta prova simplesmente não pode ter trauma de areia, pois é o que mais vai encontrar em seu caminho. E nem é preciso dizer que os veículos também adoram a intimidade com a poeira, especialmente entupindo seu motor, câmbio, e outros sistemas, e dando uma trabalheira danada aos mecânicos para tentarem limpar tudo nas zonas de apoio, isso se os caras não ficarem pelo meio do caminho. Confiram:



Neste próximo vídeo, vemos uma capotagem espetacular ocorrida durante a edição do Dakar 2015, também postado pelo usuário mike wolf. E como poderão comprovar, o piloto foi nessa com vontade... Nem consegui contar direito quantas piruetas o carro deu. Talvez vocês tenham mais sorte:


E com isso encerro esta postagem de vídeos. Espero que todos tenham gostado, e em breve trago outras indicações em mais um uma postagem do "Havoc Series". Até breve.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

DAKAR 2016 EM AÇÃO


"A Odisséia", no cartaz de promoção do Dakar, resume bem o espírito de competição e dificuldade do rali, que este ano cruza percursos apenas na Argentina e Bolívia.

            Ano novo, e lá se vão os "loucos do deserto" acelerando de novo, como muita gente se refere aos competidores do Dakar, o mais difícil e famoso rali do mundo, que desde 2009 é disputa na América do Sul, depois que o norte da África ficou potencialmente perigoso demais devido à proliferação de animais que se dizem "religiosos" defendendo sua versão radical do islamismo, entre outras besteiras que pregam. E, no que depender da organização da prova, o rali deverá continuar por aqui ainda por vários anos. Felizmente, o sul de nosso continente foi um substituto mais do que à altura para os desafios que eram proporcionados no norte do continente africano, o que manteve a fama do Dakar como a mais difícil prova de competição off-road do planeta.
            A edição 2016, contudo, teve vários percalços, antes e durante a competição, que chega hoje ao seu 6° dia de competição, com uma etapa de largada e chegada em Uyuni, cidade localizada no Departamento de Potosí, na Bolívia, capital da Província de Antonio Quijarro: serão mais de 540 Km de percurso especial para carros e motos, e quase 300 Km para os competidores de caminhões. Amanhã, todos saem de Uyuni com destino a Salta, onde os competidores terão um dia de descanso no domingo, antes de pegarem no batente de novo, rumo a Rosário, ponto final do rali, no dia próximo dia 16, após mais de 9 mil quilômetros percorridos.
            Chile e Peru ficaram de fora desta edição do Dakar. Os dois países andinos tiveram problemas com desastres naturais, e preferiram concentrar seus recursos na recuperação das áreas atingidas. A saída de ambos deixou a prova sem uma etapa em deserto propriamente, que era uma das grandes tradições do rali. Com isso, a competição ficou restrita à Argentina e à Bolívia, após a organização da competição precisar repensar praticamente toda a prova. Apesar da decepção dos competidores pela ausência dos trechos de deserto, a prova continua sendo extremamente atrativa para os pilotos, equipes e fábricas. Para a largada, no dia 02 de janeiro, tínhamos nada menos do que 136 motos, 45 quadriciclos, 111 carros, e 55 caminhões, para a disputa da 37ª edição do Dakar, com participantes de nada menos do que 60 países, com os franceses ocupando o maior plantel, com 15,7% dos participantes, pouca coisa à frente dos holandeses, que estão presentes com 15% dos competidores. Os argentinos, aproveitando que a prova é disputada em seu país, são o terceiro maior número de participantes, com 12,6%, seguidos pelos espanhóis, com 7,6% de competidores.
            Resolvido o impasse, a prova do Dakar enfrentou outro problema: as chuvas torrenciais que castigam a Argentina neste início de ano acabou forçando a organização a cancelar ou alterar as primeiras etapas. E não foi o único problema que surgiu: a piloto chinesa Guo Meiling, que pilotava um Mini, perdeu o controle de seu carro na etapa de prólogo que abria a disputa do rali, e acabou avançando sobre o público à beira do percurso, atropelando 10 pessoas, sendo que 3 delas foram hospitalizadas em estado grave. Meiling ficou em estado de choque com o ocorrido, e a organização optou por cancelar a etapa de prólogo da competição.
            Quando a competição começou realmente pra valer, quem começou a dar seu show foi Sébastien Loeb, o grande campeão do Mundial de Rali, com 9 títulos consecutivos. Estreante no Dakar, competindo pela equipe oficial da Peugeot, Loeb venceu 3 das primeiras etapas na competição de carros, e embora os concorrentes tenham reagido nas últimas etapas, o francês ainda permanece na liderança de sua categoria, tendo vencido mais uma etapa nesta quinta-feira, em um duelo mais do que renhido com Carlos Sainz, outra fera do rali. E Stéphane Peterhansel também chegou disposto a mostrar quem é que manda no pedaço, ao vencer a 4ª etapa, mas até ontem, ainda ocupava a 2ª posição, atrás de Loeb na classificação dos carros. Carlos Sainz vem na 3ª colocação, e o catariano Nasser Al-Attyiah, que foi campeão nos carros no ano passado, vem na 4ª posição. E a disputa entre eles promete ser bem ferrenha até a chegada em Rosario.
Mesmo sem as dunas do deserto do Atacama, os pilotos continuam acelerando firme. E voando com seus carros como de costume...
            O primeiro dia de competições a fundo também pregou um grande susto em um time de competidores. O caminhão Renault número 509 da equipe formada por Martin Van Den Brink, Rijk Mouw, e por Peter Villemsen, pegou fogo, ficando completamente destruído, mas felizmente sem resultar em ferimentos de seus ocupantes, que tiveram, obviamente, de encerrar sua participação na competição. Na quarta-feira, outro susto: o piloto Pierre Alexandre Renet, que competia na categoria motos, sofreu um acidente, sofrendo um traumatismo craniano e perdendo a consciência. Felizmente, o piloto foi levado para o hospital após a piloto Laia Sanz prestar ajuda e acionar, com algumas dificuldades, o pessoal de resgate da prova. O piloto seguia internado, mas sem fraturas decorrentes do acidente.
            Para os brasileiros, este é mais um Dakar com resultados aquém do esperado. Jean Azevedo, em sua 18ª participação no rali, optou por ajudar seu time ao ceder o radiador de sua moto para seu companheiro de equipe Javier Pizzolito, seu companheiro de equipe. O brasileiro havia sofrido um forte tombo no dia 4, logo na primeira etapa especial, e as sequelas do acidente limitaram sua performance, além dos danos no seu equipamento. Sem maiores expectativas na competição, ocupando a 96ª posição na categoria motos, o brasileiro optou por ajudar seu time, e retirou-se da prova, ao fornecer a peça de sua moto para o colega de equipe prosseguir na competição. Melhor sorte no ano que vem, então. Com quase duas décadas de experiência no Dakar, não é a primeira vez que Azevedo passa por este tipo de contratempo, e possivelmente não será a única, mas ele demonstra grande espírito de equipe e solidariedade com seus colegas de competição, algo muito valorizado neste rali.
            Quem também precisou deixar cedo o rali foi o time brasileiro formado por Guilherme Spinelli e Youssef Haddad, cuja carro apresentou problemas no motor decorrentes da entrada de água ocorrida ainda na etapa do prólogo. Isso provocou superaquecimento no óleo do propulsor e na água do sistema de refrigeração, e lá se foi mais uma edição do Dakar para ambos.
            Mas foi justamente Marcelo Medeiros, que vinha surpreendendo na competição, na nos quadriciclos, quem teve o maior azar. O piloto maranhense, que vinha na 2ª colocação, acabou sofrendo um acidente na etapa entre San Salvador de Jujuy e Uyuni. Medeiros sofreu uma queda e fraturou a clavícula. O ferimento acabou com sua excelente prova na competição, onde fazia sua estréia no Dakar. Uma pena, pois vinha andando muito bem. Mas são as desventuras do rali: tudo pode acontecer. E pelo menos é de se salientar que o ferimento não foi grave, e o brasileiro poderá se recuperar completamente e voltar para a disputa em 2017. Mas até o fechamento desta coluna, Marcelo ainda cogitava voltar para a disputa, segundo o site oficial do Dakar. Mesmo que consiga retornar, porém, a chance de um bom resultado já era, e o mais sensato mesmo é deixar a competição, até porque Medeiros ainda teria metade da competição pela frente, e em terrenos bem difíceis. Competir num quadriciclo sem estar em plenas condições, e numa prova complicada como o Dakar, pode ser forçar demais a sorte.
O mau tempo complicou o início do rali, com chuvas torrenciais inviabilizando parte das etapas iniciais.
            E o Dakar costuma ser implacável com seus competidores. Ainda temos metade da competição pela frente, e muitos ficarão pelo caminho, como outros competidores que já tiveram o desprazer de dizer adeus à competição nesta primeira semana de disputa. Mais do que nunca, chegar ao fim do rali é considerado uma verdadeira vitória, um triunfo sobre as várias adversidades que marcam a competição, onde nada é fácil, e o duelo com a natureza, desbravando seus caminhos e trilhas, envolve um misto de beleza, respeito, e espírito de aventura, tentando domar o indomável. E sempre com o pé do acelerador lá no fundo!


