quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

HAVOC SERIES – A TEMPORADA DE 1988 DA F-1 – PARTE II

Ayrton Senna dominava completamente a prova de Mônaco até bater sozinho a pouco mais de 10 voltas para o final e entregar a vitória para Alain Prost.

            E aqui estamos nós com mais uma sessão da Havoc Series, dando sequência à postagem das corridas completas da temporada de 1988. Depois de duas etapas disputadas, a terceira corrida da temporada naquele ano foi em Mônaco. Sim, Mônaco ser a terceira etapa da competição não parecia algo assim tão anormal, porque a temporada por vezes começava bem mais tarde: o Grande Prêmio do Brasil, que abriu a temporada daquele ano, foi realizado no dia 3 de abril, quando hoje, nesta data, já seria disputada até a 3ª ou 4ª corrida, dependendo de como é feito o calendário da F-1 atual. San Marino, a segunda corrida, foi no dia 1º de maio, e Mônaco, a terceira prova, foi dia 15 de maio naquele ano, para vocês verem como era.

            E, bem, não houve surpresas nos treinos de classificação, com a McLaren, e principalmente Ayrton Senna, a monopolizarem a primeira fila, com o brasileiro a fazer a pole com quase 1s5 de diferença sobre Alain Prost. O resto do grid era mero coadjuvante, e a Lotus começava a ver o seu calvário do ano tomar forma clara: Nélson Piquet foi apenas o 11º no grid, e Satoru Nakajima nem conseguiu se classificar, ficando apenas com o 27º tempo entre os 30 carros que treinaram. Sim, tinha isso naquela época, onde 26 largavam, e alguns carros ficavam de fora do grid, por não conseguirem ficar entre os 26 melhores tempos.

            A corrida em si não teve muitos pormenores de nota, exceto as confusões normais da primeira volta, onde três carros tiveram suas provas comprometidas ali mesmo, um deles Nélson Piquet, que foi tocado, danificou o bico do carro e, por tabela, a suspensão dianteira, sendo o primeiro fim de semana negro de muitos que o brasileiro e a Lotus enfrentariam a partir dali. Senna pulou na frente e foi-se embora, enquanto Prost ficava preso atrás de Gerhard Berger no arranque da largada. O francês conseguiria recuperar o segundo lugar, mas Ayrton já tinha disparado na frente, e só um desastre tiraria o triunfo do brasileiro, o que acabou acontecendo, afinal, à 67ª volta, quando Senna bateu em Portier de maneira quase inexplicável, alegando mais tarde ter se distraído. Senna desceu do carro e foi para seu apartamento, que era ali perto, só conversando com o time algumas horas depois, quando nem eles sabiam o seu paradeiro. Prost conquistava sua 4º vitória no principado, com Gerhard Berger conseguindo mais um pódio para a Ferrari, que era muito animador porque Michele Alboreto completava o pódio com o 3º lugar, com os dois pilotos da Ferrari fechando o pódio, apesar de mais uma corrida dominada pela McLaren. Derek Warwick, com a Arrows, foi o 4º, enquanto Jonathan Palmer conseguia uma esforçada 5ª colocação com a Tyrrel, e Riccardo Patrese anotava o primeiro ponto do ano para a ex-poderosa Williams, que tinha sido campeã em 1987 tanto em construtores quanto em pilotos, e agora penava em posições secundárias no grid e nas corridas. A prova pode ser vista completa no link abaixo, postado no You Tube pelo usuário Rodrigo Thiago Forell:

 

https://www.youtube.com/watch?v=1W4S5vfFks4

 

            Duas semanas após Mônaco, era a vez do Grande Prêmio do México, no conhecido autódromo Hermanos Rodriguez. Mais uma vez, a McLaren sobrou na classificação, e mais uma vez, Ayrton Senna era o pole-position, com mais de 0s6 de diferença para Alain Prost. Gerhard Berger era o 3º colocado, com a Ferrari, e Nélson Piquet, com a Lotus, parecia deixar o momento ruim de Mônaco para trás. A primeira largada acabou abortada pelo carro de Alessandro Nanini, da Benetton, ter apagado no grid. Mas tudo deu certo na segunda, mas Prost assumiu a liderança na freada da primeira curva, enquanto Piquet assumia a 2ª posição, com Senna caindo para 3º, mas recuperando a 2ª colocação ainda no final da primeira volta.

            Prost ia firme na frente, e Senna, mesmo tentando tudo, não conseguia se aproximar, embora Prost não se distanciasse tanto assim. Piquet, que começou bem a corrida, acabava superado por Berger, mas ainda conseguia se manter em um firme 4º lugar, e assim parecia ser, até que mais à frente na prova, os motores Honda da Lotus quebraram tanto com Nakajima quanto com Piquet, fazendo a Lotus reviver o seu calvário iniciado em Mônaco, e com o time saindo novamente zerado, depois de andar relativamente bem na corrida. Berger até tentava se aproximar, mas era inútil: não havia como alcançar a dupla da McLaren, que assim garantiu mais uma dobradinha na temporada, com novo triunfo de Alain Prost, com Ayrton Senna em 2º lugar, e Gerhard Berger fechando o pódio em 3º lugar, em mais um resultado bem satisfatório para a Ferrari, que teve também Michele Alboreto em 4º. E quem comemorou também foi a Arrows, que conseguiu um excelente resultado com o 5º e 6º lugares com Derek Warwick e Eddie Cheever. Mais uma dobradinha McLaren, reforçando o domínio que já se revelava massacrante na temporada de 1988, com as demais equipes a mostrarem-se incapaz de desafiar o ritmo dos carros da equipe de Woking. O vídeo completo da corrida pode ser visto no link abaixo, postado no You Tube, pelo usuário MrVinicius F1 1995:

 

https://www.youtube.com/watch?v=Sv_0FY5WHGM

 

Com o triunfo de Alain Prost, o francês ia a 33 pontos em quatro provas. Gerhard Berger era o vice-líder com 18 pontos, e Ayrton Senna era o 3º colocado, com 15 pontos. Michele Alboreto era o 4º colocado, com 9 pontos, enquanto Piquet era o 5º colocado, com 8 pontos. A McLaren já disparava na competição, enquanto a Ferrari ocupava a segunda posição no campeonato de construtores (48 da McLaren contra 27 da Ferrari), e o restante ficando lá para trás na pontuação. E assim, fechamos esta postagem, mas vem mais por aí, então, fiquem atentos para as demais postagens das corridas desta temporada de 1988...

Alain Prost largou melhor no México e lá ficou até a bandeirada final, em mais um triunfo do piloto francês na temporada de 1988.

 

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