E quem diria, já estamos fechando o ano de 2025. Estamos às vésperas do Natal, e isso significa que este ano efetivamente terminou, e que agora estamos já perto de começar 2026. Momento de descansar, com os campeonatos encerrados, campeões apresentados, e uma pausa mais do que necessária, antes de retomarmos as atividades que o novo ano sempre trás. E, mais uma vez, como já é praxe por aqui no blog, chegamos à hora de mais uma edição da Cotação Automobilística, a última deste ano, com uma avaliação de alguns dos principais acontecimentos e nomes do mundo da velocidade neste mês de dezembro, com o tradicional esquema de sempre: EM ALTA (cor verde); NA MESMA (cor azul); e EM BAIXA (cor vermelha). Uma boa leitura a todos, e até a próxima Cotação Automobilística, já no próximo ano. E 2025 se vai, com muita coisa tendo acontecido, nem todas boas como esperávamos, e portanto, esperemos que 2026 seja melhor em muitos aspectos. Portanto, até o próximo ano, pessoal, e cuidem-se bem...
EM ALTA:
Lando Norris: O piloto inglês da McLaren chegou ao título da temporada 2025 da Fórmula 1, e coroou um campeonato onde quase chegou a ser dado como derrotado após o abandono na etapa da Holanda por quebra de motor, mas soube reagir, e aproveitar as oportunidades, em que pese ter evidenciado falhas em diversas outras etapas da temporada. Mas ele foi quem, no cômputo geral, errou menos, e soube se manter sempre nas chances de chegar ao título, apesar dos pesares, mesmo quando não parecia ser o melhor candidato disponível. Norris chegou lá, enfim, e agora, terá o desafio de provar que seu título foi devidamente merecido, e não porque os adversários mais capacitados ou não tiveram carro à altura para disputarem, ou porque erraram ainda mais. E todo campeão passa a ser o piloto a ser batido, não importa quem seja. Mas com o novo regulamento técnico em 2026, será que a McLaren manterá sua excelência técnica? A conferir...
Max Verstappen: O tetracampeão holandês encerrou a temporada 2025 da F-1 em alta, com três vitórias incontestáveis, e por pouco não levanto o pentacampeonato mundial, sendo o piloto que mais corridas venceu no ano, com oito triunfos, contra sete de Oscar Piastri e Lando Norris, o que demonstra que de fato, o melhor piloto não faturou o título este ano. Quando a Red Bull claudicou no início do ano, Verstappen pouco pode fazer para discutir a supremacia da McLaren, mas nem por isso o piloto do time dos energéticos baixou os braços, indo sempre à luta, às vezes de forma mais aguerrida do que o necessário, e sendo devidamente penalizado por isso. Mas quando a Red Bull conseguiu evoluir o seu carro, dando-lhe mais competitividade, coube a Verstappen fazer o que sempre fez de melhor: partir para o ataque, aproveitando as brechas e erros dos adversários para capitalizar de forma que só ele é capaz, e com isso, chegando para uma improvável disputa de título que ninguém, nem mesmo ele, acreditava ser possível no início do campeonato. Agora é partir para 2026 na esperança que a nova associação Red Bull/Ford consiga lhe proporcionar as condições ideais de se manter competitivo para tentar novas conquistas na categoria máxima do automobilismo...
Sébastien Ogier: Mesmo deixando de disputar três etapas na temporada 2025 do Mundial de Rali, o francês Sébastien Ogier conseguiu um grande feito, conquistar o título do campeonato, e chegar ao eneacampeonato na categoria, igualando o feito de seu compatriota Sébastien Loeb, que também levou nove taças de campeão na principal competição mundial de rali do planeta. Loeb, quando passou a disputar apenas etapas esporádicas do WRC, abdicou definitivamente das chances de conquistar um 10º título na competição, e parecia que Ogier seguiria pelo mesmo caminho, quando há alguns anos tomou decisão similar. Mas Ogier continuou competindo em diversas provas, e neste ano, mesmo ficando sem participar de três etapas, ainda conseguiu ir bem o suficiente nas demais provas para não apenas conquistar mais um título, mas ser o piloto que mais venceu no ano, o que mostra como os adversários falharam em impedir que Sébastien engordasse sua relação de títulos mais uma vez. E agora fica a dúvida: Ogier irá em busca do 10º título e superará Loeb na quantidade de campeonatos? Podemos ver isso já em 2026, e os adversários que se preparem...