Max Mosley, ex-presidente da FIA, declarou esta semana que gostaria que os motores da F-1 fossem mais duráveis. Na sua opinião, isso derrubaria os custos da produção destes motores, tornando-os mais acessíveis, defendendo a utilização de apenas 2 motores por temporada para cada piloto. Por mim, prefiro ir na direção contrária: os pilotos precisam ter mais unidades à sua disposição, pois se com 4 motores por ano já tivemos vários pilotos punidos por excederem o limite, com 2 isso só aumentaria. Pior, faria os fabricantes tornarem-se ainda mais conservadores no desenvolvimento dos propulsores, e as chances de quebra, neste aspecto, ficariam ainda mais difíceis, inclusive com queda da performance, a fim de deixar as unidades mais duráveis. O público, por sinal, já demonstrou que quer motores mais potentes, e carros mais arrojados, que ofereçam maiores desafios e possibilidades de disputa na pista. Com limites ainda mais rigorosos em termos de durabilidade, os fabricantes vão ficar mais arredios do que nunca na hora de desenvolver seus projetos, e isso se estende também às escuderias. A F-1 precisa encontrar sim um novo rumo, mas para isso, precisa sair da camisa de força em que se enfiou, e essa batalha por durabilidade começou justamente na gestão de Mosley, cujo objetivo era cortar custos, permitindo que os times menores tivessem melhores condições financeiras de se manter na competição. O resultado foi que os times menos abastados continuaram perdendo para os times mais fortes, e com os carros cada vez menos "quebráveis", aumentaram exponencialmente o número de provas onde os abandonos foram mínimos, ou até mesmo inexistentes, o que só ajudou a tornar mais enfadonha a categoria.


Enquanto não começam os testes para a temporada 2016, a equipe de A. J. Foyt confirmou neste mês de dezembro que manterá a sua dupla de pilotos de 2015 por mais um ano. O japonês Takuma Sato, que ficou em 14° lugar na classificação, com 323 pontos, fará sua 4ª temporada pelo time do heptacampeão da antiga F-Indy, e terá como colega novamente o Jack Hawksworth, que foi o 17° colocado, com 256 pontos.


E Dani Pedrosa, que terminou o campeonato da MotoGP 2015 na 4ª colocação, depois de um início de ano complicado na competição, está enrolado com a Receita federal espanhola, que segundo notícias, teria nada menos do que 6 milhões a cobrar do piloto da equipe oficial da Honda. Segundo o que foi divulgado, Pedrosa tenta fazer um acordo de pagamento com a Fazenda espanhola, mas até agora não conseguiu dobrar as autoridades públicas. Seria melhor se Pedrosa acertasse essa pendência logo... Em países do Primeiro Mundo, o bicho pega pesado quando o assunto é sonegação. Basta lembrar o caso de Hélio Castro Neves, que alguns anos atrás quase foi parar na cadeia americana por dívidas com o Leão nos Estados Unidos. E Dani que fique esperto, pois ultimamente o fisco espanhol tem feito marcação em vários nomes importantes do esporte, entre eles o argentino Messi e o brasileiro Neymar, que também estão sendo acusados de evasão fiscal. E a Receita espanhola promete não dar mole, até porque ultimamente o mundo do futebol vem dando vários exemplos de casos de corrupção e negócios escusos. E eles não serão complacentes como algumas autoridades brasileiras...