Felipe Fraga: Felipe conseguiu chegar ao bicampeonato na Stock Car Brasil, e valorizar ainda mais seu talento e capacidade, em um ano onde a principal categoria do automobilismo nacional infelizmente patinou feio com os novos carros adotados, e se complicou sobremaneira em diversos problemas que tiraram boa parte do brilho da temporada, com a Stock se vendo às voltas com diversos percalços que deixaram manchas indeléveis sobre o profissionalismo e competência tanto por parte da Vicar quando da própria CBA para resolverem os problemas apresentados. Mas Fraga nada tinha a ver com isso, e averbou mais um título. Os rivais não conseguiram fazer o que era preciso para impedi-lo, e que tratem de fazer melhor em 2026, quando se espera, também, que a própria Stock reencontre o seu caminho e volte a ser de fato a categoria por excelência do automobilismo nacional, sem reprisar as confusões técnicas e esportivas vivenciadas este ano...
Equipe Williams: O time fundado por Frank Williams teve em 2025 a sua melhor temporada em vários anos, e o motivo básico, mas óbvio para isso, é que pôde contar com uma verdadeira dupla de pilotos em tempo integral, uma vez que nos últimos anos, a preferência por manter pilotos pagantes, por mais que tenha garantido fundos para se manter na competição, parece infelizmente ter se concentrado em pilotos de capacidade extremamente limitada em termos de talento e velocidade, como ficou provado no ano passando, assim que dispensou Logan Sargeant. O time também conquistou, com Carlos Sainz Jr., seus primeiros pódios em corridas efetivas em vários anos, e terminou a temporada no TOP-5, uma posição nada desprezível, em que pese adversários de peso como a Aston Martin terem tido anos realmente fracos, talvez até mais do que se esperasse deles... É também uma amostra do trabalho duro desenvolvido em 2024 para reorganizar a escuderia depois de anos de marasmo na área técnica, visando retornar ao pelotão da frente, o que não se concretizou este ano, mas gerou frutos expressivos só pelos pódios conquistados, que não foram exatamente obra do acaso, mas de performances genuínas por parte do piloto, e quem sabe, as esperanças de dias mais auspiciosos para uma das mais tradicionais equipes da história da F-1, que possa voltar a disputas de fato as primeiras posições nas corridas...
NA MESMA:
Equipe McLaren: O time de Woking conquistou pelo segundo ano consecutivo o mundial de construtores na F-1, e finalmente se tornou novamente campeão de pilotos também, com Lando Norris, o primeiro da escuderia desde o título de Lewis Hamilton em 2008, mas se a escuderia foi excelente na área técnica, na gestão de seus pilotos e na área estratégica, a equipe cometeu muitas burradas e foi inepta para gerenciar situações que uma escuderia que quer ser campeã jamais deveria permitir. A desclassificação em Las Vegas quase foi catastrófica, em um momento-chave da temporada onde a aproximação de Max Verstappen voltava a se tornar extremamente perigosa para o campeonato de pilotos, e o erro de não parar no safety car em Losail praticamente entregou de bandeja outra vitória que estava a vir para o time, e ainda em dobradinha. Além disso, apesar de permitir a luta interna de seus pilotos, o time não conseguiu controlar isso adequadamente durante a temporada, deixando transparecer um certo clima de favorecimento a Lando Norris que certamente não pegou bem para a imagem da McLaren, mais uma vez, repetindo algumas mazelas do time já vistas em 2024. Se o time mantiver-se competitivo e forte em 2026, precisará tomar cuidado para evitar erros deste tipo, e resgatar a imagem da escuderia impecável que era durante os tempos de glória dos anos 1980 e 1990.