Depois de estipular a meta de vencer pelo menos duas corridas no campeonato do ano passado, e conseguir vencer 3 corridas, além de obter o vice-campeonato de construtores, a Ferrari vai ser bem mais ambiciosa nesta temporada da Fórmula 1. O presidente Sergio Marchionne, é quem já avisa que nada menos do que o título é esperado para 2016, revelando que os objetivos de reorganização da escuderia foram não apenas atingidos em 2015 como até superados. Portanto, para a temporada que se inicia em março, a nova meta é bater a Mercedes e lutar efetivamente pelo título. Maurizio Arrivabene, que comanda o time de F-1, afirmou que a fala de Marchionne é mais do que natural, e que não existe pressão adicional por isso quando se refere aos preparativos do time para o próximo campeonato. De fato, o time italiano conseguiu executar em 2015 um belo campeonato, livrando-se principalmente do ambiente carregado dos últimos anos, que certamente não ajudava a facilitar o trabalho da escuderia italiana. Mas, pela reestruturação pela qual o time passou, com mudança da cúpula administrativa, inclusive de todo o grupo Ferrari, do setor técnico e de pilotos da escuderia, o ano era mesmo dedicado a uma recuperação das condições de competitividade do time. Muitos não botavam fé de que a escuderia vermelha se portasse tão bem, no que foi uma agradável surpresa, com todos sabendo cumprir tão-bem quanto possível seus papéis. Arrivabene se mostrou mais do que capaz de comandar o retorno do time às primeiras colocações, e Sebastian Vettel "vestiu" o espírito do time em tempo recorde para ajudar a vencer 3 provas no ano, e cativar todo o time. Com tudo devidamente azeitado e engrenado, as cobranças este ano realmente serão bem maiores. Falta combinar com a Mercedes, porém, para se avançar bem mais do que o visto em 2015, e o time alemão certamente tem outras idéias. E se o ano não for tão bom em resultados, veremos como ficarão as cobranças de Marchionne em cima do time. Esperemos que os bons ares vistos no ano passado continuem, até porque o clima na F-1 já anda mais do que carregado nos últimos tempos...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

FLYING LAPS - DEZEMBRO DE 2015



            E chegamos a 2016, mais um ano se inicia, e antes de começar a acompanhar as atividades do mundo da velocidade nesta nova temporada, é hora de mais uma sessão Flying Laps, com algumas notas de acontecimentos do mundo do esporte a motor ocorridas neste último mês de dezembro, com alguns comentários rápidos. Portanto, boa leitura para todos, e vejamos o que poderemos ver neste ano de 2016. Até mais.


Os leitores de automobilismo sofreram mais uma baixa neste mês de dezembro. Reginaldo Leme, um dos mais experientes profissionais da imprensa especializada em automobilismo, encerrou suas colunas semanais no jornal O Estado de São Paulo, onde começou a escrever sobre automobilismo em 1972, passando depois para a TV Globo, onde é comentarista até hoje. Reginaldo escrevia a coluna "Grand Prix" desde 1991 no jornal, que nos últimos tempos praticamente desmantelou sua estrutura de cobertura de corridas, quando dispensou os trabalhos de Livio Oricchio, que cobria as provas de F-1 há mais de 20 anos para o jornal. A empresa comunicou Leme de que não contaria mais com seus textos praticamente às vésperas do dia de Natal. Em seu último texto, Reginaldo despediu-se de seus leitores, sem explicitar se continuará a escrever colunas regulares e outro veículo. Reginaldo possui um blog no portal de esportes da TV Globo, no endereço http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/sinal-verde, onde colocava parte das colunas que eram publicadas no jornal, mas a última atualização é do dia 19 de dezembro. Até fevereiro, contudo, não deve aparecer novidades por lá, pois Reginaldo deve aproveitar para curtir umas merecidas férias. Resta esperar que ele siga lá com seus textos, pois um profissional com suas credenciais certamente faz muita falta, e vale lembrar que seu espaço anda cada vez mais reduzido nos canais da Globo/SporTV, depois que o canal pago cancelou o programa Linha de Chegada.


Depois de ficar a ver navios na etapa de Putrajaya, a segunda prova da temporada 2015/2016 da F-E, o suíço Sébastien Buemi, da equipe e.dams, venceu a etapa de Punta Del Este, no Uuruguai, no último dia 19 de dezembro. Largando em 6° lugar por conta de alguns erros na classificação, o suíço partiu logo para o ataque, e foi superando os adversários à sua frente na pista do balneário uruguaio. Ao fim da rodada de pit stops, onde todos trocaram de carros, Buemi assumiu a ponta para não mais perdê-la. Lucas Di Grassi, que havia largado em 5°, começou a subir posições, mas ficou trancado atrás de Jérôme D'Ambrosio e Loic Duval. O brasileiro da Audi ABT contou com o excelente trabalho de seu time para assumir a 2ª posição, e tentou um ataque a Buemi. Mas o suíço tratou de acelerar fundo, e ao contrário do ocorrido na etapa anterior, desta vez nenhum problema surgiu nos carros da e.dams, e Sébastien venceu pela segunda vez na atual temporada da F-E. D'Ambrosio, sem conseguir discutir o andamento superior de Buemi, e superado por Di Grassi, manteve um ritmo firme e finalizou a prova em 3° lugar. Com o resultad, Buemi reassumiu a liderança da competição, com 62 pontos. Lucas Di Grassi fez o que estava ao seu alcance, e o 3° pódio consecutivo o mantém colado em Buemi na classificação, com 61 pontos. Ambos já se distanciam dos demais pilotos na competição, com Jérôme D'Ambrosio ocupando a 3ª colocação com 28 pontos, menos da metade da pontuação de Buemi e di Grassi, que já se destacam após 3 corridas.


Bruno Senna e Nelsinho Piquet não tiveram um bom dia em Punta del Este. Senna largou em 11°, mas teve problemas na suspensão e caiu para as últimas posições, sem muitas chances de tentar uma recuperação. E como desgraça pouca é bobagem, Bruno ainda acabou batendo na saída de uma curva, uma vez que vinha tendo problemas com a dirigibilidade de seu carro. Já Nelsinho Piquet, largando mais uma vez no fundo do grid, contava com a estratégia para conseguir um melhor resultado, e até vinha conseguindo manter sua meta, quando ocupava a 7ª colocação, mas vinha sofrendo forte pressão de Jean-Éric Vergne. O piloto francês da equipe Virgin até conseguiu passar Piquet, mas o atual campeão da categoria conseguiu dar o troco e permanecer na frente. Mas, faltando 2 voltas para o fim da prova, Nelsinho perdeu o controle de seu carro e foi parar no muro, abandonando a prova e perdendo a chance de pontuar. Com o resultado da prova uruguaia, Bruno Senna é apenas o 11° colocado na competição, com 10 pontos, enquanto Piquet é o 16°, com apenas 4 pontos. O jeito é esperar por melhores dias em 2016. A próxima prova será no dia 6 de fevereiro, em Buenos Aires, capital da Argentina.


E Marcos Gomes, da equipe Voxx, conquistou o título do campeonato brasileiro da Stock Car de 2015. O ribeirão-pretano chegou a Interlagos, para a prova final da temporada, com 30 pontos de vantagem para Cacá Bueno, seu mais próximo adversário, mas tanto Cacá quanto o próprio Marcos tiveram uma prova complicada no circuito paulistano. Marcos envolveu-se em um acidente logo no início da corrida, teve o carro danificado, e precisou ir para os boxes fazer reparos, voltando à pista com mais de 6 voltas de desvantagem para os líderes. Teria sido o fim do sonho do título, não fosse Cacá também ser afligido por problemas na corrida, em decorrência do citado acidente da primeira volta, mesmo não tendo se envolvido na confusão que afetou vários competidores. Tendo de fazer uma parada nos boxes para reparos na dianteira de seu carro, Cacá caiu para 26°, e tentou tudo o que dava para se recuperar na prova, que tinha pontuação dobrada, confiando em problemas dos adversários para conseguir evoluir na corrida. Não deu certo: apesar do esforço, Cacá conseguiu recuperar a volta de desvantagem que havia sofrido, mas sem problemas dos adversários, o pentacampeão da categoria finalizou a prova em 20° lugar, resultado insuficiente para suas pretensões. Assim, Marcos Gomes, mesmo terminando a prova em 22° lugar, pôde comemorar enfim a conquista de seu primeiro título da categoria. A vitória na prova final da competição ficou com Átila Abreu, que com o resultado, terminou o campeonato na 10ª colocação, com 155 pontos. O segundo lugar na corrida ficou com Diego Nunes, 14° colocado, com 139 pontos. O pódio foi completado por Felipe Braga, que terminou a temporada em 9° lugar, com 159 pontos.


Marcos Gomes tornou-se o primeiro filho de piloto a repetir a conquista de um título obtido pelo pai na Stock Car brasileira. Marcos é filho do ex-piloto Paulo Gomes, que foi o primeiro campeão da categoria, em 1979, quando o campeonato da Stock foi criado no Brasil. Atualmente com 67 anos, Paulão, como era conhecido, venceu a competição mais 3 vezes, faturando os títulos em 1983, 1984, e 1995. Paulo retirou-se das competições ao fim de 2003, ainda disputando as corridas finais de 2007, quando pendurou de vez o capacete. No currículo, Paulão é o terceiro maior vencedor da Stock, com seus 4 títulos, perdendo apenas para Ingo Hoffman, com seus 12 campeonatos, e para Cacá Bueno, vencedor de 5 campeonatos. Marcos Gomes estreou na Stock em 2007, e de lá para cá seus resultados variaram de ano para ano, indo do vice-campeonato em 2008, à 21ª colocação na temporada de 2012. No ano passado, Marcos finalizou a temporada em 13° lugar. Neste ano, o piloto conquistou 3, vitórias, e fez da regularidade sua principal arma para vencer a competição, sendo que seu único abandono no ano foi justamente na prova que lhe deu o título, em Interlagos.


Campeão em 2014, Rubens Barrichello não conseguiu repetir a campanha vitoriosa na temporada 2015 da Stock Car. O ex-piloto de F-1 terminou o campeonato na 4ª posição, com 188 pontos, resultado que não pode ser considerado de todo ruim na classificação geral. Mas Rubinho passou o ano sem conseguir vencer nenhuma corrida ou marcar poles. Barrichello apenas disse que não conseguiu encaixar este ano os bons resultados obtidos em 2014, mas que o time se manteve competitivo, e os percalços que apareceram, mesmo poucos, foram decisivos para não conseguir lutar a fundo pelo título. Rubens ficou sem pontuar em pelo menos 2 finais de semana, sendo que em outros dois marcou poucos pontos. A Full Time teve um ano equilibrado entre seus dois pilotos. Allam Kodhair, companheiro de Barrichello no time, foi o 5° colocado na competição, tendo obtido uma pole e uma vitória na temporada. Mas, assim como Rubinho, Kodhair também ficou em branco na pontuação em 3 finais de semana, e isso minou as chances de terminar o ano melhor colocado. Todos confiam em ter um ano bem mais positivo em 2016, e manterem-se firme na disputa pelo título da competição.


Para Cacá Bueno, o ano da Stock foi de frustração pela suspensão que levou pelas críticas proferidas durante a etapa de Ribeirão Preto, que o tiraram da rodada dupla disputada em Curitiba. O piloto foi enfático em mostrar o fato mais contundente possível: nas etapas disputadas na capital paranaense, Marcos Gomes marcou 34 pontos, e a diferença dele para o campeão foi de 30 pontos. Logo, problemas naturais de competição à parte, para Cacá o título foi decidido naquela suspensão que tomou da CBA, que vale lembrar, foi considerada exagerada por muita gente. Cacá costuma fazer críticas mais do que justas a algumas situações que ocorrem na categoria, o que desagrada a muita gente, em especial a cartolagem do automobilismo. Daí a dizer que a CBA quis fazer de Cacá um exemplo para que os pilotos se restrinjam a ficarem quietos e pilotar é menos de um passo. E que infelizmente pesou de maneira definitiva na decisão do título. Obviamente que ninguém na CBA vai ligar a mínima por causa disso, mas foi uma mancha na competição que diminui um pouco a conquista de Marcos Gomes, que mostrou esse ano que poderia ter conquistado o título sem que estes percalços fizessem diferença na disputa. Cacá segue firme na categoria em 2016, mantendo-se na equipe Red Bull, e certamente continuará buscando o seu 6° título da Stock.