Equipe Mercedes: A Mercedes ficou mais um ano em que, se não voltou a ser o time vencedor de antes, pelo menos também não caiu para trás. Mas a escuderia, a exemplo das últimas temporadas, continuou a ser uma figurante de luxo no cenário, chegando ao vice-campeonato de construtores com uma campanha sólida de George Russell, e pelo menos tendo uma performance honesta de Andrea Kimi Antonelli. Mas a escuderia contou com a má forma da Red Bull, e principalmente, da Ferrari, para se manter nesta colocação, pois a Red Bull, com Verstappen, mesmo ficando atrás nos construtores, foi para a disputa de título com Verstappen, enquanto a Ferrari, que foi vice-campeã de construtores em 2024, despencou com um novo carro que não rendeu o que se esperava. E assim, a Mercedes encerrou a atual era dos carros de efeito-solo como um time que não conseguiu encontrar a receita das vitórias, que se tornaram apenas ocasionais desde 2022. A esperança agora vem nas novas regras técnicas de 2026, quando carros e propulsores terão muitas diferenças, mas que ninguém se engane achando que a concorrência será menos feroz. As flechas de prata voltarão à sua forma áurea, ou continuarão claudicantes?
Começo complicado dos brasileiros na nova temporada da F-E: Mais um campeonato do certame de carros elétricos teve início neste mês de dezembro, e o Brasil, voltando a contar com dois pilotos brasileiros no grid, certamente não teve sorte com a etapa de estréia da temporada, aqui em São Paulo. Lucas Di Grassi, lutando contra a performance ainda incipiente da Lola ABT Yamaha, até conseguiu ficar firme nas posições de pontos, até se envolver em um enrosco com Edoardo Mortara e dar adeus à competição, e ainda ganhando punição para pagar na próxima etapa, na Cidade do México, como sendo desgraça pouca é bobagem. Já Felipe Drugovich até que teve uma estréia firme, mas o belo 5º lugar na bandeirada final acabou indo para o brejo por ter feito uma ultrapassagem em regime de safety car, o que derrubou nosso novo piloto na competição para a 12ª colocação, ficando de fora dos pontos. O único ponto positivo é que a Andretti, que venceu a corrida com Jake Dennis, gostou do desempenho de Drugovich, que tem um carro competitivo, e pode buscar melhores resultados, como foi visto no triunfo de seu companheiro de equipe. Agora é esperar ver se o azar sai de perto, e nossos pilotos, claro, fiquem sem cometer erros na pista...
Fernando Alonso: O bicampeão teve um ano duro na Aston Martin, que mais uma vez decaiu em termos de competitividade e performance na temporada da F-1, mas ainda assim, com todos os problemas, o espanhol voltou a mostrar serviço e suplantou Lance Stroll, que havia tido mais sorte nas corridas no início do ano. Alonso continua mostrando serviço, e em 2026 talvez tenha o desenlance definitivo de sua carreira na categoria máxima do automobilismo, quando terá à disposição um carro concebido por Adrian Newey, além de contar com os propulsores da Honda, já que o time inglês será a equipe oficial dos japoneses. Sem dúvida que Fernando ainda sonha com a possibilidade de um terceiro título, e se a Aston Martin tiver um carro competitivo, o asturiano mostra do que é capaz, como vimos em 2023, onde ele brilhou com um carro forte, mas só não venceu diante da hegemonia da Red Bull na competição. A esperança se renova para 2026, mas sem sabermos se irá de fato se concretizar...