Campeão da MotoGP 2015, Jorge Lorenzo voltou a alfinetar seu companheiro de equipe Valentino Rossi neste mês de dezembro, ao declarar, durante o lançamento de um jogo de videogame considerar apenas Marc Márquez e Dani Pedrosa como rivais a serem considerados no campeonato de 2016 da categoria rainha do motociclismo. O "esquecimento" de Valentino Rossi, que perdeu o título para Lorenzo por 5 pontos nesta temporada, foi visto como mais uma provocação do espanhol ao piloto italiano. Já se prevê que a próxima temporada na Yamaha vai esquentar bastante entre sua dupla de pilotos. E considerar Rossi carta fora do baralho é brincar com fogo, pois o italiano ainda tem muita lenha para queimar. Todo mundo aguarda pelas próximas faíscas nesta briga de egos...
 



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

ARQUIVO PISTA & BOX - JULHO DE 1997 - 18.07.1997



            Para começar o ano novo de 2016, trago mais um de meus antigos textos. Este foi publicado em 18 de julho de 1997, e o assunto era a volta de Jacques Villeneuve a conquistar uma vitória e impor respeito novamente no campeonato daquele ano, que começava a ver uma ameaça mais do que real por parte da Ferrari em conquistar o título. Na verdade, a Williams continuava a ter o melhor carro da competição, mas seus pilotos, a exemplo do que haviam feito em 1995, não estavam capitalizando a vantagem de seu equipamento, tendo o piloto canadense ficado fora de combate nas etapas anteriores por erros próprios, e não por problemas de performance. E Michael Schumacher, claro, não desperdiçava suas oportunidades. Mas uma hora, a sorte mudaria de lado, e foi o que se viu na etapa da Inglaterra, no fim de semana anterior. A disputa seguiria ferrenha até o fim do ano, com Villeneuve conquistando seu único título na F-1, e a Williams o seu último campeonato na categoria. E já vão quase 20 anos daquela última conquista. Será que veremos a tradicional escuderia voltar a vencer um campeonato? Neste ano, muito provavelmente não, mas quem sabe ainda podemos ter surpresas? Sonhar ainda é permitido. Boa leitura com o texto, pessoal.


DE VOLTA AO COMBATE

            Depois de ficar duas etapas literalmente fora de combate, o canadense Jacques Villeneuve voltou a obter um resultado de alto nível ao vencer o Grande Prêmio da Inglaterra no último domingo. Mas foi preciso muita sorte para que isso acontecesse, do contrário, a situação do piloto no mundial estaria ainda mais complicada.
            Se a Ferrari teve sorte nas demais etapas, em Silverstone o azar atacou com tudo, deixando tanto Michael Schumacher quanto Eddie Irvinne a pé durante a corrida. Ambos os pilotos podiam complicar muito as coisas para a Williams. Na verdade, Schumacher já estava se mandando na frente para mais uma vitória, quando teve problemas no carro. Já Irvinne se aproximava de Villeneuve, podendo ser uma forte ameaça. Nem mesmo Mika Hakkinen ficou no seu caminho, abandonando pela quebra do motor Mercedes de sua McLaren.
            Até mesmo Heinz-Harald Frentzen, que tinha começado a ascender na escuderia, andando sempre à frente de seu colega canadense, retrocedeu na corrida, andando como um afobado tentando recuperar posições e tocando em outros carros, motivo que o levou a abandonar a prova inglesa.
            A semana passada foi pródiga em declarações e conversas, especialmente pelos lados da Williams, onde Villeneuve declarou publicamente que o time não tinha mais um excelente carro e que a concorrência passava a dar as cartas no campeonato. O tom das declarações pegou mal na escuderia, visto que os motivos do mal desempenho de Villeneuve nas etapas anteriores foram provocados por erros cometidos pelo próprio piloto. No Canadá Jacques bateu logo no final da 2ª volta, quando tentava pressionar Michael Schumacher; em Magny-Cours o canadense rodou de novo, em nova tentativa de pressionar um competidor à sua frente, desta vez Eddie Irvinne, da Ferrari. Para quem era apontado com um piloto muito superior a Damon Hill, o canadense parece ter perdido o tato. Até seu estilo de corrida e estratégia parecem ter sido esquecidos, pois Schumacher estava derrotando o canadense com as mesmas táticas que Villeneuve usou para ser o campeão da F-Indy em 1995: regularidade e constância. A expectativa no início do campeonato, afinal, era tanta em relação ao favoritismo disparado da Williams que, depois da corrida da França, a escuderia estaria passando por uma crise, assustada com o aparente domínio da Ferrari e de Michael Schumacher.
            Com a vitória no GP da Inglaterra, Villeneuve não apenas reergue seu moral como põe em xeque a capacidade da Williams, que em seu primeiro pit stop fez o canadense ficar mais de 30s parado no Box devido a problemas na colocação de uma roda. Isso já foi suficiente para trazer à tona lembranças do que ocorreu em seu carro em Suzuka no ano passado, onde o piloto perdeu uma das rodas traseiras poucas voltas depois efetuar uma troca de pneus nos pits.
            Seja como for, Jacques Villeneuve está de volta ao combate, e o próximo round desta batalha é em Hockenhein, Alemanha. Lá, na casa de Michael Schumacher, vamos ver se o piloto da Williams recuperou todo o seu moral e confiança.


A F-CART segue em frente. Depois do veloz GP de Cleveland, disputado no último domingo, os pilotos da categoria disputam neste final de semana o GP de Toronto, em um circuito montado nas ruas junto do Centro de Exposições da cidade. Gil de Ferran, que tem subido ao pódio em todas as últimas provas, está confiante em poder assumir a liderança do campeonato já nesta corrida, mas a parada vai ser dura. Paul Tracy, o líder da competição, e Greg Moore, o vice-líder, são canadenses, e vão dar tudo o que podem perante o seu público. Quem também entra com força para parada é Alessandro Zanardi, novamente com a cotação em alta na luta pelo título depois da espetacular vitória em Cleveland.


A Stewart teve em Silverstone o seu pior fim de semana na F-1. Rubens Barrichello foi o mais lento na classificação para a corrida e teve nada menos do que 3 motores novos quebrados no fim de semana. Quando tentou fazer sua classificação no sábado pela última vez, seu motor soltou tanta fumaça na área dos boxes que ninguém conseguia enxergar direito. Alguns engraçadinhos de plantão disseram que a Stewart deveria providenciar um novo equipamento: buzina de nevoeiro...


Damon Hill teve em Silverstone sua melhor atuação do ano, terminando a corrida em 6º lugar e marcando seu primeiro ponto no campeonato. A bandeirada de chegada do atual campeão mundial foi mais comemorada do que a do vencedor da corrida, Jacques Villeneuve. A cotação de Hill está em alta, e tudo indica que ele deverá voltar para um time de ponta em 1998. Fontes de bastidores dizem que a McLaren é a favorita na parada.


Por falar em McLaren, o desempenho do time de Ron Dennis finalmente vem mostrando forte evolução. Jacques Villeneuve, na entrevista coletiva depois da corrida, alegou que não teria problemas em passar a McLaren de Mika Hakkinen nas voltas finais da prova, caso ele não tivesse abandonado. Na verdade, não seria tão fácil como ele alegou: no primeiro trecho do circuito, a Williams era 0s4 mais veloz que a McLaren, mas Hakkinen recuperava a desvantagem no restante do circuito. Villeneuve se aproximava um pouco nas curvas, mas nas retas a McLaren mostrava a força do motor Mercedes, que é um propulsor de respeito e muito potente. Seja como for, foi uma pena que tenha quebrado. A luta pela vitória da corrida teria tudo para ser espetacular...


Depois do seu excelente desempenho em Silverstone, Alexander Wurz será o 2º piloto da equipe Sauber pelo resto do campeonato. Gerhard Berger retorna na próxima corrida ao seu lugar na Benetton, mas um tanto desprestigiado depois do desempenho do novato que o substituiu em apenas 3 corridas. O mesmo vale para Jean Alesi, que também não andou fazendo nada de relevante nestas provas...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

HAVOC SERIES - BALANÇO DAS CONFUSÕES NAS PISTAS EM 2015 - PARTE II



            Fechando as postagens de 2015, torno a repetir o balanço das confusões de pista do mundo do esporte a motor neste ano que está se encerrando, trazendo mais vídeos com novas encrencas ocorridas nas diversas competições, ainda que nem todos os acidentes visualizados tenham sido exatamente neste ano de 2015. Neste primeiro vídeo, o foco é nas disputas de dragsters, as famosas provas de arrancadas, onde carros "envenenados" fazem arranques alucinantes numa corrida de poucas centenas de metros. Quando tudo funciona bem, nenhum problema, mas controlar essas potências monstruosas não é tarefa das mais fáceis, e não é difícil perder o controle do veículo, e acabar sofrendo um acidente que pode ir às piores consequências. O vídeo foi postado no You Tube pelo usuário Cars Crashes:



O vídeo seguinte, postado no You Tube pelo usuário En On mostra as competições de bajas, jipes do tipo "gaiola", em pistas off-road. Como poderão ver, para baixo todo santo ajuda, mas para cima, infelizmente, as coisas não são tão fáceis, mas o pessoal não é de desistir tão fácil, e por isso mesmo, capotagens não faltam nestes momentos, quando o pessoal tenta vencer as ribanceiras mais íngremes que aparecem pela frente. Felizmente, o pessoal não se machuca muito, mas de vez em quanto, a parada fica mais séria. Confiram:



Para quem gostou desse último vídeo, aqui tem outro, relacionando alguns dos acidentes sofridos na competição de Formula Off-Road na Noruega este ano. Como podem ver, os paredões que estes caras desafiam são bem difíceis, mas isso não os intimida de seguirem sempre em frente e para o alto. Claro que vontade apenas não basta, e em vários momentos, tudo conspira para fazer pilotos e veículos voltarem à estaca zero, e geralmente com muitos consertos a fazerem em seus carros. Haja adrenalina para virar de cambalhota tantas vezes. O vídeo é do usuário Next Hero, no You Tube:



O vídeo seguinte é do usuário Regne Erhee, e ele postou no You Tube uma compilação de cerca de 20 minutos com acidentes das mais variadas categorias, passando por IRL, Nascar, WRC, GP2, entre outras competições. Tem rolos para todos os gostos, e em alguns casos, a pista parece estreita para tantos competidores, que não conseguem evitar de acertar uns aos outros, com alguns encontros involuntários, dos mais inofensivos aos mais sérios. É pancada para todo lado. Os mecânicos destes caras devem ter adorado tanta confusão, e os sucateiros, mais ainda. Vejam:



Como não poderia deixar de ser, o rali, por ser uma categoria off-road, é uma nas quais mais acontecem acidentes de percurso, com seus competidores mostrando toda sua perícia e destreza ao volante de seus bólidos. Mas, de vez em quando, por vezes até com certa frequência, nem isso os livra de sofrerem acidentes, alguns bem inusitados, e outros até bizarros, enquanto em outras vezes nem capotagens os fazem parar de acelerar fundo e seguirem firmes na competição, mesmo que o carro esteja começando a cair aos pedaços. Vejam este primeiro vídeo, do usuário Monster, no You Tube, com alguns dos acidentes deste ano de 2015 nas competições de rali:



Na mesma toada, segue este vídeo do usuário Luminy13luminy13, com mais alguns acidentes dos ralis disputados neste ano de 2015. E eles mandam ver nos aceleradores:



Finalizando a postagem, eis mais um vídeo compilando os momentos mais escabrosos das competições de rali em 2015, com algumas das maiores furadas, pancadas, e erros de pilotagem cometidos pelos competidores, cortesia do usuário MaxiPixelRallye. E lembre-se, se algum piloto lhe oferecer seu velho carro de competições para venda, é melhor dar uma boa checada para ver se o veículo não passou por algumas destas agruras. Alguns deles não teriam salvação depois de algumas peripécias vistas neste vídeo:


E assim, terminamos o ano de 2015. A gente se vê em 2016, e espero que seja um ano melhor para todos, e com disputas melhores nas diversas modalidades de competição do mundo do esporte a motor. Até lá...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

ARQUIVO PISTA & BOX - JULHO DE 1997 - 11.07.1997



            Colocando hoje um de meus antigos textos, trago esta coluna datada de 11 de julho de 1997, onde o assunto discutido era o crescente cerco aos patrocínio de cigarro nas categorias automobilísticas, e minha opinião sobre empresas que fabricam uma droga prejudicial à saúde patrocinar esportes. Bem, o tempo passou, o patrocínio tabagista foi expurgado do mundo das corridas, e estas não acabaram por causa disso. É verdade que hoje em dia o automobilismo passa por uma crise de escassez de patrocinadores, mas é ridículo dizer que isso é culpa de as indústrias tabaqueiras não poderem mais expôr suas marcas nos carros de corrida. O mundo mudou, e para várias empresas que poderiam estar investindo na competição, deixou de ser vantajoso por uma série de outras razões, entre as quais regras bestas e frescuras políticas. Aproveitem o texto, e em breve tem mais...


FORA COM O CIGARRO

            O meio automobilístico vive momentos de certa apreensão nestes últimos dias. O motivo é o atual cerco às indústrias do cigarro, que são os principais patrocinadores de grande parte dos campeonatos do planeta. Não é exagero, pois desconheço categoria automobilística onde não haja sequer um patrocínio de alguma tabaqueira.
            Mas a situação está ficando feia para estas indústrias, pois diversos países estão estabelecendo regras muito rígidas em relação à publicidade do tabaco. Há países onde isso já vigora há muito tempo, como a Inglaterra e a Alemanha, onde é proibido qualquer publicidade de cigarro na TV. Mais recentemente, a França também adotou lei parecida. Agora é a vez da Itália banir a publicidade tabaqueira de sua TV. Até o fim do ano a lei deverá estar em vigor.
            Nos Estados Unidos, a situação não é menos rigorosa. A proibição total da publicidade do cigarro nas TVs americanas deverá vigorar em 1999. Como desgraça pouca é bobagem, o Canadá também estuda a sua lei anti-tabaco. A médio prazo, a situação das indústrias de cigarro tende a ficar crítica no quesito publicidade.
            E é justamente neste quesito que o meio automobilístico vive a ansiedade dos últimos dias. As indústrias tabaqueiras são os maiores patrocinadores de diversos campeonatos, times e pilotos. Na F-1, o investimento feito pelas tabaqueiras mundiais não é inferior a US$ 200 milhões por ano. Todos os times de ponta são bancados principalmente por indústrias do fumo: Williams (Rothmans), McLaren (West), Benetton (Mild Seven), Ferrari (Marlboro), Jordan (Benson & Hedges), e Ligier (Gauloises). Estes times sofrerão um duro golpe se não puderem mais ostentar os logotipos de seus patrocinadores. Só este ano, em 4 corridas as escuderias não poderão ter seus patrocínios de cigarro expostos: França (já realizada), Inglaterra (neste domingo), Alemanha, e o GP de Luxemburgo (a ser disputado em Nurburgring, na Alemanha). Com a entrada em vigor da lei anti-tabaco na Itália, serão 2 provas a mais em 1998 sem poder haver publicidade de cigarro, totalizando 6 corridas de possíveis 18. Isso sem contar o Canadá, o que pode elevar a conta para 7 etapas.
            Nos EUA, a situação pode complicar os campeonatos americanos e os que tem o maior número de suas etapas disputadas em solo estadunidense, como a F-CART e a Indy Lights. Outros campeonatos como a F-Atlantic e a Nascar também irão sofrer um duro golpe se não puderem mais contar com o patrocínio do tabaco.
            No caso da F-CART, diversas equipes tem patrocínios de cigarro, como a Penske (Marlboro), a Tasman (Marlboro), a Green (Kool), a PacWest (Hollywood), entre outras. No caso dos pilotos brasileiros, André Ribeiro, Maurício Gugelmim (F-CART), Hélio Castro Neves e Tony Kanaan (Indy Lights) precisarão correr atrás de novos patrocinadores.
            No meu entender, isso não deverá acarretar problemas insolúveis para as categorias. Basta arranjarem outros patrocinadores. Eu sempre detestei os patrocínios das indústrias do cigarro, pois isso é fazer propaganda de um produto que só faz mal à saúde. O cigarro nada mais é do que uma droga praticamente. A única coisa que a torna diferente das demais é que é uma droga “legalizada”. Do contrário, poderíamos ver até propagandas de cigarro disputando espaço com anúncios de outras drogas como maconha, heroína, crack, etc...
            Sempre achei imoral o patrocínio de eventos esportivos por um produto que faz exatamente o contrário de um dos ideais primários do esporte, que é a saúde física e mental. Demonstrada através da competição entre as pessoas. É fácil dizer que a indústria do cigarro dá empregos em diversos setores, mas prefiro pensar que isso é conseguido às custas da saúde de muita gente, que se envenena diariamente. Muitos têm plena consciência do que fazem, mas não estão nem aí para isso, pois a força do vício por vezes é avassaladora. Triste realidade.
            O automobilismo terá de procurar patrocínios em outras áreas. Bons exemplos de equipes que não dependem de patrocínios de cigarro podem ser encontrados facilmente. Na F-1, basta ver as equipes Sauber e Stewart. Na F-CART, vejam o caso da equipe Ganassi, Patrick, Newmann-Hass, Walker, entre outras. É só uma questão de se adaptar às novas regras.


A F-1 está em Silverstone, onde neste domingo disputa o Grande Prêmio da Inglaterra. Serão 61 voltas no circuito de 5,057 Km, totalizando 308,477 Km de percurso. Ano passado a Williams dominou a classificação com Damon Hill e a corrida com Jacques Villeneuve. Este ano, entretanto, o panorama na equipe Williams é bem diferente. A Ferrari é quem assume o papel de favorita, depois de vencer as últimas corridas, enquanto a Williams terá uma prova na base do vai ou racha: uma nova vitória de Michael Schumacher pode desencadear uma verdadeira crise na escuderia de Frank Williams...