Equipe de transmissão renova com a Bandeirantes: A Fórmula 1 deixou a Bandeirantes e voltou para a Globo, mas ao contrário do que aconteceu anos atrás, quando praticamente quase toda a equipe principal de transmissão da emissora carioca foi para o canal paulista, agora quase todo mundo ficou na Bandeirantes, uma vez que a Globo decidiu não trazer ninguém de lá para sua retomada das transmissões, preferindo usar apenas seus próprios profissionais. Sérgio Maurício, que foi o narrador nestes cinco anos da F-1 na Bandeirantes, renovou contrato e permanecerá na emissora, certamente narrando outras categorias do esporte a motor que a emissora possui, talvez a Indycar, ou até outros esportes. Reginaldo Leme, que afirmou ter se aposentado das transmissões da F-1 com o fim da temporada 2025, renovou contrato com a emissora paulista, onde já estava um ano antes da F-1 ir para lá, e deve continuar ligado às transmissões automobilísticas do canal, assim como Max Wilson e Felipe Giaffone. Mariana Becker, contudo, não renovou com a Bandeirantes, uma vez que trabalha no exterior, e segundo conversas, já teria sido sondada para integrar equipe de transmissão de outras emissoras, como a própria SKY Sports, que já possui um grande número de profissionais que cobrem a F-1. É o fim de uma era para muitos profissionais que se tornaram conhecidos pelas transmissões que fizeram da categoria máxima do automobilismo, mas que seguirão trabalhando agora em outros esportes e categorias na Bandeirantes.
EM BAIXA:
Presidente da FIA reeleito: Ben Sulayem ganhou um novo mandato de 4 anos à frente da FIA, mas isso não foi uma vitória, já que ele manobrou para ser candidato único, inviabilizando as candidaturas de potenciais opositores que poderiam complicar seus planos de reeleição, com óbvias ações na justiça européia com relação a estas regras esdrúxulas que foram implantadas justamente para inviabilizar que outros candidatos pudessem fazer oposição a ele, de modo que, até que as ações sejam julgadas, a aparente vitória de Sulkayem não passa de uma fragorosa derrota na prática, onde o dirigente se mostrou covarde e desonesto para enfrentar uma eleição limpa e decente, para se aferrar à presidência da Federação Internacional de Automobilismo por mais um mandato que cada vez ganha ares maiores de ser ilegítimo e manobrado, em um desgaste que a entidade que comanda o automobilismo mundial não precisava para ficar arrumando sarna para se coçar, infelizmente...
Lewis Hamilton: O heptacampeão mundial teve uma temporada melancólica de estréia pela Ferrari, onde piloto e time não conseguiram se encontrar na sintonia necessária para produzirem os resultados que se esperava desta união. Não apenas a escuderia errou no projeto do carro, como o piloto inglês sofreu mais do que se esperava para se acostumam com as relações de trabalho e com um projeto de bólido muito diferente do que ele se acostumou a ver na última década, quando defendeu a Mercedes. E o próprio Lewis teve desempenhos muito abaixo do que ele próprio e a torcida esperava, para não mencionar que nas últimas corridas, o próprio piloto conseguiu a proeza de ser eliminado logo no Q1, uma marca negativa nunca alcançada por um piloto ferrarista desde que o sistema passou a ser implantado na F-1. Será que Hamilton conseguirá se reerguer no time italiano como ele esperava fazer? Com o novo regulamento técnico a entrar em 2026, a resposta será mais crucial do que nunca, para vermos se o heptacampeão conseguirá renascer, ou se apagará de vez na categoria máxima do automobilismo...
Equipe Alpine: O time francês foi a decepção da temporada. Além de entrar na temporada 2025 já com um equipamento que não seria desenvolvido, o propulsor da Renault, diante de sua já anunciada desistência da F-1 ao fim deste ano, o carro foi o pior do grid, deixando os pilotos reféns de sua falta de performance, onde Pierre Gasly só salvou pontos em alguns momentos excepcionais. Além disso, a troca conturbada de Jack Doohan por Franco Colapinto, numa das manobras premeditadas de Flavio Briatore, que voltou a tratar pilotos como mercadorias substituíveis a seu bel prazer, não resultou em melhora nenhuma para a escuderia, que continuou a sofrer com más atuações, mais por conta do carro fraco do que pela qualidade dos pilotos propriamente. A manutenção do argentino, mais por conta dos patrocínios do que pela qualidade de pilotagem, merece uma nova chance em 2026, mas totalmente condicionada à qualidade do novo carro que será concebido, uma vez que motor decente eles terão, os Mercedes, mas não adiantará nada se o carro for mais uma vez uma draga que tornará a vida de seus pilotos um inferno na pista, sem chances de redenção. Flavio Briatore já foi muito mais competente em velhos tempos, onde apesar de sua condução ética duvidosa, pelo menos apresentava resultados...
Campeonato 2025 da Stock Car: a temporada 2025 da maior categoria do automobilismo brasileiro certamente foi das mais atribuladas de que há notícia. A introdução dos novos SUVs como carros de competição até que foi comemorada a princípio, como uma forma de renovação dos ares do certame, que há anos usavam as mesmas “bolhas” dos carros, mas certamente ninguém imaginou que a implantação dos novos carros e motores pudesse ser tão problemática, com falta de peças, problemas crônicos de fiabilidade, e ainda mais com denúncias de falta de segurança nos novos carros cujas consequências estão resultando até em processo de piloto contra a Vicar e CBA pelos desmandos ocorridos nesta área da competição, que felizmente não resultou em situações piores por muita sorte, mas que não pode se dar ao luxo de esperar que algo grave aconteça para finalmente serem tomadas medidas efetivas a respeito. Treinos cancelados, outros adiados, as programações de horários não-cumpridas, a ponto de a Globo, que transmite a categoria nos canais do SporTV, começar a ver até se continua a transmitir a competição em 2026, insatisfação de vários pilotos com o modo com as coisas foram sendo adotadas, tudo isso resultando em um ambiente de descontentamento que só não está explodindo de vez graças ao estapafúrdico regulamento que proíbe e pune severamente times e pilotos que criticarem o campeonato, sob justificativa de “denegrirem a imagem da competição”, algo que, se ocorreu, não foi por parte de times e pilotos, mas da própria Stock, que precisa descer de sei pedestal e botar a casa em ordem antes que tudo piore. Veremos se eles botam a casa em ordem em 2026... Ipiranga e Mobil, duas patrocinadoras de longa data da competição, resolveram não esperar para ver, e pularam fora...
Perspectivas de transmissões piores em 2026: A Fórmula 1 e a Indycar mudam de casa no Brasil no próximo ano, e a expectativa dos fãs é de uma queda generalizada na qualidade das transmissões, se comparado ao que vimos nos últimos anos. A Globo, que volta a transmitir a F-1, já avisou que só exibirá 15 provas na TV aberta, ficando o restante ao SporTV, para quem quiser acompanhar tudo, ao contrário da Bandeirantes que exibia tudo ao vivo no canal aberto, para não mencionar, claro, as velhas teimosias da emissora carioca, que quando mencionou a vitória de Max Verstappen em Abu Dhabi, já voltou a chamar a Red Bull apenas de “RBR”. Na Indycar, a Bandeirantes, que também volta a exibir a competição, também avisou que só irá transmitir metade das corridas no canal aberto, e o restante ficará com o Bandplay, reduzindo drasticamente a opção do fã de ver as corridas em TV aberta. Quem quiser acompanhar a competição na íntegra terá de ser pela TV por assinatura, uma vez que a ESPN transmite todas as provas do campeonato ao vivo... Tempos difíceis aguardam os fãs no próximo ano, de fato, no que tange às transmissões destas duas categorias na TV aberta nacional...

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