A F-CART disputa no domingo o GP de Cleveland, realizado nas pistas do aeroporto do cidade, o Burke Lakefront Airport. O traçado, de 3,812 Km, tem até 50 metros de largura em vários pontos, facilitando eventuais ultrapassagens. A prova tem 343,128 Km de percurso, divididos em 90 voltas. Como a pista não tem zebras nem guard-rails, e não há praticamente nada além de grama em quase toda a extensão da pista, exceto próximo aos boxes, geralmente os pilotos tendem a ser mais ousados, e abusam um pouco do arrojo neste circuito. Ano passado a vitória foi de Gil de Ferran, que vem subindo de produção nas últimas corridas, terminando sempre no pódio.


Vai mal mesmo a situação da Lola, que já foi a maior fábrica de monopostos do mundo. O fracasso de seu projeto de F-1, adicionado às más performances de seus chassis na F-CART, deixaram um vasto rombo financeiro na companhia. A Lola já teve parte de seu controle acionário leiloado e a fábrica deve ser vendida até o fim do ano, possivelmente para a Reynbard. Eric Broadley, fundador da empresa, foi afastado da direção. Nem a equipe Lótus decaiu tão rápido...


Só para exemplificar o caso da Lola: alguém aí se lembra da March? Pois é...


A Ford estréia em Silverstone a nova especificação 7 do motor Zetec-S em corrida. Tanto Rubens Barrichello quanto Jan Magnussen só esperam conseguir verem a bandeirada de chegada na corrida...


Na tentativa de recuperar o seu GP, o governo de Portugal resolveu adquirir o autódromo do Estoril. O governo português também já se comprometeu a realizar as obras exigidas pela FIA, mas fica na dúvida a possibilidade de o GP ser disputado ainda este ano.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

PISTA & BOX - CRÔNICAS DO MUNDO DA VELOCIDADE - VOLUME 1



            Olá a todos! O ano de 2015 está acabando, e venho novamente lembrar a todos que curtem automobilismo que lancei meu primeiro livro compilando minhas primeiras colunas periódicas sobre automobilismo, cuja publicação começou em 1993, quando passei a atuar como colunista regular, com a coluna PISTA & BOX, que segue firme até hoje, mais de 20 anos depois, primeiro publicada em jornais, e atualmente, também na internet.
            Com o título de PISTA & BOX - CRÔNICAS DO MUNDO DA VELOCIDADE - Volume 1, este primeiro volume compila os textos produzidos por mim de 1993 até o fim de 1995, totalizando 44 colunas, inicialmente publicadas de forma mensal, e depois de forma semanal, já tendo atingido agora em 2015 mais de 1.000 colunas escritas regularmente estes anos todos.
            A edição tem 128 páginas, capa cartão colorida, tamanho A4, e miolo em preto e branco, ao preço de R$ 58,33, disponível para venda no site da Bookess, um sistema de autopublicação que facilita em muito a tarefa de lançar um livro, sem depender das burocracias impostas por muitas editoras do mercado. Infelizmente, os custos de impressão obrigaram a um reajuste no preço do livro, que era anteriormente vendido a R$ 50,00.
            Todas as colunas lançadas neste primeiro volume já foram reproduzidas neste meu blog, o PISTA & BOX (www.pista-e-box.blogspot.com.br), há tempos atrás, nas postagens da seção "Arquivo". O livro contém também textos de introdução para cada um dos anos abrangidos (1993, 1994, e 1995) e, após cada coluna, possui uma pequena sinopse dos acontecimentos mencionados no texto, de forma a colocar o leitor a par do momento em que cada texto foi escrito na época, de modo que quem não tem muita intimidade com o assunto possa se situar melhor sobre os fatos comentados.
            Com meus primeiros textos focados inicialmente mais na Fórmula 1, aos poucos fui diversificando os assuntos e categorias sobre as quais passei a dissertar, de modo que neste primeiro volume do PISTA & BOX, a grande maioria das colunas refere-se quase que exclusivamente sobre a F-1. Hoje, apesar de meu foco principal continuar sendo a categoria máxima do automobilismo, acompanho e escrevo também de outros campeonatos de competição, como a MotoGP, Endurance, Indy Racing League, entre outras competições.
            Para adquirir o meu livro, é só seguir o link abaixo, para ir direto ao site da Bookess. O preço de R$ 58,33, já inclui o frete pelo correio. Para efetuar a compra é preciso fazer cadastro no site, como em qualquer livraria virtual. O livro está disponível apenas no formato impresso, ainda não estando disponível no modo e-book, formato digital que ganha cada vez mais adeptos no mundo inteiro.

http://www.bookess.com/read/21091-pista-box-cronicas-do-mundo-da-velocidade-volume-1/

            A entrega da Bookess é um pouco demorada, portanto, não se espantem com eventuais atrasos. A impressão é de excelente qualidade, feita sob demanda. Basta efetuar a compra que o exemplar é impresso e encaminhado ao comprador. Infelizmente, isso faz com que o custo de cada exemplar seja um pouco mais alto do que o de um livro impresso por editoras, quando são produzidos grande número de exemplares, mas evita a manutenção de estoques desnecessários, cuja manutenção seria cara de ser feita.
            Várias pessoas já adquiriram meu livro, e a grande maioria até agora elogiou não apenas a qualidade de impressão gráfica da edição, mas também os textos presentes na obra, de fácil compreensão até para quem não está familiarizado com todos os pormenores do universo das corridas automobilísticas. Todos os exemplares que eu dispunha em mãos inicialmente foram vendidos rapidamente, surpreendendo a grande aceitação que minha obra teve. O meu livro continua disponível para compra pelo site da Bookess: basta efetuar cadastro no site para poder efetuar a compra do livro. E lembrem-se, o frete é grátis, não havendo custos adicionais na compra de cada exemplar.

            Então, não percam tempo: convido todos que ainda não conhecem minha obra, a conferirem este meu livro, e espero que possam aproveitar para desfrutar de meus primeiros textos, como já o fazem tanto em versão impressa em jornal quanto pelo meu blog. E, aproveitando a ocasião, desejo a todos os leitores um Feliz Natal e um próspero ano de 2016, que espero seja muito melhor do que 2015 em todos os aspectos.